30-JULHO-2014
TUDO EM ABERTO PARA OS
PORTUGUESES
NO CAMPEONATO DO MUNDO DE SUB-19

O primeiro dia de competição do Quadro Principal do Campeonato do Mundo
de Sub-19 em Voleibol de Praia, que decorre desde ontem e até domingo
nas praias do Porto e de Matosinhos adjacentes ao Edifício Transparente,
saldou-se por dois triunfos conquistados por duas duplas portuguesas,
bem como por muita emoção e luta noutros jogos que envolveram os jovens
jogadores lusitanos.
Na Poule F,
Artur Resende e Dinis Alves disputaram dois jogos. [Ver
Calendário - masculinos]
Primeiro, enfrentaram Guehrer-Hunt, da Austrália, perdendo por 0-2 (18-21 e 16-21).
Não contentes da forma como se exibiram, os portugueses vingaram-se,
depois, na dupla egípcia
Ahmed-Fayed: 2-0 (21-11 e 21-13).
"Esta vitória dá-nos mais confiança. De manhã, não nos correu bem. Era a
nossa estreia neste Mundial e nós cometemos muitos erros. De tarde,
defrontámos o Egipto, que é um bocado mais acessível, pois esta dupla
vem do Indoor e tem menos experiência do que os australianos na areia.
Deu para nos soltarmos um bocadinho mais e para ganhar alguma
experiência como dupla.
Continua tudo está em aberto e acredito que todas as duplas portuguesas
vão conseguir ultrapassar a fase de grupos.
A dupla da Gabriela e da Mariana também venceu um jogo e as duplas de
masculinos estão a jogar muito bem. Fez bem aos aos Bernardos
[Silva e Leite] terem passado pela Fase de Qualificação, pois estão a
jogar bem e muito soltos, à semelhança do que se passa com o Pombeiro e
o Jardim, que perderam sempre nas vantagens. Hoje ganhámos nós, mas de
certeza que amanhã será a vez deles triunfarem.
Agradeço à minha família e à do Dinis, que nos têm apoiado desde que
formámos uma dupla, a todos os amigos que aqui estão e a todos aqueles
que têm estado neste Mundial a apoiar as duplas portuguesas", salientou
Artur Resende.
"Este jogo deu para mostrar como realmente somos, já que nos soltámos
mais. O primeiro jogo provocou algum nervosismo, mas, agora, espero que
seja sempre a melhorar.
Dedico esta vitória a todo o trabalho que temos feito, a todas as
pessoas que nos têm apoiado, à família... isto não é apenas o resultado
de um jogo, mas sim de muito trabalho e algum sacrifícios que são
recompensados pelo apoio de toda a gente que está à nossa volta",
acrescentou Dinis Alves.

Na Poule A,
Francisco Pombeiro e José Jardim perderam (1-2: 21-16, 16-21 e 12-15)
com os holandeses Bouter e Van Steenis.
No segundo jogo, frente a uma dupla mais forte, a espanhola Huerta-Rojas,
os portugueses só cederam ao fim de muita luta: 0-2
(19-21 e 18-21).
No final, e analisando as suas exibições a frio, Francisco Pombeiro
reconheceu:
"No jogo com os holandeses, começámos da melhor maneira, mas depois
deixámo-nos ir abaixo. Houve uma altura em que equilibrámos, mas depois
deixámo-los fugir. Não fomos capazes de entrar bem na negra e acabámos
por perder frente a um adversário acessível.
No segundo jogo, defrontámos os espanhóis, que formam uma dupla mais
difícil. Dois a zero é sempre um resultado negativo, mas conseguimos
bons parciais frente a uma boa dupla. Podia ter caído para um lado ou
para o outro; caiu para o deles.
Sentimos uma melhoria de um jogo para o outro".
José Jardim afinou pelo mesmo diapasão:
"Do primeiro para o segundo jogo já sentimos uma melhoria significativa.
A partir de agora, espero que seja sempre a subir e que consigamos
alcançar bons resultados. A nossa atitude tem de ser sempre a melhor e
teremos de lutar até ao fim.
É a minha estreia internacional e a experiência está a ser muito
positiva, pois a cada dia que passa aprendo coisas novas e só espero
poder usufruir de mais momentos como este".
Na Poule D,
Bernardo Silva e Bernardo Leite também perderam o primeiro jogo (1-2:
21-13, 19-21 e 12-15) com Pavels-Kliemans, da Letónia.
No segundo, e frente aos venezuelanos Tigrito e Peter, pouco mais podiam
fazer do que vender cara a derrota: 0-2 (10-21 e 20-22), como explicou
Bernardo Silva:
"A Letónia era um adversário que estava ao nosso alcance. Conseguimos
ganhar o primeiro set e estivemos em vantagem no segundo, mas, depois,
começámos a falhar e perdemos o esse set e o terceiro.
No segundo jogo, a dupla que enfrentámos era claramente melhor do que a
nossa. no primeiro set não reagimos à sua qualidade e só fizemos 10
pontos. No segundo foi totalmente diferente e acabámos por perder nas
vantagens.
E o que é que esperam para os jogos de amanhã?
"Agradecíamos melhores condições climatéricas, ou seja, nós estamos habituados a
estas condições, com vento e sol, mas creio que se fizesse um pouco
menos de vento isso iria beneficiar o nosso tipo de jogo, já que ele
gosta de uma bola mais rápida e eu de uma bola mais alta para atacar.
A Venezuela era muito forte e conhecia bem os nossos pontos fortes e
fracos e sabemos que as próximas equipas são mais agressivas. Temos de
encontrar soluções para contrariar o seu jogo e vencermos.
Vamos encontrar outra vez o Brasil. Na Fase de Qualificação, venceram-nos
claramente, mas agora estamos preparados para eles", destacou Bernardo
Leite.

Gabriela e Mariana
entram a vencer
Na Poule A do torneio de femininos,
Gabriela Coelho e Mariana Maia começaram por vencer, por claros 2-0 (21-13 e 21-10), Mukantambara-Uwimbabazi (Ruanda).
[Ver
Calendário - femininos]
No segundo, e diante das alemãs Welsch e Bieneck, as portuguesas não
conseguiram rubricar uma exibição semelhante e perderam por duplo 10-21.
Mariana Maia, que este ano se sagrou campeã nacional de juniores e de...
seniores, analisou os dois jogos:
"Foi bom termos ganho o primeiro jogo. No segundo, frente às alemãs,
jogámos pior, frente a uma equipa bem mais forte. Estivemos um bocado
mal na recepção, mas acredito que amanhã vamos ultrapassar isso e jogar
bem melhor.
Agora, é tempo de olhar para a frente e continuar a dar o nosso máximo,
para voltarmos a vencer. Uma competição deste nível obriga a uma grande
concentração e é importante jogarmos sempre com alegria, pois, no fundo,
estamos a fazer aquilo que mais gostamos de fazer, que é jogar
Voleibol".

Na Poule F,
Ana Martins e Margarida Vasques defrontaram duas duplas da Europa de
Leste e perderam com as ucranianas Udovenko-Lysenko (0-2: 13-21 e 17-21)
e as lituanas Vaiciukynaite-Andriukaityte (0-2: 12-21 e 12-21).
"No primeiro jogo entrámos bem, mas depois deixámos fugir as nossas
adversárias. Espero que amanhã consigamos manter consistência no nosso
jogo.
Estamos num Mundial e, como é óbvio, todas as duplas que aqui estão têm
de ser fortes", referiu Ana Martins.
"Precisamos de mais concentração e, principalmente, mais eficácia nos
pontos decisivos.
No México [Mundial de Sub-17], para mim foi mais fácil, pois defrontei
jogadoras da minha idade e dava para me identificar melhor com elas. A
mentalidade delas era semelhante à minha e era fácil encontrar as
lacunas no jogos delas. Aqui, as jogadoras são mais experientes e
maduras", confessou Margarida Vasques.

Duda Lisboa quer ser
bicampeã mundial
Eduarda Lisboa tem nome bem português, mas é tipicamente brasileira.
Duda, que venceu o Mundial 2013 no ano passado, está de regresso
ao Porto e novamente com a ideia de ganhar.
"Estou concentrada no objectivo de ser bicampeã. Gosto muito de jogar
aqui e eu e a minha parceira queremos prosseguir para o nosso objectivo
passo a passo, ponto a ponto.
Este Mundial é muito forte e equilibrado, mas esta cidade foi muito boa
para mim e deu-me sorte. Se Deus quiser, chegaremos ao lugar mais alto
do pódio".
NOTA: Não se esqueçam de acompanhar o torneio através do
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Mais informações:
www.fpvoleibol.pt /
www.fivb.org /
www.fpvoleibol.pt/CMSUB19
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