01-AGOSTO-2014
MUNDIAL SUB-19: ARTUR E DINIS
SOBREVIVEM À FASE DE GRUPOS

O terceiro dia de competição do Quadro Principal do Campeonato do Mundo
de Sub-19 em Voleibol de Praia foi madrasto para as duplas portuguesas.
Apenas Artur Resende e Dinis Alves conseguiram sobreviver à última ronda
da fase de grupos.
Já apurados para a fase de eliminatórias simples, Artur Resende e Dinis Alves
tentaram chegar ao 2.ª lugar da Poule F, o que lhes daria para saltar
directamente para os oitavos-de-final. Não o conseguiram, já que
acabariam por sair derrotados, por duplo 17-21, do jogo com os russos Yarzutkin
e Stoyanovskiy.
Artur e Dinis, que asseguraram já o 17.º lugar, vão defrontar [hoje,
17h15] os ucranianos Illia Kovalov e Oleh Plotnytskyi. Quem vencer,
vai defrontar nos oitavos-de-final os alemães Julius Thole e Felix
Göbert. [Ver
Calendário - masculinos].

Na Poule D,
Bernardo Silva e Bernardo Leite voltaram a defrontar os brasileiros
Gabriel e Jonas, tendo perdido novamente (0-2: 16-21 e 13-21), mas sem
virarem a cara à luta. O 5.º lugar na fase de grupos valeu-lhes o 25.º
lugar final.
Uma atitude que o seu treinador,
Marco Garcias, destacou:
"A nossa dupla é a terceira de Portugal. Vem do Qualifying, no qual
disputámos dois jogos logo no primeiro dia. Depois, realizámos mais
dois no segundo e mais dois no terceiro e este foi o sétimo jogo desta
dupla.
Alguns desses jogos foram disputados na negra e acusámos algum
cansaço.
Entrámos muito bem frente aos brasileiros, estivemos à frente até ao
primeiro tempo técnico e depois deixámos fugir o controlo do jogo com
alguns erros e alguma falta de consistência. É uma dupla que está a
jogar há pouco tempo e não tem muito tempo de preparação, mas penso que
a atitude deles e a forma como estiveram durante toda a competição foi
muito positiva.
São muito aguerridos, lutaram com unhas e dentes. Tivemos algum azar em
dois jogos, nos quais uma maior experiência também nos podia ter
ajudado, perdemos dois jogos no terceiro set, um deles [frente à
Letónia] em que estivemos a ganhar 1-0 e com um parcial de 15-12 no
segundo set, perdemos 19-21, na negra não conseguimos agarrar o
jogo e perdermos 1-2. Contra os Estados Unidos, não entrámos da melhor
forma, mas depois conseguimos ganhar o segundo set com alguma
tranquilidade e... voltámos a perder na negra.
Eles cresceram muito durante a competição e defenderam sempre muito bem,
mas depois não conseguiram concretizar no ataque. As outras duplas têm
mais tempo de jogo juntas e alguma consistência que nós não conseguimos
ter, pois mesmo depois de algumas defesas fantásticas, não pontuámos e,
como tal, não
conseguimos fechar os jogos".

Já sem hipóteses de qualificação,
nem por isso Francisco Pombeiro e José Jardim deixaram de mostrar em
campo a tenacidade que caracteriza esta dupla, tendo terminado a sua
participação com um triunfo categórico (2-0: 21-16 e 21-8) sobre os
checos.
O treinador Ricardo Rocha referiu:
"Tinha falado com eles antes deste jogo e passado a mensagem que, para
além da estratégia de jogo era manterem a atitude que tiveram durante os
outros jogos, que foram sempre equilibrados. Mesmo o 0-2 com a Espanha
foi equilibrado. e nos quais mostraram uma atitude de verdadeiros
atletas, com um carácter enorme.
Esta vitória demonstra isso. Eles já sabiam que não tinham hipótese
nenhuma de passar à fase seguinte e mesmo assim entraram em campo com a
mesma atitude e com a imagem que os tornou conhecidos do público.
Eles tiveram um pouco de azar, logo desde o sorteio dos grupos. É uma
Poule muito equilibrada, pois podiam vencer todos os jogos e também os
podiam perder os cinco. O primeiro jogo com a Holanda foi um bocadinho
demérito nosso, assim como o de ontem, com a Itália, mas depois temos os
jogos com a Espanha e a Alemanha em que quisemos arriscar um pouco mais
e não correu bem apenas por alguns contra-ataques e algumas situações
pontuais que não conseguimos controlar. Se invertêssemos a ordem dos
jogos e tivéssemos começado com uma vitória, a confiança era diferente e
se calhar alguns dos sets equilibrados poderiam ter caído para nós.
O que nos resta é analisar aquilo que falhámos e continuar a trabalhar
para que os erros não se repitam. Estas competições internacionais são
muito importantes pois dão aos atletas uma bagagem a saber o que têm de
fazer para ganharem estes jogos".
Em femininos,
Gabriela Coelho e Mariana Maia apostavam o tudo por tudo no último jogo
da Poule A, frente à dupla francesa Placette / Richard.
Num jogo em que o triunfo poderia ter sorriso a qualquer dos
contendores, as gaulesas foram mais consistentes e felizes, tendo
vencido por 2-1 (21-14, 14-21 e 15-12). [Ver
Calendário - femininos]

No final, o treinador da dupla, João Pedro Vieira, analisou o percurso
das suas pupilas, que terminaram o Mundial na 25.ª posição:
"É complicado sair da prova num jogo em que se vencêssemos,
continuávamos em prova. É pena não termos tido a consistência suficiente
no terceiro set para conseguir dar sequência ao bom segundo set que
fizemos. Elas reagiram muito bem à derrota no primeiro set, foram
crescendo ao longo do jogo, corrigiram alguns pormenores do primeiro
para o segundo set e foi pena depois na negra não termos
conseguido atacá-las nos seus pontos mais débeis, como tínhamos
conseguido no segundo set.
Isto é mesmo assim. Quando analisamos as coisa, vemos que poderíamos ter
tido sucesso mantendo aquela estratégia, baixámos um bocadinho, as
francesas também aproveitaram uma ou outra circunstância que nós lhes
oferecemos e tiveram capacidade de reagir do segundo para o terceiro
set.
É a primeira vez que a Gabriela e a Mariana estão a jogar juntas e creio
que têm muito potencial. É uma dupla que é muito equilibrada e que de certeza que nos vai trazer muitas alegrias
no futuro. Não é fácil juntar
duas atletas que estavam habituadas a jogar no bloco – a Gabriela agora
está a jogar mais na defesa – elas conseguiram fazer uma prova a crescer.
Vieram ao longo da competição, tal como nós tínhamos pedido, a ganhar
mais capacidade de jogo e a apresentar mais qualidade no jogo de
construção, quer a partir do sideout quer na transição.
Foi pena não
continuarmos em prova, mas haverá mais oportunidades, pois elas estão a
trabalhar bem e estão no bom caminho e vamos tentar que esta dupla tenha
mais sucesso no futuro".

Ana Martins e Margarida Vasques também foram 25.ª classificadas no
Mundial ao posicionarem-se no 5.º lugar da Poule F, após perderem hoje
com as austríacas Geßlbauer e Radl por 0-2 (10-21 e 9-21).
O treinador
Pedro Carvalho fez o balanço da prova:
"Ontem, fizeram um bom jogo, mas não tiveram a felicidade do seu lado e
perderam na negra o jogo que lhes dava o acesso à fase seguinte. Hoje,
já foi um jogo mais difícil, com o primeiro do grupo e não tínhamos
tantas facilidades e também não entrámos muito bem no jogo.
O erro foi mesmo ontem, pois tivemos possibilidades de nos apurarmos e
foi uma pena porque foi mais uma «negra» perdida, o que significa também
falta de sorte.
Elas não entraram bem no primeiro dia, ainda estavam a conhecer o
próprio ambiente, mas, no segundo, já registaram uma vitória convincente
e, depois, com a Noruega, entrámos fortes e foi mesmo por azar que o
jogo não nos foi favorável.
Mas elas foram, claramente, evoluindo de jogo para jogo e creio que
temos aqui jogadoras promissoras.
Estas competições internacionais têm muita importância para o seu
crescimento como atletas. Elas têm de participar e começar a definir
objectivos. A Margarida já tinha estado no Mundial de Sub-17, no México,
e tem apenas 16 anos, e veio para aqui ganhar um pouco mais de
experiência para poder começar a vencer as melhores duplas
internacionais. Se não é neste ano, poderá ser para o próximo."

Sérgio Soares: "CPLP servem para
lançar os jogadores mais novos"
Sérgio Soares, treinador das duplas portuguesas de Sub-17 –
Beatriz Pinheiro / Inês Castro e Ricardo Cardoso / Tomás Sousa – que
conquistaram a medalha de prata em terras angolanas nos torneios de de
Voleibol de Praia dos Jogos da CPLP, esteve hoje no Mundial de Sub-19.
Recém-chegado de Angola, Sérgio Soares recordou:
"Os Jogos da CPLP têm, para além da vertente competitiva, uma vertente
social, além da parte política, muito importante e nesse aspecto, foi
novamente fantástico, no sentido dos miúdos
conviverem com jovens de outros países e com diferentes culturas.
Em termos competitivos, é um saldo positivo, principalmente pela postura
competitiva dos nossos atletas.. As nossas representantes eram mais novas,
tinham 16 anos, a competição era destinada a atletas com 17 anos, e a
maturidade acaba por ser diferente. Sentimos um pouco mais de
dificuldades com as duplas angolanas, muito fortes fisicamente,
diferentes das nossas duplas e já muito bem trabalhadas. Acabámos
por perder com os brasileiros, que tinham um nível de jogo acima do
nosso.
Fica sempre aquela sensação de amargura, principalmente no feminino,
onde poderíamos ter feito mais qualquer coisa, mas a diferença de
experiência de jogo pesou a favor das sul-americanas.
Os Jogos da CPLP servem para lançarmos os jogadores mais novos. Os
rapazes não tinham participado em nenhuma competição internacional e
foram melhorando jogo após jogo. O ritmo competitivo não se compara a um
Mundial de Sub-19, mas deu pelo menos para eles saberem o funcionamento
e o que temos de trabalhar para atingir determinado nível.
Nos femininos, a evolução foi constante, desde o primeiro ao último
jogo. Foi muito positivo para duas miúdas que começaram a treinar
Voleibol de Praia este ano".
NOTA: Não se esqueçam de acompanhar o torneio através do
facebook.com/fpvoleibol, comentem no twitter usando a hashtag #BVBU19 e
confiram os vídeos
aqui. Podem também partilhar as vossas fotos com o instagram da PFV
instagram.com/forcavolei
Mais informações:
www.fpvoleibol.pt /
www.fivb.org /
www.fpvoleibol.pt/CMSUB19
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