01-SETEMBRO-2012
LIGA MUNDIAL: RESULTADO (2-3)
DO 1.º JOGO DEIXA TUDO EM ABERTO

Jogar bem por vezes não basta e a Selecção Nacional de Seniores Masculinos
acabou por sofrer hoje às mãos da Holanda uma derrota, que, mesmo pela
margem mínima (2-3:
24/26, 23/25, 26/24, 25/22 e 18/20), não traduz a verdade do
primeiro jogo do 3.º Play-off de qualificação para a Liga Mundial 2013,
disputado no Tosport Centrum, em Roterdão, sob a arbitragem do checo
Milan Labasta (1.º árbitro) e do francês
Gilles Gaupp (2.º árbitro).
Portugal teve, nos dois primeiros sets, a hipótese de vencer e colocar
uma pressão adicional no adversário, não o conseguiu e, curiosamente,
igualou a contenda após vencer dois parciais em que esteve em
desvantagem nos momentos finais.
Na negra, os holandeses acabaram por vencer, mas não convencer...
As duas selecções voltam a defrontar-se amanhã, às 13h00 locais, e está
tudo em aberto, pois uma vitória por 3-0 ou 3-1 fará com que Portugal se
mantenha na Liga Mundial em 2013. Este segundo jogo será igualmente
realizado no Tosport Centrum e terá a
arbitragem de Gilles Gaupp (1.º árbitro) e Milan Labasta (2.º árbitro).
A Selecção Nacional entrou muito bem no jogo. Pressionando o adversário com
serviços fortes, bem complementados pelo bloco, a equipa de Flavio Gulinelli liderou o
marcador desde o início (2-0, 6-3), tendo atingido o primeiro tempo
técnico com uma vantagem de dois pontos (8-6).
Apoiada pelo seu entusiástico público, a equipa da casa reagiu e
aproximou-se perigosamente por intermédio de um ponto conquistado no
ataque por Wytze Kooistra.
Os portugueses perceberam o aviso e voltaram a afastar-se (13-10), mas
os holandeses lograram conseguir a primeira situação de igualdade no set
(14-14) através de um serviço directo de Kooistra, um «gigante» de 2,09
metros de altura.
A partir daqui, o equilíbrio imperou, tendo Portugal atingido a segunda
paragem obrigatória com a vantagem mínima (16-15).
André Lopes, no ataque, e Alexandre Ferreira, no bloco (18-16), voltaram
a dar um novo fôlego à equipa das quinas. João José manteve a distância
pontual (19-17) e um bloco de Rui Santos/Valdir Sequeira aumentou-a
(21-18).
A Holanda reagiu e foi recompensada com a igualdade (22-22), prontamente
desfeita com uma intervenção de André Lopes (23-22).
Humphrey «Tony» Krolis, com um serviço directo, colocou a Holanda pela primeira vez
no comando do marcador (24-23), mas João José «abafou», com um bloco, o
ímpeto holandês (24-24).
O inevitável Kooistra fez o 7.º ponto da sua conta pessoal e deu
novamente vantagem à equipa orientada por Edwin Bene, que fechou o set
com a vitória por 26/24.
Neste parcial, Portugal teve o pássaro na mão, mas deixou-o fugir nos
últimos pontos...
O segundo set foi quase uma cópia do primeiro, embora tenha começado sob
o signo dos serviços falhados, tal a ânsia das duas equipas em construir
cedo uma vantagem.
Daí que o equilíbrio tenha sido a nota dominante nos
primeiros momentos (5-5).
Um ataque eficaz de Rui Santos deu uma vantagem de dois pontos aos
portugueses (8-6), mas os holandeses acertaram a pontaria no ataque e igualaram
(9-9). Portugal respondeu com os ataques de Rui Santos, Alex Ferreira e
João José (12-10).
Krolis igualou (12-12) com um amorti e o equilíbrio voltou a imperar
(14-14), pese embora Portugal tenha logrado chegar em vantagem ao
segundo tempo técnico (16-15).
Mas, mais uma vez, a Holanda, impulsionada pelos ataques mortíferos de
Krolis, voltou a passar para a frente no marcador nos minutos finais do
parcial (18-17, 21-20).
Valdir igualou (21-21 e 22-22), com dois ataques que os holandeses não
conseguiram suster, mas Jelte Maan concretizou com êxito um remate de
segunda linha, fez empolgar o público local, que acabaria por entrar em delírio após
um bloco de Kooistra (24-22) anunciar o triunfo laranja por 25-23.
Para não fugir à regra, o terceiro set voltou a evidenciar o equilíbrio
existente entre Portugal e o vencedor da Liga Europeia 2012 (4-4, 7-7).
Os pupilos de Gulinelli chegaram novamente em vantagem (8-7) ao primeiro
tempo técnico, mas dois pontos (no ataque e no bloco) de Bas van
Bemmelen (11-9) reergueram a Holanda.
Portugal não conseguiu contrariar o bom momento dos holandeses, que
ganharam confiança e atingiram o segundo tempo técnico com uma vantagem
significativa (16-12) por intermédio de um ataque de Maan.
Um bloco do capitão João José amenizou a diferença (15-16), mas o
terceiro serviço directo conseguido pelo distribuidor Nimir Abdelaziz
voltou a afastar (18-15) a Holanda.
João José deu o exemplo ao rubricar dois pontos consecutivos (ataque e
serviço), e Portugal igualou pouco depois (19-19).
O equilíbrio prolongou-se no tempo (22-22). Um bloco de Valdir/João José
deu vantagem (23-22) a Portugal e foi um novo bloco do capitão de equipa
que recompensou os jogadores lusos (26-24) pela concentração e pela
garra demonstradas na recta final do set.
No quarto set, Portugal atingiu o primeiro tempo técnico a vencer pela
margem mínima (8-7), através do terceiro ataque concluído com êxito por
André Lopes no começo deste parcial.
Novo ponto no ataque de André, a passe, de costas, de... João José,
colocaram Portugal a vencer por 10-9.
Um bloco de João José a Krolis mantiveram a diferença (12-11) e,
apoiados na eficácia do ataque de Valdir, os portugueses atingiram o
segundo tempo técnico ainda na liderança do marcador (16-14).
Um bloco de Rui Santos (19-18), um ataque de Valdir (21-20) e novo bloco
individual de João José a Krolis (22-20) seguraram a liderança numa
altura crucial do set.
Valdir fez, no ataque, o 23-21 e Rui Santos, no bloco, o 24-21, tendo
Portugal selado o triunfo no parcial através de um bloco de Alex
Ferreira: 25-22.
No quinto e último set, a Holanda fez 3-1 por um dos seus artilheiros de serviço
(Kooistra), mas Portugal igualou por André Lopes (3-3) e logo tomou a
dianteira no marcador (5-4).
Os holandeses igualaram (6-6) numa jogada muito polémica, mas Alex
Ferreira colocou os portugueses novamente em vantagem (8-7).
Valdir aumentou a diferença (9-7), obrigando Edwin Benne a reunir com os
seus jogadores. A paragem surtiu efeito (9-9).
Valdir fez o 11-10, no ataque, e João José o 12.º ponto no bloco, mas os
holandeses igualaram (12-12).
Um bloco de André deu vantagem a Portugal (13-12), mas os holandeses não
acusaram o golpe e entraram na recta final do set à frente (14-13)... Um ataque de Valdir e um bloco de Rui Santos/Tiago Violas (16-15)
prolongaram aindaa esperança na vitória, que, contudo, acabaria por sorrir
aos holandeses por 20-18.
Valdir Sequeira, o holandês Tony Krolis e João José, respectivamente com
24, 23 e 18 pontos, foram os melhores pontuadores do jogo.
Flavio Gulinelli: "Um bocadinho mais de concentração nos dois primeiros
sets e o resultado poderia ter sido bem diferente.
Apesar de tudo, conseguimos uma boa recuperação num jogo muito
equilibrado e no qual o resultado dos parciais fala por si.
Amanhã, há outro jogo. Temos grande possibilidades de vencer a
eliminatória e vamos fazer tudo para conseguirmos esse objectivo".
João José: "O primeiro jogo é sempre o mais difícil e se tivéssemos
ganho, teria sido perfeito, mas cumprimos o que tínhamos planeado a
nível táctico e, mesmo a perder por 0-2, soubemos reagir e lutar pela
vitória. Curiosamente, perdemos os sets em que comandámos o marcador e
vencemos aqueles em que estávamos em desvantagem. O último set foi
decidido pela diferença mínima e envolveu um erro do árbitro...
Estou contente com a atitude da equipa, que, apesar da sua
inexperiência, assumiu a responsabilidade do jogo e esteve muito perto
da vitória.
Este 2-3 soube a pouco, mas amanhã é um novo dia e temos de pensar só na
vitória".
Valdir Sequeira: "Tínhamos consciência de que o jogo iria ser muito
difícil, visto que a Holanda renovou a sua equipa com jogadores jovens e
com potencial.
Infelizmente, acordámos tarde, pois podíamos ter fechado os dois
primeiros sets com vitórias mas acusámos muito ansiedade.
Depois, acalmámo-nos e colocámos em campo o nosso Voleibol.
Creio que amanhã será totalmente diferente, pois vamos analisar o jogo
de hoje e ter a oportunidade de conhecer melhor alguns jogadores
holandeses".
|
Comitiva
Portuguesa |
|
N. |
Nome |
D. Nasc. |
Altura |
Ataque |
Bloco |
|
1 |
Marcel GIL |
08-05-1990 |
206 |
332 |
310 |
|
5 |
Marco FERREIRA |
04-10-1987 |
202 |
332 |
327 |
|
6 |
Alexandre
FERREIRA |
13-11-1991 |
203 |
319 |
299 |
|
7 |
Ivo CASAS |
21-09-1992 |
182 |
290 |
278 |
|
8 |
Tiago VIOLAS |
27-03-1989 |
193 |
326 |
303 |
|
12 |
João JOSE |
07-06-1978 |
195 |
352 |
345 |
|
13 |
Valdir
SEQUEIRA |
22-11-1981 |
196 |
351 |
344 |
|
15 |
Rui SANTOS |
24-03-1984 |
203 |
339 |
334 |
|
17 |
Miguel
RODRIGUES |
02-03-1993 |
191 |
305 |
293 |
|
18 |
André LOPES |
12-09-1982 |
193 |
342 |
332 |
|
21 |
José GOMES |
21-10-1994 |
198 |
327 |
307 |
|
24 |
João COELHO |
24-06-1981 |
185 |
305 |
300 |
|
Equipa Técnica |
|
Chefe
de Delegação |
António SÁ |
|
Team
Manager |
Nuno
NUNES |
|
Treinador Principal |
Flavio
GULINELLI (ITA) |
|
Treinador Adjunto |
Hugo SILVA |
|
Médico |
Daniel
SOARES |
|
Scouter |
Ricardo TEIXEIRA |
|
Fisioterapeuta |
Nélson
LEITÃO |
|
Play-off da Liga Mundial 2013 |
|
1
Set |
17h00 |
Holanda-Portugal |
Topsport Centrum
(Roterdão) |
|
2
Set |
13h00 |
Holanda-Portugal |
|
Regresso a Portugal |
|
3
Set |
06h15/08h25 |
Amesterdão/Lisboa |
TP 669 |
|
10h10/11h05 |
Lisboa/Porto |
TP 1956 |
Contacto
Novotel Rotterdam Brainpark
Tel. (+31)10/2509002
Fax. (+31)10/2532571
Mais informações:
www.fivb.org / www.cev.lu
|