09-JULHO-2016
FINAL FOUR: PORTUGAL
E CANADÁ DISCUTEM TÍTULO


A Selecção Nacional de Seniores Masculinos venceu hoje, por 3-1 (25-22, 26-24, 17-25 e 29-27) a Holanda e qualificou-se para a final da Final Four da Liga Mundial 2016, onde vai defrontar o Canadá (3-0 à Turquia), em jogo agendado para as 18h00, no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.

Apoiado por cerca de 5 mil espectadores, Portugal esteve à altura e realizou o seu melhor jogo na presente edição da Liga Mundial, tendo sido recompensado com um triunfo suado mas inteiramente justo. Ver estatística aqui

O jogo iniciou-se sob um ambiente fantástico, com o público, que encheu a Nave Costa Pereira, a aplaudir, incentivar e a festejar cada ponto dos portugueses. A equipa de Francisco dos Santos correspondeu (7-4), mas chegou ao primeiro tempo técnico a vencer apenas por 8-7, o que dava indícios de que a tarefa não iria ser nada fácil.
Um erro na recepção deu vantagem aos holandeses (9-11), prontamente anulada por Hugo Gaspar (12-11). Marcel Gil também facturava (14-12) e a Holanda desorientava-se, falhando o serviço que deu o 16-14 a Portugal no segundo tempo técnico.
Marco Ferreira fez, no ataque, o 18-15 e obrigou Gido Vermeulen a parar o jogo, mas o oposto português voltou à carga (20-17).
Um serviço forte de Alex, que acabou por ser transformado em ponto através de um ataque de segunda linha do capitão lusitano, levou o público ao rubro (22-19).
Dois serviços falhados pelos holandeses colocaram Portugal a um ponto da vitória (24-21), que seria concretizada através de um ataque de Hugo Gaspar: 25-22.

Um ataque do distribuidor Miguel Tavares Rodrigues ao primeiro toque fez levantar o público; um ponto do central Fabrício Silva (Kibinho) deu vantagem à equipa de Francisco dos Santos no primeiro tempo técnico (8-6).
A exibição dos lusitanos agradava aos exigentes espectadores e os jogadores sentiam na pele esse apoio, actuando com alegria e confiança, apoiando-se nas defesas de Ivo Casas, um matosinhense, e nos ataques do seu capitão, Alex Ferreira (12-9).
Novo ataque, desferido da zona defensiva, de Alex, a ultrapassar a dezena de pontos conseguidos «pessoalmente», distanciou Portugal (16-12).
A equipa de Gido Vermeulen reagiu, e de que forma, com Jasper Diefenbach a blocar para o 16-17, mas foi com um serviço falhado pelo capitão holandês que Portugal ganhou novo alento (20-18).
Marcel Gil finalizou da melhor forma uma jogada emocionante (21-19), mas Robin Overbeeke e Jasper igualaram (22-22). Hugo Gaspar (ataque) e Miguel Rodrigues (bloco) colocaram Portugal em boa posição de selar o set (24-22). A Holanda aguentou-se (24-24), mas acabou por ceder à pressão e falhou um serviço: 26-24.

A Holanda começou o terceiro set como lhe competia: completamente focada num resultado que lhe permitisse continuar a lutar pela vitória no jogo, e utilizou níveis de agressividade no seu jogo ofensivo que retraíram Portugal (8-4, 11-5, 6-13).
As dificuldades sentidas por Portugal na recepção aumentavam a determinação dos holandeses, que serviam com cada vez mais confiança (16-7).
Alex e Marcel tentavam remar contra a maré, mas Wouter continuava a somar pontos no ataque e bloco (19-10).
Do lado contrário, as dificuldades sentidas em ultrapassar o bloco dos holandeses fazia os portugueses falharem ataques e foi com um erro ofensivo que se fixou o resultado: 25-17.

Cientes da importância deste set, tanto uma como a outra equipa tentaram abalar a estratégia adversária e criar brechas na recepção e defesa contrárias, mas nenhuma vacilava e os pontos eram somados um a um, com igualdades constantes (2-2, 5-5, 8-8).
Neste braço-de-ferro, os holandeses começaram a mostrar-se mais fortes (16-13). Dois pontos conseguidos no ataque por Wouter tornaram tudo ainda mais complicado (18-14).
A Hoalnda somou o quarto ponto consecutivo e começava a sentir-se a dúvida entre as hostes portuguesas (20-14).
A entrada de Filip Cverticanin para o serviço desconcentrou a recepção holandesa e permitiu que Marcel facturasse na recuperação lusa (17-20). Um serviço de Miguel Rodrigues reanimou o apoio do público e a equipa das quinas aproveitou a onda (20-22).
Dois blocos de Hugo Gaspar tornaram o apoio ensurdecedor (22-22).
Num final de set dramático, no qual o árbitro mostrou um cartão vermelho a um jogador português (Alex) e a um holandês, Portugal mostrou-se mais forte e selou, com o resultado de 29-27, a qualificação para a final do Grupo 2 da Liga Mundial 2016.

Hugo Gaspar, com 21 pontos, foi o melhor pontuador do jogo, seguido de Alex Ferreira, com 20.

Alexandre Ferreira:
“Foi um jogo muito bom da nossa parte. Estivemos mais consistentes e eles acabaram por errar mais do que nós. Creio que a grande diferença foi as decisões que tomámos, e que tínhamos previstas para esses momentos. Arriscámos nas fases cruciais dos sets e acabámos por ser recompensados.
As pessoas que hoje aqui estiveram sempre a apoiar-nos foram enormes. Ouvi-los a cantar o hino, arrepiou-nos e tínhamos de responder a esse apoio.
O Canadá tem a equipa teoricamente mais forte deste grupo, mas, como alguém já disse, as finais não são para jogar, são para ganhar e nós vamos entrar em campo para vencer”.

Francisco dos Santos:
“Foi uma vitória sofrida, sim, mas são estes jogos que fazem a equipa crescer. Este jogo foi excelente no nosso objectivo, que é preparar esta selecção para os Jogos Olímpicos de 2020 e temos de estar preparados para lutar por isso.
O Canadá é muito forte, tem outras soluções e por isso tem feito descansar alguns jogadores já a pensar nos Jogos Olímpicos do Rio, mas sabemos que também querem subir ao Grupo 1. Vamos jogar sem quaisquer complexos, pois queremos ganhar e, também, agradecer dessa forma a todos os que têm acreditado no nosso trabalho”.

Gido Vermeulen (Treinador da Holanda):
“Não começámos bem e perdemos os dois primeiros sets. Depois, reagimos e recuperamos a nossa forma de jogar. Algumas decisões em momentos importantes impediram-nos de atingir os nossos objectivos, mas a verdade é que não fizemos o nosso melhor jogo aqui.
Agora, vamos descansar, preparar o jogo com a Turquia e lutar pelo terceiro lugar”.

Jasper Diefenbach (Capitão da Holanda)
“Tivemos algumas boas oportunidades ao longo do jogo e estamos desapontados por não conseguirmos vencer. Parabéns a Portugal pelo jogo que fez, pois jogou bem.
Amanhã é outro jogo. Vamos descansar, estudar o adversário e lutar mais uma vez pela vitória, pois essa é a nossa forma de jogar”.

Canadá x Turquia, 3-0 (26-24, 25-17 e 25-23)

O Canadá venceu hoje, por 3-0 (26-24, 25-17 e 25-23) a Turquia, que, amanhã, vai disputar (15h00) com a Holanda o jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugares.

Apesar de ter entrado no jogo algo cauteloso, o Canadá acabou por tornar bem evidente que Glenn Hoag possui maiores soluções no banco e transformou um resultado de 15-16 numa vantagem (19-17).
A Turquia, embora não tenha baixado os braços (21-21, 23-23), falhou dois serviços em alturas cruciais e o Canadá aproveitou, acabando por fechar o set com um serviço directo de John Perrin e um bloco do capitão Frederic Winters: 26-24.

O segundo set foi bem diferente. O equilíbrio inicial (5-5) cedo deu lugar à supremacia canadiana, que foi somando pontos (12-8, 16-12, 20-14), mercê, sobretudo, da maior eficácia do seu jogo ofensivo. O Canadá haveria de selar o parcial com o resultado desnivelado de 25-17... através de um serviço falhado por Metin Toy.

No terceiro set, a Turquia liderou o marcador até aos 9-8, mas a reacção do Canadá foi forte e eficaz (10-9, 13-10, 16-14).
Contudo, a vencer por 23-20, o Canadá sentiu algumas dificuldades em suster a reacção dos turcos (23-23), acabando por pesar a maior experiência dos seus jogadores: 25-23

Emanuelle Zanini (Treinador da Turquia)
“Abrimos uma janela, porque nunca tínhamos jogado a este nível e atingido uma final, e agora esperamos abrir portas para novas oportunidades de crescer como equipa.
No jogo com o Canadá, tivemos algumas oportunidades de vencer, mas nunca conseguimos uma vantagem que nos desse algum conforto e o Canadá é muito forte e tem jogadores experientes. Essa experiência ficou bem patente também no terceiro set, enquanto a nossa equipa, ainda inexperiente a jogar a este nível, deixou que pesasse o estado emocional”.

Ulas Kyak (Capitão da Turquia, n.º 1)
“Amanhã vamos jogar para a medalha de bronze. Utilizaremos as lições que retirámos do jogo de hoje para rectificar algumas coisas menos boas e nos apresentarmos mais fortes no jogo de amanhã.
O Canadá é a melhor equipa do Grupo 2, os seus jogadores foram melhores e mereceram vencer”.

Glenn Hoag (Treinador do Canadá)
“Estou muito orgulhoso dos meus jogadores. Jogámos sem o nosso oposto, e mesmo assim fomos capazes de vencer, pois todos deram o seu máximo e actuaram como uma equipa.
Gostava de jogar a final frente a Portugal. É a equipa da casa e já nos conhecemos bem. Hoje esteve muito calor aqui no pavilhão, mas, tal como jogarmos sob diferentes condições ao longo da fase preliminar, isto também fez parte da nossa preparação para os Jogos Olímpicos do Rio.”

Frederic Winters (Capitão do Canadá)
“Foi uma boa vitória, que nos permite lutar, amanhã, pelo título de vencedor do Grupo 2 da Liga mundial. Estudámos bem a Turquia e fizemos um jogo sem cometer muitos erros e creio que isso foi a base do triunfo.
Na final, gostava de defrontar Portugal. Porquê? Porque uma equipa que nos é mais familiar, pois defrontámo-nos várias vezes nos últimos anos e porque joga em casa e isso é bom para o espectáculo”.

Ver mais informações sobre a competição aqui e aqui

NOTA: Os pedidos de acreditação para a Final Four devem ser efectuados online aqui

Mais informações: www.fivb.com / www.fpvoleibol.pt/WL2016

 
PARTILHA ESTE ARTIGO NAS REDES SOCIAIS