Técnicas do Treinador - Manual dos Cursos de Grau I e II
TÉCNICAS DO TREINADOR – MANUAL DOS CURSOS DE GRAU I E II 40 assim, treinar a complexidade da organização ofensiva da sua equipa em KI de primeira bola. - O treinador lança a bola sobre a rede desde o campo adversário. Deste modo, vai dar muito tempo aos jogadores para se organizarem decidirem relativamente à intervenção sobre a bola, o que permitirá à equipa entrar mais vezes em sistema e melhorar o nível de organização ofensiva. Por outro lado, permite ao treinador seleccionar o jogador que vai realizar o primeiro toque e dar mais volume de treino a um determinado jogador em particular ou a uma situação específica que a sua equipa precisa de treinar. Além disso, permite preparar a equipa para um aspecto particular utilizado por um determinado adversário. - O treinador, posicionado lateralmente ao campo, coloca a bola na equipa que está a treinar em situação de KII; esta, por sua vez, tem de enviar a bola ao primeiro toque para o campo adversário. Nesta situação, a equipa poderá treinar o contra-ataque à bola morta em situação de transição de KI muito mais real, tendo em conta que, na maioria das vezes, o KI de primeira bola é muito forte e a devolução da bola pela equipa adversária é fácil. Então, são estas situações que devemos treinar. A devolução da bola, pelo adversário, torna a situação mais real, ou seja, parecida com as devoluções que ocorrem em jogo. Por outro lado, a equipa que devolveu a bola morta irá treinar a organização defensiva ao contra-ataque de KI, que, normalmente, ocorre após devolução de bola fácil e que por essa razão será um contra-ataque com um nível de complexidade muito elevado e difícil de parar, tornando assim a situação mais real para a equipa em Complexo 2 (Komplex 2 – KII). - O treinador lança a bola do fundo do próprio campo. Nesta situação, o treinador tem muito mais controlo sobre o ritmo e a intensidade impostos à organização ofensiva da equipa que está em KI, podendo colocar a bola perfeita no local de distribuição e promover o treino da organização ofensiva com o máximo das possibilidades. Pode mover o distribuidor paralelamente à rede e treinar o ajuste do central, com o ponto de queda da bola, com o distribuidor e, consequentemente, o ajuste dos restantes atacantes com o central e com o distribuidor; pode treinar o ataque com a bola fora da rede, a ligação do central e do ataque de ponta contra bloco colectivo. Para a equipa que está a treinar em situação de KII e a fazer oposição a esta equipa, o trabalho centra-se muito na organização do sistema de bloco, principalmente o trabalho de tomada de decisão e
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