20-MARÇO-2020
NO PAVILHÃO OU EM CASA
O VOLEIBOL DE PRAIA NÃO PÁRA!

O Covid-19 obrigou as pessoas a alterarem, por vezes drasticamente, o seu dia a dia. Como não podia deixar de ser, os efeitos nefastos da pandemia afectaram severamente todos os sectores da sociedade portuguesa, sendo o desporto um dos mais mediatizados.

Quando estava em pleno crescimento, como o seu Centro edificado em Cortegaça, e com os resultados a parecerem precocemente (a medalha de ouro na WEVZA em 2019, na Bélgica, e mais recentemente o 1.º lugar no Torneio de Inverno em Espanha e o 4.º lugar no torneio disputado na capital alemã), o projecto da FPV para tornar o Voleibol de Praia uma modalidade do quotidiano sofreu um duro golpe com o impacto do novo Corona vírus.
O Voleibol de Praia vacilou, mas não caiu e os técnicos e as duplas de atletas estão já a tratar de minimizar as consequências da quarentena e do estado de emergência, sobretudo através da criação de planos de treino individuais, como salienta Ricardo Rocha, o técnico responsável pelas selecções nacionais de Voleibol de Praia.

"Em relação à pandemia quero primeiro ressalvar e agradecer publicamente aos nossos profissionais de saúde, segurança e todos os que trabalham nos sectores primários e basilares da nossa economia, que arriscam diariamente a sua própria saúde para conseguirmos vencer esta «guerra». Um «MUITO OBRIGADO» a todos. Juntos vamos conseguir vencer.
Desportivamente, posso adiantar que os atletas de Voleibol de Praia, à semelhança dos do pavilhão e de outros desportos, estão a ser acompanhados à distância e dentro do possível, com planos físicos individuais, de forma a conseguirmos manter os ganhos que tínhamos até aqui.
É verdade que em relação à parte técnica tudo se torna tudo mais complicado, mas o que os atletas podem e devem fazer, enquanto estão nas suas casas, é manterem o contacto com a bola o máximo possível com alguns exercícios de controlo de bola
", refere o treinador nacional, recordando as mais recentes prestações das duplas de Voleibol de Praia:
"No Torneio de Berlim, bem como em todas as competições em que participámos até agora, a nossa maior preocupação era dar volume de jogo e avaliar as nossas duplas.
Desta forma, conseguirmos perceber quais as nossas debilidades e podemos planear e treinar de forma a evoluirmos mais rapidamente. Logicamente, quando jogamos um torneio tentamos sempre vencer e chegar às finais (no caso do torneio germânico às meias-finais), sendo que os bons resultados são sempre um factor extra de motivação
".

Em Fevereiro último, a FPV e a Junta de Freguesia de Cortegaça assinaram um Protocolo de Cooperação que contempla a criação de um Centro de Voleibol de Praia [ver notícia aqui]
Qual é a importância do pavilhão e dos campos ao ar livre em Cortegaça, tanto para os teus atletas como para o futuro do Voleibol de Praia em Portugal?
"O pavilhão de Cortegaça é um passo de gigante e necessário no nosso Voleibol de Praia. Permite-nos treinar com qualidade e com condições excelentes durante todo o ano, principalmente nos meses em que as condições metereológicas não são as melhores para a prática ao ar livre. Ao mesmo tempo «abre as portas» a novas possibilidades, como o aumento do número de atletas/selecções a trabalhar em simultâneo, a realização de estágios e torneios, sejam estes oficiais ou com carácter de treino. Só desta forma o Voleibol de Praia no nosso País poderá dar o salto qualitativo que precisa".

Ricardo Rocha tem duas duplas principais (uma de femininos e outra de masculinos) a trabalhar no Voleibol de Praia durante o ano inteiro: Vanessa Paquete/Beatriz Pinheiro (vice-campeãs nacionais de femininos) e Hugo Campos/João Pedrosa (vencedores do Torneio Sub-21 da WEVZA e 4.ºs classificados em Berlim).

Para além de terem disputado, na Grécia, os jogos de qualificação para a 2.ª Fase da Taça Continental de Voleibol de Praia, competição de acesso aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, Vanessa Paquete e Beatriz Pinheiro estiveram presentes em duas etapas de quatro estrelas do Circuito Mundial de Voleibol de Praia (2019 FIVB Beach Volleyball World Tour), na República Checa e na Polónia.

Vanessa Paquete (com Gabriela Coelho) foi campeã nacional de seniores 2018 e medalha de ouro no Torneio da WEVZA em 2018 e, com Daniela Silva, vice-campeã do Torneio de Sub-21 da WEVZA, na Albufeira do Azibo, em 2014; Beatriz Pinheiro (com Inês Castro) classificou-se no 17.º lugar no Campeonato da Europa de Sub-20, em 2018, e em 17.º no Europeu de Sub-20, em 2017. Nesse ano, Inês Castro e Beatriz Pinheiro alcançaram o 4.º lugar no Torneio de Sub-21 da WEVZA de Voleibol de Praia e a medalha de prata nos torneios de Voleibol de Praia dos IX Jogos CPLP, em 2014.

 
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