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ESPINHO OPEN: BRASILEIROS FAZEM A
FESTA EM CASA 
30-07-2017
Os brasileiros George Wanderley e Vitor
Felipe Gonçalves venceram hoje a dupla do Catar, Júlio
Júnior e Ahmed Tijan, e sagraram-se vencedores do
Espinho Open, competição de duas estrelas do Circuito
Mundial destinada a seniores masculinos, que foi
organizada pela Federação Portuguesa de Voleibol e pela
Câmara Municipal de Espinho, na Praia da Baía.
Perante um estádio repleto de entusiásticos
espectadores, completamente rendidos ao valor e
exibições das duplas finalistas – eliminaram nas
meias-finais as duplas da Noruega –, George e Vítor
Felipe venceram (2-0: 21-12 e 21-13) e incendiaram o
fervor dos numerosos brasileiros… que também não se
cansaram de apoiar o Catar, pois Júlio Júnior é de
origem canarinha.
“É muito bom. É a primeira vez
que ganhamos uma competição internacional de seniores.
Já tínhamos vencido em Portugal o Mundial de Sub-19
[Porto, 2014] e agora vencemos o Espinho Open.
Sentimo-nos em casa e festejamos como se estivéssemos no
Brasil, dado o apoio que sentimos ao longo deste torneio
e sobretudo hoje, nas meias-finais e na final”,
referiram, no final, os vencedores.
As medalhas
foram entregues pelo Presidente da Câmara Municipal de
Espinho, Pinto Moreira, pelo Presidente do Conselho de
Voleibol de Praia da Federação Internacional de Voleibol
(FIVB), Vicente Araújo, e pelo Presidente da Associação
de Voleibol do Porto, Joaquim Vilela.
George e
Vítor Felipe tinham ganho o estatuto de outsiders ao
acreditarem e afastarem da final (2-1: 20-22, 21-19 e
19-17) os noruegueses Anders Berntsen Mol e Mathias
Berntsen, vice-campeões europeus de Sub-22 e e grandes
favoritos à vitória final.A decisiva «negra» foi jogada
sob grande pressão e com muito nervosismo à mistura,
empolgando o público, dividido por cerca de 75 cento a
favor dos canarinhos e os restantes 25% em apoio aos
nórdicos.
Antes do jogo de atribuição dos 3.º e
4.º lugares, disputou-se o I Encontro de Voleibol
Sentado na Praia, o mais recente projecto da Federação
Portuguesa de Voleibol, que terminou com o triunfo da
equipa do Castelo da Maia GC sobre a equipa da APD
Braga, mas marcado igualmente por muito desportivismo e
convívio.
Medalha de bronze para Mol/Berntsen
Anders Berntsen Mol e Mathias Berntsen, segundos
cabeças-de-série na competição espinhense, venceram
(2-0: 22-20 e 21-15) os seus compatriotas Christian
Sorum e Solhaug. Apesar de não terem atingido a
final, Mol e Berntsen mostraram-se muito contentes com a
medalha de bronze: "Estamos muito felizes, pois é a
nossa primeira medalha numa competição do Circuito
Mundial da FIVB. Esperamos que esta seja a primeira de
futuras medalhas em etapas do World Tour". █

EMBATE ENTRE NORUEGA E BRASIL
AQUECE MEIAS DO ESPINHO OPEN 
29-07-2017
Apesar de o tempo (encoberto) não estar
apelativo a uma ida praia e já não haver duplas
portuguesas em prova, os espinhenses mostraram que são,
sobretudo, apreciadores de bons espectáculos de
Voleibol, tendo preenchido todos os assentos do estádio
erguido na Praia da Baía a partir do jogo «quente» entre
as duplas brasileira e alemã e que terminou com o
triunfo (2-0: 21-16 e 21-19) dos sul-americanos. Os
brasileiros George Wanderley e Vitor Felipe Gonçalves
deram uma imagem muito positiva do seu valor na
competição portuguesa, conquistando o exigente público
no jogo com a dupla alemã Schumann/Thole [na foto].
Hoje, a dupla bielorrussa Kavalenka/Dziadkou
tornou-se a grande sensação dos oitavos-de-final ao
eliminar (2-1: 18-21, 30-28 e 15-13), após 58 minutos de
luta, os polacos Rudol e Szalankiewicz, cabeças-de-série
da competição e grandes favoritos à vitória final.
Pelo contrário, os noruegueses Anders Berntsen Mol /
Mathias Berntsen, vice-campeões europeus de Sub-22 e
segundos cabeças-de-série no Espinho Open, continuaram a
passear a sua classe, tendo-se desembaraçado, no caminho
rumo às meias-finais, dos finlandeses Pekka Piippo e
Jyrki Numinem (2-0: 21-14 e 21-16), carrascos de duas
duplas portuguesas.
Nas meias-finais, Mol e
Berntsen vão enfrentar George/Vítor Felipe (11h00),
enquanto os seus compatriotas Sorum e Solhaug defrontam
(12h00) Júlio/Ahmed, do Catar, uma dupla que também já
caiu no goto dos espectadores.
O jogo de
atribuição dos 3.º e 4.º lugares (15h00) e a Final
(16h00) serão transmitidos em directo pela televisão
pública RTP █

FAVORITOS IMPÕEM A SUA LEI NO
ESPINHO OPEN - VOLEIBOL DE PRAIA

28-07-2017
Sem grandes surpresas, o Espinho Open
terminou com as vitórias das duplas consideradas
favoritas o seu primeiro dia de competição.
Em
relação aos representantes de Portugal, país
organizador, o regresso das grandes competições de
Voleibol de Praia foi madrasto, já que, das oito duplas,
nenhuma sobreviveu, mesmo aquela em que os portugueses
mais esperanças depositavam, Roberto Reis / Fabrício
Silva, actuais campeões nacionais. Roberto e
«Kibinho» enfrentaram os carrascos de José Filipe Neto e
Gonçalo Santos, os finlandeses Pekka Piippo e Jyrki
Numinem, e também eles acabaram por ser eliminados, com
o resultado de 1-2 (15-21, 21-17 e 12-15).
"Entrámos ansiosos e o jogo acabou por não nos correr
bem. No segundo set, melhorámos, mas é complicado
quando nada nos corre de feição e tudo corre bem ao
nosso adversário, como bolas a bater e a cair na rede em
fases cruciais. Não conseguimos impor o nosso sideout,
que é extremamente forte e é o que nos caracteriza e
acabámos por sentir na pele o azar do jogo", reconheceu
Roberto Reis.
Todavia, o primeiro dia de
competição do Espinho Open até começou mais ou menos
bem, com Januário Silva e Sebastião Alves a lutarem mano
a mano com os norte-americanos Trevor Crabb e James
Avery Drost, empolgando os espectadores madrugadores,
que se foram multiplicando ao longo do dia, praticamente
enchendo o estádio no último jogo dos portugueses a
caírem.
O resultado (2-0: 21-18 e 27-25)
favorável aos norte-americanos poderia ter sido
diferente, como explicou, no final, Januário, porta-voz
da dupla lusa: "Faltou-nos um bocado de experiência
nos momentos cruciais. Entrámos um pouco receosos e
denotámos alguma ansiedade no primeiro set, o que é
normal para quem não é profissional de Voleibol de
Praia, o que não se passa com os nossos adversários, que
treinam sempre para esta variante. Não fomos
consistentes e, no segundo parcial, faltou-nos alguma
sorte, a mesma sorte que os nossos adversários tiveram
no primeiro set, quando algumas bolas bateram na rede e
acabaram por favorecê-los".
José Filipe Neto e
Gonçalo Santos não conseguiram ultrapassar o alto bloco
dos finlandeses Pekka Piippo e Jyrki Numinem (0-2: 11-21
e 16-21), embora tenham conseguido estimular o público
com uma boa entrada no segundo parcial (5-1, 12-7).
No final, Gonçalo, um jogador de futebol
multifacetado, salientou: "O balanço é totalmente
positivo. Entrámos na etapa do Campeonato nacional
realizada aqui em Espinho e acabámos por ficar nos sete
primeiros, conseguindo o apuramento quando o nosso
objectivo era somente competir. É sempre bom competir
com os melhores e isto dá-nos ainda mais ânimo, pelo que
vamos continuar a trabalhar, agora já com o pensamento
na etapa do nacional que se realiza em Portimão".
Bernardo Silva e Tomás Rocha defrontaram os
australianos Cole Durant e Zachery Schubert e também
eles ficaram pelo caminho (0-2: 18-21 e 20-22), apesar
de terem rectificado uma entrada algo receosa com uma
boa exibição no segundo set.
"Entrámos mal e,
talvez por não termos conhecimento da forma de jogar dos
nossos adversários, não conseguimos encaixa no jogo
deles. No segundo set, equilibrámos, lutámos pela
vitória, mas a inexperiência acabou por falar mais alto.
De qualquer forma, foi mais um passo na evolução
como equipa e temos de continuar a trabalhar para
alcançar outros resultados em futuras competições",
salientou Tomás Rocha.
Outros dos «heróis» locais
José Pedro Monteiro e Fabrício Barros, vice-campeões
nacionais e vencedores do I Torneio de Voleibol de Praia
da Associação das Federações de Voleibol dos Países de
Língua Portuguesa (AFV-PLP), também não conseguiram
ultrapassar (0-2: 16-21 e 15-21) os brasileiros George
Wanderley e Vitor Felipe Gonçalves.
"É bom
representar Portugal e conseguir o primeiro lugar, mas
isso nem sempre é possível e hoje não conseguimos
ultrapassar uma dupla muito forte, habituada ao alto
nível. No segundo set ainda tivemos um momento em que
podíamos ter feito melhor, mas eles estão bem preparados
e não se deixaram surpreender. O jogo é mesmo assim."
Bruno Sousa e Ricardo Alvar também ficaram pelo
caminho ao perderem (0-2: 11-21 e 14-21) com os
experientes franceses Arnaud Loiseau e Arnaud
Gauthier-Rat, que formam dupla desde 2014, ano em que
foram 5.ºs classificados no Mundial de Sub-19, disputado
no Porto.
"Sabíamos que iria ser muito difícil,
pois é esta dupla francesa dedica-se a tempo inteiro ao
Voleibol de Praia, ao contrário de nós. Por isso, estes
jogadores têm horizontes e motivações muito diferentes
dos nossos e estão rotinados neste tipo de competições.
Tentámos encarar este desafio como um jogo «normal»,
mas, como se viu no resultado, a experiência e rotina
pesam bastante".
Os checos Ondrej Perusic e
David Schweiner mostraram-se demasiado fortes (2-0:
21-13 e 21-17) para João Simões e Tiago Violas, que,
contudo, não os consideram favoritos no torneio.
"Sabíamos de antemão que seria complicado, pois é uma
dupla que tem vindo a jogar estes torneios. Acima de
tudo, faltou-nos o side-out, que a este nível tem de
sair perfeito. Não entrámos bem, depois no segundo set
estabilizámos o sideout, mas eles foram superiores e é
preciso reconhecê-lo", sublinhou João Simões.
Tiago Pereira e João Magalhães não conseguiram fazer
melhor (0-2: 16-21 e 18-21) frente ao Martin Appelgren e
Simon Boman, mas não deram o seu tempo por perdido, como
salientou João Magalhães: "É muito difícil arranjar
patrocínios para disputar as etapas do Voleibol de Praia
e podermos disputar competições do nível do Espinho Open
e ainda por cima em representação de Portugal é muito
motivador para nós. Frente aos suecos, não jogámos
mal, mas poderíamos ter jogador melhor. Faltou-nos
alguma preparação física e sentimos problemas na defesa.
O nosso bloco a este nível precisa de ser compensado,
através de uma maior agressividade no serviço.
Arriscámos, mas nem sempre da melhor maneira".
A
ronda de 16, que se iniciou hoje e apurou os finlandeses
inlandeses Pekka Piippo e Jyrki Numinem e os noruegueses
Anders Berntsen Mol / Mathias Berntsen, vice-campeões
europeus de Sub-22, que derrotaram (2-0: 21-16 e 21-14)
os norte-americanos Trevor Crabb e James Avery Drost,
provenientes da ronda de 24 equipas, tem agendada nova
ronda para amanhã, com destaque para o jogo entre as
duplas Rudol / Szalankiewicz (Polónia) e
Kavalenka/Dziadkou (Bielorrússia), que afastou os
japoneses Gottsu e Koshiakaw por números esclarecedores:
2-0 (21-7 e 21-10) █
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