02-SETEMBRO-2012
LIGA MUNDIAL 2013:
FALTOU APENAS... VENCER

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos
ficou hoje afastada da participação na Liga Mundial 2013 ao perder,
novamente pela margem mínima (2-3:
25/20, 23/25, 25/17, 21/25 e 13/15), com a Holanda.
Nos dois jogos da eliminatória, ficou bem vincada a ideia de que a
Holanda é forte, mas ao alcance de Portugal. O que terá faltado, então?
João José foi o porta-voz do sentimento de frustração que grassou no
seio da equipa das quinas: "Não faltou nada... Apenas vencer. Os nossos
adversários nunca foram os melhores em campo."
O
jogo do 3.º Play-off de qualificação para a Liga Mundial 2013 foi disputado
outra vez no Tosport Centrum, em Roterdão, um palco onde Portugal
festejou a qualificação para o Europeu de 2010/2011, mas do qual nunca
conseguiu sair vitorioso dos jogos com a Holanda que aí realizou em
2009, 2010 e 2012.
Portugal entrou muito bem no jogo e em pouco tempo construiu uma
vantagem de cinco pontos (6-1), com três pontos de Alexandre Ferreira
(dois ataques e um serviço) e outros dois de Rui Santos (bloco e
ataque). Edwin Bene viu-se obrigado a reunir com os seus jogadores e a
Holanda recuperou algum terreno (3-6 e 4-7), mas a Selecção Nacional
conseguiu atingir o primeiro tempo técnico com uma vantagem
representativa do seu domínio no jogo (8-4).
Um bloco de Wytze Kooistra aproximou novamente os holandeses (7-9) e foi
o mesmo jogador a manter a diferença, com um ataque desferido desde a zona
central da rede (9-11).
Novo serviço directo de Alex Ferreira (13-10) voltou a impulsionar
Portugal (14-10) e a obrigar o técnico holandês a rectificar a sua
estratégia juntamente com os seus pupilos.
Debalde, já que Alex voltou a servir um «ás» (15-10). A segunda paragem
obrigatória chegou com Portugal a vencer por 16-11.
Uma «curta» de João José - é cada vez mais nítida a cumplicidade com o
distribuidor Tiago Violas - cavou um fosso pontual de seis pontos
(18-12), que Valdir tratou de aumentar logo de seguida.
O capitão luso fez o 20-13, Valdir o 21-15 e Alex o 23-16, desbravando
ainda mais o caminho para o triunfo por 25-20, selado com um ataque de
André Lopes.
O segundo set começou sob o signo do equilíbrio (1-1, 3-3, 5-5), tendo a
Holanda passado a liderar o marcador após
Humphrey «Tony» Krolis ter concretizado dois serviços directos
consecutivos e Jeroen Rauwerdink um ataque que selou o resultado à
chegada ao primeiro tempo técnico (8-5).
André Lopes aproximou (7-8) Portugal após duas boas defesas de Ivo
Casas. Os holandeses voltaram a distanciar-se (11-8), mas os portugueses
reagiram com prontidão (11-11).
Um bloco individual de Ruca a Bas van Bemmelen deu, finalmente, a
liderança a Portugal (13-12), mas Kooistra e Krolis (10.º ponto)
recuperaram-na pouco depois (16-14).
Aliás, seria Krolis a somar os pontos no ataque e no serviço que dariam uma
vantagem confortável à Holanda (19-16).
Portugal recompôs-se (20-21); Krolis voltou a facturar (22-20) e Ruca respondeu à letra (21-22), mas seria o jovem e excelente distribuidor
holandês, Nimir Abdleaziz, a fechar o set com ataque ao segundo toque:
25-23.
A Holanda entrou de rompante no terceiro parcial (5-1).
Alex e Valdir aproximaram Portugal (5-6), mas a equipa de Edwin Bene
logrou chegar com uma vantagem de dois pontos (8-6) ao primeiro tempo
técnico.
Portugal chegou à igualdade (9-9) através de um bloco de André
Lopes/João José e passou para a frente pela primeira vez com um serviço
directo de Valdir Sequeira (11-10).
Bene foi obrigado a pedir tempo quando Portugal fez o 13-10, mas Valdir
manteve a distância pontual (14-11) e a equipa de Flavio Gulinelli
atingou o segundo tempo técnico a vencer por 16-13.
Dois pontos de Valdir no ataque aumentaram a diferença (19-15). Novos
dois pontos do oposto luso, desta vez um de serviço directo e outro no
ataque, robusteceram o avanço pontual (22-16).
João José, no ataque, e André Lopes, no serviço, fizeram o 24-17 e coube
a Jelte Maan, com um ataque para fora, fechar o parcial com a vitória
portuguesa por 25-17.
Uma boa exibição do potencial da equipa das quinas, na recuperação e
rectificação de um começo adverso.
No quarto set, a Holanda voltou a pressionar (2-0, 3-1), mas Portugal
igualou (4-4) e o jogo entrou numa toada de equilíbrio (6-6), pese
embora o facto de os representantes do país das tulipas terem atingido em vantagem
(8-7) o primeiro tempo técnico, mercê de um ataque de Maan.
Portugal igualou aos 9 pontos, após uma jogada em que salvou bolas
impossíveis...
A Holanda chegou aos 13-11 por intermédio de Rauwerdink e Gulinelli
reuniu com os seus jogadores. Valdir ainda fez o 12-13 no ataque, mas os
holandeses distanciaram-se e fizeram o 16-12 por intermédio de Maan, num
serviço em que a bola bateu na tela e caiu junto à rede no campo dos lusitanos.
Um bloco de João José aproximou os portugueses (14-16), mas Kooistra
assinou, no ataque, os 18.º e 20.º pontos (20-15) e tudo se complicou
ainda mais...
A reacção portuguesa surpreendeu tudo e todos: um bloco de João
José/Marco Ferreira/Alex Ferreira fez o 18-20 e um serviço directo de
André Lopes (19-20) pressionou ainda mais a Holanda, que pediu desconto
de tempo.
Tudo parecia fadado para acontecer o volte-face, mas Kooistra, com um
serviço directo, colocou a sua equipa a vencer por 23-20 e um bloco de
Krolis fez o 24-20. Um ataque de Valdir ainda reduziu a diferença, mas
era demasiado tarde e Rob Bontje selou o set cpm o resultado de 25-21-
No quinto e último set, o equilíbrio (3-3, 6-6) manteve-se até ao
primeiro tempo técnico: 8-6, com um ponto de João José, no ataque. O
capitão voltaria a facturar (9-7), mas os holandeses chagariam à
igualdade (9-9) com um serviço directo de Krolis. Um bloco de Abdleaziz
deu ainda mais vantagem à equipa da casa (11-9), mas Rui Santos, com um
bloco, fez renascer a esperança na equipa lusa (10-11). Kooistra fez o 12-10, no
ataque, mas Alex respondeu à altura, com um ataque e um serviço directo
(12-12).
Ruca finalizou uma jogada de nervos com um ataque eficaz (13-13), mas foi
com um ataque para fora que Portugal perdeu o set e a hipótese de
disputar a Liga Mundial em 2013.
Valdir Sequeira, com 23 pontos, Alexandre Fereira (19) e João José (16)
foram os portugueses que mais pontuaram, enquanto na Holanda Tony Krolis
foi o mais concretizar, com 18 pontos.
Flavio Gulinelli:
"Primeiro, devo dar os parabéns aos nossos jogadores, Nunca é fácil
jogar fora de casa, num ambiente destes e frente a uma equipa como a
Holanda. Mas nós jogámos de peito aberto e acho que merecíamos mais,
pois o jogo foi muito equilibrado mas nós acabámos por concretizar mais
pontos do que os nossos adversários.
Contudo, para a história o vencedor é aquele que corta a meta em
primeiro lugar e quem venceu hoje foram os holandeses. Parabéns pela
forma como se bateram.
Apesar de tudo, estes resultados deram-nos boas indicações e confiança
para os jogos da fase de qualificação para o Campeonato da Europa 2012,
que vamos disputar, na próxima semana, em Vila do Conde".
João José, capitão de Portugal: "Estamos frustrados e isso é natural,
depois do que se passou hoje. Sem menosprezar o valor da Holanda, pela
primeira vez desde que represento a Selecção Nacional senti que, apesar
da derrota, fomos a melhor equipa em campo nos dois jogos. O que faltou?
Não faltou nada, apenas vencer".
Rob Bontje, capitão da Holanda: "Pegando nas palavras de João José,
diria que as duas equipas mereciam ambas estar na Liga Mundial em 2013.
Estes jogos foram muito difíceis e muito bons para a nossa equipa, pois
aprendemos muito sobre nós próprios".
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Regresso a Portugal |
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3
Set |
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Amesterdão/Lisboa |
TP 669 |
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10h10/11h05 |
Lisboa/Porto |
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