07-MARÇO-2015 SC ESPINHO x SL BENFICA
NA FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL

Apoiado num serviço agressivo e num bloco sólido, o SL Benfica venceu
hoje, por 3-1 (25-18, 25-21, 25-27 e 25-19) a AJF Bastardo e apurou-se
para a final da Taça de Portugal - seniores masculinos, a disputar
amanhã, pelas 15h00, no
Pavilhão
Municipal de Santo Tirso. [Ver
live scores e
ficha do jogo]
O jogo iniciou-se sob o signo do equilíbrio (2-2, 4-4), mas depressa deu
indícios de algumas oscilações, com os dois pontos consecutivos da AJF
Bastardo a serem recuperados pelo SL Benfica com dois serviços directos
de Hugo Gaspar (7-6). Roberto Reis, no ataque, permitiu que a equipa
orientada por José Jardim chegasse em vantagem ao primeiro tempo técnico
(8-6).
Hugo Gaspar aumentou a distância (16-12) ao culminar uma jogada em que o
SL Benfica se opôs quatro blocos consecutivos ao ataque da equipa
açoriana.
O bicampeão nacional adiantou-se ainda mais (21-16), beneficiando do
facto de os jogadores da Fonte do Bastardo, ao tentarem ser mais
agressivos, falharem muitos serviços.
Um bloco individual de Roberto Reis a Ivan Kolev colocou o SL Benfica a
um ponto da vitória no set, que seria selada com novo bloco, desta vez
de Flávio Soares (Zelão) a João José (25-18).
A AJF Bastardo entrou bem no
segundo parcial, com quatro pontos rubricados por João José (4-3).
O SL Benfica valeu-se novamente da eficácia do seu bloco para passar para a
liderança do marcador (6-4), mas a equipa de Alexandre Afonso igualou.
No entanto, um serviço directo de Flávio Cruz permitiu que os encarnados
chegassem em vantagem à primeira paragem obrigatória (8-6).
A perder por 8-11, os açorianos recuperaram (11-12), igualaram (13-13) e
passaram para a frente (14-13), obrigando José Jardim a reunir com os seus
jogadores.
Um bloco de Zelão a Manuel Parres colocou o Benfica na liderança (16-15).
Um bloco de Roberto Reis/Marc Honoré a Lucas Gregoret empolgou a falange de
apoio dos benfiquistas (19-17).
Na jogada seguinte, Raphael Margarido (Vinhedo) lesionou-se e foi
substituído por Ricardo Perini, ex-distribuidor da AJF Bastardo, mas um
bloco de Flávio Cruz a Lucas Gregoret descansou os adeptos
benfiquistas (22-18).
A AJF Bastardo ainda amenizou a diferença com um bloco de Ivan Kolev
(23-20), mas um ataque de Marc Honoré e outro de Hugo Gaspar fecharam o set:
25-21.
Como se previa, o início do
terceiro set foi disputado sob uma toada de equilíbrio (2-2, 5-5). Um ataque
desferido por Flávio Cruz desde a zona... defensiva deu vantagem ao SL
Benfica (7-5) e um ataque para fora de Lucas Gregoret aumentou a diferença
(8-5).
Novo ataque para fora do mesmo jogador, distanciou ainda mais o Benfica
(12-7).
Um bloco de Flávio Cruz/Flávio Soares aumentou os problemas da formação
açoriana (16-10).
Apesar da sua equipa correr contra o tempo, João Simões conseguiu encurtar a
distância (16-12) e José Jardim pediu um desconto de tempo para reorganizar
os seus jogadores. Gregoret fez o 14-17, mas Caíque Silva falhou o serviço.
Pior: Hugo Gaspar travou um ataque de João Simões (20-14).
Novo serviço falhado pelos açorianos (16-22) parecia ter aberto ainda mais
as portas ao triunfo do SL Benfica, mas algum nervosismo dos jogadores da
equipa da capital e a eficácia de Caíque no ataque e de Gregoret no bloco
questionaram esta situação e a AJF Bastardo passou para a frente (24-23) num
lance que deixou dúvidas aos benfiquistas.
Um bloco de João José permitiu dar continuidade à vantagem (25-24), mas um
serviço desperdiçado igualou a contenda aos 25 pontos. O SL Benfica
respondeu na mesma moeda, falhando o serviço e Ivan Kolev aproveitou para
fechar o set a favor dos açorianos com um bloco sólido (27-25).
No quarto set, o SL Benfica
voltou a distanciar-se, atingindo o primeiro tempo técnico em vantagem mercê
da eficácia do bloco de Marc Honoré e de Roberto Reis (8-5).
Algum desacerto nas manobras ofensivas por parte dos insulares permitiram
que o SL Benfica solidificasse a vantagem (14-10 e 16-11).
Gregoret reaproximou a AJF Bastardo (16-13), mas um bloco de Roberto Reis e
um ataque de Honoré afastaram novamente o bicampeão nacional (19-13).
Honoré manteve a distância (22-17) e coube a outro central, Flávio Soares,
fechar o set com dois blocos consecutivos: 25-19.
Hugo Gaspar foi o melhor
pontuador do jogo, com 18 pontos, enquanto João José, com 14, foi o jogador
mais concretizador da AJF Bastardo.
Hugo Gaspar, Capitão do SL
Benfica:
"Devemos valorizar sempre as coisas boas e hoje fomos claramente superiores
à Fonte do Bastardo. É óbvio que houve uma desconcentração nossa no final do
terceiro set, mas isso não belisca o facto de termos feito uma boa exibição,
com um jogo muito consistente e termos ultrapassado bem a dificuldade de
ficarmos sem o distribuidor. Penso que estamos todos de parabéns!
Temos tido um bom ambiente nos pavilhões, com a disputa da Final 8, que se
revelou uma boa opção para a fase final da Taça de Portugal. Deve haver
continuidade e um reforçar destes momentos com a realização de outras
actividades, como encontros de Gira-Volei, por exemplo, para fazer da final
da Taça uma verdadeira festa do Voleibol.
O jogo da final vai ser complicado. As equipas que chegaram às meias-finais
são as quatro que vão lutar pelo título de campeão nacional e certamente que
o nosso adversário de amanhã vai estar muito motivado. Será, não o duvido,
uma grande partida".
Alexandre Afonso, Treinador da
AJ Fonte do Bastardo:
"Tivemos 10 minutos de bom jogo, no final do terceiro set, mas isso, como é
evidente, não chega. Para além disso, não conseguimos contrariar o bom
serviço do Benfica.
As nossas opções estavam já algo condicionadas com a lesão de alguns
jogadores e infelizmente não temos um plantel tão vasto como o do Benfica, o
que torna ainda mais difícil arranjar alternativas a esses jogadores.
Parabéns ao Benfica, pois esteve melhor do que nós.
Esta final da Taça disputada por oito equipas é positivo, pois contribui
para a realização de uma grande festa do Voleibol e a modalidade precisa de
momentos como estes, que atraiam as pessoas que gostam verdadeiramente de
Voleibol".
CA Madalena x SC Espinho, 1-3
(29-31, 25-27, 25-22 e 24-26)
Tal como no jogo da véspera,
frente à AA S. Mamede (3-2), o SC Espinho passou por enormes dificuldades
para conseguir vencer, por
3-1 (31-29, 27-25, 22-25 e 26-24) a aguerrida equipa do CA Madalena.
Aliás, a equipa de Filipe Vitó
só conseguiu contrariar o ascendente dos madalenenses no primeiro set já bem
perto do final, transformando uma derrota anunciada (20-24) numa
vitória por longos 31-29, selada com um ataque de Marco Ferreira.
À grande experiência dos
jogadores espinhenses o CA Madalena contrapunha uma garra e uma velocidade
nas acções ofensivas que, não raras vezes, eram traduzidas em pontos.
No segundo set, a equipa de João Pedro Vieira esteve a vencer por 16-13, mas
o SC Espinho reagiu (17-16), levando a indefinição quanto a vencedor do
parcial até ao fim. O SC Espinho voltou a vencer, com Rui Moreira a fechar o
resultado com dois blocos consecutivos: 27-25.
O terceiro set foi semelhante
aos anteriores, mas com um final totalmente diferente. O CA Madalena liderou
o marcador quase até ao fil, o SC Espinho igualou (20-20) na recta final,
mas desta vez a equipa gaiense não deixou fugir o pássaro e venceu
por 25-22, com o último ponto a ser obtido por Francisco Fabião, autor de 12
pontos até então.
Ao contrário dos anteriores, o
quarto set começou por ser comandado pelos tigres da Costa Verde (4-1, 7-3),
mas os madalenenses lograram igualar aos 7 pontos.
Novo assomo dos espinhenses (14-11, 16-12) e a correspondente recuperação do
CA Madalena (18-19). Contudo, um serviço directo de Miguel Maia (21-18) deu
novo ânimo à equipa de Filipe Vitó.
Ricardo Alvar reaproximou (22-23) a sua equipa, que chegou à igualdade
(24-24), mas não conseguiu impedir o triunfo do SC Espinho por 26-24.
Rui Moreira (SC Espinho): "Foi
uma vitória muito suada, conseguida frente a uma equipa aguerrida, que joga
muito bem, como o tem demonstrado ao longo do campeonato. Os meus parabéns,
porque os seus jogadores foram grandes!
Estamos a fazer algumas adaptações, devido ao facto de termos jogadores
lesionados, mas amanhã (na final), as pessoas podem contar com um SC Espinho
aguerrido, alegre porque é sempre possível acontecer uma surpresa.
A Final 8 é uma boa aposta pois os pavilhões enchem-se com pessoas
entusiásticas e isso é bom para a modalidade".
João Pedro Vieira, Treinador da
CA Madalena: "Foi uma entrega total da nossa equipa, mas infelizmente não
tivemos o discernimento necessário para conseguirmos fechar os sets, talvez
pela irreverência e alguma ansiedade em ganhar. Isso não nos permitiu joga
com mais qualidade nos momentos decisivos e com clarividência e também pesou
a maior experiência do SC Espinho nesses momentos, que acabou por ganhar os
três sets nas vantagens.
Final 8: as equipas têm de dar o máximo e ganhar três jogos seguidos. Custa
um pouco às equipas que não têm um plantel extenso, mas a competição é assim
e nós tentámos adaptar-nos a ela".
Curiosidades
A 51.ª edição da Taça de Portugal, que é organizada pela Federação
Portuguesa de Voleibol e pela Associação de Voleibol do Porto, com o
apoio da Câmara Municipal de Santo Tirso, apresenta alguns factos &
figuras interessantes...
O detentor do título, Castelo da Maia GC, que conta já com seis vitórias
na competição, não foi apurado para esta Final 8, tendo sido eliminado
pelo SL Benfica nos oitavos-de-final.
Os oito finalistas apresentam historiais diferentes na prova.
O SL Benfica é a equipa com mais títulos conquistados (14), o primeiro
em 1965/1966 e o último em 2011/2012, tendo erguido o troféu por cinco
vezes na última década.
O SC Espinho é o segundo clube com maior número de taças (11). Foi o
primeiro vencedor da competição, em 1964/1965, tendo conquistado o seu
último troféu em 2007/2008.
Detém o recorde de maior número de taças conquistadas consecutivamente
(6), entre a época de 1995/1996 e de 2000/2001.
A AJF Bastardo rubricou a sua primeira e única vitória na Taça de
Portugal na temporada de 2012/2013.
O Vitória SC ergueu o troféu em 2008/2009, tendo sido finalista pela
última vez em 2012/2013.
O Esmoriz GC conquistou uma taça em 1981/1982, tendo a sua última
presença numa final acontecido em 2004/2005, altura em que perdeu pela
margem mínima (2-3) com o SL Benfica.
O CA Madalena foi finalista da Taça – derrotado pelo SL Benfica – na
época de 1978/1979.
A AA S. Mamede foi finalista da Taça – derrotado pelo SC Espinho – na
época de 1984/1985.
O Famalicense AC é a única equipa que está em prova deste a 1.ª
eliminatória, tendo afastado, sucessivamente, o VC Viana (3-1), o CV
Oeiras (3-2) e o CV Espinho (3-0).
Resultados das últimas oito finais
2104 – Castelo da Maia GC x AJF Bastardo, 3-2
2013 – AJF Bastardo x Vitória SC, 3-0
2012 – SL Benfica x AA Espinho, 3-1
2011 – SL Benfica x SC Espinho, 3-0
2010 – Castelo da Maia GC x SL Benfica, 3-1
2009 – Vitória SC x SC Espinho, 3-2
2008 – SC Espinho x Vitória SC, 3-0
2007 – SL Benfica x Castelo da Maia GC, 3-0
Amanhã
Pavilhão Municipal
Final - 15h00 (Sport TV)
Informações adicionais:
Taça de Portugal - masculinos
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