01-JULHO-2012
PONTO DE HONRA

A Argentina venceu, hoje, Portugal por
3-2 (25/14, 17/25, 25/21, 19/25 e
15/9), num jogo que assinalou o primeiro e único ponto dos portugueses
na Liga Mundial 2012. Dada a
classificação final, a equipa das quinas terá de disputar um
play-off de apuramento para a Liga Mundial 2013.
Terminada a participação na Fase Intercontinental da competição - a fase final
disputa-se igualmente no
Arena Armeec, em Sófia, na próxima semana -, a comitiva portuguesa
regressa amanhã ao nosso país, cumprindo o seguinte itinerário:
2 Julho – Sófia / Frankfurt, 13h40 / 15h05 (voo LH 1427)
2 Julho – Frankfurt / Porto, 21h30 23h15 (voo LH 1427).
A Selecção Nacional retomará a sua preparação, com vista à participação
na fase de qualificação para o Europeu 2013 (a disputar em Setembro do
ano corrente) no dia 13 de Julho, com um 1.º grupo de trabalho, e no dia
22 de Julho, com um 2.º grupo de trabalho, estando a concentração
agendada para a Póvoa de Varzim.
Em relação ao jogo Portugal-Argentina, o primeiro ponto da Selecção
Nacional foi conseguido pelo capitão Flávio Cruz, quando a Argentina
vencia já por 4-0. O bom começo dos sul-americanos (8-3) surpreendeu os
portugueses, que tentaram reagir, com um serviço directo de Alexandre
Ferreira (5-8).
Um bloco individual do distribuidor Nicolás Uriarte (11-6) reforçou
ainda mais a confiança da equipa de Juan Manuel Barrial, adjunto de
Javier Weber, que ficou na Argentina com o seis principal a
preparar a participação da sua selecção nos Jogos Olímpicos.
Ivan Castellani fez, no ataque, o 16-9. Esta diferença prolongou-se
(18-11, 21-14) e foi mesmo aumentada, primeiro com um serviço directo de
Maximiliano Gaunas ( 23-14) e, depois, com um bloco individual de
Uriarte, que fixou o resultado: 25/14.
No segundo tempo, a Argentina voltou a adiantar-se (2-0), mas Portugal,
com três blocos consecutivos a Pablo Bengolea, o primeiro de Rui Santos
e os outros dois de Alex Ferreira/Carlos Fidalgo, passou a liderar o
marcador (5-4) até ao primeiro tempo técnico (8-7).
Depois, uma «curta» de Carlos Fidalgo e um ataque para fora de Quiroga
deram a Portugal uma vantagem de três pontos (10-7). Rui Santos manteve
a distância (13-10) e Alex Ferreira, com um bloco individual a
Castellani, e Valdir Sequeira, com um ataque, aumentaram-na (15-10).
Alex fez o seu sexto ponto individual (17-12) e Flávio Cruz o seu quarto
(20-14) e o caminho para a vitória ficou completamente desbravado com um
serviço directo de Carlos Fidalgo (21-14).
A vitória no set surgiu aos 25/17.
O começo do terceiro parcial foi muito equilibrado (2-2, 5-5), mas a
equipa das quinas logrou chegar em vantagem ao primeiro tempo técnico
(8-7), através de um ataque de Flávio Cruz.
Aos 10-10, o árbitro sancionou Portugal com um cartão amarelo, o que deu
o serviço e mais um ponto à Argentina (11-10), mas Carlos Fidalgo tratou
de rectificar o resultado (11-11).
Um serviço falhado por Portugal e um ataque de Castellani desfizeram o
equilíbrio e deram vantagem à equipa albi-celeste na segunda paragem
obrigatória (16-14).
A partir daí, Portugal perdeu concentração e a equipa de Juan Manuel
Barrial aproveitou para se afastar definitivamente (20-16, 23-18).
Portugal tentou recuperar (20-23), mas falhou dois serviços que selaram
o triunfo argentino por 25/21.
O quarto set começou bem para os portugueses: o libero Ivo Casas fez o
2-0 e Flávio Cruz o 4-2.
A perder por 3-6, a Argentina reagiu (6-6, 8-7).
Um bloco individual de Gaunas deu aos sul-ameriicanos uma vantagem de
dois pontos (13-11), prontamente anulada pelo distribuidor Tiago Violas,
que ainda faria, com dois serviços directos, o 16-14...
Flávio Cruz assinou o 18-15 e a confiança dos argentinos ficou
seriamente abalada, o que obrigou o seu treinador a pedir um desconto de
tempo.
Um ataque para fora dos argentinos «deu» a Portugal o 20-16, mas o
árbitro assim não o considerou... A situação pareceu dar novas forças
aos pupilos de Flavio Gulinelli, que construíram logo uma vantagem de
cinco pontos (22-17) e acabaram por triunfar no set por 25/19, somando,
desde logo, o seu primeiro ponto na Liga Mundial 2012.
No quinto e último set, Flávio Cruz abriu as hostilidades (2-0), com um
ataque e um bloco individual, mas os argentinos responderam à altura
(2-2). Rui Santos deu novamente vantagem aos europeus (3-2).
O equilíbrio era notório (4-4, 7-7), mas seria a Argentina a chegar em
vantagem ao primeiro tempo técnico (8-7).
A diferença de três pontos (10-7) para os argentinos, obrigou Gulinelli
a utilizar dois descontos de tempo quase consecutivos, mas tal não não
impediu que os sul-americanos alargassem a vantagem com dois erros do
seu adversário (12-7). Para piorar ainda mais a situação dos
portugueses, o seu libero, Ivo Casas, lesionou-se...
Daí ao triunfo no set e no jogo foi apenas um passo: 15/9.
Flavio Gulinelli (seleccionador de Portugal): "Queríamos fechar a
nossa participação na Liga Mundial com um triunfo, mas acabámos por
entrar muito nervosos e tornar tudo mais complicado. Estivemos melhor no
segundo set e, devagar, regressámos ao nosso nível, mas infelizmente a
vitória no quarto set deslumbrou-nos e acabámos por ceder na
negra".
Valdir Sequeira (oposto de Portugal): "Entrámos no jogo denotando
muito nervosismo e cometemos alguns erros. Reorganizámo-nos, com a ajuda do
banco e passámos a jogar ao nível normal. Podíamos ter vencido o
nosso primeiro jogo, mas acabámos por não ter a sorte do nosso lado".
Juan Manuel Barrial (treinador da Argentina):
"Estamos satisfeitos com a prestação dos nossos jogadores, pois,
com uma equipa de jovens, vencemos um jogo difícil frente a Portugal e
lutámos pela vitória em cinco sets com a Bulgária".
Rodrigo Quiroga (capitão da Argentina): "Estamos muito contentes
por termos vencido este jogo, principalmente porque foi uma vitória
muito difícil de conquistar, frente a uma adversário que jogou muito bem
e que conseguiu criar-nos muitas dificuldades".
|
Selecção
Nacional |
|
N. |
NOME |
D. NASC. |
Altura |
Ataque |
Bloco |
CLUBE |
|
1 |
Marcel GIL |
08-05-1990 |
206 |
332 |
310 |
SC Espinho |
|
5 |
Marco FERREIRA |
04-10-1987 |
202 |
332 |
327 |
Ason VB Orange Nassau |
|
6 |
Alexandre
FERREIRA |
13-11-1991 |
203 |
319 |
299 |
SC Espinho |
|
7 |
Ivo CASAS |
21-09-1992 |
182 |
290 |
278 |
Castelo Maia GC |
|
8 |
Tiago VIOLAS |
27-03-1989 |
193 |
326 |
303 |
Jastrzebski Wegiel AS |
|
10 |
Filipe PINTO |
26-02-1991 |
194 |
335 |
314 |
Leixões SC |
|
11 |
Carlos
FIDALGO |
16-05-1987 |
198 |
343 |
337 |
Vitória SC |
|
13 |
Valdir
SEQUEIRA |
22-11-1981 |
196 |
351 |
344 |
LB Cassa Rurale Cantù |
|
14 |
Flávio CRUZ |
28-08-1982 |
195 |
348 |
341 |
SL Benfica |
|
15 |
Rui SANTOS |
24-03-1984 |
203 |
339 |
334 |
Vitória SC |
|
17 |
Miguel
RODRIGUES |
02-03-1993 |
191 |
305 |
293 |
SL Benfica |
|
24 |
João COELHO |
24-06-1981 |
185 |
305 |
300 |
SL Benfica |
|
fe da Delegação |
António SÁ |
|
Team Manager |
Nuno
NUNES |
|
Treinador Principal |
Flavio
GULINELLI (ITA) |
|
Treinador Adjunto |
Hugo SILVA |
|
Scouter |
Ricardo TEIXEIRA |
|
Fisioterapeuta |
Nélson
LEITÃO |
|
Médico |
Ricardo AIDO |
A edição deste ano da Fase Intercontinental da prova apresenta um
novo figurino: é disputada por 16 selecções repartidas por 4 poules,
cada poule tem 4 torneios, a realizar 1 em cada país das selecções que
integram a poule, no sistema de todos contra todos em fim-de-semana
concentrado, o que resulta em três dias de competição, com dois jogos
por dia.
Fase Intercontinental
Poule A: Rússia, Cuba, Sérvia e Japão
Poule B: Brasil, Polónia, Finlândia e Canadá
Poule C: Itália, Estados Unidos, França e Coreia
Poule D: Portugal, Argentina, Bulgária e Alemanha
A Fase Final será disputada, de 4 a 8 de Julho, em Sófia (Bulgária) por 6
selecções: o organizador, os 1.ºs classificados de cada poule e o melhor
2.º classificado das quatro poules.
No caso do organizador (Bulgária) ser o 1.º classificado na sua poule,
apuram-se os 2 melhores 2.ºs classificados das quatro poules.
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