16-JUNHO-2012
REACÇÃO DE
PORTUGAL
EMPOLGOU OS... ARGENTINOS

A Bulgária venceu hoje, por 3-1
(25/19, 25/12, 18/25 e 25/20), Portugal no 2.º dia de
competição do 2.º Torneio da
Poule D da Fase Intercontinental da
Liga Mundial 2012, a decorrer em Buenos Aires, capital da Argentina.
Após uma má prestação nos dois primeiros sets, sobretudo no segundo parcial,
no qual o seis luso esteve irreconhecível, a Selecção Nacional reagiu de tal
forma que empolgou o público argentino, protagonizando um terceiro set quase perfeito,
em que vulgarizou o seu adversário, mostrando-se superior em todos os
aspectos do jogo.
No outro jogo, a Alemanha
venceu, pela margem máxima (3-0: 25/19, 25/23 e 25/23) a Argentina.
Tal como tinha acontecido na
véspera, Portugal entrou mal no jogo, tendo cometido erros na recepção e
defesa alta que possibilitaram à Bulgária impor um ligeiro ascendente (5-2)
e obrigaram Flavio Gulinelli a pedir um desconto de tempo.
Tal não impediu que os búlgaros atingissem o primeiro tempo técnico com uma
vantagem mais dilatada (8-4), fruto do seu terceiro bloco eficaz. O quarto
bloco, da autoria de Todor Skrimov, deu o 11.º ponto à Bulgária (11-5).
A supremacia do ataque e defesa alta dos homens de Leste levou a vantagem
até os seis pontos (13-7), mas os portugueses reduziram a diferença com dois
serviços directos consecutivos de Marco Ferreira (10-13).
Contudo, dois blocos consecutivos dos búlgaros repuseram a distância (16-10
e 18-12).
Aos 13-20, Gulinelli pediu desconto de tempo, mas era demasiado tarde:
Tsvetan Sokolov, capitão da Bulgária, fez o 22-14 e tranquilizou
completamente a sua equipa, que, pese embora os dois pontos no ataque
conseguidos por Filipe Pinto (19-24), saiu vitoriosa do set por 25/19, com
um ponto no ataque de Valentin Bratoev.
No início do segundo set, a
equipa de Nayden Naydenov continuou a explorar as debilidades na recepção
dos portugueses (4-1, 6-2 e 8-3), que tardavam em desinibir-se e a pôr em
prática o seu Voleibol, não obstante o incentivo do numeroso público
argentino, que «puxava» por Portugal.
Não estranhou, portanto, que Gulinelli reunisse os seus jogadores quando a
Selecção Nacional perdia já por 3-11...
Dois blocos individuais de Alex e Valdir ainda amenizaram a diferença
(6-13), mas os búlgaros respiravam confiança e mostravam-se imparáveis no
ataque (16-7, 18-8).
Frente a uma potência na modalidade como a Bulgária, tal diferença só
poderia significar uma coisa e foi com naturalidade que a equipa do Leste
europeu chegou ao triunfo num set em que tudo correu mal para a equipa das
quinas: 25/12.
O terceiro set foi bem diferente
dos anteriores. Apoiados pelo público, os portugueses reorganizaram a sua
recepção e defesa, alta e baixa, e fizeram valer o seu ataque: dois pontos
consecutivos dos irmãos Marco e Alex Ferreira colocaram a equipa lusa na
liderança do marcador (4-1).
Como seria de prever, a Bulgária procurou reagir, mas Marcel Gil, com uma
autêntica «bomba», fez o 7-3 e a experiência de Marco Ferreira tratou de
colocar Portugal a vencer por quatro preciosos pontos (8-4) à chegada ao
primeiro tempo técnico.
Um ataque para fora de Skrimov (4-9) obrigou o técnico búlgaro a chamar ao
banco os seus pupilos.
Um serviço directo de Marcel (12-5) e um ataque à linha de André Lopes
(13-6) puseram os búlgaros ainda mais nervosos.
Completamente transfigurados em relação aos sets anteriores, os portugueses,
sob a batuta de Tiago Violas, somavam pontos atrás de ponto, quer no ataque,
quer no serviço: 15-7, pelo capitão André Lopes.
Coube a Rui Santos rubricar, no ataque, o 16.º ponto (16-8).
Os búlgaros regressaram ao campo cabisbaixos e assim o abandonaram no fim do
parcial, que terminou com a vitória de Portugal (25/18) a ter a chancela de
Marco Ferreira.
O oposto português continuou a
facturar no quarto set, assinando o seu 15.º ponto pessoal e o terceiro de
Portugal (3-3) no set. Porém, Portugal «estacionou» no terceiro ponto e
disso se aproveitaram os búlgaros para se distanciarem (7-3).
Uma «fotografia» de Alex ao capitão búlgaro estancou a hemorragia de
pontos perdidos, mas os búlgaros lograram levar o quarteto de pontos até ao
primeiro tempo técnico (8-4).
Portugal começava a sentir dificuldades em suster o ímpeto do ataque do seu
adversário (5-10).
Sokolov atacou acima do bloco e... Alex respondeu na mesma moeda (8-12).
Um serviço directo do zona 4 aproximou (11-14) Portugal e obrigou Naydenov a
gastar um pedido de tempo.
O banco de suplentes de Portugal puxava pelo público e este correspondia, o
mesmo fazendo a equipa: 12-14, com um bloco de Marcel.
Duas excelentes defesas consecutivas do libero Ivo casas inflamaram o público, que
cantou o seu nome por largos minutos (13-15). Os portugueses procuraram não
deixar arrefecer o entusiasmo dos espectadores, mas não conseguiram suster a
reacção búlgara (18-13).
Marco fez o seu 17.º ponto e o 15.º de Portugal (15-19) e o seu irmão Alex o
18-21 e o 14.º ponto da sua conta pessoal.
A garra dos lusitanos empolgava o público, que não regateava o seu apoio aos
portugueses, mas a experiência dos búlgaros foi decisiva na vitória no set e
no jogo: 25/20.
O búlgaro Viktor Iositov foi o
melhor pontuador do jogo, com 20 pontos, mais dois do que Marco
Ferreira.
No final, Ivo Casas (na foto)
confessou ter ficado surpreendido, embora agradado, com a reacção do público
argentino, que gritou o seu nome:
"Foi bom. foi inesperado. Não estávamos a contar, parecia que jogávamos em
casa. O apoio foi muito importante para no terceiro set termos conseguido
protagonizar a reviravolta no jogo. Creio que o público gostou do nosso
esforço e da nossa exibição nos terceiro e quarto sets".
André Lopes, Capitão de
Portugal: "O jogo de hoje poderia ser dividido em duas partes. A
primeira compreende os dois primeiros sets, em que não estivemos em jogo,
cometendo erros após erros. Na segunda parte, há a salientar a reacção no
terceiro set e no quarto, nos quais já foi possível mostrar o nível do nosso
Voleibol.
Amanhã, se jogarmos assim, poderemos jogar de igual para igual com a
Argentina e, quem sabe, obter a nossa primeira vitória".
Flavio Gulinelli: "Entrámos
muito mal no jogo e o nosso jogo praticamente nunca existiu. Depois, no
terceiro set jogámos quase bem e no quarto set também estivemos a um bom
nível, pese embora não termos conseguido vencer".
Amanhã, pelas 21h00 locais (01h00 de segunda-feira, em Portugal), a Selecção Nacional
defronta a Argentina no Polideportivo Almirante Brown, em
Buenos Aires, num jogo que poderá ser seguido em directo na Sport TV.
A equipa de arbitragem do 2.º Torneio da Poule D é composta por Rogério
Espicalski (Brasil), Dariusz Jasinski (Polónia), Vélez Mercado (porto
Rico) e Aziz Yener (Turquia).
|
Comitiva
Portuguesa (Argentina) |
|
N. |
NOME |
D. NASC. |
Altura |
Ataque |
Bloco |
CLUBE |
|
1 |
Marcel GIL |
08-05-1990 |
206 |
332 |
310 |
SC Espinho |
|
5 |
Marco FERREIRA |
04-10-1987 |
202 |
332 |
327 |
Ason VB Orange Nassau |
|
6 |
Alexandre
FERREIRA |
13-11-1991 |
203 |
319 |
299 |
SC Espinho |
|
7 |
Ivo CASAS |
21-09-1992 |
182 |
290 |
278 |
Castelo Maia GC |
|
8 |
Tiago VIOLAS |
27-03-1989 |
193 |
326 |
303 |
Jastrzebski Wegiel AS |
|
10 |
Filipe PINTO |
26-02-1991 |
194 |
335 |
314 |
Leixões SC |
|
11 |
Carlos
FIDALGO |
16-05-1987 |
198 |
343 |
337 |
Vitória SC |
|
13 |
Valdir
SEQUEIRA |
22-11-1981 |
196 |
351 |
344 |
LB Cassa Rurale Cantù |
|
15 |
Rui SANTOS |
24-03-1984 |
203 |
339 |
334 |
Vitória SC |
|
17 |
Miguel
RODRIGUES |
02-03-1993 |
191 |
305 |
293 |
SL Benfica |
|
18 |
André LOPES |
12-09-1982 |
193 |
342 |
332 |
Stade Poitevin Poitiers |
|
21 |
José GOMES |
21-10-1994 |
198 |
327 |
307 |
GC Vilacondense |
|
Chefe da Delegação |
António SÁ |
|
Team Manager |
Nuno
NUNES |
|
Treinador Principal |
Flavio
GULINELLI (ITA) |
|
Treinador Adjunto |
Hugo SILVA |
|
Scouter |
Ricardo TEIXEIRA |
|
Fisioterapeuta |
Nélson
LEITÃO |
|
Médico |
Carlos
MAGALHÃES |
Na edição deste ano, a Fase Intercontinental da prova apresenta um
novo figurino: é disputada por 16 selecções repartidas por 4 poules,
cada poule tem 4 torneios, a realizar 1 em cada país das selecções que
integram a poule, no sistema de todos contra todos em fim-de-semana
concentrado, o que resulta em três dias de competição, com dois jogos
por dia.
Fase Intercontinental
Poule A: Rússia, Cuba, Sérvia e Japão
Poule B: Brasil, Polónia, Finlândia e Canadá
Poule C: Itália, Estados Unidos, França e Coreia
Poule D: Portugal, Argentina, Bulgária e Alemanha
A Fase Final será disputada, de 4 a 8 de Julho, na Bulgária por 6
selecções: o organizador, os 1.ºs classificados de cada poule e o melhor
2.º classificado das quatro poules.
No caso do organizador (Bulgária) ser o 1.º classificado na sua poule,
apuram-se os 2 melhores 2.ºs classificados das quatro poules.
Contacto
HOLYDAY INN EZEIZA
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[+] 5411
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Mais informações e fotos: www.fpvoleibol.pt
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