29-JUNHO-2012
FALTOU A ESTOCADA FINAL...

A Bulgária encontrou hoje em Portugal um osso duro de roer. A equipa das
quinas venceu o primeiro set e ombreou quase sempre com o seu poderoso
adversário, que triunfou perante o seu público por
3-1 (21/25, 25/18,
25/20 e 25/21). No bloco, uma das armas mais fortes dos búlgaros,
Portugal conseguiu mesmo ser superior, mas alguns erros não forçados
impediram-no de ir mais além...
O próximo jogo da equipa nacional será disputado amanhã, frente à
Alemanha, pelas 17h30 locais (15h30 em Portugal) e poderá ser seguido na
Sport TV.
No outro jogo da
Poule D da Fase
Intercontinental da Liga Mundial 2012, a decorrer no Sofia Arena Armeec, a Alemanha derrotou, pela margem máxima (3-0:
25/16, 25/21 e 25/21) a Argentina, estando agora a um ponto apenas
de se qualificar para a fase final, que se disputará na próxima semana,
igualmente em Sófia.
O alemão Gyorgy Grozer e o argentino Ivan Castellani, respectivamente,
com 20 e 13 pontos, foram os melhores pontuadores das suas equipas.
Boa entrada em jogo de Portugal. A poderosa Bulgária - tem agora todos
os seus jogadores, excepção feita ao «desertor» Matey Kayziski - deve
ter acreditado que teria o set controlado ao chegar aos
3-1 com relativa facilidade. Puro engano. A Selecção Nacional ajustou a
sua recepção, impermeabilizou a defesa e chegou à igualdade (4-4),
passando depois para a liderança no marcador através de um ataque de
Alexandre Ferreira (8-7).
Após um período de igualdades constantes, Portugal somou dois pontos
consecutivos, no ataque e bloco, respectivamente por Carlos Fidalgo e
Valdir Sequeira (14-12) e seria o mesmo Fidalgo a selar o resultado do
segundo tempo técnico (16-14).
Dois pontos consecutivos de Flávio Cruz, no ataque e no serviço,
colocaram Portugal numa excelente situação para enfrentar a recta final
do set (19-17). Melhor: os serviços de Flávio Cruz continuaram a
flagelar a recepção búlgara (22-17) e obrigaram Nayden Naydenov a reunir
com os seus jogadores.
Alex fez o 23-18. O capitão Vladimir Nikolov, o búlgaro mais
inconformado, ainda reduziu, mas Portugal fechou o set com o merecido
resultado de 25/21.
O segundo set continuou sob o signo do equilíbrio (5-5), mas a Bulgária,
através de um serviço forte, bem complementado com um ataque efectuado a
elevada altura, logrou chegar em vantagem ao primeiro tempo técnico
(8-6).
Portugal não se deixou impressionar (8-8), mas a boa recepção da
Bulgária permitia-lhe variar o ataque pelo centro (11-9) e entrada da
rede (12-10).
Dois blocos consecutivos (a Flávio e a Valdir) afastaram os búlgaros
(15-11) e um amorti de Valentin Bratoev fixou o resultado na
segunda paragem obrigatória (16-12).
O mesmo jogador atacou para fora e obrigou o seu treinador a pedir um
desconto de tempo (16-14), mas redimiu-se, pouco depois, com um bloco
(18-14).
O momento mais negro para os portugueses ainda permitiu mais pontos aos
búlgaros (21-14), que anunciaram o seu triunfo no set por 25/18.
No terceiro set, Portugal pressionou através dos serviços de Flávio Cruz
e ganhou vantagem por intermédio de um ataque de Marco Ferreira (4-2),
mas um serviço de Viktor Yosifov empatou a contenda.
O equilíbrio era evidente... e os serviços falhados também, pelo que, e
pese embora a equipa da casa ter conseguido atingir com vantagem o
primeiro tempo técnico (8-7), Portugal passou para a frente (10-9), com
um bloco de Flávio Cruz a Nikolov.
Contudo, novos problemas na recepção e defesa fizeram os
portugueses perder terreno (11-15). E seria o distribuidor Georgi Bratoev, com um ataque ao segundo toque, a fixar o resultado do segundo
tempo técnico (16-12).
Um bloco de Rui Santos a Nikolov aproximou Portugal (15-17), mas os
homens de Leste voltaram a impor a sua supremacia no ataque (19-15,
21-17).
A reacção dos portugueses valeu-lhes a recuperação (19-21, 20-22), mas o
poderoso capitão búlgaro acabou com as esperanças lusitanas ao fazer, no
ataque, o 25.º ponto (25/20) e o 14.º da sua conta pessoal.
Portugal entrou de rompante no quarto set (3-0), mas falhou dois ataques
e perdeu a vantagem (3-3). Aos 4-5, os pontos dos búlgaros deviam-se a
três ataques e a um serviço falhados pelos jogadores lusos...
Com Tiago Violas a servir, a equipa de Flavio Gulinelli recompôs-se e
passou para a frente com dois pontos consecutivos de Alex Ferreira
(8-7).
Porém, à passagem do segundo tempo técnico era já a Bulgária que
liderava (16-12), fruto da sua maior eficácia.
Um bloco de Yosifov (19-15) motivou um pedido de tempo por parte de
Gulinelli. E a verdade é que Portugal ganhou os pontos seguintes (17-19)
através de um bloco triplo e de um bloco individual (Alex).
No entanto, e tal como em Guimarães, a Bulgária fez de Sokolov o seu
herói e o colosso de Leste fez praticamente todos os últimos pontos da
sua equipa: 25/21.
Flavio Gulinelli (seleccionador de Portugal): "Creio que fizemos
uma boa exibição. Entrámos muito bem no jogo e tudo saiu como tínhamos
planeado. Contudo, mantemo-nos reféns dos nossos erros, sobretudo na
parte final dos jogos, apesar de, no meio-jogo, continuarmos a criar
hipóteses de ganharmos o set e, eventualmente, um jogo".
Flávio Cruz (capitão de Portugal): "Tivemos um começo muito bom:
jogámos muito concentrados e colocámos pressão na Bulgária,
principalmente no fim do set, o que até agora não tínhamos conseguido, e
triunfámos no primeiro parcial. Depois, erros não forçados fizeram a
equipa baixar de rendimento e não conseguimos alcançar o resultado que
queríamos. Desejo as maiores felicidades à Bulgária na fase final".
Nayden Naydenov, seleccionador da Bulgária:
"Estou satisfeito com a forma como jogámos. Utilizei jogadores que
não disputaram os dois últimos torneios da Liga Mundial e sentimos
problemas frente a uma equipa portuguesa que se bateu bem".
Vladimir Nikolov (capitão da Bulgária): "Parabéns a Portugal, pois
jogou muito bem. Era muito importante vencermos este jogo e creio que
mostrámos que estamos a evoluir como equipa".
|
Selecção
Nacional |
|
N. |
NOME |
D. NASC. |
Altura |
Ataque |
Bloco |
CLUBE |
|
1 |
Marcel GIL |
08-05-1990 |
206 |
332 |
310 |
SC Espinho |
|
5 |
Marco FERREIRA |
04-10-1987 |
202 |
332 |
327 |
Ason VB Orange Nassau |
|
6 |
Alexandre
FERREIRA |
13-11-1991 |
203 |
319 |
299 |
SC Espinho |
|
7 |
Ivo CASAS |
21-09-1992 |
182 |
290 |
278 |
Castelo Maia GC |
|
8 |
Tiago VIOLAS |
27-03-1989 |
193 |
326 |
303 |
Jastrzebski Wegiel AS |
|
10 |
Filipe PINTO |
26-02-1991 |
194 |
335 |
314 |
Leixões SC |
|
11 |
Carlos
FIDALGO |
16-05-1987 |
198 |
343 |
337 |
Vitória SC |
|
13 |
Valdir
SEQUEIRA |
22-11-1981 |
196 |
351 |
344 |
LB Cassa Rurale Cantù |
|
14 |
Flávio CRUZ |
28-08-1982 |
195 |
348 |
341 |
SL Benfica |
|
15 |
Rui SANTOS |
24-03-1984 |
203 |
339 |
334 |
Vitória SC |
|
17 |
Miguel
RODRIGUES |
02-03-1993 |
191 |
305 |
293 |
SL Benfica |
|
24 |
João COELHO |
24-06-1981 |
185 |
305 |
300 |
SL Benfica |
|
Chefe da Delegação |
António SÁ |
|
Team Manager |
Nuno
NUNES |
|
Treinador Principal |
Flavio
GULINELLI (ITA) |
|
Treinador Adjunto |
Hugo SILVA |
|
Scouter |
Ricardo TEIXEIRA |
|
Fisioterapeuta |
Nélson
LEITÃO |
|
Médico |
Ricardo AIDO |
A edição deste ano da Fase Intercontinental da prova apresenta um
novo figurino: é disputada por 16 selecções repartidas por 4 poules,
cada poule tem 4 torneios, a realizar 1 em cada país das selecções que
integram a poule, no sistema de todos contra todos em fim-de-semana
concentrado, o que resulta em três dias de competição, com dois jogos
por dia.
Fase Intercontinental
Poule A: Rússia, Cuba, Sérvia e Japão
Poule B: Brasil, Polónia, Finlândia e Canadá
Poule C: Itália, Estados Unidos, França e Coreia
Poule D: Portugal, Argentina, Bulgária e Alemanha
A Fase Final será disputada, de 4 a 8 de Julho, em Sófia (Bulgária) por 6
selecções: o organizador, os 1.ºs classificados de cada poule e o melhor
2.º classificado das quatro poules.
No caso do organizador (Bulgária) ser o 1.º classificado na sua poule,
apuram-se os 2 melhores 2.ºs classificados das quatro poules.
Contactos
Mais informações e fotos: www.fpvoleibol.pt
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