30-NOVEMBRO-2016 MARTA HURST: PORTUGUESA
COM ALMA
CATALÃ

Como sempre, seja na Selecção Nacional de Seniores femininos ou nos
clubes que representa, Marta Hurst, 1,83 metros de
altura e 24 anos, dedica-se de corpo e alma aos treinos e jogos.
Representando esta época o CV Barcelona na Superliga Espanhola, na sua
primeira experiência internacional, a jovem zona 4 (atacante e
receptora) portuguesa encara as adversidades de uma forma racional e
realista, sem contudo perder o humor.
A média de 11,4 pontos por jogo que regista nas estatísticas é
«enganadora», já que em sete jornadas, só por uma única vez Marta não
ultrapassou a dezena de pontos no jogo, e é já uma das principais
artilheiras do Barça, sendo notória a luta por todos os pontos e a
sua enorme vontade de vencer, facto que não passa despercebido a um
público tão exigente como o da Catalunha.
"Vir para Espanha não foi uma decisão fácil, não só pelo facto de
ser a primeira vez que ia estar a morar fora de casa dos meus pais,
longe da minha vida toda, como também pela ligação pessoal que tinha com
a minha ex-equipa, o Porto Vólei, um grupo que tem trabalhado junto ao
longo de três épocas. No entanto, foi um passo que mais cedo ou mais
tarde ia ser dado, porque já tinha na minha cabeça há algum tempo que
queria ser jogadora profissional de Voleibol. Surgiu esta oportunidade
do Barcelona, e decidi aproveitá-la!", salienta.

O Barcelona ocupa o 4.º lugar na Superliga
Feminina (SFV), tendo perdido recentemente (0-3:
15-25, 16-25 e 19-25) em Tenerife.
Mesmo assim, Marta foi a 2.ª melhor pontuadora do jogo, com 12 pontos,
rubricados todos no ataque.
No dia 3 de Dezembro, a equipa da Catalunha recebe o Haro Rioja Voley
(3.º).
"Para já, a ideia que tenho da Superliga é que é muito competitiva e
muito de «encaixes» entre os estilos de jogo das diferentes equipas. Por
exemplo, nós ganhámos 3-1 ao Alcobendas, sendo que esta equipa ganhou no
fim-de-semana passado 3-2 ao Haro, nosso próximo adversário, que também
conseguiu estar a ganhar 2-0 (mas perdeu na negra) ao actual campeão,
Logroño, que na época passada apenas perdeu 2 sets o campeonato todo...
Há muitas jogadoras estrangeiras nesta liga, como brasileiras, sérvias,
e na nossa equipa temos uma atleta americana e uma atleta lituana
também, o que penso que dá mais competitividade à liga. Também há várias
jogadoras da Selecção Espanhola a jogar aqui, o que também contribuiu
para o nível competitivo", analisa, revelando:
"Em termos de adaptação, o mais difícil para mim foi mesmo a... bola,
que não é a Mikasa, que usamos em Portugal e nas competições
internacionais com a Selecção, mas sim da marca Molten. É bem mais leve
e, principalmente ao nível da recepção, senti bastantes dificuldades no
início! Também tive que me adaptar rápido, pois cheguei um mês depois do
início dos treinos de pré-época por ter estado a representar Portugal.
Felizmente foi uma adaptação tranquila, e consegui agarrar um lugar no
seis-base da equipa. Também ainda é estranho para mim jogar contra
equipas que não conheço, atletas que não conhecia, pavilhões
diferentes, muitas viagens. Como jogamos sempre ao sábado, normalmente
viajamos sexta-feira ao final do dia. Por norma, são viagens em
carrinhas de 9 lugares ou de avião. É também uma adaptação a fazer, pois
em Portugal jogar fora só implicava viagens a Lisboa ou às ilhas; aqui,
jogar fora implica, no mínimo, quase sempre viagens de mais de duas horas
de carrinha!"...
Contrariedades que supera com a sua maneira de ser extrovertida:
"Moro num apartamento com mais três colegas de equipa, o que também me
ajuda a nunca me sentir realmente sozinha, pois sempre tenho alguém com
quem conversar ou ir descobrir a cidade! Em relação à língua, não tenho
dificuldades em falar e entender castelhano, mas o catalão ainda estou a
tentar aprender aos poucos, com a ajuda das minhas colegas de equipa".
Mais informações:
Club
Voleibol Barcelona (Espanha)
Informações adicionais:
www.cev.lu /
www.facebook.com/fpvoleibol
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