08-JUNHO-2020
ARBITRAGEM E FORMAÇÃO DA FPV
MANTÊM DINÂMICA DE CONHECIMENTOS

Numa iniciativa que pretende um aproveitamento racional formativo de excelência neste tempo de ausência forçada de competição nos recintos desportivos, o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Voleibol (CAFPV), em colaboração com o Departamento de Formação federativo, continua a proporcionar aos árbitros nacionais a troca de experiências e a partilha de conhecimentos com «juízes» internacionais de renome.
Desta vez, e novamente com um número acima da meia centena, os árbitros portugueses assistiram e participaram em mais uma videoconferência sobre arbitragem, que desta vez teve como convidado o internacional brasileiro Paulo Turci.
Tratou-se do quarto evento da série «Um apito com...», que se estreou com a sérvia Zorica Bjelic, membro da Comissão de Arbitragem da Confederação Europeia de Voleibol (CEV).
Seguiram-se a também nomeada para os Jogos Olímpicos de Tóquio, a espanhola Susana Rodriguez, e o português José Casanova, Secretário da Comissão de Arbitragem e Leis de Jogo da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

Árbitro internacional desde 2004, o currículo de Paulo Ricardo Turci fala por si: indicado para diversas provas de nível mundial, como os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, dirigiu já jogos e finais de Campeonatos do Mundos (selecções e clubes), Taça do Mundo, Liga Mundial/VNL e naturalmente, Superliga Brasileira, estando indicado para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

No balanço desta concorrida sessão, Avelino Azevedo, Presidente do CAFPV, fez a avaliação desta conferência, denominada «A arbitragem nacional e internacional» no âmbito do Voleibol:
"Na minha opinião, foi uma das melhores conferências até ao momento ou não fosse Paulo Turci um dos melhores árbitros da actualidade. Tive oportunidade de o conhecer pessoalmente num Mundial disputado no México, que, curiosamente, foi a sua primeira prova internacional da FIVB, e depois a sua carreira fala por si. No entanto, nesta sessão online um facto referencial ficou bem claro para todos os presentes, e em português: qualquer árbitro de qualquer nível tem sempre, independentemente das suas obrigações profissionais, deveres a nível nacional, não só nos escalões seniores, como nos mais novos. A paixão
pela modalidade, as diferenças entre apitar a nível nacional e internacional, bem como o respeito que é conquistado pelas actuações dentro e fora do campo foram outros aspectos em realce nesta videoconferência que suscitou um número elevado de questões pelos participantes, o que demonstra o sucesso da mesma
."

Aproveitando esta dinâmica formativa, na segunda parte desta videoconferência, a que Paulo Turci fez questão de assistir, foi feito o visionamento e discussão de alguns casos de jogo do Voleibol, com a colaboração dos três árbitros internacionais portugueses de Voleibol: José Caramez, Nuno Teixeira e Raquel Portela, que apresentaram, cada um, "um caso de jogo, gerador de uma dinâmica troca de opiniões sobre os princípios que devem presidir à interpretação deste tipo de situações".

O próximo evento está agendado para o próximo domingo, dia 14 de Junho, com a presença de mais uma convidada que fala a língua portuguesa e também foi nomeada para os Jogos Olímpicos de Tóquio: a brasileira Maria Amélia Villas-Boas, um nome referencial do Voleibol de Praia internacional, presente em quatro edições dos Jogos Olímpicos: três como árbitra (Atlanta, Pequim e Londres – nestes dois últimos, apitou duas finais ) e uma, Rio de Janeiro 2016, como responsável pela gestão dos árbitros.
É membro da Comissão de Arbitragem da FIVB desde 2013 e supervisora e instrutora de árbitros desde 1994.

Este conjunto de iniciativas visa melhorar todos os pressupostos para uma arbitragem nacional a um patamar mais elevado nas próximas temporadas, contribuindo assim, de uma maneira construtiva e pedagógica, para a melhoria e o desenvolvimento do Voleibol e do Voleibol de Praia em Portugal.

 
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