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CANADIANOS VENCEM E
PORTUGAL FICA COM A PRATA
O Canadá venceu hoje, por 3-0 (25-19, 25-22 e
25-15) a Selecção Nacional de Seniores
Masculinos, conquistando o primeiro grande
título do seu historial e garantindo o bilhete
de ascensão ao Grupo 1 da Liga Mundial, em 2017.
Portugal foi medalhado com a prata, um resultado
que junta, no seu historial, à vitória na Liga
Europeia de 2010 e ao 8.º lugar no Mundial de
2002.
Hoje, o público voltou a
comparecer, em número e entusiasmo, no Centro de
Desportos e Congressos de Matosinhos, mas a
selecção orientada por Francisco dos Santos não
conseguiu corresponder aos anseios dos
portugueses. O desgaste provocado pelo jogo com
a Holanda, disputado ontem à noite, minou a
exibição da equipa das quinas, que teve uma
hipótese de virar o jogo, no segundo set, quando
comandou o marcador, mas não teve forças para
suster a reacção dos canadianos.
1.º Set
– Começou melhor o Canadá (3-1), mas um ataque
de segunda linha de Alexandre Ferreira repôs o
equilíbrio (4-4). Contudo, uns momentos de
desconcentração foram o bastante para a equipa
de Glenn Hoag aproveitar para se distanciar um
pouco (8-5). Marcel Gil reaproximou (8-7),
mas mais dois erros (serviço e ataque) voltaram
a deixar fugir o Canadá (11-7). Nova
tentativa de reaproximação, através de Marcel,
mas o quinto serviço falhado por Portugal a não
permitir ir mais além (13-9). Seria, porém,
com um serviço directo (Tiago Violas) que
Portugal tentaria encetar a recuperação (12-15).
Nicholas Hoag não o permitiu, primeiro com um
ataque e depois com dois serviços directos
(19-13). A perder por 14-22, Portugal não
baixou os braços e João Oliveira e Marcel
obrigaram Glenn Hoag a parar o jogo (22-17) para
assim travar também a recuperação dos
portugueses. O técnico canadiano conseguiu os
seus intentos e foi com um serviço falhado pelos
portugueses que viu a sua equipa vencer o set:
25-19.
2.º Set – Entrada de rompante no
segundo parcial (5-1), com um serviço directo de
Alex Ferreira, e chegada ao primeiro tempo
técnico com um serviço desperdiçado por Justin
Duff (8-4). Um ataque ao primeiro toque de
Miguel Rodrigues, bem ao seu jeito, manteve a
distância, que seria dilatada logo na jogada
seguinte (12-7). A reacção dos homens da
América do Norte possibilitou-lhes a
aproximação: 10-13 e 13-15, com um bloco-triplo.
Fabrício Silva (Kibinho) fixou o resultado em
16-13 por altura da segunda paragem obrigatória.
O Canadá não se deixou intimidar e, no momento
certo, igualou e passou para a frente do
marcador (18-17). Portugal recuperou a liderança
com um bloco de Marcel Gil, empolgando o público
(20-19)... e o treinador canadiano parou o jogo.
Contudo, a um serviço falhado pelos portugueses,
John Perrin respondeu com um «ás» (21-20)...
Dois ataques que Portugal não conseguiu
concretizar em pontos forneceram ainda mais
alento aos canadianos (23-20). Um serviço
falhado e um ataque para fora deram o set ao
Canadá: 25-22.
3.º Set – O Canadá chegou
com facilidade aos 5-2, beneficiando de dois
serviços e um ataque falhados por Portugal,
tendo atingido o primeiro tempo técnico com o
dobro dos pontos da equipa da casa (8-4). Um
serviço directo de Nicholas Hoag tornou tudo
ainda mais difícil para a equipa de Francisco
dos Santos. (11-5). Um bloco sólido
impulsionou ainda mais o caminho vitorioso do
Canadá (16-10). Era o canto do cisne para os
portugueses, que, visivelmente cansados, não
conseguiram ir muito mais além: 25-15.
John Perrin, com 19 pontos, foi o melhor
pontuador do jogo, enquanto Alexandre Ferreira,
com 11 pontos, foi o português mais
concretizador.

Alexandre Ferreira: “Ontem foi a verdadeira
final para nós. Demos tudo o que tínhamos,
gastámos toda a adrenalina e hoje o cansaço
pesou demasiado porque o jogo com a Holanda foi
muito intenso e acabou muito tarde. No
segundo set, tivemos a oportunidade de virar o
rumo dos acontecimentos, mas o cansaço provocou
a desconcentração total e o Canadá aproveitou.
parabéns porque jogaram bem. Para muitos dos
jogadores da nossa equipa, esta foi a primeira
final e acaba por ser uma recompensa pelo
trabalho que temos desenvolvido nos últimos
meses. ”.
Francisco dos Santos: “Creio
que ontem jogámos tudo o que tínhamos e o
cansaço não prevaleceu sobre a vontade dos
jogadores. Contudo, o desgaste passou para o dia
de hoje... e isso notou-se no segundo set,
quando estávamos em vantagem e perdemos muitos
pontos no ataque, o que não é normal na nossa
equipa. Fica um sabor amargo pois, se tivéssemos
jogado como contra a Holanda, poderíamos ter
lutado pela vitória. Mas já erguemos a cabeça
e começámos a pensar na qualificação para o
Campeonato da Europa [Setembro]. Vamos trabalhar
ainda mais para levar a Selecção Portuguesa ao
Europeu”.
Glenn Hoag (Treinador do
Canadá) “Estou muito feliz, para mais porque
este é o primeiro grande título conquistado pela
Selecção do Canadá. Jogámos muito
concentrados, sem cometer erros nem deixar que
nada nos afastasse do objectivo de vencer esta
final e estou muito orgulhoso dos jogadores, que
estiveram todos muito bem. Agora, vamos
apontar as nossas baterias para os Jogos
Olímpicos do Rio.”
Frederic Winters
(Capitão do Canadá) “Jogámos muito bem e foi
visível que os jogadores portugueses estavam
muito cansados pelo jogo difícil e tardio frente
à Holanda, no sábado. Foi uma vantagem para nós,
tenho de reconhecer, mas também devo salientar a
forma como a nossa equipa jogou, como um todo e
cometendo muito poucos erros. Agora, os
nossos jogadores estão nervosos porque é hoje
que é divulgada a convocatória para o Rio 2016 e
todos querem ir!”..

FINAL FOUR: PORTUGAL E
CANADÁ DISCUTEM TÍTULO
A Selecção Nacional de Seniores Masculinos
venceu hoje, por 3-1 (25-22, 26-24, 17-25 e
29-27) a Holanda e qualificou-se para a final da
Final Four da Liga Mundial 2016, onde vai
defrontar o Canadá (3-0 à Turquia), em jogo
agendado para as 18h00, no Centro de Desportos e
Congressos de Matosinhos.
Apoiado por
cerca de 5 mil espectadores, Portugal esteve à
altura e realizou o seu melhor jogo na presente
edição da Liga Mundial, tendo sido recompensado
com um triunfo suado mas inteiramente justo. Ver
estatística aqui
O jogo iniciou-se sob um
ambiente fantástico, com o público, que encheu a
Nave Costa Pereira, a aplaudir, incentivar e a
festejar cada ponto dos portugueses. A equipa de
Francisco dos Santos correspondeu (7-4), mas
chegou ao primeiro tempo técnico a vencer apenas
por 8-7, o que dava indícios de que a tarefa não
iria ser nada fácil. Um erro na recepção deu
vantagem aos holandeses (9-11), prontamente
anulada por Hugo Gaspar (12-11). Marcel Gil
também facturava (14-12) e a Holanda
desorientava-se, falhando o serviço que deu o
16-14 a Portugal no segundo tempo técnico.
Marco Ferreira fez, no ataque, o 18-15 e obrigou
Gido Vermeulen a parar o jogo, mas o oposto
português voltou à carga (20-17). Um serviço
forte de Alex, que acabou por ser transformado
em ponto através de um ataque de segunda linha
do capitão lusitano, levou o público ao rubro
(22-19). Dois serviços falhados pelos
holandeses colocaram Portugal a um ponto da
vitória (24-21), que seria concretizada através
de um ataque de Hugo Gaspar: 25-22.
Um
ataque do distribuidor Miguel Tavares Rodrigues
ao primeiro toque fez levantar o público; um
ponto do central Fabrício Silva (Kibinho) deu
vantagem à equipa de Francisco dos Santos no
primeiro tempo técnico (8-6). A exibição dos
lusitanos agradava aos exigentes espectadores e
os jogadores sentiam na pele esse apoio,
actuando com alegria e confiança, apoiando-se
nas defesas de Ivo Casa, um matosinhense, e nos
ataques do seu capitão, Alex Ferreira (12-9).
Novo ataque, desferido da zona defensiva, de
Alex, a ultrapassar a dezena de pontos
conseguidos «pessoalmente», distanciou Portugal
(16-12). A equipa de Gido Vermeulen reagiu, e
de que forma, com Jasper Diefenbach a blocar
para o 16-17, mas foi com um serviço falhado
pelo capitão holandês que Portugal ganhou novo
alento (20-18). Marcel Gil finalizou da
melhor forma uma jogada emocionante (21-19), mas
Robin Overbeeke e Jasper igualaram (22-22). Hugo
Gaspar (ataque) e Miguel Rodrigues (bloco)
colocaram Portugal em boa posição de selar o set
(24-22). A Holanda aguentou-se (24-24), mas
acabou por ceder à pressão e falhou um serviço:
26-24.
A Holanda começou o terceiro set
como lhe competia: completamente focada num
resultado que lhe permitisse continuar a lutar
pela vitória no jogo, e utilizou níveis de
agressividade no seu jogo ofensivo que retraíram
Portugal (8-4, 11-5, 6-13). As dificuldades
sentidas por Portugal na recepção aumentavam a
determinação dos holandeses, que serviam ccom
cada vez mais confiança (16-7). Alex e Marcel
tentavam remar contra a maré, mas Wouter
continuava a somar pontos no ataque e bloco
(19-10). Do lado contrário, as dificuldades
sentidas em ultrapassar o bloco dos holandeses
fazia os portugueses falharem ataques e foi com
um erro ofensivo que se fixou o resultado:
25-17.
Cientes da importância deste set,
tanto uma como a outra equipa tentaram abalar a
estratégia adversária e criar brechas na
recepção e defesa contrárias, mas nenhuma
vacilava e os pontos eram somados um a um, com
igualdades constantes (2-2, 5-5, 8-8). Neste
braço-de-ferro, os holandeses começaram a
mostrar-se mais fortes (16-13). Dois pontos
conseguidos no ataque por Wouter tornaram tudo
ainda mais complicado (18-14). A Hoalnda
somou o quarto ponto consecutivo e começava a
sentir-se a dúvida entre as hostes portuguesas
(20-14). A entrada de Filip Cverticanin para
o serviço desconcentrou a recepção holandesa e
permitiu que Marcel facturasse na recuperação
lusa (17-20). Um serviço de Miguel Rodrigues
reanimou o apoio do público e a equipa das
quinas aproveitou a onda (20-22). Dois blocos
de Hugo Gaspar tornaram o apoio ensurdecedor
(22-22). Num final de set dramático, no qual
o árbitro mostrou um cartão vermelho a um
jogador português (Alex) e a um holandês,
Portugal mostrou-se mais forte e selou, com o
resultado de 29-27, a qualificação para a final
do Grupo 2 da Liga Mundial 2016.
Hugo
Gaspar, com 21 pontos, foi o melhor pontuador do
jogo, seguido de Alex Ferreira, com 20.
Alexandre Ferreira: “Foi um jogo muito bom da
nossa parte. Estivemos mais consistentes e eles
acabaram por erra mais do que nós. Creio que a
grande diferença foi as decisões que tomámos, e
que tínhamos previstas para esses momentos.
Arriscámos nas fases cruciais dos sets e
acabámos por ser recompensados. As pessoas
que hoje aqui estiveram sempre a apoiar-nos
foram enormes. Ouvi-los a cantar o hino,
arrepiou-nos e tínhamos de responder a esse
apoio. O Canadá tem a equipa teoricamente
mais forte deste grupo, mas, como alguém já
disse, as finais não são para jogar, são para
ganhar e nós vamos entrar em campo para vencer”.
Francisco dos Santos: “Foi uma vitória
sofrida, sim, mas são estes jogos que fazem a
equipa crescer. Este jogo foi excelente no nosso
objectivo, que é preparar esta selecção para os
Jogos Olímpicos de 2020 e temos de estar
preparados para lutar por isso. O Canadá é
muito forte, tem outras soluções e por isso tem
feito descansar alguns jogadores já a pensar nos
Jogos Olímpicos do Rio, mas sabemos que também
querem subir ao Grupo 1. Vamos jogar sem
quaisquer complexos, pois queremos ganhar e,
também, agradecer dessa forma a todos os que têm
acreditado no nosso trabalho”.
Gido
Vermeulen (Treinador da Holanda): “Não
começámos bem e perdemos os dois primeiros sets.
Depois, reagimos e recuperamos a nossa forma de
jogar. Algumas decisões em momentos importantes
impediram-nos de atingir os nossos objectivos,
mas a verdade é que não fizemos o nosso melhor
jogo aqui. Agora, vamos descansar, preparar o
jogo com a Turquia e lutar pelo terceiro lugar”.
Jasper Diefenbach (Capitão da Holanda)
“Tivemos algumas boas oportunidades ao longo do
jogo e estamos desapontados por não conseguirmos
vencer. Parabéns a Portugal pelo jogo que fez,
pois jogou bem. Amanhã é outro jogo. Vamos
descansar, estudar o adversário e lutar mais uma
vez pela vitória, pois essa é a nossa forma de
jogar”.
Canadá x Turquia, 3-0 (26-24,
25-17 e 25-23)
O Canadá venceu hoje, por
3-0 (26-24, 25-17 e 25-23) a Turquia, que,
amanhã, vai disputar (15h00) com a Holanda o
jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugares.
Apesar de ter entrado no jogo algo cauteloso, o
Canadá acabou por tornar bem evidente que Glenn
Hoag possui maiores soluções no banco e
transformou um resultado de 15-16 numa vantagem
(19-17). A Turquia, embora não tenha baixado
os braços (21-21, 23-23), falhou dois serviços
em alturas cruciais e o Canadá aproveitou,
acabando por fechar o set com um serviço directo
de John Perrin e um bloco do capitão Frederic
Winters: 26-24.
O segundo set foi bem
diferente. O equilíbrio inicial (5-5) cedo deu
lugar à supremacia canadiana, que foi somando
pontos (12-8, 16-12, 20-14), mercê, sobretudo,
da maior eficácia do seu jogo ofensivo. O Canadá
haveria de selar o parcial com o resultado
desnivelado de 25-17... através de um serviço
falhado por Metin Toy.
No terceiro set, a
Turquia liderou o marcador até aos 9-8, mas a
reacção do Canadá foi forte e eficaz (10-9,
13-10, 16-14). Contudo, a vencer por 23-20, o
Canadá sentiu algumas dificuldades em suster a
reacção dos turcos (23-23), acabando por pesar a
maior experiência dos seus jogadores: 25-23
Emanuelle Zanini (Treinador da Turquia)
“Abrimos uma janela, porque nunca tínhamos
jogado a este nível e atingido uma final, e
agora esperamos abrir portas para novas
oportunidades de crescer como equipa. No jogo
com o Canadá, tivemos algumas oportunidades de
vencer, mas nunca conseguimos uma vantagem que
nos desse algum conforto e o Canadá é muito
forte e tem jogadores experientes. Essa
experiência ficou bem patente também no terceiro
set, enquanto a nossa equipa, ainda inexperiente
a jogar a este nível, deixou que pesasse o
estado emocional”.
Ulas Kyak (Capitão da
Turquia, n.º 1) “Amanhã vamos jogar para a
medalha de bronze. Utilizaremos as lições que
retirámos do jogo de hoje para rectificar
algumas coisas menos boas e nos apresentarmos
mais fortes no jogo de amanhã. O Canadá é a
melhor equipa do Grupo 2, os seus jogadores
foram melhores e mereceram vencer”.
Glenn
Hoag (Treinador do Canadá) “Estou muito
orgulhoso dos meus jogadores. Jogámos sem o
nosso oposto, e mesmo assim fomos capazes de
vencer, pois todos deram o seu máximo e actuaram
como uma equipa. Gostava de jogar a final
frente a Portugal. É a equipa da casa e já nos
conhecemos bem. Hoje esteve muito calor aqui no
pavilhão, mas, tal como jogarmos sob diferentes
condições ao longo da fase preliminar, isto
também fez parte da nossa preparação para os
Jogos Olímpicos do Rio.”
Frederic Winters
(Capitão do Canadá) “Foi uma boa vitória, que
nos permite lutar, amanhã, pelo título de
vencedor do Grupo 2 da Liga mundial. Estudámos
bem a Turquia e fizemos um jogo sem cometer
muitos erros e creio que isso foi a base do
triunfo. Na final, gostava de defrontar
Portugal. Porquê? Porque uma equipa que nos é
mais familiar, pois defrontámo-nos várias vezes
nos últimos anos e porque joga em casa e isso é
bom para o espectáculo”.

FINAL FOUR ESPECTÁCULOS
GARANTIDOS EM MATOSINHOS
O palco para quatro interessantes espectáculos
de Voleibol está já montado no Centro de
Desportos e Congressos de Matosinhos, onde, no
sábado e no domingo, as equipas de seniores
masculinos de Portugal, Holanda, Canadá e
Turquia se reúnem com o pensamento focado num
objectivo comum: a vitória na Final Four da Liga
Mundial 2016.
As meias-finais, agendadas
para sábado, são constituídas pelos jogos Canadá
x Turquia, a disputar pelas 16h00, que opõe o
1.º e o 2.º classificados da Fase Preliminar da
Liga Mundial, e Portugal x Holanda (19h00), que
coloca frente a frente o país organizador e o
3.º classificado da fase qualificativa.
As selecções de Portugal e da Holanda têm vários
pontos em comum: são duas equipas que atravessam
uma fase de renovação, os holandeses mercê da
mudança de treinador – Gido Vermeulen
substituiu, no ano passado Edwin Benne, que
estava ao leme da laranja mecânica desde 2011 –
e os portugueses com o regressado Francisco dos
Santos a dar continuidade às injecções de sangue
novo que Hugo Silva tinha vindo a processar
desde há dois anos, sem perder o bom
funcionamento de algumas peças basilares da
Selecção, como Hugo Gaspar e André Lopes, que,
em 2005, alcançaram o 5.º lugar na Liga Mundial.
Acrescente-se ainda o equilíbrio existente
nos jogos disputados entre ambas: em 15 jogos
disputados por estas duas equipas, os holandeses
venceram oito (o mais recente na Poule A2 da
presente edição da Liga Mundial) e 5 terminaram
com a diferença mínima.
Os dados estão
lançados: a força e altura das torres holandesas
– que chegam a apresentar em campo um seis com
uma média de altura superior a 2,00 metros –
contra a garra e tenacidade de uma selecção que
se bate sempre por todos os pontos.
A
Selecção Nacional tem, porém, um grande ponto a
seu favor: joga perante o seu público e em
Matosinhos, cidade conhecida pelas suas
tradições na modalidade e pelo apoio
incondicional às selecções portuguesas.
Braço-de-ferro entre Canadá e Turquia
O jogo de abertura da Final Four, agendado para
as 16h00 de sábado, reúne igualmente todos os
condimentos e mais alguns para constituir um
excelente e ultra-competitivo espectáculo de
Voleibol. Ambas as selecções venceram 8 dos 9
jogos disputados no Fase Preliminar, os
norte-americanos com um registo impressionante
de 24 pontos e 26-7 em sets e os europeus com 21
pontos e 25-10 em sets.
Já a preparar os
Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a equipa de
Glenn Hoag é apontada como favorita, mas o
último jogo da Poule F2 – derrota, pela
diferença mínima, às mãos da Finlândia – mostrou
que o Canadá é, provavelmente, a selecção mais
forte… mas não é invencível. Paralelamente à
Final Four, serão realizadas em Matosinhos
várias outras iniciativas e actividades, como o
XVIII Encontro nacional de Treinadores de
Voleibol, o Encontro Nacional de Volebol ao Ar
Livre – Kinder Cup e as finais do Encontro
Nacional de Gira-Volei e Gira +.
Estatística dos jogos entre as quatro selecções
na Fase Preliminar Turquia x Portugal, 3-1
Holanda x Portugal, 3-0 Turquia x Holanda,
3-0 Canadá x Portugal, 3-1 Canadá x
Portugal, 3-0

PORTUGAL x HOLANDA E
CANADÁ x TURQUIA NA FINAL FOUR DA LIGA
MUNDIAL
Tendo em consideração a classificação geral da
Fase Preliminar, Portugal x Holanda (19h00) e
Canadá x Turquia (16h00) são os jogos agendados
para o dia 9 de Julho, o 1.º dia de competição
da Final Four da Liga Mundial, que terá por
palco o Centro de Desportos e Congressos, em
Matosinhos, no próximo fim-de-semana. Após ter
terminado a Poule I2 em Tampere, na Finlândia, a
comitiva portuguesa regressa amanhã a casa,
devendo chegar ao Porto pelas 22h55 (voo LH
1180).
Hoje, Cuba, que só apresentou em
campo oito jogadores, devido a um polémico
incidente público ocorrido em Tampere, venceu a
Selecção Nacional de Seniores Masculinos pela
margem mímina (3-2: 25-19, 22-25, 25-19, 20-25 e
15-9).
Sob a arbitragem de Martin Hudik
(República Checa) e Alexandar Ryabtsov (Rússia),
as equipas alinharam: Portugal – Marcel Gil,
Alexandre Ferreira, João Oliveira, Fabrício
Silva (Kibinho), Miguel Tavares Rodrigues e Hugo
Gaspar; João Fidalgo (Libero). Cuba – Osniel
Melgarejo, Javier Jimenez, Livan Osoria, Dariel
Albo, Luis Sosa e Adrian Goide; Roman Garcia
(Libero).
1.º Set – Cuba entrou bem
melhor do que Portugal no jogo, sem cometer
grandes erros e eficaz no bloco (8-5); ao invés,
os comandados de Francisco dos Santos, que não
acertavam com a defesa alta e, na tentativa de
fugir ao bloco contrário, erravam no ataque
(10-5). Um serviço directo do oposto Dariel
Albo, um bloco do distribuidor Adrian Goide e um
ataque ao segundo toque do mesmo Goide fixaram o
resultado em 16-10, na paragem para o primeiro
tempo técnico. Sem conseguir travar as acções
ofensivas do aríete Dariel Albo, Portugal viu o
adversário fugir (21-12)... mas, com Miguel
Rodrigues no serviço e Hugo Gaspar a facturar no
ataque, resolveu ir atrás dele (21-17).
Porém, mais dois pontos de Albo – os 7.º e o 8.º
da sua conta pessoal – seguraram Cuba na
liderança (23-18). O central Luis Sosa fez o
24.º ponto e Portugal falhou o sideout, com o
set a ser encerrado com o resultado de 25-19 a
favor dos centro-americanos.
2.º Set –
Cuba voltou a começar melhor, somando pontos com
a eficácia do seu bloco (2-0), mas Portugal
respondeu à altura, com um bloco individual de
Filip Cverticanin, e virou o resultado (3-2).
Mais dois pontos de Cvet (ataque e serviço),
afastaram mais um pouco Portugal (6-4), mas os
cubanos igualaram com um serviço directo de
Albo. Um ponto muito contestado pelos
portugueses guindou Cuba à liderança do
marcador, permitindo-lhe chegar em vantagem ao
primeiro tempo técnico (8-7). O episódio
afectou os portugueses, que viram os cubanos
ganhar cada vez mais confiança (11-7).
Curiosamente, e contra a sorte do jogo, os
portugueses beneficiaram de dois erros do seu
oponente (serviço e ataque) para se aproximarem
um pouco, embora sem conseguirem impedir que
Osniel Melgarejo fixasse a diferença outra vez
nos quatro pontos (16-12). Um bloco de Tiago
Violas e outro de Kibinho deram motivação extra
aos portugueses (16-15). Um serviço directo do
distribuidor lusitano igualou (17-17) e o
técnico Rodolfo Sanchez foi obrigado a pedir
tempo para tentar impedir a recuperação dos
portugueses. Novo serviço (quase) directo de
Violas deu a liderança a Portugal (18-17).
Um bloco de Kibinho e um ataque de Alex (21-19)
obrigaram Rodolfo Sanchez a pedir desconto de
tempo novamente. Um ataque de Marco Ferreira
e um bloco de Cvet impulsionaram (23-20) a
equipa das quinas para o triunfo, consolidado
pouco depois: 25-22, com dois pontos no ataque,
rubricados por Marco e João Oliveira.
3.º
Set – Portugal começou bem, com um bloco de
Kibinho a dar alguma vantagem inicial (3-1).
Contudo, dois ataques falhados fizeram com que
Cuba passasse para a liderança (4-3). Um
bloco, seguido de um serviço directo (Albo) e um
ataque (Melgarejo) distanciaram os cubanos: 7-5.
Dois pontos no ataque rubricados por Javier
Jimenez, seguidos de um ataque luso para fora,
afastaram ainda mais as duas equipas (13-8)...
A reacção de Portugal deu os seus frutos. Um
bloco triplo e dois ataques, de Alex e Gaspar,
impulsionaram a equipa (14-12), mas sem
conseguir impedir a vantagem dos cubanos no
segundo tempo técnico (16-13). Mais um ponto
somado no ataque por Dariel Albo catapultou
(22-16) os cubanos para o triunfo por 25-19.
4.º Set – Início marcado pelo equilíbrio
(4-4), com Jimenez a dar a vantagem mínima à sua
equipa na primeira paragem obrigatória (8-7).
Portugal igualou aos 8-8, com o quinto serviço
falhado pelos cubanos... Nova igualdade aos
13 pontos, através de um ataque de Gaspar, com
Portugal a chegar em vantagem ao segundo tempo
técnico (16-15). Um serviço (quase) directo
de Kibinho e um ataque de Cvet distanciaram
Portugal (18-15) e Rodolfo Sanchez apressou-se a
parar o jogo. Um serviço de João Oliveira
provocou estragos na recepção cubana e o técnico
cubano não sentiu pejo em parar o jogo novamente
(21-17). Um amorti de Alex (22-18), um ataque
de Gaspar (23-19) e um bloco de Alex colocaram
Portugal a um ponto do triunfo, que aconteceu
através de um serviço falhado (o 9.º neste
parcial...) pelos cubanos: 25-20.
5.º Set
– Dois pontos no ataque de Gaspar deram uma
vantagem inicial a Portugal (4-3), mas um ataque
para fora que o árbitro considerou ter tocado no
bloco colocaram Cuba na liderança (6-4) e
desorientaram os portugueses, que serviram para
fora (8-5). Um ataque de Jimenez manteve a
ascendência dos cubanos (10-6) rumo ao triunfo
no set e no jogo: 15-9, com maiis um ponto de
Albo.
Como seria de prever, Dariel Albo
foi o melhor ponuador do jogo, com 32 pontos,
seguido de Alexandre Ferreira (17) e Hugo Gaspar
e Javier Jimenez,ambos com 14.

CANADÁ MANTÉM-SE LÍDER E
INVICTO
O Canadá venceu hoje Portugal por 3-0 (25-18,
25-22 e 25-21) e mantém-se na liderança da
classificação geral como a única equipa ainda
invicta após 8 jogos disputados nesta Fase
Preliminar da Liga Mundial, tendo garantido já
um dos três lugares de acesso à Final Four. A
Selecção Nacional de Seniores Masculinos voltou
a mostrar hoje bons apontamentos, embora o
serviço, e em alturas cruciais, continue a
funcionar como um obstáculo para o fecho dos
sets. Aconteceu no segundo set, quando Portugal
recuperou de uma desvantagem comprometedora e,
no fim, no lugar da recompensa acabou por deixar
escapar a vitória, mas a atitude que a equipa
demonstrou – tal como no jogo de ontem –
legitima as expectativas dos portugueses quanto
à obtenção de um bom resultado na Final Four, a
disputar nos dias 9 e 10 de Julho em Matosinhos.
Amanhã, a Selecção Nacional defronta Cuba,
num jogo que poderá ser seguido em directo na
Sport TV às 13h10 (Portugal continental).
Sob a arbitragem Paulo Luís Beal (Brasil) e
Martin Hudik (República Checa), as equipas
alinharam: Portugal – Marcel Gil, João
Oliveira, Fabrício Silva (Kibinho), Miguel
Tavares Rodrigues, Hugo Gaspar e André Lopes;
Ivo Casas (Libero). Canadá – Tyler Sanders,
John Perrin, Rudy Verhoeff, Toontje Van
Lankwelt, Daniel Vandoom e Graham Vigrass;
Daniel Lewis (Libero). Treinador Principal:
Glenn Hoag, que vai apresentar o tema “Programa
de desenvolvimento e deteção de talentos no
Canadá” no XVIII Encontro Nacional de
Treinadores de Voleibol, agendado para os dias 9
e 10 de Julho.
1.º Set – Início marcado
por uma ligeira ascendência (3-1, 5-2) do
Canadá, que atingiu em vantagem o primeiro tempo
técnico mercê, sobretudo, da superioridade
evidenciada nas acções ofensivas: 8-6, com um
ataque do central Daniel Vandoorn. Dois
pontos no ataque facturados por Hugo Gaspar
deram a Portugal vantagem pela primeira vez
(13-12). Contudo, duas desatenções dos
portugueses obrigaram Francisco dos Santos a
parar o jogo (13-15); um bloco de Daniel
Vandoorn (207 cm de altura) piorou ainda mais a
situação e o treinador português voltou a
conferenciar com os seus jogadores. A
tendência do jogo não sofreu alterações visíveis
e, embora Portugal tenha recuperado terreno com
três pontos de João Oliveira no ataque (17-20),
o Canadá acabou por vencer o parcial com
naturalidade: 25-18.
2.º Set – Portugal
conseguiu equilibrar nos momentos iniciais
(5-5), mas o ataque dos norte-americanos
continuava a fazer mossas na defesa portuguesa e
cedo a equipa orientada por Glenn Hoag se
demarcou (8-6, 8-12), obrigando Chico dos Santos
a chamar os seus pupilos, que, à entrada para o
segundo terço do set, perdiam por 9-15. Um
serviço directo de João Oliveira e um bloco de
Marcel Gil fizeram Portugal recuperar algum
terreno e Hoag, vendo o perigo, pediu tempo para
parar o jogo (13-17). Novo bloco de Marcel
deu ainda mais alento às hostes lusitanas. Com
um excelente passe de costas, Tiago Violas
serviu Marco para este facturar mais um ponto
(15-17). E foi no seguimento de um passe em
manchete que Marco colou Portugal ao Canadá
(17-18), consolidando uma recuperação que já não
parecia possível tendo em conta o poderio dos
canadianos. Um bloco de Kibinho fez voltar
tudo à estaca zero (18-18). Foi Perrin, o melhor
pontuador até ao momento (9 pontos), quem parou
Portugal (19-18). Um presumível erro da
arbitragem colocou o resultado favorável ao
Canadá (20-21). De raiva, os portugueses
igualaram por Gaspar, mas um serviço e um ataque
falhados colocaram o Canadá a um ponto do fecho
(21-24). O triunfo teria a chancela de Graham
Vigrass: 25-22.
3.º Set – Com o seu 9.º
ponto pessoal, João Oliveira colocou Portugal na
liderança do marcador (3-2), mas três serviços
consecutivos falhados impediram a equipa das
quinas de se distanciar e o Canadá tomou de
assalto a liderança (6-5). Dois pontos do
jovem Filip Cveticanin, no ataque e no serviço,
permitiram que Portugal chegasse em vantagem ao
primeiro tempo técnico (8-7). Um ponto
perdido por falta de atenção desorientou os
portugueses e o adversário não perdoou e
pressionou (11-8, 16-12). Um erro no ataque
ainda complicou mais as coisas, mas Portugal não
baixou os braços e, aproveitando um bloco de
Kibinho e um ataque falhado por Perrin, serviu
forte por André Lopes para João Oliveira
finalizar com um penalty (18-20), obrigando Hoag
a parar o jogo e a mexer na equipa, fazendo
entrar o possante Winters, que fez logo o 22-19.
Um bloco de Cvet manteria Portugal na luta
(21-23)... se tivesse sido considerado válido,
mas o árbitro rectificou a decisão e deu ponto
ao Canadá, que assim ficou a um mero passo do
fecho (24-20), acabando por vencer com um
serviço falhado pelos portugueses: 25-21.
João Oliveira e John Perrin, ambos com 14
pontos, foram os melhores pontuadores do jogo,
logo seguidos por Marco Ferreira e Rudy
Verhoeff, com 12.

SELECÇÃO CRESCEU... E
VENCEU A FINLÂNDIA
A Selecção Nacional de Seniores Masculinos somou
hoje a segunda vitória na Liga Mundial de 2016
ao vencer, por 3-2 (22-25, 25-21, 19-25, 26-24 e
15-12), a Finlândia, selecção anfitriã, em
Tampere, da Poule I2 da Fase Preliminar. Um
triunfo arrancado a ferros e só possível pelo
espírito de equipa demonstrado pelos jogadores
lusitanos, como referiu, no final, o libero Ivo
Casas, que esteve incansável na motivação dos
seus companheiros de equipa, quer dentro quer
fora do campo ao logo de mais de duas horas de
jogo. Amanhã, a Selecção Nacional defronta o
Canadá, num jogo que poderá ser seguido em
directo na Sport TV às 13h40 (Portugal
continental).
Hoje, no Arena Ice de
Tampere, a Selecção Nacional mostrou-se igual ao
que os seus adversários normalmente esperam
dela. Combativa, lutando sempre por todos os
pontos, mesmo em situações de clara desvantagem,
a equipa capitaneada por Alexandre Ferreira
nunca baixou os braços, mostrando crescimento e
maturidade, características que lhe
possibilitarão almejar ao pódio na Final Four,
nos dias 9 e 10 de Julho, em Matosinhos.
Sob a arbitragem de Martin Hudik (República
Checa) e Paulo Luís Beal (Brasil), as equipas
alinharam: Portugal – Marcel Gil, Alexandre
Ferreira, Fabrício Silva (Kibinho), Miguel
Tavares Rodrigues, Hugo Gaspar e André Lopes;
João Fidalgo (Libero). Finlândia – Eemi
Tervaportti, Niklas Seppanen, Elviss Krastins,
Tommi Siirila, Markus Kaurto e Olli-Pekka
Ojansivu; Lauri Kerminen (Libero).
1.º
Set – Com uma série de blocos e um serviço
directo (Tommi Siirila), a Finlândia atingiu o
primeiro técnico já com o dobro dos pontos de
Portugal (8-4). Um ataque de Marcel Gil e um
bloco de Alexandre Ferreira suavizaram um pouco
a diferença (9-6), mas três serviços
desperdiçados voltaram a repô-la (12-8). Um
bom serviço de Miguel Rodrigues, logo seguido de
um penalty de Marcel Gil, aproximaram Portugal,
embora um ataque de Niklas Seppanen desse aos
nórdicos uma vantagem de dois pontos na segunda
paragem obrigatória (16-14). O zona 4 Alex e
o central Marcel eram os artilheiros de serviço
da equipa de Francisco dos Santos (16-17). Um
ponto duvidoso e um bloco contabilizados pelos
homens da casa permitiram nova fuga da Finlândia
(20-16). Um ataque de Marco Ferreira animou
Portugal e desorientou a Finlândia, que atacou
para fora (22-21), mas um serviço falhado
motivou novamente os finlandeses (23-21) e o
amorti de Marco não conseguiu impedir que
Olli-Pekka Ojansivu, o oposto da Finlândia,
selasse o set a favor da sua equipa com o
resultado de 25-22.
2.º Set – Hugo Gaspar
e André Lopes deram vantagem a Portugal (5-2),
mas a reacção dos finlandeses foi rápida e letal
(5-5, bloco de Sirilla). Novo bloco, desta
vez de Markus Kaurto, fez a Finlândia passar
para a frente pela primeira vez no set (7-6),
mas um bloco de Marcel possibilitou que a
Selecção Nacional atingisse o primeiro tempo
técnico em vantagem (8-7). Um ataque de
Kibinho manteve a diferença mínima (13-12), que
Alex conseguiu levar até ao segundo tempo
técnico (16-15). Uma defesa de Ivo Casas, bem
secundada por um ataque de André Lopes,
impulsionou os portugueses (21-18), que fecharam
o set da melhor forma (25-21): com um ataque de
Alex e um ataque... para fora do temível
Ojansivu, autor de 12 pontos só no somatório dos
dois primeiros parciais.
3.º Set – A
equipa de Tuomas Sammelvuo entrou no terceiro
set bem determinada (4-1, serviço directo de
Ojansivu). Hugo Gaspar remava contra a maré
(5-7), mas os finlandeses pareciam ter a onda do
jogo a seu favor e lograram atingir o primeiro
tempo técnico ainda em vantagem (8-6).
Curiosamente, seriam os nórdicos a oferecerem a
igualdade e, de seguida, a vantagem aos
portugueses, com três erros consecutivos
(serviço, ataque e defesa): 9-8. Nova decisão
duvidosa da arbitragem a colocar a Finlândia na
frente, mas Gaspar e Alex a rectificarem o
resultado (11-10). Dois blocos, um erro no
ataque por parte dos portugueses e um ataque
eficaz do pequeno (183 cm), jovem e rápido Jan
Helenius, empolgaram o público: 16-12. Só um
serviço falhado por Ojansivu conseguiu estancar,
ainda que temporariamente, a hemorragia pontual
(17-13). Um pedido de tempo aos 19-13 deu aos
portugueses um momento para reorganizar o seu
jogo e voltar à luta: 20-17, com um bloco de
Kibinho e um amorti de Alex. Um bloco de
Ojansivu, festejado exuberantemente pelo oposto
finlandês, escancarou as portas ao triunfo
(23-18) da Finlândia, selado com um ataque
falhado por Portugal: 25-19.
4.º Set –
Uma reacção plena de garra e dois serviços
directos de Miguel Rodrigues possibilitaram a
reviravolta no resultado inicial (1-3 para 6-4),
mas Ojansivu continuava a facturar no ataque
(7-6). André Lopes deu vantagem a Portugal no
primeiro momento de reflexão oficial (8-6).
Um ataque de segunda linha de Alex ainda
conseguiu manter a diferença (11-9), mas dois
blocos nórdicos e um serviço, directo e feliz,
de Ojansivu deu vantagem aos nórdicos (13-12).
Os problemas sentidos em ultrapassar o alto
bloco contrário avolumavam-se porque os
portugueses continuavam a falhar serviços
consecutivos, perdendo-se aí a possibilidade de
recuperação da liderança (14-16). Seria o
experiente André Lopes que, com dois pontos
consecutivos (ataque e bloco) faria renascer as
esperanças (16-16). Um ataque de Marco
colocou Portugal em vantagem à entrada para a
recta final (21-20). E dois pontos de Marcel
mantiveram a situação (23-22). Num final de
set marcado por altos níveis de adrenalina, Alex
blocou Ojansivu, fez o 18.º ponto da sua conta
pessoal e fixou o resultado em 26-24.
5.º
Set – Entrada intempestiva da Finlândia (7-4),
com a experiência de André a jogar com o bloco a
amenizar a distância, pese embora os finlandeses
lograrem atingir o primeiro tempo técnico em
vantagem (8-6). Um serviço falhado piorou as
coisas (7-10)... Dois pontos dos irmãos
Ferreira, logo seguidos da conquista da
liderança no marcador (12-11) recolocaram
Portugal na luta. Um ataque de Marco e um
bloco de Marcel a Ojansivu obrigaram Sammelvuo a
chamar os seus jogadores demasiados incrédulos
com a reacção dos portugueses (14-12). E
seria com um bloco que Portugal conquistaria a
sua segunda vitória na Liga Mundial, atrasando a
Finlândia na luta pela qualificação para a Final
Four: 15-12.
Olli-Pekka Ojansivu, com 28
pontos, foi o melhor pontuador do jogo, seguido
de Alex Ferreira (21) e Marcel Gil (17).
No final, a Selecção Nacional festejou com os
adeptos portugueses.

SELECÇÃO NACIONAL VIAJA
PARA A FINLÂNDIA
O Canadá venceu hoje, em Saskatoon, sede da
Poule F2, a Selecção Nacional de Seniores
Masculinos por 3-1 (24-26, 25-15, 25-23 e
25-21), sendo agora a única equipa ainda invicta
na classificação geral das poules da Fase
Preliminar da Liga Mundial 2016. Apesar do
evidente poderio dos canadianos – que mesmo não
utilizando a sua estrela (Gavin Schmitt) estão
visivelmente mais adiantados na sua preparação e
entrosamento, mercê, sobretudo, da qualificação
olimpica que disputaram, com êxito, em Maio –
Portugal até poderia ter conseguido somar
pontos, se a recuperação no terceiro set
(21-22), quando estava a perder por 18-22
tivesse tido outro corolário e... se não
falhasse tantos serviços ao longo de todo o
jogo, tendo sido este fundamento o calcanhar de
Aquiles de um conjunto que, embora ainda a
espaços, consegue mostrar potencial para se
bater com qualquer equipa merecedora de atingir
a Final Four, 9 e 10 de Julho, em Matosinhos.
No próximo fim-de-semana, cumpre-se a
terceira etapa da Fase Preliminar, com Portugal
e Canadá a voltarem a encontrar-se em Tampere,
onde enfrentarão também a equipa da casa,
Finlândia, e Cuba. A Selecção Nacional viaja
amanhã para a Finlândia, onde vai disputar a
Poule I2,com o seguinte itinerário (horas locais
dos três países): Saskatoon / Toronto (AC
1124) – 12h10 / 17h19 Toronto / Reiquiavique,
Islândia (FI 602) – 21h05 / 06h20
Reiquiavique / Helsínquia (FI 342) – 07h30 /
13h50
Hoje, e sob a arbitragem de Ricardo
Celso Cabrero (Argentina) e Ricardo Iglesias
(Cuba), as equipas alinharam: Portugal -
Marcel Gil, Marco Ferreira, Alexandre Ferreira,
Tiago Violas, André Lopes e Fabrício Silva
(Kibinho); Ivo Casas (Libero). Canadá – Tyler
Sanders, Nicholas Hoag, Justin Duff, Toontje Van
Lankvelt, Daniel Vandoorn e Steven Marshall;
Blair Cameron Bann (Libero).
1.º Set –
Início algo incaracterístico, com Portugal a
oferecer ao Canadá quatro pontos no serviço e
mesmo assim a conseguir manter-se colado ao seu
adversário no marcador (6-8). Um bloco de
Tiago Violas/Kibinho deu a liderança a Portugal
(10-9). Novo bloco obrigou Glenn Hoag a pedir
tempo para instruir os seus jogadores, mas
Portugal não se ressentiu da paragem (13-10),
tendo chegado ao segundo tempo técnico ainda em
vantagem (16-14).. Um bloco de Alex
Ferreira/Kibinho manteve Portugal na frente
(20-17) e Glenn Hoag voltou a chamar os seus
pupilos. O Canadá pagou na mesma moeda e um
serviço directo de Frederic Winters obrigou
Francisco dos Santos a cortar o ímpeto dos
jogadores locais (20-19). Debalde, já que um
ataque de Justin Duff (SL Benfica), logo seguido
de um bloco, equilibrou a contenda (21-21). O
capitão Alex Ferreira recuperou a liderança e,
num ponto muito contestado pelos canadianos, fez
o 24-22. Novo serviço falhado pelos lusitanos
manteve o braço-de-ferro (24-23). O 1,97
metros de Lankvelt e a sua boa impulsão valeram
a igualdade aos canadianos, mas um ataque
falhado por Nicholas Hoag voltou a dar a
liderança a Portugal, que fechou com o set com
chave de ouro, ou seja, com um serviço directo
de Filipe Cveticanin: 26-24.
2.º Set –
Novamente muito equilíbrio nos momentos
iniciais, com um ataque de Steven Marshall a dar
a vantagem mínima ao Canadá (8-7). Porém, um
período de desconcentração dos portugueses, que
Chico dos Santos tentou alterar pedindo tempo,
permitiu a fuga dos canadianos (10-7). Um
serviço falhado e um erro no ataque aumentaram a
clivagem pontual (14-8). E foi com mais um
serviço falhado que os portugueses viram os
canadianos reforçarem a sua confiança (16-10).
Portugal construia no ataque, mas desperdiçava
no serviço. A juntar a isso, algumas decisões da
arbitragem desestabilizaram os portugueses, que
viram ser-lhes mostrados três cartões vermelhos,
que transformaram um resultado de 18-12 noutro
muito mais robusto (21-12), que praticamente
sentenciava o set. Alex ainda tentou remar
contra as adversidades, mas eram tarde demais e
a equipa da casa fechou com o resultado de
25-15, através de um bloco.
3.º Set – Uma
decisão errada do árbitro argentino, seguida de
um cartão vermelho a Alex deu os primeiros dois
pontos ao Canadá... Dois pontos consecutivos
de Filip Cveticanin (ataque e serviço) igualaram
e Marco Ferreira tratou de atacar a liderança
(4-3), mas dois serviços desperdiçados pela
equipa das quinas originaram novo emparelhamento
(5-5). Um ataque indefensável de Alex
Ferreira deu novamente vantagem aos portugueses
(8-7). Um lance espectacular com a bola a ser
jogada in extremis com recurso a um toque do pé
e um bloco de Marco Ferreira animaram as hostes
lusitanas (11-9), mas por pouco tempo, já que
três pontos consecutivos de Nicholas Hoag no
ataque equilibraram novamente o marcador
(12-12). E um ataque falhado e um bloco de
Duff catapultaram os canadianos (16-14), que
ainda mais confiantes ficaram com os dois pontos
consecutivos conseguidos por John Gordon Perrin
no ataque (22-18). Alex facturou mais um
ponto no ataque e Glenn Hoag parou o jogo
(22-20). Um bloco de Kibinho/Alex fez o
treinador canadiano repetir o gesto (22-21).
Sempre numa toada de equilibrio, o Canadá
conseguiu vencer o parcial com o resultado de
25-23, com um ponto de Van Lankvelt.
4.º
Set – Duas excelentes defesas de João Fidalgo
não impediram a vantagem inicial (2-1) do
Canadá, que logo tratou de expandi-la (6-3,
8-5). Dois ataques falhados por Portugal
avolumaram a diferença à passagem da segunda
paragem obrigatória (16-11). A perder por
18-22, Portugal ainda tentou reagir, mas o
Canadá não facilitou e acabou por selar o set,
tal como tinha feito no parcial anterio, com um
ponto de Van Lankvelt no ataque: 25-21.
Alexandre Ferreira, com 21 pontos, cotou-se como
o melhor pontuador, enquanto Van Lankvelt foi o
melhor artilheiro dos canadianos, com 16 pontos.

SELECÇÃO NACIONAL
(CON)VENCE A COREIA: 3-0
A Selecção Nacional de Seniores Masculinos
conseguiu hoje a sua primeira vitória na Liga
Mundial ao derrotar a Coreia do Sul pela margem
máxima (3-0: 25-23, 28-26 e 25-23), na cidade
canadiana de Saskatoon, sede da Poule F2. Um
triunfo sofrido mas inteiramente merecido e
convincente pela atitude da equipa como
colectivo e que poderá vir a revelar-se o
«click» para outros triunfos na competição.
Amanhã, o adversário é o Canadá, equipa que é
muito acarinhada pelo seu público e que ainda
não cedeu qualquer derrota, liderando a
classificação, com 5 vitórias e 15 pontos, rumo
à Final Four. No outro jogo de hoje, o Canadá
venceu a China pela margem máxima.
Sob a
arbitragem de Brian Charles (Trindade e Tobago)
e Ricardo Iglesias (Cuba), as equipas alinharam:
Portugal - Filip Cveticanin, Marco Ferreira,
Alexandre Ferreira, Tiago Violas, João Oliveira
e Fabrício Silva (Kibinho); João Fidalgo
(Libero). Coreia do Sul – Han Sun-Soo, Park
Jin-Woo, Kim Hak-Min,Choi Min-Ho, Seo Jae-Duck e
Jung Jiseok; Bu Yong-Chan (Libero).
1.º
Set – Começou melhor a Coreia (5-3),
mostrando-se superior no jogo junto à rede, mas
cedo Portugal reagiu e Tiago Violas (bloco),
Kibinho e Marco Ferreira (ataque) trataram de
colocar Portugal na liderança do marcador (7-5).
Alexandre Ferreira fixou, com um ataque, o
resultado em 8-6 no primeiro tempo técnico.
Na segunda paragem obrigatória, a vantagem de
Portugal já se cifrava em quatro pontos (16-12)
e permanecia quase intacta à entrada para a
recta final do set (20-16), com dois pontos
consecutivos de João Oliveira no ataque. Dois
blocos lusos que reflectiram a bola para fora e
um bloco de Park Jin-Woo/Kim Hak-Min deram novo
fôlego aos coreanos (21-20), mas foi sol de
pouca dura, já que um bloco de Filip Cveticanin
e um ataque de Marco Ferreira selaram o triunfo
por 25-23.
2.º Set – Um bloco de
Cveticanin – o melhor blocador do jogo (5) –
colocou Portugal em vantagem (3-1) e um ataque
de segunda linha desferido pelo capitão Alex
arrancou uma exclamação ao público, que
apreciava a exibição dos portugueses. Um
bloco de João Oliveira e mais um ataque de Marco
Ferreira fizeram com que a equipa de Francisco
dos Santos chegasse ao primeiro tempo técnico
com o dobro dos pontos do seu adversário (8-4).
Um serviço (quase) directo de Alex Ferreira
(14-11) e um ataque do capitão lusitano
mantiveram Portugal na crista da onda (16-13).
Um ponto no ataque de Choi Hong-Suk e um ataque
falhado por Portugal fizeram voltar tudo à
estaca zero (17-17)... Um amorti de Marco e
um ataque falhado pelos coreanos, obrigaram o
técnico Kim Namsung a lançar o alerta (21-19). A
conversa funcionou, já que a Coreia transformou
um resultado de (24-20) numa igualdade...
Aprendida a lição de não facilitar, a Selecção
Nacional selou a vitória com um ponto no bloco,
da autoria de João Oliveira: 28-26.
3.º
Set – Portugal entrou bem no set, com mais um
bloco de Cveticanin a fazer o 3-1, mas a Coreia
não desistiu e acelerou o seu jogo ofensivo,
conseguindo dois pontos de vantagem, através de
um ataque de Kim Hak-Min e um serviço directo de
Jung Jiseok. Um ataque falhado por Portugal
aumentou a distância (8-5). Novo bloco de
Cvet e um ataque de Marco colocaram Portugal
novamente na liderança das operações (13-11).
Numa jogada pouco ortodoxa, Song Hui-Chae
igualou e Choi Min-Ho recuperou a liderança para
a Coreia (15-14), mas seriam os asiáticos, com
um ataque desperdiçado, a entregarem a vantagem
aos portugueses à chegada ao segundo tempo
técnico (16-15). Um bloco triplo da Coreia
equilibrou (18-18), mas neste jogo de nervos
(21-21, 23-23), Portugal mostrou-se mais
esclarecido e confirmou a vitória (25-23) da
melhor maneira, com um serviço directo de Marco
Ferreira, o melhor pontuador do jogo, com 17
pontos, mais um do que o seu irmão Alex e mais
cinco que Seo Jae-Duck, o melhor pontuador da
Coreia.

SELECÇÃO NACIONAL DEFRONTA
AMANHÃ A COREIA
A Selecção Nacional de Seniores Masculinos
defronta amanhã (23h10 em Portugal continental)
a Coreia do Sul, no segundo dia de competição da
Poule F2 da Liga Mundial 2016, organizada pelo
Canadá na cidade de Saskatoon. Hoje, a China
somou os seus primeiros (três) pontos nesta
edição da Liga Mundial ao vencer, por 3-1
(25-18, 22-25, 25-16 e 25-20) a Selecção
Nacional de Seniores Masculinos, no SaskTel
Centre. No outro jogo do dia de hoje, o
Canadá venceu a Coreia pela margem máxima.
Sob a arbitragem de Ricardo Iglesias (Cuba)
e Brian Charles (Trindade e Tobago), as equipas
alinharam: Portugal - Marcel Gil, Filip
Cveticanin, Marco Ferreira, Tiago Violas, João
Oliveira e André Lopes; Ivo Casas (Libero).
China – Chen Longhai, Li Runming, Ji Daoshuai,
Rao Shuhan, Dai Qingyao e Song Jianwei; Tong
Jiahua (Libero).
1.º Set – Início muito
equilibrado, com o marcador, no primeiro tempo
técnico, a pender para o lado da China (8-7),
que aproveitou para se distanciar logo de
seguida (10-7) mercê dos seus centrais, os
principais artilheiros de serviço até então.
A excepção era o oposto Dai Qingyao, que assinou
os dois pontos consecutivos que aumentaram a
diferença (12-8), mas Portugal reagiu e um
serviço directo (Filip Cverticanin) e um bloco
obrigaram Guochen Xie, treinador chinês, a
reunir com os seus pupilos (12-11). Marco
Ferreira conseguiu manter Portugal na peugada do
seu adversário, mas Ji Daoshuai colocou o
resultado em 16-14 na segunda paragem
obrigatória. A equipa asiática mostrava-se
veloz nas jogadas ofensivas e os portugueses não
encontravam antídoto para impeddir a pirâmide de
pontos construída pelo seu adversário (23-17).
Um serviço feliz de Dai Qingya colocou a China a
um ponto do fecho do set (24-17) e foi ao mesmo
jogador que coube a honra de selar o triunfo:
25-18.
2.º Set – Um ataque cirúrgico de
Marco Ferreira à linha mostrou que Portugal não
estava disposto a correr atrás do prejuízo como
no primeiro parcial (4-2). Contudo, um
serviço directo Chen Longhai pôs a nu algumas
deficiências na concentração dos portugueses
(6-6), com os chineses a lograrem passar para a
frente no marcador pouco depois (8-7).
Portugal recuperou a liderança (9-8) e
reforçou-a com pontos de Marco e de André Lopes
(14-12), obrigando Guochen Xie a pedir tempo.
Debalde, já que foi com um ataque falhado pelos
asiáticos que se chegou ao segundo tempo técnico
(16-13), mostrando que a muralha estava a
abalar... E Marco e João Oliveira trataram de
acrescentavam mais umas brechas (18-14).
Pressionados, os chineses cometiam erros na
defesa e mesmo no ataque (22-18).
Surpreendentemente, Portugal começou a abrir mão
da preciosa vantagem (22-20)... mas Marco não
queria largar a vitória e somava mais um ponto
no ataque (23-20). Porém, seria com um
serviço falhado pela nervoso opositor que
Portugal conquistaria um merecido triunfo no
set: 25-22. 3.º Set – A China reentrou no
jogo com muita velocidade (e eficácia) na
execução dos ataques e depressa recuperou o
ânimo perdido no parcial anterior (8-5). Dois
pontos desperdiçados pelos portugueses no ataque
pioraram ainda mais o marcador (10-5)... e mais
dois erros (15-9) motivaram mesmo o toque a
reunir por parte de Francisco dos Santos.
Zhang Chen dava, no ataque, mais uma machadada
na recuperação portuguesa, para, logo a seguir,
somar mais um ponto... no serviço (20-11). E
a vitória esperada da China neste set acabou por
acontecer através de um serviço falhado por
Portugal: 25-16.
4.º Set – Os asiáticos
voltaram a entrar melhor no set (8-7). Um bloco
individual de Chen Longhai animou ainda mais as
hostes chinesas (11-8), que pouco depois já
tinham nas mãos as rédeas do marcador (15-9).
Alexandre Ferreira e Hugo Gaspar tentaram
reaproximar Portugal (15-12), mas os chineses
somavam mais quatro pontos no segundo tempo
técnico. E a diferença ainda se matinha à
entrada para a recta final (20-16). Sem
surpresas, a China rubricou a primeira vitória
na Liga Mundial ao vencer o quarto set frente a
Portugal por 25-20, com um ponto de Zhang Chen.
O melhor pontuador do jogo foi Dai Qingyao,
com 21 pontos, enquanto Marco Ferreira foi o
português que mais facturou (12 pts).

EXIBIÇÃO DE PORTUGAL
MERECIA OUTRO RESULTADO
A Eslováquia venceu, em Izmir, a Selecção
Nacional de Seniores Masculinos por 3-2 (18-25,
21-25, 25-21, 25-23 e 19-17), ao fim de 2h19 de
muita luta. No final, as palavras do libero
João Fidalgo disseram praticamente tudo: "Era
necessário dar outra imagem", mais consentânea
com o valor e tradição da Selecção Portuguesa,
depois do jogo com a Holanda, de má memória
porque "tudo nos correu mal e nós também não
estivemos bem". Isso foi conseguido, pois
Portugal mostrou, hoje, uma enorme vontade de
vencer numa exibição como da água para o vinho
em relação ao jogo da véspera... A conquista do
primeiro triunfo na Liga Mundial 2016 só não
aconteceu porque faltou algum discernimento em
momentos-chave e, também, alguma "pontinha de
sorte".
A comitiva portuguesa viaja
amanhã para o Canadá, onde vai disputar a Poule
F2 da Liga Mundial juntamente com o Canadá, a
China e a Coreia do Sul: Izmir - Istambul
(11h00 - 12h05), voo TK 2317 Istambul -
Toronto (14h10 - 17h50(, voo TK 17 Toronto -
Saskatoon (21h00 - 22h36), voo AC 1129 (Horas
locais dos dois países)
Num jogo
arbitrado pela alemã Heike Kraftpel e pelo
chinês Wensheng Luo, o Seleccionador Nacional
Francisco dos Santos fez alinhar de início
Marcel Gil, Alexandre Ferreira, Fabrício Silva
(Kibinho), Miguel Rodrigues, Hugo Gaspar e André
Lopes; João Fidalgo (L). Pelo lado da
Eslováquia, Miroslav Palgut fez alinhar Emanuel
Kohut, Peter Ondrovicns, Peter Mlynarcik, Matej
Patak, Stefan Chrtiansky e Jan Halaj; Matej Kubs
(L). Ver ficha do jogo aqui
1.º Set –
Início de jogo extremamente equilibrado, com
Portugal a liderar o marcador (3-2, 6-5, 8-7),
mas sempre por apenas um ponto de diferença até
aos 10-8, altura em que um forte serviço de
Alexandre Ferreira teve o melhor seguimento na
rede por parte de Marcel Gil. A equipa
lusitana conseguiu manter-se a essa distância
pontual até à passagem do primeiro tempo técnico
(16-14) e chegou mesmo a aumentá-la logo de
seguida com um ataque de Hugo Gaspar, após uma
grande defesa de João Fidalgo. Um bloco de
André Lopes a Peter Mlynarcik (19-15) obrigou
Miroslav Palgut a chamar os seus jogadores para
os repreender, mas Marcel Gil repetiu a gracinha
(20-15). Um ataque de segunda linha de Alex
fez Portugal entrar de rompante na recta final
do set (23-17) e coube ao seu irmão Marco selar
a vitória no set com um ataque: 25-18.
2.º Set – Dois pontos de Alex e um de Gaspar,
acrescidos de um ataque falhado por Stefan
Chrtiansky, impulsionaram Portugal no início do
segundo parcial (4-0). Mais um bloco de
Marcel (6-2) e novo ataque de segunda linha de
Alex mantiveram a distância pontual. Portugal
tinha a estratégia de defesa/ataque bem montada
e executava-a quase na perfeição, quase, pois um
serviço directo de Filip Palgut e um bloco de
Stefan Chrtiansky fizeram tremer as hostes
lusitanas (9-8). Dois pontos consecutivos de
Matej Patak (ataque e bloco) igualaram a
contenda (13-13), mas foi uma tentativa do mesmo
jogador em fugir ao bloco luso que fez Portugal
descolar novamente (15-13). Fabrício Silva
(Kibinho) fixou o resultado na segunda paragem
obrigatória: 16-14. Contudo, dois ataques
desperdiçados pela Selecção Nacional deram novo
alento aos eslovacos, que passaram para a
liderança do marcador (17-16). Dois ataques
de Alex repuseram a verdade do jogo (18-17) e um
serviço directo do capitão português prolongou-a
no tempo, obrigando Palgut a tocar a reunir
(20-19). Gaspar não se sensibilizou com esta
acção e fez o 21-19. André Lopes e Kibinho
mostraram o caminho da vitória (23-20), que
acabaria por acontecer aos 25-21, através de um
bloco do mesmo Ffabrício.
3.º Set – Boa
entrada no terceiro set (2-0, 5-2), com um
ataque de Hugo Gaspar a permitir uma vantagem de
dois pontos na paragem para o primeiro tempo
técnico (8-6). A Eslováquia não baixou os
braços e foi recompensada com a liderança no
marcador (10-9). E distanciou-se com um serviço
directo de Tomas Krisko (13-10). Uma série de
cinco serviços falhados colocou o resultado em
16-14 favorável à equipa do Leste na segunda
paragem obrigatória. Um bloco muito festejado
pelos eslovacos deu-lhes o 20-15, uma vantagem
perigosa no último quarto do set... A reacção
dos portugueses foi rápida (19-21) e obrigou
Palgut a parar o jogo. na tentativa de travar o
ímpeto lusitano. E esse objectivo foi
conseguido, com a Eslováquia a dar a volta ao
jogo e a fechar o set com o resultado de 25-21.
4.º Set – Início do set equilibrado, mas a
pender para o lado eslovaco à passagem no
primeiro tempo técnico (8-6). Chico dos Santos
teve de pedir desconto de tempo quando viu a
Eslováquia crescer desmesuradamente (12-8). A
conversa surtiu efeito (10-12), mas a Eslováquia
logrou chegar ao segundo tempo técnico com uma
vantagem de três pontos (16-13), com um ponto de
Matej Patak, que logo aumentou a contagem com um
serviço directo. Um bloco de Marcel e um
amorti de Gaspar colaram Portugal ao seu
adversário (17-18), assustando o treinador
eslovaco, que chamou os seus jogadores.
Gaspar manteve a distância (21-22), e Marcel fez
o mesmo quando a Eslováquia dispôs da
oportunidade de fechar o jogo (23-24). Contudo,
a Eslováquia selou o triundo no parcial da pior
forma: com o (quarto) serviço falhado por
Portugal: 25-23.
5.º Set – Os eslovacos
entraram no set decisivo muito moralizados com
os triunfos alcançados nos parciais anteriores
(6-4). Alex ainda reduziu, mas um serviço
falhado deu nova vantagem de dois pontos aos
eslovacos (8-6). Alex voltou à carga e
Portugal passou para a frente no marcador pela
primeira vez na «negra» (9-8). A Eslováquia
acusou o golpe e desperdiçou um ataque (10-8).
Alex fez os 11.º e 12.º pontos no ataque e
Palgut pediu desconto de tempo para reorganizar
a sua equipa. Um serviço desperdiçado pelos
portugueses fez Chico dos Santos parar o jogo.
Tomas Krisko falhou o serviço (13-10), mas
Stefan Chrtiansky mostrou-se eficaz nessa acção
do jogo, colocando a Eslováquia a apenas em
ponto (13-12). Um bloco de Kibinho deu novo
fôlego a Portugal, que, porém, desperdiçou a
hipótese de fechar ao falhar um ataque (14-14).
Gaspar fez o 15-14, Alex o 16-15, mas, ao safar
uma bola junto ao banco de Portugal, Gaspar
lesionou-se. Com o resultado em 16-16, a
Eslováquia blocou, por duas vezes, as pretensões
dos portugueses, acabando por vencer este
braço-de-ferro por 19-17. Alexandre
Ferreira, autor de 24 pontos, foi o melhor
pontuador do jogo, com o eslovaco Tomas Krisko a
facturar por 21 vezes e Hugo Gaspar e Matej
Patak a contabilizarem ambos 18 pontos.
No final, o Seleccionador Nacional salientou:
"Esta exibição foi muito importante, tendo em
consideração o jogo de ontem, no qual os
jogadores estavam muito cansados. Hoje, o Alex
ainda se queixou do cansaço mas disse que ia
tentar jogar e, apesar de não ter estado ao seu
nível habitual, deu o seu máximo, como a toda a
equipa. Assim, posso afirmar que estou
satisfeito, pois a equipa cresceu bastante de
ontem para hoje. Esse vai ser o nosso objectivo
no próximo torneio, no Canadá: jogar como
jogámos aqui no primeiro e no terceiro jogos
desta primeira poule".

HOLANDA ASSUME LIDERANÇA
A Holanda venceu hoje, por 3-0 (25-14, 25-18 e
25-17) uma Selecção Nacional de Seniores
Masculinos praticamente irreconhecível na sua
forma de estar e de jogar; invisíveis as suas
características principais, como a combatividade
e alegria, a equipa portuguesa apresentou-se em
campo algo apática e aparentando algum cansaço
físico. Pelo contrário, a Holanda, que ontem
tinha vencido sem convencer, mostrou-se hoje
claramente a um nível superior e, pelo rigor e
eficácia do seu jogo, especialmente no bloco,
foi recompensada com a segunda vitória (6
pontos) na Poule A2. Amanhã (12h30 em
Portugal), a equipa lusitana mede forças com a
Eslováquia, que defronta hoje a Turquia.
Num jogo arbitrado pelo chinês Wensheng Luo e
pela alemã Heike Kraft e disputado em Izmir,
onde está a ser realizada a Poule A2 da Liga
Mundial 2016, o Seleccionador Nacional
Franccisco dos Santos fez alinhar de início
Marcel Gil, Marco Ferreira, Alexandre Ferreira,
Fabrício Silva (Kibinho), Miguel Rodrigues e
André Lopes; Ivo Casas (L). Pelo lado da
Holanda, Gido Vermeulen fez alinhar Daan Van
Haarlem, Maarten Van Garderen, Jasper
Diefenbach, Thomas Koelewijn, Wouter Ter Maat e
Wouter Ter Maat; Dirk Sparidans (L).
1.º
Set – A Holanda entrou no jogo bem melhor do que
Portugal, sobretudo com mais eficácia e proveito
nos serviços e mais usufruto nas acções
defensivas, tendo chegado ao primeiro tempo
técnico com uma vantagem de três pontos, que
tratou de aumentar logo de seguida (10-5),
obrigado Chico dos Santos a reunir com os seus
pupilos. E o Seleccionador Nacional foi
obrigado a chamá-los novamente pouco depois,
quando viu as dificuldades sentidas pela equipa
das quinas na recepção e, por consequência, em
atacar com eficácia (12-5). Um bloco de
Miguel Tavares Rodrigues estancou a hemorragia
pontual (13-6), mas não a conseguiu debelar
(16-8). A perder por 10-20, Portugal procurou
reagir (13-20), mas o alto e sólido bloco
holandês voltou a mostrar-se intransponível e a
laranja mecânica rubricou o triunfo por um
desequilibrado 25-14, selado com um ataque de
Robbert Andringa, melhor pontuador, com quatro
pontos, no primeiro parcial.
2.º Set – O
segundo set foi uma fotocópia do primeiro:
completamente descaracterizada - apática e
intranquila, características completamente
opostas ao que é habitual no seis lusitano –, a
equipa das quinas foi presa fácil para os
serviços dos holandeses (0-4). Hugo Gaspar
fez o primeiro ponto para a equipa portuguesa,
que, contudo, continuou a mostrar-se pouco
agressiva, não conseguindo recuperar terreno
(4-8). Tal como o oposto, o central Marcel
Gil somava pontos, mas Portugal continuava a não
conseguir conquistar terreno no marcador (6-12).
Assim, a equipa de Gido Vermeulen atingiu a
segunda paragem obrigatória completamente
lançada para a vitória no set (16-9),
consolidada com um ponto de Wouter Ter Maat:
25-18.
3.º Set – Novamente a Holanda a
chegar com facilidade, mercê da diferença da
defesa alta das duas selecções, a uma vantagem
inicial confortável e motivadora (4-0, 8-4).
Hugo Gaspar assumia-se como o artilheiro de
serviço, mas os jogadores capitaneados por
Jasper Diefenbach não se mostravam
impressionáveis, tendo atingido o segundo tempo
técnico com mais um bloco (16-10). E foram
mais dois blocos consecutivos que distanciaram
ainda mais os homens dos Países Baixos (19-12).
O resultado de 25-17 e a vitória no jogo, a
segunda na Poule A2, recompensou a maior
clarividência e eficácia (ataque e, sobretudo,
bloco) da Holanda.
Wouter Ter Maat, autor
de 17 pontos, foi o melhor pontuador do jogo,
com Hugo Gaspar a facturar por 14 vezes no
ataque. Ver estatística aqui
No final, o
Seleccionador Nacional reconheceu: "Ontem,
disputámos o segundo jogo da poule, que terminou
3-1 mas foi bastante disputado [2h05 de duração]
e terminou tarde, com menos de 24 horas a
separar do jogo de hoje. Acho que o motivo
principal foi esse: os jogadores estavam muito
cansados e não conseguiam reagir. Mas isso faz
parte da forma de disputa deste torneio.
Amanhã, a equipa vai estar mais descansada e
vamos tentar ganhar o jogo com a Eslováquia. O
nosso objectivo era vencer esta poule, mas agora
temos de lutar para conseguir uma vitória. A
equipa está a crescer, excepção feita a este
jogo com a Holanda, em que não demos qualquer
passo em frente no nosso desenvolvimento como
equipa, ao contrário de ontem, sobretudo no
terceiro set, em que recuperámos de 20-24 para
uma vitória por 30-28. Isso é importante para
conseguirmos estar no máximo das nossas
capacidades na Final Four, em Matosinhos".

TURQUIA MAIS FORTE EM CASA
A Turquia venceu hoje a Selecção Nacional de
Seniores Masculinos por 3-1 (25-22, 25-20, 28-30
e 25-19) em jogo arbitrado pela alemã Heike
Kraft e o saudita Khaled Al-Zughaibi e disputado
em Izmir, onde está a ser realizada a Poule A2
da Liga Mundial 2016. Amanhã (12h30 em
Portugal), a equipa portuguesa mede forças com a
Holanda, que hoje venceu (3-1) a Eslováquia.
Francisco dos Santos fez alinhar de início
Marcel Gil, Marco Ferreira, Alexandre Ferreira,
Fabrício Silva (Kibinho), Miguel Rodrigues e
André Lopes e Portugal entrou muito bem no jogo
e cedo se distanciou do seu opositor: 4-1, com
um bloco duplo de Marcel Gil/André Lopes.
Dois pontos consecutivos no ataque rubricados
por Gungor Burak aproximaram os turcos (7-6),
mas um serviço desperdiçado deu dois pontos de
vantagem a Portugal (8-6). Um serviço directo
do capitão Kiyak Ulas permitiu a igualdade, para
logo de seguida Burak colocar a Turquia na
liderança do marcador pela primeira vez no set
(11-10). Marco Ferreira equilibrou (12-12),
mas Hayirli Ozkan recuperou a vantagem para a
Turquia, atingindo-se o segundo tempo técnico
com o resultado de 16-13 favorável à equipa
orientada pelo italiano Emanuelle Zanini. Os
portugueses acusavam dificuldades na recepção
dos fortes serviços e, depois, não conseguiam
ultrapassar o bloco adversário e os turcos
faziam pressão nos pontos mais sensíveis dos
portugueses, somando pontos (17-13). A somar
a isso, os portugueses, procurando fazer pontos
no serviço, acabavam por falhar nessa acção
ofensiva. Contudo, foi com um serviço
directo que Alex Ferreira recuperou terreno e
animou as hostes lusitanas (20-18), obrigando
Zanini a reunir-se com os seus jogadores. Um
bloco do seu irmão Marco e novo serviço directo
de Alex igualaram a contenda num momento-chave
(20-20). Uma decisão duvidosa da equipa de
arbitragem deu vantagem aos turcos, mas Marco
Ferreira recuperou o equilíbrio pontual (21-21).
Com Gunes Faik Samet a servir e Hayirli
Ozkan a facturar no ataque, a Turquia chegou-se
à frente (24-21) e fechou o set com o resultado
de 25-22 através de um bloco do mesmo Ozkan.
No segundo set, Coskun Serhat, que tinha
sido o melhor pontuador no parcial anterior, com
cinco pontos, continuou a facturar e a empolgar
os espectadores (4-2). Marco Ferreira tentava
lutar contra a maré e somava o seu quinto ponto
no ataque, mas os turcos conseguiram levar o
barco a bom porto e chegaram ao primeiro tempo
técnico com uma vantagem de três pontos (8-5).
A perder por 7-11, Portugal empertigou-se e
Kibinho fez o 11-12, colocando a equipa lusa
novamente na luta. Todavia, foi com um ponto
de Cin Kadir que se chegou à segunda paragem
obrigatória (16-12). Chico dos Santos fez
entrar Tiago Violas e Hugo Gaspar e a estratégia
surpreendeu os turcos (16-14, 17-16, 18-17).
Vendo-se em perigo, os turcos aceleraram o seu
jogo ofensivo, onde mandavam Coskun Serhat e
Gunes Faik Samet (21-17). Mais uma decisão
polémica – os turcos fizeram falta na rede que
não foi considerada pelos árbitros –
desconcentrou os portugueses e deu ainda mais
vantagem aos turcos (23-18), que não tardaram a
fechar o set: 25-20.
No terceiro set,
continuaram evidentes as dificuldades dos
portugueses em ultrapassar o bloco dos turcos,
com estes a fazerem três pontos consecutivos com
esta acção e a distanciarem-se no marcador
(6-3). Pior: um serviço directo de Coskun Serhat
- bateu na rede e caiu logo em território luso -
avolumou a diferença: 8-4. Dois pontos
consecutivos de Alex amenizaram a desvantagem
(7-10), mas o bloco otomano voltou a funcionar
em pleno e Portugal começou a ver fugir o seu
adversário ((12-7). Os portugueses reuniram
forças e Alex voltou a facturar no ataque
(12-10), mas o artilheiro Coskun respondeu à
altura (16-13). Novamente Alex a
(im)pressionar e a colocar Portugal a um ponto
(16-15). Portugal aproximava-se com os
ataques de Alex mas depois desperdiçava essa
conquista no serviço (19-17) e os turcos tinham
aí o seu balão de oxigénio a ser constantemente
insuflado. Gungor, com um serviço directo,
pôs ao rubro a animada assistência (21-18).
Cin fez o 23-19 e o 24-20... Com André Lopes no
serviço, dois blocos, de Alex e Kibinho
aproximaram perigosamente Portugal (24-23). Um
ataque falhado pelo distribuidor turco e um
ataque eficaz de Alex viraram o resultado
(25-24). Um serviço directo de Cin deu novamemte
vantagem à Turquia (26-25). Coskun segurou a
vantagem (27-26), mas Marco Ferreira voltou a
igualar e Cveticanin passou Portugal para a
frente (28-27). Um serviço falhado fez tudo
voltar à estaca zero, mas Hugo Gaspar não
desistiu (29-28) e um serviço explosivo de Alex
fez o resto: 30-28, com o artilheiro lusitano a
facturar o seu 12.º ponto neste set.
A
Turquia entrou melhor no quarto set (3-1, 4-2).
Um bloco de Cveticanin reduziu para a diferença
mínima, mas Gungor distanciou novamente e
Turquia (8-6). Kadir Cin mostrava-se
extremamente eficaz no ataque e Portugal, que
continuava a falhar no serviço, não conseguia
aproximar-se (16-13). Um ataque e um bloco de
Marco Ferreira relançaram Portugal (19-20), mas
os turcos voltaram a fugir (22-19) e ainda mais
quando um serviço muito feliz lhes deu o 24.º
ponto, pelo que não sentiram problemas em fechar
com o resultado de 25-19.
Alexandre
Ferreira, com 22 pontos (17 ataques, 3 serviços
e 2 blocos) foi o melhor pontuador do jogo, com
o turco Serhat Coskun a rubricar 18 pontos. Ver
estatística aqui
O zona 4 português
salientou: "Em relação ao jogo de hoje, não
se podia pedir muito, pois foi o nosso primeiro
jogo oficial. Creio que tivemos grandes
momentos, mas também muitas quebras e muitos
erros básicos. Acho que o nosso sideout tem
de melhorar muito. Conseguimos ganhar o terceiro
set, mas depois não fomos capazes de fazer o
mesmo no quarto porque ainda falta acertar
alguns pormenores no nosso jogo. Estamos a
disputar esta poule para aprendermos e amanhã,
frente à Holanda, uma selecção que entrou a
vencer [3-1 à Eslováquia] teremos de rectificar
os erros que cometemos hoje".

SELECÇÃO NACIONAL AMBICIOSA NA
TURQUIA
A Selecção Nacional de Seniores Masculinos
encontra-se já na cidade turca de Izmir, onde
vai disputar, sexta-feira, sábado e domingo, a
poule inaugural da Liga Mundial 2016.
A
verdadeira odisseia protagonizada ontem pela
comitiva portuguesa – alguns atletas saíram de
Lisboa às seis da manhã e chegaram, com a
comitiva, ao hotel em Izmir já perto da
meia-noite, com mais de duas horas de atraso –
já é passado e os jogadores da Selecção
Portuguesa começaram hoje já a dar o litro, com
um treino de musculação, a que se seguiu um
período de preparação com bola.
Antes,
Francisco dos Santos e Alexandre Ferreira,
respectivamente Seleccionador Nacional e Capitão
de Portugal, estiveram numa conferência de
Imprensa promovida pela Federação Turca de
Voleibol, organizadora desta Poule A2, que reúne
Portugal, Turquia, Holanda e Eslováquia.
Francisco dos Santos desfiou os objectivos da
equipa lusitana: "Como estamos já na Final
Four, a realizar em Portugal, vamos aproveitar
estas três competições preliminares para crescer
como equipa em cada uma delas, ao mesmo tempo
que vamos defrontando e conhecendo melhor os
nossos adversários nestas três poules".
Alex, perfeito conhecedor da realidade do
Voleibol turco – actua há duas épocas pelo
Ziraat Bankasi, uma das três melhores equipas do
campeonato otomano – afina pelo mesmo diapasão,
salientando: "O nosso objectivo principal é a
Final Four. Estamos aqui, na Turquia, para
tentar vencer todos os jogos, como é óbvio, mas
a nossa principal missão é prepararmo-nos para a
final de Matosinhos".
Objectivos
igualmente ambiciosos tem a equipa-anfitriã.
O italiano Emanuelle Zanini, que defrontou já
Portugal quando estava no comando técnico de
outra selecção, a Eslováquia, não tem dúvidas
sobre o grau de responsabilidade da Turquia:
"Somos ambiciosos e queremos estar na Final Four
de Portugal. A Liga Mundial estreia uma
fórmula de competição muito interessante e
estamos ansiosos por disputar esta poule, pois
somos a equipa menos cotada do ranking
internacional neste torneio e queremos ver qual
é o nosso nível de jogo. Esta poule é muito
importante para a Turquia, como país, e isso
aumenta a nossa responsabilidade como equipa.
Estamos preparados e ansiosos por ver a resposta
dos jogadores em campo".
O capitão Ulas
Kiyak partilha dos desígnios turcos: "O nosso
objectivo é a Final Four. Estamos conscientes de
que ainda temos um longo percurso a percorrer,
mas acreditamos que se atingirmos a Final Four,
podemos sagrar-nos campeões da Liga Mundial".
Holandeses e eslovacos mostram-se mais
comedidos do que os turcos, escudando-se na
juventude de alguns dos seus jogadores:
"Temos alguns jogadores jovens, que querem
demonstrar o que valem e estão muito ansiosos
por disputar este torneio", salienta o Treinador
da Holanda, Gido Vermeulen, enquanto o capitão
Jasper Diefenbach revela: "Preparámo-nos
muiro bem desde Maio e estou muito curioso para
ver em que nível estamos. Vamos defrontar três
equipas da Europa e isso vai ser muito bom para
aquilatarmos a nossa força. Estou confiante
nesta equipa e acredito que vamos fazer bons
resultados".
O treinador da Eslováquia,
Miroslav Palgut, lembra que "temos uma equipa
que mistura experiência com juventude e
preparámo-nos bem em jogos com a Finlândia e a
Eslováquia", enquanto o capitão Emanuel Kohut
acrescenta: "Queremos ganhar experiência e
crescer como equipa, mas vamos dar o nosso
máximo para obter os melhores resultados".

SELECÇÃO NACIONAL A CAMINHO DA
TURQUIA
A Selecção Nacional de Seniores Masculinos parte
amanhã – Porto/Istambul (12h15/18h45 locais, voo
TK 1452) e Istambul/Izmir (21h00/22h05 locais)
para a cidade turca de Izmir, onde vai disputar
a Poule A2 da Liga Mundial 2016, no arranque
desta prestigiada competição que reúne a elite
do Voleibol mundial.
Os jogos de Portugal
podem ser seguidos em directo na Sport TV ou via
live streaming/FIVB: 17 de Junho – Turquia x
Portugal (15h30): Directo na Sport TV2 ou aqui
18 de Junho – Portugal x Holanda (12h30):
Directo na Sport TV2 ou aqui 19 de Junho –
Portugal x Eslováquia (12h30): Directo na Sport
TV2 ou aqui
A equipa técnica da Selecção
Nacional, liderada pelo brasileiro Francisco dos
Santos, escolheu 12 dos 17 jogadores que se
encontravam, desde o início de Maio, a efectuar
um estágio de preparação para a Liga Mundial em
Vila Flor, vila do distrito de Bragança.
|
Jogadores convocados
|
|
Nome
|
Pos.
|
Clube
|
|
Ivo
Casas |
Libero |
SL
Benfica |
|
Marcel
Gil |
Central |
Monteros VC (ARG) |
|
João
Oliveira |
Zona 4 |
SL
Benfica |
|
Miguel
Rodrigues |
Distribuidor |
LPR
Piacenza (ITA) |
|
Hugo
Gaspar |
Oposto |
SL
Benfica |
|
Tiago
Violas |
Distribuidor |
AJ
Fonte do Bastardo |
|
Marco
Ferreira |
Oposto |
Toulouse (FRA) |
|
André
Lopes |
Zona 4 |
SL
Benfica |
|
Alexandre Ferreira |
Zona 4 |
Ziraat
Bankasi (TUR) |
|
Fabrício Silva |
Central |
SC
Espinho |
|
Filip
Cveticanin |
Central |
Castêlo da Maia GC |
|
João
Fidalgo |
Libero |
AJ
Fonte do Bastardo |
|
Comitiva |
|
Team Manager –
Carlos Prata |
|
Treinador Principal –
Francisco dos Santos |
|
Treinador Adjunto –
Hugo Silva |
|
Médico –
Carlos Magalhães |
|
Fisioterapeuta –
Gustavo Figueiredo |
|
Estatístico –
Ricardo Rocha |
Jogos em directo da Poule A2
17 de Junho
– Turquia x Portugal (15h30): Directo na Sport
TV2 ou aqui
18 de Junho – Portugal x
Holanda (12h30): Directo na Sport TV2 ou aqui
19 de Junho – Portugal x Eslováquia (12h30):
Directo na Sport TV2 ou aqui
Contactos
Alojamento: Double Tree by Hilton Hotel
(Izmir) Tel: +90 232 402 02 02
Pavilhão: Izmir Ataturk Volleyball Hall
Capacidade: 6.000 espectadores
Como
organizador, Portugal está já apurado para a
Final Four da Liga Mundial 2016, que acolhe nos
dias 9 e 10 de Julho, no Centro de Desportos e
Congressos de Matosinhos.
Até lá, a
Selecção Nacional vai disputar a Fase
Intercontinental, participando nas seguintes
poules: A2 – Holanda, Portugal, Turquia e
Eslováquia. Na Turquia (Izmir), de 17 a 19 de
Junho de 2016. F2 – Canadá, China, Coreia do
Sul e Portugal. No Canadá (Saskatoon), de 24 a
26 de Junho de 2016. I2 – Canadá, Portugal,
Finlândia e Cuba. Na Finlândia (Tampere), de 1 a
3 de Julho de 2016.
A Final Four será
disputada por quatro equipas: o organizador
(Portugal) e os três melhores classificados na
Fase Intercontinental.
Jogos em directo
da Poule A2 (Izmir/Turquia)
17 de Junho –
Turquia x Portugal (15h30): Directo na Sport TV2
ou aqui 18 de Junho – Portugal x Holanda
(12h30): Directo na Sport TV2 ou aqui 19 de
Junho – Portugal x Eslováquia (12h30): Directo
na Sport TV2 ou aqui
Jogos em directo da
Poule F2 (Saskatoon/Canadá)
25 de Junho –
Portugal x China (00h30): Directo na Sport TV
26 de Junho – Portugal x Coreia (23h10*):
Directo na Sport TV 27 de Junho – Portugal x
Canadá (01h00): Directo na Sport TV
Jogos
em directo da Poule I2 (Tampere/Finlândia)
1 de Julho – Portugal x Finlândia (16h40):
Directo na Sport TV 2 de Junho – Portugal x
Canadá (13h40): Directo na Sport TV 3 de
Junho – Portugal x Cuba (13h10): Directo na
Sport TV
|