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VOLEIBOL SENTADO

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Sabemos também que a inactividade física é considerada actualmente, o 4º

principal factor de risco para a mortalidade a nível mundial bem como um dos

principais factores de risco para doenças não declaráveis.

A inclusão do desporto como arma de integração do individuo portador de

deficiência está patente em diversos documentos oficiais a nível mundial (European

Charter of Sport-for-all, Council of Europe, 2001; UK National Curriculum –

Statutory Inclusion Statement, Lancashire Grid for Learning, 2000; Memorandum

zum Schulsport, DVS, DOSB & DSLV, Germany 2009; Fit-Für-österreich-Charta,

BSO, Austria 2008).

Assim, e de acordo com as

guidelines

actuais de diversas sociedades científicas, o

exercício físico deve fazer parte da rotina diária de um indivíduo saudável. Este

surge também como uma das mais importantes intervenções terapêuticas não

medicamentosas utilizadas na prevenção e tratamento de diversas patologias.

Para a pessoa portadora de deficiência, a participação em actividades desportivas

de competição é também considerada como uma intervenção terapêutica

mandatária para melhoria dos atributos físicos, psicológicos e laborais. Segundo

Sherril (2004) a prática de actividade física de lazer ou o desporto de competição

deve ser encorajada nos jovens portadores de deficiência para ajudar a ultrapassar

os receios e estigmas psicológicos inerentes à sua condição. Neste aspecto, o

desenvolvimento de capacidades físicas residuais pode ser o primeiro ponto de

partida para o desenvolvimento das competências sociais e melhoria dos níveis de

socialização.

Está também demonstrado que a utilização dos sistemas de integração inversa, em

que no desporto adaptado de competição são integrados indivíduos não portadores

de deficiência, em minoria relativamente à totalidade do grupo, é um meio eficiente

de reduzir o

gap

existente entre os indivíduos portadores e não portadores de

deficiência, levando a um ganho secundário de auto-aceitação nos primeiros

(Greenwoodet al 1990).

A obesidade é considerada um importante indicador de saúde nestes indivíduos,

existindo estudos que revelam uma maior incidência de obesidade nesta faixa de

população, ajustada para os diversos factores sociodemográficos. Estes elevados

níveis de obesidade podem condicionar dificuldades acrescidas aos portadores de

deficiência uma vez que a propensão ao descondicionamento físico e isolamento