O Voleibol (Janeiro-Julho 2020)
É um tempo de readaptação, de equilíbrio emocional. Estamos todos no mesmo barco, esperando que a tempestade chegue ao seu fim. Só nos resta curtir o momento da melhor maneira possível com a nossa família, amigos…O nosso desejo é que o regresso à competição seja feito com total segurança. Gostaria ainda de transmitir ainda uma palavra de força e ânimo a todos os portugueses: Unidos venceremos o Covid-19!”. momento. Apesar de Portugal ter fechado primeiro as fronteiras. Quanto ao Brasil, não me parece que a população e os governantes estejam de todo consciencializados em relação ao Covid-19, visto que algumas regiões e cidades ficaram em quarentena mas outras não. Além disso, muitos estão a aproveitar o momento para desviarem o foco e para fazerem política, deixando de lado as medidas de prevenção a serem tomadas contra a propagação do vírus. 15 A homenagem feita pelo Município de Gondomar na IV Gala do Desporto significou muito porque ser uma referência na modalidade de Voleibol da nossa terra é muito gratificante, e gostaria que o Voleibol na minha cidade crescesse ainda mais. Estou muito grato às pessoas que fizeram essa homenagem e, mais uma vez, o meu «muito obrigado» à cidade. do Mundo de 2002, porque jogar um Mundial não é para todos e não acontece regularmente. E o segundo foi ganhar a Liga Europeia em 2010. Depois de tanto sacrifício, trabalho e paixão pelo Voleibol e acreditar que um dia viria a conseguir um título ao serviço da Selecção é uma coisa que não é fácil exprimir por palavras... É bom demais! Deixar de representar o nosso País a nível internacional é uma sensação de tristeza, mas, simultaneamente, de muita alegria por tudo o que a Selecção me deu e por tudo aquilo que ajudei a conquistar para ela. Na Seleção Nacional tem vindo a ser formado um grupo de jogadores mais jovens, que têm sido incansáveis na dedicação e no trabalho do dia-a-dia, e espero que eles aproveitem aquilo que eu e outros jogadores da minha geração ajudámos a construir. Para mim, o Voleibol continua a ser uma paixão e esteve em primeiro lugar na minha vida durante muito tempo, mas agora «divido» essa paixão com a minha esposa e filha”. Momentos altos na Selecção Nacional, para mim. são todos porque representar a Selecção é o sonho de um atleta, mas um dos momentos altos foi ser apurado para o Campeonato Aos 46 anos, ainda com uma forma física invejável, e depois de passar por clubes como SC Espinho, Castêlo da Maia GC, CD Numância (Espanha), SL Benfica, Caribes de San Sebastián (Porto Rico), AJ Fonte do Bastardo ou AA Espinho, o Zona 4 continua a representar o emblema que o viu nascer, na década de 80, para o Voleibol, a Ala Nun'Álvares de Gondomar, que ainda se mantém na luta pela subida à I Divisão. "Este tempo em confinamento deu para conviver mais com a família, fazer coisas que eu pensaria fazer apenas nas férias ou ao fim-de-semana, rever acontecimentos antigos... O levantamento do estado de emergência foi uma boa notícia, mas também é bom lembrar que isto não passou de vez e que a população tem de manter alguns cuidados e respeitar as condições impostas pelo nosso Governo. Embora tenha continuado a jogar no Campeonato Nacional – e ligado ao Voleibol através das funções que desempenha na FPV –, em 2014, então com 40 anos e quando era o jogador mais internacional no activo (228 internacionalizações), Manuel Silva despediu-se da Selecção Nacional, que representava desde 1991. Manuel Silva é uma verdadeira lenda viva do Voleibol português. Manuel Silva: "O Voleibol continua a ser uma paixão" Entrevistas completas na página oficial da FPV na internet
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