15-JUNHO-2012
ALEMANHA VENCE
PORTUGAL IRREGULAR

A Alemanha venceu hoje, por 3-1 (25/17, 25/20, 23/25 e 25/19), Portugal no primeiro dia de competição do 2.º Torneio da Poule D da Fase Intercontinental da Liga Mundial 2012, a decorrer em Buenos Aires, capital da Argentina.
No outro jogo, a Argentina derrotou (3-1: 25/22, 24/26, 25/21 e 25/17) a Bulgária.

Apesar de se mostrar mais forte no ataque e no bloco do que no 1.º Torneio, disputado há duas semanas na cidade alemã de Frankfurt, Portugal mostrou hoje falhas na recepção e debilidades na defesa, tendo falhado ainda vários serviços, fruto da agressividade aplicada na sua execução.
Um pormenor interessante, que "chegou com duas semanas de atraso, como salientou Flavio Gulinelli, o Seleccionador Nacional, Portugal venceu, e com todo o mérito - vacilando, mas não caindo, nos instantes finais... - o seu primeiro set na presente edição da Liga Mundial.

Portugal entrou mal no jogo, tendo permitido o distanciamento dos alemães (1-4), mas depois recuperou terreno, tendo atingido o primeiro tempo técnico com apenas menos dois pontos (6-8)resultado que se devia, sobretudo, aos quatro pontos conseguidos por Valdir Sequeira no ataque e... aos três serviços falhados até então.
Os germânicos voltaram a fazer pressão, quer sobre a recepção quer sobre a defesa alta do seis luso (10-7). Malgrado, os portugueses voltaram a aproximar-se (9-11) com a eficácia no seu ataque. Contudo, a defesa e a recepção não eram tão eficazes e Bjorn Andrae, com um serviço directo, aumentou a distância (15-9). Rui Santos, com um bloco, e Valdir, no ataque, encurtaram-na (12-15), mas a Alemanha logrou chegar à segunda paragem obrigatória com uma vantagem não robusta mas ainda assim substancial (16-12).
Pior: a distância aumentou ainda mais (20-13) com um serviço directo de Jochen Schops. Portugal respondeu com um ataque de Valdir (15-21), mas novo serviço falhado hipotecou a recuperação pontual.
Novo erro dos portugueses, desta vez na defesa, impulsionou (23-15) os alemães rumo à vitória no set por 25/17, conseguido com novo serviço desperdiçado por Portugal.

O início do segundo set foi muito mais equilibrado: Portugal tomou a dianteira no marcador (2-1), a Alemanha reagiu (4-2), mas o equilíbrio manteve-se até ao primeiro tempo técnico, com 8-7 favorável à equipa de Vital Heynen.
Valdir igualou (9-9) no ataque, com o seu 12.º ponto no jogo, mas um serviço, um ataque e um bloco falhados pelos portugueses voltaram a dar novo ânimo aos germânicos (12-9) e obrigaram Flavio Gulinelli a pedir um desconto de tempo para reunir com os seus jogadores.
Tal como no jogo do primeiro torneio, em Frankfurt, a Alemanha jogava sob a batuta do experiente Jochen Schops, que traduzia os seus ataques por pontos.
Portugal empertigou-se, ganhou ânimo e Alexandre Ferreira colocou a equipa a um mero ponto de distância do seu opositor (13-14), mas seriam os alemães a lograr chegar primeiro ao segundo tempo técnico (16-13).
Dois blocos reaproximaram Portugal (15-16), mas os alemães, sentindo o perigo, voltaram a afastar-se (18-15) e Gulinelli decidiu reunir as suas tropas...
A paragem surtiu efeito, já que um ataque do central Carlos Fidalgo, um serviço directo de Valdir e um ataque imparável de Alex Ferreira igualaram a contenda (19-19).
O 20-20 foi conseguido através de um amorti por Marco Ferreira, mas tudo terminou aí.
Schops fez o 21.º e o 22.º pontos. Um bloco reflectido para fora deu o 23.º ponto aos alemães (23-20). E um serviço directo de Christian Dunnes e um ataque de Schops fixaram o resultado final: 25/20.

Portugal entrou em força no terceiro parcial: um ataque de Tiago Violas e um serviço directo de Valdir colocaram a vantagem em quatro pontos (5-1) e obrigaram Heynes a reunir a sua equipa.
Debalde, já que Valdir voltou a carimbar um serviço directo e o treinador belga da Alemanha teve de chamar novamente os seus jogadores para novo tête-a-tête.
No entanto, Portugal não se impressionou e chegou ao primeiro tempo técnico a vencer por cinco pontos, com o 8.º ponto (8-3) a ser obtido por Alex no ataque.
Uma quebra de concentração permitiu a aproximação dos alemães (9-6). Gulinelli reuniu as suas hostes, reorganizou-as e a reacção germânica foi sustida (11-6).
Alex concluiu na rede um ponto arrancado a ferros por Ivo Casas, André Lopes e Valdir (12-6).
O capitão André Lopes fez o 15-10, contribuindo para aumentar o nervosismo entre os alemães. Valdir fez o 16-11... e Alex aumentou o fosso pontual (18-12).
Rui Santos rubricou o 23-19, mas os alemães não abriram mão da vitória com facilidade (23-21).
Ruca voltou a facturar no ataque (24-21), mas um bloco de Lukas Kampa aumentou as esperanças dos germânicos (24-23), prontamente dissipadas por Alex no ataque: 25/23.

No quarto set, a torre germânica Max Gunthor (2,07 metros) desequilibrou as acções na rede a favor da Alemanha, que chegou ao primeiro tempo técnico com uma vantagem (8-4) demasiado folgada, tendo em conta o que se tinha passado no set anterior...
Um serviço directo de Kampa e um bloco de Schops reforçaram a vantagem (11-5), obrigando o seleccionador de Portugal a pedir um desconto de tempo.
A recepção deficiente, que não permitia que Violas municiasse nas melhores condições o ataque, a defesa e mesmo o ataque, que apresentava agora novas debilidades, não permitiam que Portugal perseguisse mais de perto o seu opositor (9-16, 10-18).
No ataque, Alex era o mais inconformado, mas foi Carlos Fidalgo que assinou o ponto mais aplaudido da noite (12-18), ao desviar a bola do bloco adversário... de costas para a rede.
Ruca, com um ataque de mão fechada fez o 14-21, mas a sentença do set estava já assinada (16-24) e, apesar da meritória reacção dos portugueses, a Alemanha selou o triunfo com o resultado de 25/19.

Valdir Sequeira e o alemão Jochen Schops, ambos com 22 pontos, foram os melhores pontuadores do jogo.

André Lopes, Capitão de Portugal: "A equipa é muito jovem e ainda não tem experiência necessária para jogar a este nível. Continuamos a evoluir, mas
ainda cometemos muitos erros infantis.
Vamos tentar rectificar essa situação e procurar jogar melhor amanhã, frente à Bulgária".

Flavio Gulinelli: "Estou desapontado. Não pelo resultado, mas porque a equipa ainda é muito irregular, com muitos altos e baixos, embora isso seja normal numa equipa jovem.
Hoje, atingimos o nosso primeiro objectivo na Liga mundial, que era vencer um set... concretizámos esse objectivo com duas semanas de atraso e agora queremos vencer um jogo".

Amanhã, pelas 18h00 locais (22h00 em Portugal), a Selecção Nacional defronta a Bulgária no Polideportivo Almirante Brown, em Buenos Aires, num jogo que poderá ser seguido em directo na Sport TV.
A equipa de arbitragem do 2.º Torneio da Poule D é composta por Rogério Espicalski (Brasil), Dariusz Jasinski (Polónia), Vélez Mercado (porto Rico) e Aziz Yener (Turquia).

Comitiva Portuguesa (Argentina)

N.

NOME

D. NASC.

Altura

Ataque

Bloco

CLUBE

1 Marcel GIL 08-05-1990 206 332 310 SC Espinho

5

Marco FERREIRA

04-10-1987

202

332

327

Ason VB Orange Nassau

6

Alexandre FERREIRA

13-11-1991

203

319

299

SC Espinho

7

Ivo CASAS

21-09-1992

182

290

278

Castelo Maia GC

8

Tiago VIOLAS

27-03-1989

193

326

303

Jastrzebski Wegiel AS

10

Filipe PINTO

26-02-1991

194

335

314

Leixões SC

11 Carlos FIDALGO 16-05-1987 198 343 337 Vitória SC

13

Valdir SEQUEIRA

22-11-1981

196

351

344

LB Cassa Rurale Cantù

15

Rui SANTOS

24-03-1984

203

339

334

Vitória SC 

17 Miguel RODRIGUES 02-03-1993 191 305 293 SL Benfica

18

André LOPES

12-09-1982

193

342

332

Stade Poitevin Poitiers

21

José GOMES

21-10-1994

198

327

307

GC Vilacondense

Chefe da Delegação António SÁ
Team Manager Nuno NUNES

Treinador Principal

Flavio GULINELLI (ITA)

Treinador Adjunto Hugo SILVA
Scouter Ricardo TEIXEIRA
Fisioterapeuta Nélson LEITÃO

Médico

Carlos MAGALHÃES

Na edição deste ano, a Fase Intercontinental da prova apresenta um novo figurino: é disputada por 16 selecções repartidas por 4 poules, cada poule tem 4 torneios, a realizar 1 em cada país das selecções que integram a poule, no sistema de todos contra todos em fim-de-semana concentrado, o que resulta em três dias de competição, com dois jogos por dia.

Fase Intercontinental
Poule A: Rússia, Cuba, Sérvia e Japão
Poule B: Brasil, Polónia, Finlândia e Canadá
Poule C: Itália, Estados Unidos, França e Coreia
Poule D: Portugal, Argentina, Bulgária e Alemanha

A Fase Final será disputada, de 4 a 8 de Julho, na Bulgária por 6 selecções: o organizador, os 1.ºs classificados de cada poule e o melhor 2.º classificado das quatro poules.
No caso do organizador (Bulgária) ser o 1.º classificado na sua poule, apuram-se os 2 melhores 2.ºs classificados das quatro poules.

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