03-ABRIL-2015
PORTO VÓLEI E AVC DEFRONTAM-SE
NA FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL

O Porto Vólei 2014 e o Atlético VC defrontam-se amanhã (16h00) na final
da
Taça de Portugal - seniores femininos, a disputar no Pavilhão Multiusos Rota dos Móveis, em Lordelo (Paredes),
numa
organização da Federação Portuguesa de Voleibol e da Associação de Voleibol do Porto,
com o apoio da Câmara Municipal de
Paredes.
Este jogo tem transmissão em directo na Sport TV [Ver
Jogos]
Antes do começo do jogo foi cumprido um minuto de silêncio em memória do
cineasta Manoel de Oliveira.
O Boavista FC entrou em campo com a clara intenção de se bater taco a
taco pelo apuramento para final, apesar do poderio do seu
adversário.
A perderem por 5-8 e 7-9, as axadrezadas conseguiram igualar (10-10) e
manter o Porto Vólei em sentido (14-12).
Beatriz Santos, valendo-se do seu 1,95 metros de altura, era a
pontuadora-mor do Boavista e foi ela que rubricou o 16.º ponto, o
quinto da sua conta pessoal, no segundo tempo técnico (16-14).
A reviravolta aconteceu com... três serviços directos de Vanessa
Paquete, que deu vantagem ao Porto Vólei (19-18).
Encontrado o calcanhar de Aquiles do Boavista, a sua recepção, a
equipa de Manuel Almeida distanciou-se (22-19).
A reacção das axadrezadas fez com que os níveis de confiança voltassem a
um ponto de equilíbrio e foi recompensada com a igualdade (22-22),
através de um serviço directo conseguido por Daniela Sol.
Porém, seria com um serviço directo da distribuidora Eliana Durãp que o
Porto Vólei chegaria à vitória: 25-22.
No segundo set, o Porto Vólei entrou mais eficaz na sua manobra ofensiva
e atingiu a primeira paragem obrigatória com o dobro dos pontos das
axadrezadas (8-4).
No segundo tempo técnico, a vantagem das finalistas da I Divisão Elite
era já avassaladora (16-8), pelo que não surpreendeu ninguém o facto de
o triunfo por números tão desnivelados ter sido selado com um erro de um
desanimado ataque axadrezado: 25-13.
No terceiro set, o Porto Vólei adiantou-se, complementando bem com o
bloco as dificuldades que criava com o serviço (4-0).
Foi nessa altura que as panteras mostraram a sua garra e equilibraram a
contenda (5-5). Todavia, as portuenses voltaram à carga, desfazendo uma
igualdade a 7 pontos (10-7).
Novo abrir das garras... voltou a recompensar as axadrezadas (10-10).
Novo incremento nas manobras ofensivas (bloco e ataque) por parte do
Porto Vólei e... clara vantagem: 16-11.
Paulatinamente, o Porto Vólei foi consolidando o seu domínio (20-13) até
ao resultado final de 25-17.
Marta Hurst, autora de 14 pontos, foi a melhor pontuadora do jogo,
enquanto Beatriz Santos, com 11 pontos, foi a melhor nesse capítulo
entre as axadrezadas.
No final do jogo, Manuel Ameida, Treinador do Porto Vólei 2014,
reconheceu:
"Estávamos à espera de um jogo complicado, pois os Boavista é uma equipa
que medeia a experiência com uma juventude com muita potencialidade.
Sabíamos que elas iriam arriscar no serviço e isso aconteceu ao longo de
quase todo o jogo. O nosso serviço não esteve bem o primeiro set, mas a
partir do momento em conseguimos criar mais dificuldades no primeiro
toque delas, desequilibramos mais a nosso favor.
Estamos contentes por estar na final e, agora, vamos tentar jogar o
melhor possível. O AVC é uma equipa complicada, com excelentes valores
individuais, com um serviço e um ataque muito fortes e realizou
uma excelente meia-final, que eu tive oportunidade de assistir.
Penso que estão reunidas as condições para a realização de um bom
espectáculo".

AVC x Lusófona VC, 3-1: "Vitória da superação"
O Atlético VC apurou-se para a final ao vencer, por
3-1 (25-19,
19-25, 25-17 e 25-21), o Lusófona VC, primeiro jogo das meias-finais
da
Final 4.
Pese embora tenha sido pautado pelo equilíbrio nos momentos iniciais, o
primeiro set foi comandado (4-2, 8-6) pelo AVC, que se adiantou ainda
mais no marcador com dois pontos rubricados no ataque, o sector mais
forte das famalicenses, por Tânia Oliveira, a sua artilheira de
serviço (10-7).
Esta distância seria dilatada pouco depois, através de uma manobra
ofensiva concluída com êxito por Ana Monteiro (14-9) e na paragem para o
segundo tempo técnico registava-se já uma diferença ainda maior (16-9),
após um ataque desperdiçado pelo Lusófona VC.
Novo ataque falhado tornou tudo ainda mais difícil para a as lisboetas
(17-9). Contudo, e com Maria Miguel Santos a servir, o Lusófona logrou
encurtar a distância (17-13), obrigando Óscar Barros a reunir com as
suas pupilas.
Margarida Reis aproximou ainda mais a sua equipa (18-15), mas Tânia
Oliveira assinou o 21-17 e um serviço directo de Catarina Mineiro
aproximou ainda mais (22-17) a equipa de Óscar Barros da vitória no set,
que acabaria por surgir com o resultado de 25-19.
No segundo parcial, o Lusófona VC, visivelmente mais tranquilo,
mostrou-se superior nos momentos iniciais (4-2, 6-4).
Um serviço directo de Ana Monteiro ainda igualou a contenda (6-6), mas a
equipa de Afonso Seixas não acusou o golpe e atingiu o primeiro tempo
técnico em vantagem (8-6).
O ascendente das lisboetas desorientou as famalicenses (11-7), que
reuniram com o seu treinador para afinar estratégias.
Um bloco de Maria Miguel Santos (12-7) complicou ainda mais a vida às
nortenhas e a mesma jogadora conseguiu distanciar ainda mais a sua
equipa pouco depois (14-8).
Um serviço falhado pelo AVC cifrou em seis pontos a diferença à passagem
do segundo tempo técnico (16-10).
A reacção das famalicenses (16-13) seria travada momentaneamente com um
ataque de Margarida Reis, mas Ana Monteiro e Tânia Oliveira continuaram
a facturar no ataque até atingirem a igualdade (18-18).
Contudo, as universitárias não se deixaram intimidar e Maria Carlos
Santos fez o 21.º ponto, com o 25-19 a surgir logo após três ataques
desperdiçados pelo AVC...
No terceiro set, o Lusófona entrou novamente melhor (3-0), mas o AVC
lograria dar a volta ao marcador e Tânia Oliveira aproveitaria para
facturar o seu 12.º ponto individual e colocar as famalicenses a vencer
por 5-3... e Inês Gomes aumentou a distância com um serviço directo,
aumentando para seis os pontos sem resposta concretizados pelas
famalicenses.
Margarida Reis, a melhor pontuadora do Lusófona (9 pts), era a mais
inconformada com a reviravolta, mas seria Sara Sousa a lograr atingir a
igualdade (8-8).
Foi o canto do cisne para a Lusófona, que viu as suas adversárias
crescerem, cada vez com mais confiança - bloco a Margarida Reis (13-9).
Tânia voltou a facturar no ataque (17-10), indicando o caminho da
vitória no set: 25-17.
No quarto set, um serviço directo de Carina Moura abalou a confiança da
recepção das universitárias (5-2). Um bloco de Sofia Oliveira à
artilheira Margarida Reis (7-2) aumentou a confiança das
famalicenses, que atingiram a primeira paragem obrigatória com o dobro
dos pontos das suas adversárias (8-4).
A distribuidora Inês Gomes, com um ataque ao 2.º toque, fez o 10-5, o
que provocou a reacção intempestiva do Lusófona (11-9).
Contudo, um serviço desperdiçado pelas lisboetas permitiu novamente o
distanciamento das famalicenses (16-12).
Pouco depois, a vantagem era ainda mais robusta (19-12)... mas o
Lusófona reagiu com vigor (20-19), deixando tudo em aberto.
Um amorti de Tãnia Oliveira fez o 22-20 para o AVC, que logo
aumentou o seu pecúlio através de um bloco.
Tãnia voltou a puxar o braço e rubricou o 24-20, abrindo caminho para a
vitória no set e no jogo: 25-21.
Tânia Oliveira, com 19 pontos, foi a melhor pontuadora do jogo, enquanto
a mais concretizadora do Lusófona VC foi Margarida Reis, com 12 pontos.
No final do jogo, José Óscar Barros, Treinador do AVC, salientou:
"Estamos na final e vamos até onde nos deixarem ir. Agora o que é
importante é alicerçar este projecto.
Há equipas com mais argumentos do que nós, mas o que é importante
salientar é que este é um projecto que está a crescer e vitórias como
esta dão-nos muita força. As equipas vão ter que contar connosco no
futuro.
Têm-nos acontecido situações poucos comuns (lesões) e a equipa é muito
jovem, hoje jogámos com duas atletas de 17 anos.
Estamos na I Divisão há apenas dois anos, com uma base de jogadoras da
nossa formação, com potencial mas ainda muito inexperiente, que,
contudo, tem sabido reagir sempre da melhor forma às adversidades e
fazer das dificuldades forças para se superar.
Foi isso que aconteceu mais uma vez, hoje, frente ao Lusófona, apesar da
ausência de jogadoras fundamentais, como a Ana Novais e a Fabiola Gomes,
que é, na minha opinião, a melhor jogadora portuguesa".
As incidências da Final Four podem ser acompanhadas igualmente no
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FPV e no
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Resultados dos quartos-de-final
GDC Gueifães x Lusófona VC, 1-3 (25-22, 20-25, 22-25 e 22-25)
Leixões SC x Porto Vólei, 1-3 (21-25, 17-25, 25-23 e 19-25)
CS Madeira x Boavista FC, 1-3 (25-23, 17-25, 15-25 e 16-25)
Atlético VC x Castelo Maia GC, 3-0 (25-21, 25-21 e 25-19)
Resultados das últimas oito finais
2014 – Colégio do Rosário x CD Ribeirense, 3-2
2013 – CD Ribeirense x GDC Gueifães, 3-1
2012 – CD Ribeirense x Castelo da Maia GC, 3-0
2011 – CD Ribeirense x CA Trofa, 3-0
2010 – CA Trofa x SC Braga, 3-0
2009 – CD Ribeirense x GDC Gueifães, 3-1
2008 – CS Madeira x GDC Gueifães, 3-0
2007 – CA Trofa x GDC Gueifães, 3-0
Vencedores da Taça
Leixões SC e Castelo da Maia GC (8), Boavista FC (7), CD Ribeirense e CA
Trofa (4), AC Portugal (3), SL Benfica e Sporting CP (2), Colégio do
Rosário, CS Madeira, CDUP e CR Estrelas da Avenida (1). [Ver
Historial]
Mais informações:
Taça de Portugal - femininos /
www.facebook.com/fpvoleibol
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