VOLEIBOL SENTADO
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Organização ofensiva em sistema
Considera-se que uma equipa entra em sistema quando pode utilizar quase na
totalidade o seu potencial de ataque ou seja: todos os atacantes disponíveis; pode
atacar em toda a frente de rede; com todas as opções e tempos de passe e de
ataque. Resumidamente, sem grandes limitações ofensivas.
Nesta situação, podemos considerar que a equipa está a jogar em sistema. O que
aumenta a possibilidade de sucesso na organização ofensiva em oposição ao
agravar das dificuldades da organização defensiva adversária.
Organização ofensiva fora de sistema
Uma equipa fica fora de sistema quando vê reduzido o seu potencial de ataque ao
ponto de facilitar a organização defensiva adversária. Habitualmente, isto acontece
devido a três razões fundamentais:
- Os atacantes não podem atacar ou entrar rápido para atacar;
- O distribuidor não pode realizar o segundo toque, que terá de ser realizado por
outro jogador não especialista, limitando assim a organização ofensiva;
- A bola ter sido defendida ou recebida para fora da zona de distribuição que
permita a organização ofensiva com todas as opções de ataque.
Em todas estas situações tem de estar definido como é que a equipa deve proceder
e quais são as opções que deve privilegiar.
Protecção ao ataque de KI
A protecção ao ataque no Voleibol Sentado está posicionalmente definida pelo facto
da menor dimensão do campo e da dinâmica do próprio jogo. As linhas de
protecção estão definidas por si só. Sendo assim, resume-se praticamente a estar
predisposto e atento para proteger e reagir adequadamente à reflexão de bola no
bloco.
Transição ou contra-ataque de KI
Como o ataque de KI é normalmente de elevada complexidade e muito forte, vai
colocar a equipa adversária em sérias dificuldades para devolver ou atacar a bola,
levando a que o contra-ataque da equipa que está em KI também seja novamente
muito forte e de elevada organização ofensiva.




