11-JUNHO-2019
Volleyball Nations League SELECÇÃO NACIONAL CONTA
COM A ENERGIA POSITIVA DO PÚBLICO

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos,
orientada por Hugo Silva, tem esta semana mais
um trabalho hercúleo na Liga das Nações de Voleibol 2019 (Volleyball Nations
League - VNL).
O nosso País acolhe, nos dias 14 a 16 de Junho, no Multiusos de
Gondomar, a Pool 9, na qual Portugal defronta as selecções do Brasil,
Sérvia e China, respectivamente 1.º, 10.º e 20.º posicionados no Ranking
Mundial (1 de Outubro de 2018).
O sempre-poderoso Brasil é a única selecção que se mantém
invicta na prova e a China e a Sérvia estão muito longe de serem
adversários acessíveis.
Contudo, surge sempre na memória dos adeptos o surpreendente triunfo
conseguido pelos portugueses frente aos brasileiros na fase preliminar
da então Liga Mundial, em 2005, em Almada, bem como a força anímica que
um público caloroso como o de Portugal consegue incutir na Selecção
Nacional... seja de que modalidade for.
É das mãos do distribuidor Miguel Tavares que saem os passes que poderão
fazer com que os
ataques de Portugal somem os pontos necessários para vencer sets e
jogos, alcançando assim
o objectivo primordial na VNL 2019: a manutenção entre as melhores
equipas mundiais da
actualidade.
- Que momentos destacas dos jogos na Argentina e Rússia?
"Na Argentina, destaco claramente a vitória contra a Bulgária! 3
Pontos que serão muito importantes para a manutenção. Uma vitória da
equipa em que os 14 jogadores foram muito
importantes!
Considero que ainda é cedo para falarmos em evolução. Achava que
tínhamos feito alguma
progressão nos primeiros 3/4 jogos mas depois, no jogo com a Itália,
voltámos a cometer erros e a jogar da mesma maneira que jogávamos no
início da competição ou mesmo nos jogos-treino com o Chile e a
Argentina.
Contra os Estados Unidos, demos mais um passo pequenino no que diz
respeito ao nosso jogo
colectivo e de paciência (que é a única forma de contrariar o poderio
físico destas grandes
equipas), mas continuámos com muitas dificuldades no que toca ao número
de erros directos.
Somos mais baixos e menos fortes fisicamente que todas as equipas que
vamos enfrentar.
Temos de ser melhores técnica e tacticamente. E melhores a fazer as
coisas simples. Temos
de jogar com muita paciência e inteligência e com vontade de nos
superarmos. Só assim é que
conseguiremos bater-nos de igual para igual neste nível".
– A actuar pela primeira vez no nosso País, a equipa poderá ir
buscar ao público de Gondomar forças extra e somar pontos preciosos para
o objectivo da manutenção na competição?
"Penso que o público pode ter um papel crucial neste fim-de-semana.
Tivemos a experiência de jogar contra as equipas da casa na Argentina e
na Rússia e o ambiente nos pavilhões foi extraordinário. Sente-se o
calor do público. Por isso, precisamos do nosso público português para
nos ajudar naqueles pontos decisivos e a criar energia positiva à volta
da nossa equipa".
– Após defrontar a Rússia, a Itália e os Estados Unidos, o que é
que Portugal poderá fazer frente à Sérvia, China e, sobretudo, Brasil?
"Todas as equipas estão a um nível superior ao nosso. São tudo
seleções que estão habituadas a jogar Mundiais, Europeus, Jogos
Olímpicos, etc.. Nós somos a 31.ª selecção do ranking mundial. O que
podemos fazer contra estas equipas é bater-nos de igual para igual com
todas elas, caso consigamos jogar de forma inteligente e em superação...
e sempre concentrados. Neste nível, se um dos jogadores se desconcentrar
um ponto, é o suficiente para pôr em risco um set. Que para nós é
precioso. Enquanto as outras selecções estão habituadas a este nível,
pois jogam entre elas com regularidade, nós enquanto selecção (este
grupo actual de jogadores) não estamos habituados a jogar contra estas
selecções. Nem a este nível de exigência (enquanto equipa).
Estávamos habituados a defrontar equipas como a Albânia – na fase de
qualificação para o Europeu – em que podíamos fazer muitos erros e mesmo
assim ganhar 3-1 e passámos a jogar com os Estados Unidos, num jogo que
foi disputado mas em que registámos o dobro dos erros directos cometidos
pelos nossos adversários. Dá que pensar...
Por isso, para concluir, acho que em Gondomar vai passar muito por
isso... Diria que pela classificação a China e a Sérvia poderão estar
menos seguras (devido aos resultados menos bons) e que devido a isso
temos uma oportunidade mais real contra estas selecções. O Brasil tem 6
vitórias em 6 jogos... Mas temos de encarar este jogo como mais uma
oportunidade de conseguirmos superar-nos e evoluir".
– Tendo em consideração os jogos já disputados, que selecções
destacas na VNL 2019?
"Destaco a Rússia e Itália. A Rússia pelo poderio ofensivo e a
qualidade do serviço/bloco/defesa. A Itália porque mesmo com uma equipa
completamente renovada consegue estar em 5.º lugar e manter um nível de
jogo muito alto, em que os jogadores novos que chegam (estamos a falar
de jovens jogadores de 19/20/21 anos) têm já uma inteligência e noções
tácticas de alto nível, já para não falar da sua técnica.
Estou surpreendido, pois mesmo sem os melhores jogadores à disposição
(Zaytsev, Lanza, Juantorena, Colaci, etc.), conseguem jogar a um nível
tão alto e discutir todos os jogos"!
Os jogos, que serão transmitidos em directo pela
Sport TV, estão agendados:
14 de Junho
18h00 – Brasil x Sérvia
21h00 – Portugal x China
15 de Junho
16h00 – Brasil x China
19h00 – Portugal x Sérvia
16 de Junho
15h00 – China x Sérvia
18h00 – Portugal x Brasil
Ver resultados completos da VNL 2019
aqui

A Selecção viajará depois para o Irão (Pool 15 / 21 a 23 de Junho), onde
enfrentará iranianos, franceses e australianos.
Esta fase preliminar terminará na Alemanha (Pool 20 / 28 a 30 de Junho),
e Portugal defrontará o Japão, a Polónia e a Alemanha.
Acreditação dos jornalistas
aqui / Bilhetes
aqui
Mais informações em
www.fpvoleibol.pt/vnl2019/

A preparação dos portugueses incluiu jogos particulares na América do
Sul, com o Chile e a
Argentina,
antes da VNL, e com a Eslováquia (em Portugal, nos dias 23, 24 e 25 de Agosto) e na República Checa (5, 6 e 7 de Setembro), tendo em vista o
Campeonato da Europa de 2019.
Ver Plano (provisório)
aqui
Atletas convocados (14 jogadores)
ZONAS 4
Alexandre Ferreira (Aluron Warta Zawiercie/POL)
João Simões (Sporting CP)
Lourenço Martins (SC Espinho)
Caíque Silva (AJF Bastardo)
DISTRIBUIDORES
Miguel Rodrigues (Rennes Volley/FRA)
Tiago Violas (SL Benfica)
CENTRAIS
Filip Cveticanin (SL Benfica)
Phelipe Martins (SC Espinho)
Nuno Teixeira (VC Viana)
OPOSTOS
Marco Ferreira (SC Espinho)
Bruno Cunha (VC Viana)
Valdir Sequeira (Videx Grottazzolina/ITA)
LIBEROS
João Fidalgo (Sporting CP)
Gil Meireles (Esmoriz GC)
A turma das quinas participa na prestigiada
VNL após ter conseguido
vencer na Final da Volleyball Challenger Cup 2018 a República Checa por
3-1 (18-25, 25-22, 25-19 e 25-16).
A Liga das Nações é disputada por 16 selecções nacionais: 12 «fixas» que
estão sempre qualificadas para a competição e quatro «desafiadoras» (em
2019, Portugal, Canadá, Bulgária e Austrália),
sendo que a última classificada destas selecções desce à Golden League,
sendo substituída pela vencedora da Challenger Cup, um torneio que
qualifica o vencedor para a próxima edição da Liga das Nações como
equipa «desafiadora».
A VNL é composta por duas fases.
A Fase Preliminar desenrola-se ao longo de cinco
semanas. Cada semana, as selecções participantes são organizadas em
pools de quatro equipas, disputadas em sistema de «round-robin» (todos
contra todos) em países diferentes.
Qualificam-se para a Final Six as cinco primeiras da
classificação geral, que se juntam à selecção do país organizador desta
etapa decisiva.
As seis selecções participantes formam duas pools de três equipas, que
se defrontam no sistema de «round-robin».
Os 1.º e 2.º classificados de cada pool apuram-se para as meias-finais
e jogam em sistema cruzado (o 1.º classificado de uma pool defronta o
2.º classificado da outra pool).
Os vencedores encontram-se na Final para competir pelo título da VNL.
A Final 6 da Liga das Nações de Voleibol 2019 - masculinos será
disputada, de 10 a 14 de
Julho, na cidade norte-americana de Chicago.
A Rússia venceu a primeira edição da Liga das Nações ao
derrotar, na final disputada na cidade gaulesa de Lille, a França pela
margem máxima: 3-0 (25-22, 25-20 e 25-23).
Informações adicionais:
www.cev.lu / www.fivb.com

Portugal em Montpellier
na Final do EuroVolley
A Selecção Nacional vai disputar o
Campeonato da Europa de
Seniores Masculinos
2019, organizado simultaneamente por quatro países: França,
Eslovénia, Bélgica e Holanda.
Portugal está inserido na Pool A, sediada na cidade gaulesa de
Montpellier, juntamente com a Itália, número 3 do ranking mundial e 5.ª
classificada nas últimas edições do Mundial e do Europeu, a França,
vice-campeã da Liga das Nações de Voleibol (VNL) e a Bulgária, uma das
mais fortes representantes da escola de Leste.
Completam o grupo de seis equipas as selecções da Grécia e da Roménia.
Horários dos jogos* (Horas locais - Sud France Arena, em
Montpellier)
12.Set Quinta-feira
14h15 - BUL vs GRE
17h15 - POR vs ITA
20h45 - FRA vs ROU
13.Set Sexta-feira
17h15 - BUL vs ROU
20h45 - ITA vs GRE
14.Set Sábado
17h15 - GRE vs FRA
20h45 - BUL vs POR
15.Set Domingo
14h00 - ROU vs ITA
17h30 - POR vs FRA
16.Set Segunda-feira
17h15 - ROU vs GRE
20h45 - FRA vs BUL
17.Set Terça-feira
14h00 - GRE vs POR
19h30 - ITA vs BUL
18.Set Quarta-feira
14h00 - POR vs ROU
20h45 - FRA vs ITA
*horas previstas
O Campeonato da Europa realiza-se de 12 a 29 de Setembro do ano corrente.
Ver
calendário
A Selecção Nacional de Seniores Masculinos apurou-se
como
1.ª classificada da Pool D da Fase de Qualificação.

Os quatro primeiros classificados de cada pool qualificam-se para os
oitavos-de-final, sendo que os apurados da Pool A irão defrontar os
apurados da Pool C (A1 x C4, A2 x C3, A3 x C2 e A4 x C1), o mesmo se
passando com os da B em relação aos da D.
Os jogos dos quartos-de-final serão distribuídos pelos quatro países
organizadores, enquanto as meias-finais se disputam na Eslovénia
(Ljubljana) e França (Paris) e o jogo de atribuição do 3.º e do 4.º
classificados e a final serão realizadas na capital gaulesa.
As selecções estão divididas por 4 grupos de 6 equipas, sediados em
França (Pool A), Bélgica (Pool B), Eslovénia (Pool C) e Holanda (Pool
D).
Pool A – França (Montpellier, org.), Itália, Bulgária,
Portugal,
Grécia e Roménia.
Pool B – Bélgica (org.), Sérvia, Alemanha, Eslováquia,
Espanha e Áustria
Pool C – Eslovénia (org.), Rússia, Finlândia, Turquia,
Macedónia e Bielorrússia
Pool D – Holanda (org.), Polónia, República Checa,
Estónia, Ucrânia e Montenegro
Pela primeira vez na história da competição, o EuroVolley contará com 24
selecções participantes, incluindo as que representam os quatro países
anfitriões – França, Eslovénia, Bélgica e Holanda –, ou seja, oito
apuradas pela classificação final do Europeu 2017, 12 da fase de
qualificação e 4 organizadores.
Informações adicionais:
www.cev.lu /
eurovolley.cev.eu
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