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História do Voleibol de Praia A prática do voleibol nas praias portuguesas tem a sua origem nos anos cinquenta, quando, em algumas das praias mais frequentadas, como, Espinho, Matosinhos, Póvoa de Varzim, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Costa da Caparica, Carcavelos, Paços de Arcos e Praia das Maçãs, os banhistas começaram a sua prática. A primeira referência oficial ao Voleibol de Praia encontra-mo-la na acta da reunião da Direcção da Federação Portuguesa de Voleibol de 14 de Junho de 1967 quando é tomado conhecimento do ofício enviado por "Public Parks and Recreation Administration" de Porto Rico, comunicando a realização do 1º Torneio Mundial de Praias em equipas de 2 jogadores. Em 12 de Julho desse ano, a F.P.V. decide organizar um "Torneio de Praias" podendo cada praia participar com mais de uma equipa. Desta decisão foi dado conhecimento a todas as Associações. Sabe-se ainda que, em 26 de Julho foi apreciado pela direcção da F.P.V. o ofício da Comissão Municipal de Turismo da Póvoa de Varzim disponibilizando a praia da Póvoa para a realização do Torneio. Dias depois, a Junta de Turismo de Vila Praia de Âncora manifesta idêntico interesse. Em 23 de
Agosto desse ano a Direcção da F.P.V. decide relativamente ao 1º
Torneio: Este 1º
Torneio de Voleibol de Praia foi ganho por uma equipa da Póvoa de
Varzim denominada "Os Catedráticos". O 2º Torneio realizado
no ano seguinte tem o seguinte desfecho: Durante a década de 70 a prática do Voleibol de Praia atravessa uma fase de ofuscamento à qual não serão alheios os acontecimentos sócio-políticos que o país viveu. Nos anos 80 surge de novo a sua prática através dos Torneios da Costa da Caparica organizados pelo seu Clube de Campismo a partir de 1986 que eram utilizados pelos jogadores de voleibol para a sua grande festa anual. Diversas organizações se restabelecem a nível nacional da F.P.V., através dos torneios T.L.P., Gelatti Motta (Juniores) e Spalding, começando a versão 4x4 a predominar sobre o 6x6. Em 1991 é reorganizada a 1ª prova de duplas no Torneio Internacional DaCasca realizado em Espinho provocando uma onda de entusiasmo pela modalidade que culmina com a realização do 1º Campeonato Nacional de Voleibol de Praia em duplas masculinas, em Carcavelos, no ano de 1993, tendo sido vencedora a dupla Miguel Maia e João Brenha que repetiriam esta vitória até hoje. É neste ano que se realiza também o Campeonato Nacional de Juniores na versão 4x4. No ano seguinte, 1994, teve início o Campeonato Nacional Feminino tendo sido vencedora a dupla Maria José Shuller e Cristina Pereira. A 1ª participação internacional foi protagonizada pela dupla Nelson Puga e João Neves, que representaram Portugal em 1992 no Torneio Internacional de Luanda, em Angola, alcançando o 4º lugar.
Em 1994, Maia e Brenha vencem a etapa de Espinho do Campeonato Europeu e estreiam-se no Circuito Mundial de Voleibol de Praia realizado no Japão. Na prova realizada no Rio de Janeiro - Série Mundial - em 1995, a dupla classificar-se-ia em 7º lugar abrindo-lhes as perspectivas para a sua qualificação para os Jogos Olímpicos de Atlanta '96, onde obtiveram com indiscutível mérito o 4º lugar olímpico, imediatamente a seguir a duas duplas americanas e outra canadiana, colocando definitivamente o Voleibol de Praia num lugar de destaque no panorama desportivo português e internacional.
- O ano de 1996 foi, indubitavelmente, orientado para o objectivo de dimensão ímpar, a participação histórica de Miguel Maia e João Brenha nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em estreia da variante de Voleibol de Praia na mais importante competição desportiva do planeta. -
A dupla feminina, Maria José Schuller/Cristina Pereira participaram no Campeonato
da Europa obtendo uma excelente participação, onde alcançaram com
sucesso o 7º lugar, assim como a dupla masculina João Silva / Jorge
Alves no Campeonato da Europa de
Juniores (Jurmala/96), consagrando-se, sensacionalmente, vice-campeões
Europeus de Voleibol de praia, demonstrando todo o seu potencial. -
Mais uma vez, em Espinho, foi realizado uma das principais competições
mundiais de Voleibol de praia com a disputa do Grand Slam masculino e
World Series feminino, voltando a constituir assinalável êxito
desportivo e mediático onde ambas as duplas, Miguel Maia / João Brenha e
Maria José Schuller/Cristina Pereira, se classificaram na 13ª posição. - Em
termos Nacionais foi organizado o Campeonato Nacional masculino e feminino em Carcavelos, bem como a novidade da etapa de Ponte de
Lima, a contar para o Campeonato masculino, caracterizada por um espectáculo
nocturno nas margens do rio Lima. -
Foi também organização da FPV o Torneio
Internacional masculino de Carcavelos. -
Como tem sido hábito, foi dada grande atenção aos jovens e à promoção
do Voleibol de praia, não só com o apoio a Clubes, Associações e
outras entidades na realização de eventos, como também em diversas acções
de Voleibol de praia nas Escolas e em 25 praias de todo o país, que
contou com o patrocínio da “Wash and Go”.
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O ano de 1997 marcou uma nova página no desenvolvimento do Voleibol de
praia no nosso país, ao modificar a estrutura do Campeonato Nacional
através da realização do primeiro
Circuito Nacional de Voleibol de praia, com a organização de vários
Opens, disputando-se não apenas em praias do litoral, mas em especial nas
regiões do interior, tais como em Lamego, Bragança, Ponte de Lima e
Porto, como em praias fluviais e outras estruturas montadas para o efeito,
sendo disso exemplo os campos de areia instalados em piscinas, num esforço
conjunto da FPV e as Associações Regionais, enquadrando o trabalho
desenvolvido a nível local pelos clubes e autarquias. - 1997 foi o ano de arranque do 1º Campeonato Nacional de Voleibol de praia de Clubes que contou com a participação de equipas da I Divisão, onde se sagrou campeão o Castelo da Maia GC, e que pelo entusiasmo gerado foi considerado um sucesso. -
Também neste ano se repetiram bons resultados de atletas portugueses nas
competições internacionais, assim como Portugal continuou a assistir a
algumas das principais competições mundiais, como o Grand
Slam masculino e o World Series feminino, realizadas em Espinho. A
prova portuguesa, que atribuiu um prize money de 300 mil dólares, foi um
sucesso organizativo da FPV, correspondendo à confiança em si depositada
pela Federação Internacional. De referir a prestigiante presença do Dr.
Ruben Acosta, Presidente da FIVB, na etapa feminina de Espinho, que não
poupou elogios à organização portuguesa, um novo sucesso desportivo
mediático. -
Ainda no plano internacional, mais uma vez as duplas nacionais obtiveram
uma excelente participação no Campeonato
Europeu. A dupla feminina, Maria José Schuller/Cristina Pereira alcançou
com sucesso o 9º lugar no Circuito Europeu, e a dupla masculina José
Pedrosa / José Teixeira conquistaram brilhantemente a medalha de bronze
no Campeonato da Europa de Juniores, em Zagreb na Croácia,
comprovando a grande qualidade dos nossos mais jovens atletas. - A
dupla nacional Miguel Maia/João Brenha, continua a ser uma das imagens de
marca da modalidade, terminando o ano na 12ª posição do ranking mundial
da FIVB, com o melhor resultado a ser obtido no Open de Marselha, ao
chegarem ao 4º lugar.
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A dupla Miguel Maia / João Brenha teve uma época plena de sucesso, sendo
de salientar o 1º lugar obtido no Open de Ostend, na Bélgica, que
conjuntamente com outras classificações de relevo contribuíram para a
ascensão ao 8º lugar do ranking mundial. -
Também Maria José Schuller e Cristina Pereira, com uma participação
assídua no Circuito Mundial, obtiveram resultados satisfatórios que
igualmente as colocam numa posição que permite perspectivar a sua presença
nas Olimpíadas de Sidney. - Em
Espinho, realizou-se mais - O 2º Campeonato Nacional de Voleibol de praia de Clubes contou com a adesão de novas equipas, não só da A1, mas também de divisões inferiores, obrigando a uma fase de qualificação sendo vencedor desta segunda edição o SC Espinho. -
A evolução do Circuito Nacional de Voleibol de praia foi acompanhada por
um aumento da qualidade, dadas as melhorias introduzidas nas etapas
realizadas no ano anterior, bem como pelo esforço das novas etapas de
Sintra e Penacova.
- O ano de 1999 ficou marcado por alguns factos significativos, como o início do Apuramento Olímpico para Sidney e a ascensão definitiva de novas duplas ao topo nacional. -
Espinho voltou a receber os
melhores atletas do mundo durante a realização, das Etapas
masculina e feminina do Circuito Mundial de Voleibol de Praia. O estádio
montado na praia da Baia mostrou-se repleto de um público caloroso e
entusiasta, um espectáculo que foi difundido, pela TV, para todo o mundo.
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Maria José Schuller e Cristina
Pereira estiveram em bom plano, -
A FPV, considerando o Circuito Europeu, uma oportunidade privilegiada para
as duplas adquirirem uma maior experiência internacional, proporcionou a
presença de duplas em ascensão como José Teixeira / José Pedrosa em
Torneios “Challenger” bem como à dupla feminina Filipa Duarte /
Daniela Sol, ainda a darem os primeiros passos.
A Federação Portuguesa de Voleibol apostou na renovação das duplas participantes no Circuito Mundial, com a participação dos jovens José Pedrosa e José Teixeira, com resultados muito promissores, dado que em quase todas as provas em que participaram conseguiram atingir o Quadro Principal, tendo mesmo atingido o 13º lugar em Macau, onde foram 13º, o que os levou a ficarem entre os 50 primeiros do Ranking Mundial. A cidade de Espinho, recebeu uma vez mais uma etapa do Circuito Mundial, Masculino e Feminino. A Praia da Baía foi assim palco de uma semana com espectáculos de altíssimo nível, que voltaram a revestir-se de grande interesse competitivo e mediático, com o estádio sempre repleto (sobretudo nas finais) de um público caloroso e entusiasta, que vibrou com o bom desempenho das várias duplas nacionais e internacionais, num bonito espectáculo difundido pela TV para todo o mundo. O Circuito Nacional de 2000 foi um sucesso já que marcou uma nova etapa no Voleibol de Praia agora com uma organização mais cuidada, e sobretudo com uma imagem mais renovada. Com 8 etapas masculinas e 3 femininas teve uma melhor cobertura televisiva e dos restantes media. Ainda de realçar o numero de árbitros e dirigentes nacionais nomeados para as mais importantes provas internacionais de Voleibol de Praia da CEV e da FIVB, destacando-se Henrique Gomes, Supervisor na Final do Europeu e José Casanova que, entre outras provas, esteve presente nos Jogos Olímpicos de Sidney, numa demonstração do reconhecimento internacional pelo trabalho que tem vindo a realizar.
Miguel Maia / João Brenha e Maria José Schuller / Cristina Pereira, tiveram um bom desempenho no Circuito Mundial, onde apesar das mudanças de regras e de várias lesões, conseguiram duas nonas posições, no Campeonato do Mundo (masculinos) e no Open de Espinho (feminino). O ranking final de 18º (masculinos) e 27º (femininos) é muito bom se contarmos com todas as dificuldades por que passaram. No Circuito Europeu, apenas se disputou uma prova senior, a Fase Final do Campeonato Europeu. Os resultados finais das três equipas portuguesas foi muito bom já que Maia / Brenha, alcançaram o quinto lugar, Schuller / Pereira a 7ª posição e a dupla José Teixeira / Pedro Rosas a conquistarem o 17º lugar. O Campeonato Nacional de Voleibol de Praia de 2001, deu um passo importante na sua estabilização e institucionalização. Este Circuito, que se disputou ao longo de três meses, obrigou a um esforço muito grande de todo o pessoal envolvido, no entanto resultou num grande evento, elogiado pela maior parte dos participantes, reconhecendo a evolução que o mesmo tem sofrido, graças ao empenhamento posto na sua organização. O Campeonato Nacional de Voleibol de Praia de Juniores Sub-18, que se disputou nas praias de Sesimbra foi outro grande sucesso. Sete Associações Regionais participaram (um numero recorde) e houve um grande equilíbrio entre as várias duplas participantes das várias Associações do País. O objectivo traçado foi o de fazer atenuar as assimetrias regionais em termos de desenvolvimento desportivo e prestação desportiva, motivado por desiguais oportunidades de competir, óbice de um maior desenvolvimento do nível de jogo.
Miguel Maia e João Brenha continuaram a sua participação no Circuito Mundial, conseguindo três nonos lugares e acabando o ano no 24º lugar no Ranking Mundial. Isso não impediu de continuarem a lutar por um lugar nos Jogos Olímpicos de 2004 em Atenas.
O Circuito Nacional de Voleibol de Praia de 2002, continuou a sua implementação e afirmação, como um dos mais importantes eventos desportivos da época sazonal, desenvolvendo-se ao longo de quase três meses, por todo o litoral costeiro, e mesmo em alguns pontos do interior do País. O apoio dos seus patrocinadores, bem como a transmissão televisiva, das finais de algumas etapas, e da final nacional, constituem o justo prémio para todos quantos se têm empenhado na sua organização e desenvolvimento.
A
melhor dupla portuguesa de Voleibol de Praia, Miguel Maia e João Brenha,
certamente que não vai esquecer este ano pois conseguiram dois resultados
notáveis no Circuito Mundial de Voleibol de Praia: Estas excelentes prestações desta dupla constituiu um volte face da época menos boa que estavam a ter no Circuito Mundial e relançou-os para o grande objectivo que era a qualificação para os Jogos Olímpicos de Atenas 2004.
A nível nacional, o Circuito Nacional de Voleibol de Praia foi um grande sucesso, pois percorreu o País de Norte a Sul, nas várias praias e mesmo no interior. As transmissões televisivas de algumas finais das etapas nacionais, bem como a Fase Final, foram um prémio merecido para os seus patrocinadores e para todos os que se tenham empenhado no seu desenvolvimento e organização.
Em 2004 a sorte não nos sorriu em Voleibol de Praia. Depois de ter assegurado a qualificação para os Jogos Olímpicos de Atenas, a lesão de João Brenha, numa perna, ocorrida semanas antes dos Jogos Olímpicos (no Open de Portugal em Espinho), não permitiu que a dupla olímpica nacional desenvolvesse um trabalho de acordo com aquele a que estava habituada e chegasse a Atenas nas melhores condições físicas e sobretudo competitivas. Se houvesse tempo para o desenvolvimento de uma preparação sobretudo mais cuidada e planeada, como de resto estava previsto, todos os portugueses estavam convictos que esta dupla conseguia mais do que um honroso e excelente 9º lugar. Por isso, não se pode deixar de felicitar o Miguel Maia e João Brenha, tal como o seu Treinador, Prof. Francisco Fidalgo, pelo empenho e espírito de sacrifício demonstrado, quer na preparação quer na participação dos Jogos Olímpicos de Atenas.
O verão desportivo tornou a contar com o Circuito Nacional de Voleibol de Praia que teve neste ano um número record de etapas masculinas (12) e Femininas (6), abrangendo todo o País de Norte a Sul e do Litoral ao Interior, com várias Finais em directo na TV. Foi um evento muito disputado, cheio de magníficos e grandes espectáculos nas areias portuguesas , para grande satisfação dos inúmeros espectadores que assistiram a um Circuito Nacional bastante intenso e de grande equilíbrio, com duplas consagradas e outras mais recentes a lutarem pelos títulos nacionais. Também o Campeonato Nacional de Juniores, outra vez disputado no magnifico Parque de Jogos do Atlântico da Madalena, em Vila Nova de Gaia, foi um espectáculo muito emotivo e bem disputado.
No Circuito Mundial de Voleibol de Praia, as prestações
das duas duplas nacionais 2005 foi o ano em que a Federação Portuguesa de Voleibol tornou a apostar no Open de Portugal (em Espinho), integrado no Switch FIVB Volleyball World Tour, em duplas masculinas e femininas, que de novo trouxeram uma renovada animação à Praia da Baía em Espinho, com um novo estádio quase sempre cheio. Isto veio publicitar o nome de Portugal para todo o Mundo já que a televisão esteve presente, transmitindo vários jogos, como os das duplas nacionais, meias-finais e finais. Além de Maia / Brenha, que conseguiram o 13º lugar e de Pedrosa / Rosas, alcançaram o 17º lugar, há ainda a destacar a excelente prestação de outra dupla nacional, Roberto Reis e Nelson Brízida, que atingiram o 17º lugar final. Segundo a conhecida, IEC in Sports, contratada pela FIVB, para a difusão das notícias e do audio-visual do Voleibol a nível mundial, o Open de Portugal, em Espinho, foi visto por mais de 9 milhões de pessoas. Á sua frente ficara apenas os Opens de França (Paris), 9,5 milhões de audiência e da Noruega (Stavenger) com 12 milhões de espectadores. Na globalidade o Open de Portugal, foi transmitido para 86 países, num universo de 130 milhões de pessoas. Assim este também é um momento de promoção mundial para Portugal. O Circuito Nacional de Voleibol de Praia, com 10 etapas masculinas e 4 femininas, disputadas por todo o País, com finais em directo para todo o país na Televisão, voltou a marcar o verão desportivo, com imagens magnificas e grandes espectáculos nas areias de Portugal, para satisfação dos inúmeros espectadores que assistiram a um circuito intenso e de grande equilíbrio, com duplas consagradas e outras a darem os primeiros passos na alta competição a lutarem pelos títulos nacionais. O Campeonato Nacional de Juniores masculino e feminino, que desta vez foi disputado em Viana do Castelo, foi competitivo e muito bem disputado. |