Técnicas do Treinador - Manual dos Cursos de Grau I e II
TÉCNICAS DO TREINADOR – MANUAL DOS CURSOS DE GRAU I E II 25 Variando a execução do serviço, podemos privilegiar diferentes momentos e técnicas a treinar durante os exercícios de organização colectiva. - Serviço que cria muitas dificuldades: Para a equipa que está em KI - Privilegia o treino do KI fora de sistema, consequentemente o passe fora da rede, o passe de bola alta, o ataque contra bloco colectivo. Para a equipa que está em KII - Privilegia o bloco colectivo, aumenta o número de defesas com sucesso e, consequentemente, o contra-ataque. - Serviço muito colocado e agressivo, nas zonas de conflito da recepção: Para a equipa que está em KI - Privilegia a comunicação e a organização dentro do sistema de recepção, organização ofensiva com alguma complexidade (tempos de ataque mais rápidos, maior número de distribuições junto à rede, maior número de atacantes envolvidos nas combinações de ataque). No entanto, alguns dos atacantes ainda ficam hipotecados na recepção. Para a equipa que está em KII - Privilegia a tomada de decisão do blocador central, o bloco com a ajuda dos pontas, a comunicação entre blocadores e dos blocadores com a defesa e o contra-ataque pelas pontas com bola alta. - Serviço menos agressivo: Para a equipa que está em KI – Privilegia o treino de KI em sistema, o que determina uma organização ofensiva de elevada complexidade. Com ataque após combinação. Para a equipa que está em KII - Privilegia a organização colectiva do sistema de bloco e defesa e a tomada de decisão. Contra-ataque com bola difícil, introduzida pelos treinadores, para a defesa ou para o distribuidor, que promova situações de ataque com oposição de bloco colectivo compacto. - Serviço do adversário - Um outro aspecto a ter em conta e que influencia o tipo de serviço a utilizar em treino é o tipo de serviço do adversário que vamos defrontar na próxima competição. As tendências de serviço do adversário são definidas pelo tipo de serviço efectuado, os ângulos e as trajectórias de serviço, percentagens de serviços por zona, a percentagem de serviços curtos ou no fundo de campo, os recebedores atacantes que atacam mais frequentemente no serviço,
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