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Faz hoje exactamente 15 anos que Portugal iniciava, frente à China (3-1), a participação no Campeonato do Mundo de Seniores Masculinos 2002, em S. Juan, na Argentina, de onde regressaria com um histórico 8.º lugar. A Selecção Nacional era a mais baixa da elite do Voleibol presente no XV Campeonato do Mundo, mas não foi preciso pôr-se em bicos de pés para se fazer notada entre os gigantes da modalidade, entre selecções mais do que habituadas a ganhar praticamente tudo. Feito o balanço final, é lícito afirmar que Portugal – excepção feita ao Brasil, que alcançou (finalmente) o seu primeiro título mundial, e à França, dona de uma tão surpreendente como merecida Medalha de Bronze – foi a selecção que mais dividendos retirou da participação no Argentina 2002.
Assestando baterias aos 16 primeiros, a Selecção Nacional conseguiu superar expectativas e avançar mais oito lugares, conquistando um resultado histórico para o Voleibol português. De igual importância foi o facto de ter ganho o respeito dos seus adversários – e a consideração dos órgãos de Comunicação Social de todo o Mundo –, não só pelas vitórias obtidas (China, Austrália, Polónia e Espanha), mas, sobretudo, pela forma aguerrida e sem complexos com que se bateu frente às então melhores selecções do Ranking Mundial: Jugoslávia (1.ª), Itália (2.ª) e Rússia (3.º), momentos em que a vitória em pelo menos um set esteve iminente, mas infelizmente se quedou sem concretização. Fruto de seis meses consecutivos de trabalho árduo e de algumas privações, o certo é que, para alcançarem uma posição de relevo entre a elite internacional, bastou que os jogadores fizessem o que a equipa técnica lhes dizia, ou seja, acreditassem piamente nas suas próprias capacidades e traduzissem essa confiança em momentos de Voleibol de alto nível, que surpreenderam equipas do topo mundial, como a Jugoslávia e a Itália, algo desorientadas com a garra dos portugueses. Neste Mundial, verdadeira montra da modalidade a nível planetário, a Selecção Portuguesa jogou como um todo, tendo mesmo melhorado alguns dos seus pontos menos sólidos, como o bloco e o serviço, mas seria injusto deixar de salientar as posições alcançadas por João José (1.º no bloco e escolhido para a Selecção do Mundial), Manuel Silva (2.º na recepção e 19.º no serviço), Hugo Gaspar (6.º nos pontuadores, 8.º no ataque e 10.º no bloco), Nuno Pinheiro (3.º na distribuição), Carlos Teixeira (6.º na recepção e 9.º na defesa) e Jorge Alves (12.º nos pontuadores e 19.º no ataque), um verdadeiro gigante de 1,87 metros de altura.
Em termos gerais, pode dizer-se que houve
vencedores e... decepções. Dos primeiros têm que fazer parte,
obrigatoriamente, Brasil, Rússia e França, aos quais se juntam, ainda
que por motivos diferentes, Portugal e Grécia e, ainda, Marcos
Milinkovic. Mais informações aqui e fotos aqui
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