10-07-2016


CANADIANOS VENCEM E PORTUGAL FICA COM A PRATA

O Canadá venceu hoje, por 3-0 (25-19, 25-22 e 25-15) a Selecção Nacional de Seniores Masculinos, conquistando o primeiro grande título do seu historial e garantindo o bilhete de ascensão ao Grupo 1 da Liga Mundial, em 2017.
Portugal foi medalhado com a prata, um resultado que junta, no seu historial, à vitória na Liga Europeia de 2010 e ao 8.º lugar no Mundial de 2002.

Hoje, o público voltou a comparecer, em número e entusiasmo, no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, mas a selecção orientada por Francisco dos Santos não conseguiu corresponder aos anseios dos portugueses. O desgaste provocado pelo jogo com a Holanda, disputado ontem à noite, minou a exibição da equipa das quinas, que teve uma hipótese de virar o jogo, no segundo set, quando comandou o marcador, mas não teve forças para suster a reacção dos canadianos.

1.º Set – Começou melhor o Canadá (3-1), mas um ataque de segunda linha de Alexandre Ferreira repôs o equilíbrio (4-4). Contudo, uns momentos de desconcentração foram o bastante para a equipa de Glenn Hoag aproveitar para se distanciar um pouco (8-5).
Marcel Gil reaproximou (8-7), mas mais dois erros (serviço e ataque) voltaram a deixar fugir o Canadá (11-7).
Nova tentativa de reaproximação, através de Marcel, mas o quinto serviço falhado por Portugal a não permitir ir mais além (13-9).
Seria, porém, com um serviço directo (Tiago Violas) que Portugal tentaria encetar a recuperação (12-15).
Nicholas Hoag não o permitiu, primeiro com um ataque e depois com dois serviços directos (19-13).
A perder por 14-22, Portugal não baixou os braços e João Oliveira e Marcel obrigaram Glenn Hoag a parar o jogo (22-17) para assim travar também a recuperação dos portugueses.
O técnico canadiano conseguiu os seus intentos e foi com um serviço falhado pelos portugueses que viu a sua equipa vencer o set: 25-19.

2.º Set – Entrada de rompante no segundo parcial (5-1), com um serviço directo de Alex Ferreira, e chegada ao primeiro tempo técnico com um serviço desperdiçado por Justin Duff (8-4).
Um ataque ao primeiro toque de Miguel Rodrigues, bem ao seu jeito, manteve a distância, que seria dilatada logo na jogada seguinte (12-7).
A reacção dos homens da América do Norte possibilitou-lhes a aproximação: 10-13 e 13-15, com um bloco-triplo. Fabrício Silva (Kibinho) fixou o resultado em 16-13 por altura da segunda paragem obrigatória.
O Canadá não se deixou intimidar e, no momento certo, igualou e passou para a frente do marcador (18-17). Portugal recuperou a liderança com um bloco de Marcel Gil, empolgando o público (20-19)... e o treinador canadiano parou o jogo.
Contudo, a um serviço falhado pelos portugueses, John Perrin respondeu com um «ás» (21-20)...
Dois ataques que Portugal não conseguiu concretizar em pontos forneceram ainda mais alento aos canadianos (23-20).
Um serviço falhado e um ataque para fora deram o set ao Canadá: 25-22.

3.º Set – O Canadá chegou com facilidade aos 5-2, beneficiando de dois serviços e um ataque falhados por Portugal, tendo atingido o primeiro tempo técnico com o dobro dos pontos da equipa da casa (8-4).
Um serviço directo de Nicholas Hoag tornou tudo ainda mais difícil para a equipa de Francisco dos Santos. (11-5).
Um bloco sólido impulsionou ainda mais o caminho vitorioso do Canadá (16-10).
Era o canto do cisne para os portugueses, que, visivelmente cansados, não conseguiram ir muito mais além: 25-15.

John Perrin, com 19 pontos, foi o melhor pontuador do jogo, enquanto Alexandre Ferreira, com 11 pontos, foi o português mais concretizador.

Alexandre Ferreira:
“Ontem foi a verdadeira final para nós. Demos tudo o que tínhamos, gastámos toda a adrenalina e hoje o cansaço pesou demasiado porque o jogo com a Holanda foi muito intenso e acabou muito tarde.
No segundo set, tivemos a oportunidade de virar o rumo dos acontecimentos, mas o cansaço provocou a desconcentração total e o Canadá aproveitou. parabéns porque jogaram bem.
Para muitos dos jogadores da nossa equipa, esta foi a primeira final e acaba por ser uma recompensa pelo trabalho que temos desenvolvido nos últimos meses. ”.

Francisco dos Santos:
“Creio que ontem jogámos tudo o que tínhamos e o cansaço não prevaleceu sobre a vontade dos jogadores. Contudo, o desgaste passou para o dia de hoje... e isso notou-se no segundo set, quando estávamos em vantagem e perdemos muitos pontos no ataque, o que não é normal na nossa equipa. Fica um sabor amargo pois, se tivéssemos jogado como contra a Holanda, poderíamos ter lutado pela vitória.
Mas já erguemos a cabeça e começámos a pensar na qualificação para o Campeonato da Europa [Setembro]. Vamos trabalhar ainda mais para levar a Selecção Portuguesa ao Europeu”.

Glenn Hoag (Treinador do Canadá)
“Estou muito feliz, para mais porque este é o primeiro grande título conquistado pela Selecção do Canadá.
Jogámos muito concentrados, sem cometer erros nem deixar que nada nos afastasse do objectivo de vencer esta final e estou muito orgulhoso dos jogadores, que estiveram todos muito bem.
Agora, vamos apontar as nossas baterias para os Jogos Olímpicos do Rio.”

Frederic Winters (Capitão do Canadá)
“Jogámos muito bem e foi visível que os jogadores portugueses estavam muito cansados pelo jogo difícil e tardio frente à Holanda, no sábado. Foi uma vantagem para nós, tenho de reconhecer, mas também devo salientar a forma como a nossa equipa jogou, como um todo e cometendo muito poucos erros.
Agora, os nossos jogadores estão nervosos porque é hoje que é divulgada a convocatória para o Rio 2016 e todos querem ir!”..




09-07-2016


FINAL FOUR: PORTUGAL E CANADÁ DISCUTEM TÍTULO

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos venceu hoje, por 3-1 (25-22, 26-24, 17-25 e 29-27) a Holanda e qualificou-se para a final da Final Four da Liga Mundial 2016, onde vai defrontar o Canadá (3-0 à Turquia), em jogo agendado para as 18h00, no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.

Apoiado por cerca de 5 mil espectadores, Portugal esteve à altura e realizou o seu melhor jogo na presente edição da Liga Mundial, tendo sido recompensado com um triunfo suado mas inteiramente justo. Ver estatística aqui

O jogo iniciou-se sob um ambiente fantástico, com o público, que encheu a Nave Costa Pereira, a aplaudir, incentivar e a festejar cada ponto dos portugueses. A equipa de Francisco dos Santos correspondeu (7-4), mas chegou ao primeiro tempo técnico a vencer apenas por 8-7, o que dava indícios de que a tarefa não iria ser nada fácil.
Um erro na recepção deu vantagem aos holandeses (9-11), prontamente anulada por Hugo Gaspar (12-11). Marcel Gil também facturava (14-12) e a Holanda desorientava-se, falhando o serviço que deu o 16-14 a Portugal no segundo tempo técnico.
Marco Ferreira fez, no ataque, o 18-15 e obrigou Gido Vermeulen a parar o jogo, mas o oposto português voltou à carga (20-17).
Um serviço forte de Alex, que acabou por ser transformado em ponto através de um ataque de segunda linha do capitão lusitano, levou o público ao rubro (22-19).
Dois serviços falhados pelos holandeses colocaram Portugal a um ponto da vitória (24-21), que seria concretizada através de um ataque de Hugo Gaspar: 25-22.

Um ataque do distribuidor Miguel Tavares Rodrigues ao primeiro toque fez levantar o público; um ponto do central Fabrício Silva (Kibinho) deu vantagem à equipa de Francisco dos Santos no primeiro tempo técnico (8-6).
A exibição dos lusitanos agradava aos exigentes espectadores e os jogadores sentiam na pele esse apoio, actuando com alegria e confiança, apoiando-se nas defesas de Ivo Casa, um matosinhense, e nos ataques do seu capitão, Alex Ferreira (12-9).
Novo ataque, desferido da zona defensiva, de Alex, a ultrapassar a dezena de pontos conseguidos «pessoalmente», distanciou Portugal (16-12).
A equipa de Gido Vermeulen reagiu, e de que forma, com Jasper Diefenbach a blocar para o 16-17, mas foi com um serviço falhado pelo capitão holandês que Portugal ganhou novo alento (20-18).
Marcel Gil finalizou da melhor forma uma jogada emocionante (21-19), mas Robin Overbeeke e Jasper igualaram (22-22). Hugo Gaspar (ataque) e Miguel Rodrigues (bloco) colocaram Portugal em boa posição de selar o set (24-22). A Holanda aguentou-se (24-24), mas acabou por ceder à pressão e falhou um serviço: 26-24.

A Holanda começou o terceiro set como lhe competia: completamente focada num resultado que lhe permitisse continuar a lutar pela vitória no jogo, e utilizou níveis de agressividade no seu jogo ofensivo que retraíram Portugal (8-4, 11-5, 6-13).
As dificuldades sentidas por Portugal na recepção aumentavam a determinação dos holandeses, que serviam ccom cada vez mais confiança (16-7).
Alex e Marcel tentavam remar contra a maré, mas Wouter continuava a somar pontos no ataque e bloco (19-10).
Do lado contrário, as dificuldades sentidas em ultrapassar o bloco dos holandeses fazia os portugueses falharem ataques e foi com um erro ofensivo que se fixou o resultado: 25-17.

Cientes da importância deste set, tanto uma como a outra equipa tentaram abalar a estratégia adversária e criar brechas na recepção e defesa contrárias, mas nenhuma vacilava e os pontos eram somados um a um, com igualdades constantes (2-2, 5-5, 8-8).
Neste braço-de-ferro, os holandeses começaram a mostrar-se mais fortes (16-13). Dois pontos conseguidos no ataque por Wouter tornaram tudo ainda mais complicado (18-14).
A Hoalnda somou o quarto ponto consecutivo e começava a sentir-se a dúvida entre as hostes portuguesas (20-14).
A entrada de Filip Cverticanin para o serviço desconcentrou a recepção holandesa e permitiu que Marcel facturasse na recuperação lusa (17-20). Um serviço de Miguel Rodrigues reanimou o apoio do público e a equipa das quinas aproveitou a onda (20-22).
Dois blocos de Hugo Gaspar tornaram o apoio ensurdecedor (22-22).
Num final de set dramático, no qual o árbitro mostrou um cartão vermelho a um jogador português (Alex) e a um holandês, Portugal mostrou-se mais forte e selou, com o resultado de 29-27, a qualificação para a final do Grupo 2 da Liga Mundial 2016.

Hugo Gaspar, com 21 pontos, foi o melhor pontuador do jogo, seguido de Alex Ferreira, com 20.

Alexandre Ferreira:
“Foi um jogo muito bom da nossa parte. Estivemos mais consistentes e eles acabaram por erra mais do que nós. Creio que a grande diferença foi as decisões que tomámos, e que tínhamos previstas para esses momentos. Arriscámos nas fases cruciais dos sets e acabámos por ser recompensados.
As pessoas que hoje aqui estiveram sempre a apoiar-nos foram enormes. Ouvi-los a cantar o hino, arrepiou-nos e tínhamos de responder a esse apoio.
O Canadá tem a equipa teoricamente mais forte deste grupo, mas, como alguém já disse, as finais não são para jogar, são para ganhar e nós vamos entrar em campo para vencer”.

Francisco dos Santos:
“Foi uma vitória sofrida, sim, mas são estes jogos que fazem a equipa crescer. Este jogo foi excelente no nosso objectivo, que é preparar esta selecção para os Jogos Olímpicos de 2020 e temos de estar preparados para lutar por isso.
O Canadá é muito forte, tem outras soluções e por isso tem feito descansar alguns jogadores já a pensar nos Jogos Olímpicos do Rio, mas sabemos que também querem subir ao Grupo 1. Vamos jogar sem quaisquer complexos, pois queremos ganhar e, também, agradecer dessa forma a todos os que têm acreditado no nosso trabalho”.

Gido Vermeulen (Treinador da Holanda):
“Não começámos bem e perdemos os dois primeiros sets. Depois, reagimos e recuperamos a nossa forma de jogar. Algumas decisões em momentos importantes impediram-nos de atingir os nossos objectivos, mas a verdade é que não fizemos o nosso melhor jogo aqui.
Agora, vamos descansar, preparar o jogo com a Turquia e lutar pelo terceiro lugar”.

Jasper Diefenbach (Capitão da Holanda)
“Tivemos algumas boas oportunidades ao longo do jogo e estamos desapontados por não conseguirmos vencer. Parabéns a Portugal pelo jogo que fez, pois jogou bem.
Amanhã é outro jogo. Vamos descansar, estudar o adversário e lutar mais uma vez pela vitória, pois essa é a nossa forma de jogar”.

Canadá x Turquia, 3-0 (26-24, 25-17 e 25-23)

O Canadá venceu hoje, por 3-0 (26-24, 25-17 e 25-23) a Turquia, que, amanhã, vai disputar (15h00) com a Holanda o jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugares.

Apesar de ter entrado no jogo algo cauteloso, o Canadá acabou por tornar bem evidente que Glenn Hoag possui maiores soluções no banco e transformou um resultado de 15-16 numa vantagem (19-17).
A Turquia, embora não tenha baixado os braços (21-21, 23-23), falhou dois serviços em alturas cruciais e o Canadá aproveitou, acabando por fechar o set com um serviço directo de John Perrin e um bloco do capitão Frederic Winters: 26-24.

O segundo set foi bem diferente. O equilíbrio inicial (5-5) cedo deu lugar à supremacia canadiana, que foi somando pontos (12-8, 16-12, 20-14), mercê, sobretudo, da maior eficácia do seu jogo ofensivo. O Canadá haveria de selar o parcial com o resultado desnivelado de 25-17... através de um serviço falhado por Metin Toy.

No terceiro set, a Turquia liderou o marcador até aos 9-8, mas a reacção do Canadá foi forte e eficaz (10-9, 13-10, 16-14).
Contudo, a vencer por 23-20, o Canadá sentiu algumas dificuldades em suster a reacção dos turcos (23-23), acabando por pesar a maior experiência dos seus jogadores: 25-23

Emanuelle Zanini (Treinador da Turquia)
“Abrimos uma janela, porque nunca tínhamos jogado a este nível e atingido uma final, e agora esperamos abrir portas para novas oportunidades de crescer como equipa.
No jogo com o Canadá, tivemos algumas oportunidades de vencer, mas nunca conseguimos uma vantagem que nos desse algum conforto e o Canadá é muito forte e tem jogadores experientes. Essa experiência ficou bem patente também no terceiro set, enquanto a nossa equipa, ainda inexperiente a jogar a este nível, deixou que pesasse o estado emocional”.

Ulas Kyak (Capitão da Turquia, n.º 1)
“Amanhã vamos jogar para a medalha de bronze. Utilizaremos as lições que retirámos do jogo de hoje para rectificar algumas coisas menos boas e nos apresentarmos mais fortes no jogo de amanhã.
O Canadá é a melhor equipa do Grupo 2, os seus jogadores foram melhores e mereceram vencer”.

Glenn Hoag (Treinador do Canadá)
“Estou muito orgulhoso dos meus jogadores. Jogámos sem o nosso oposto, e mesmo assim fomos capazes de vencer, pois todos deram o seu máximo e actuaram como uma equipa.
Gostava de jogar a final frente a Portugal. É a equipa da casa e já nos conhecemos bem. Hoje esteve muito calor aqui no pavilhão, mas, tal como jogarmos sob diferentes condições ao longo da fase preliminar, isto também fez parte da nossa preparação para os Jogos Olímpicos do Rio.”

Frederic Winters (Capitão do Canadá)
“Foi uma boa vitória, que nos permite lutar, amanhã, pelo título de vencedor do Grupo 2 da Liga mundial. Estudámos bem a Turquia e fizemos um jogo sem cometer muitos erros e creio que isso foi a base do triunfo.
Na final, gostava de defrontar Portugal. Porquê? Porque uma equipa que nos é mais familiar, pois defrontámo-nos várias vezes nos últimos anos e porque joga em casa e isso é bom para o espectáculo”.




08-07-2016


FINAL FOUR
ESPECTÁCULOS GARANTIDOS EM MATOSINHOS

O palco para quatro interessantes espectáculos de Voleibol está já montado no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, onde, no sábado e no domingo, as equipas de seniores masculinos de Portugal, Holanda, Canadá e Turquia se reúnem com o pensamento focado num objectivo comum: a vitória na Final Four da Liga Mundial 2016.

As meias-finais, agendadas para sábado, são constituídas pelos jogos Canadá x Turquia, a disputar pelas 16h00, que opõe o 1.º e o 2.º classificados da Fase Preliminar da Liga Mundial, e Portugal x Holanda (19h00), que coloca frente a frente o país organizador e o 3.º classificado da fase qualificativa.

As selecções de Portugal e da Holanda têm vários pontos em comum: são duas equipas que atravessam uma fase de renovação, os holandeses mercê da mudança de treinador – Gido Vermeulen substituiu, no ano passado Edwin Benne, que estava ao leme da laranja mecânica desde 2011 – e os portugueses com o regressado Francisco dos Santos a dar continuidade às injecções de sangue novo que Hugo Silva tinha vindo a processar desde há dois anos, sem perder o bom funcionamento de algumas peças basilares da Selecção, como Hugo Gaspar e André Lopes, que, em 2005, alcançaram o 5.º lugar na Liga Mundial.

Acrescente-se ainda o equilíbrio existente nos jogos disputados entre ambas: em 15 jogos disputados por estas duas equipas, os holandeses venceram oito (o mais recente na Poule A2 da presente edição da Liga Mundial) e 5 terminaram com a diferença mínima.

Os dados estão lançados: a força e altura das torres holandesas – que chegam a apresentar em campo um seis com uma média de altura superior a 2,00 metros – contra a garra e tenacidade de uma selecção que se bate sempre por todos os pontos.

A Selecção Nacional tem, porém, um grande ponto a seu favor: joga perante o seu público e em Matosinhos, cidade conhecida pelas suas tradições na modalidade e pelo apoio incondicional às selecções portuguesas.

Braço-de-ferro
entre Canadá e Turquia

O jogo de abertura da Final Four, agendado para as 16h00 de sábado, reúne igualmente todos os condimentos e mais alguns para constituir um excelente e ultra-competitivo espectáculo de Voleibol.
Ambas as selecções venceram 8 dos 9 jogos disputados no Fase Preliminar, os norte-americanos com um registo impressionante de 24 pontos e 26-7 em sets e os europeus com 21 pontos e 25-10 em sets.

Já a preparar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a equipa de Glenn Hoag é apontada como favorita, mas o último jogo da Poule F2 – derrota, pela diferença mínima, às mãos da Finlândia – mostrou que o Canadá é, provavelmente, a selecção mais forte… mas não é invencível.
Paralelamente à Final Four, serão realizadas em Matosinhos várias outras iniciativas e actividades, como o XVIII Encontro nacional de Treinadores de Voleibol, o Encontro Nacional de Volebol ao Ar Livre – Kinder Cup e as finais do Encontro Nacional de Gira-Volei e Gira +.

Estatística dos jogos entre as quatro selecções na Fase Preliminar
Turquia x Portugal, 3-1
Holanda x Portugal, 3-0
Turquia x Holanda, 3-0
Canadá x Portugal, 3-1
Canadá x Portugal, 3-0




03-07-2016


PORTUGAL x HOLANDA E CANADÁ x TURQUIA
NA FINAL FOUR DA LIGA MUNDIAL

Tendo em consideração a classificação geral da Fase Preliminar, Portugal x Holanda (19h00) e Canadá x Turquia (16h00) são os jogos agendados para o dia 9 de Julho, o 1.º dia de competição da Final Four da Liga Mundial, que terá por palco o Centro de Desportos e Congressos, em Matosinhos, no próximo fim-de-semana. Após ter terminado a Poule I2 em Tampere, na Finlândia, a comitiva portuguesa regressa amanhã a casa, devendo chegar ao Porto pelas 22h55 (voo LH 1180).

Hoje, Cuba, que só apresentou em campo oito jogadores, devido a um polémico incidente público ocorrido em Tampere, venceu a Selecção Nacional de Seniores Masculinos pela margem mímina (3-2: 25-19, 22-25, 25-19, 20-25 e 15-9).

Sob a arbitragem de Martin Hudik (República Checa) e Alexandar Ryabtsov (Rússia), as equipas alinharam:
Portugal – Marcel Gil, Alexandre Ferreira, João Oliveira, Fabrício Silva (Kibinho), Miguel Tavares Rodrigues e Hugo Gaspar; João Fidalgo (Libero).
Cuba – Osniel Melgarejo, Javier Jimenez, Livan Osoria, Dariel Albo, Luis Sosa e Adrian Goide; Roman Garcia (Libero).

1.º Set – Cuba entrou bem melhor do que Portugal no jogo, sem cometer grandes erros e eficaz no bloco (8-5); ao invés, os comandados de Francisco dos Santos, que não acertavam com a defesa alta e, na tentativa de fugir ao bloco contrário, erravam no ataque (10-5).
Um serviço directo do oposto Dariel Albo, um bloco do distribuidor Adrian Goide e um ataque ao segundo toque do mesmo Goide fixaram o resultado em 16-10, na paragem para o primeiro tempo técnico.
Sem conseguir travar as acções ofensivas do aríete Dariel Albo, Portugal viu o adversário fugir (21-12)... mas, com Miguel Rodrigues no serviço e Hugo Gaspar a facturar no ataque, resolveu ir atrás dele (21-17).
Porém, mais dois pontos de Albo – os 7.º e o 8.º da sua conta pessoal – seguraram Cuba na liderança (23-18). O central Luis Sosa fez o 24.º ponto e Portugal falhou o sideout, com o set a ser encerrado com o resultado de 25-19 a favor dos centro-americanos.

2.º Set – Cuba voltou a começar melhor, somando pontos com a eficácia do seu bloco (2-0), mas Portugal respondeu à altura, com um bloco individual de Filip Cverticanin, e virou o resultado (3-2).
Mais dois pontos de Cvet (ataque e serviço), afastaram mais um pouco Portugal (6-4), mas os cubanos igualaram com um serviço directo de Albo.
Um ponto muito contestado pelos portugueses guindou Cuba à liderança do marcador, permitindo-lhe chegar em vantagem ao primeiro tempo técnico (8-7).
O episódio afectou os portugueses, que viram os cubanos ganhar cada vez mais confiança (11-7). Curiosamente, e contra a sorte do jogo, os portugueses beneficiaram de dois erros do seu oponente (serviço e ataque) para se aproximarem um pouco, embora sem conseguirem impedir que Osniel Melgarejo fixasse a diferença outra vez nos quatro pontos (16-12).
Um bloco de Tiago Violas e outro de Kibinho deram motivação extra aos portugueses (16-15). Um serviço directo do distribuidor lusitano igualou (17-17) e o técnico Rodolfo Sanchez foi obrigado a pedir tempo para tentar impedir a recuperação dos portugueses.
Novo serviço (quase) directo de Violas deu a liderança a Portugal (18-17).
Um bloco de Kibinho e um ataque de Alex (21-19) obrigaram Rodolfo Sanchez a pedir desconto de tempo novamente.
Um ataque de Marco Ferreira e um bloco de Cvet impulsionaram (23-20) a equipa das quinas para o triunfo, consolidado pouco depois: 25-22, com dois pontos no ataque, rubricados por Marco e João Oliveira.

3.º Set – Portugal começou bem, com um bloco de Kibinho a dar alguma vantagem inicial (3-1). Contudo, dois ataques falhados fizeram com que Cuba passasse para a liderança (4-3).
Um bloco, seguido de um serviço directo (Albo) e um ataque (Melgarejo) distanciaram os cubanos: 7-5.
Dois pontos no ataque rubricados por Javier Jimenez, seguidos de um ataque luso para fora, afastaram ainda mais as duas equipas (13-8)...
A reacção de Portugal deu os seus frutos. Um bloco triplo e dois ataques, de Alex e Gaspar, impulsionaram a equipa (14-12), mas sem conseguir impedir a vantagem dos cubanos no segundo tempo técnico (16-13).
Mais um ponto somado no ataque por Dariel Albo catapultou (22-16) os cubanos para o triunfo por 25-19.

4.º Set – Início marcado pelo equilíbrio (4-4), com Jimenez a dar a vantagem mínima à sua equipa na primeira paragem obrigatória (8-7). Portugal igualou aos 8-8, com o quinto serviço falhado pelos cubanos...
Nova igualdade aos 13 pontos, através de um ataque de Gaspar, com Portugal a chegar em vantagem ao segundo tempo técnico (16-15).
Um serviço (quase) directo de Kibinho e um ataque de Cvet distanciaram Portugal (18-15) e Rodolfo Sanchez apressou-se a parar o jogo.
Um serviço de João Oliveira provocou estragos na recepção cubana e o técnico cubano não sentiu pejo em parar o jogo novamente (21-17).
Um amorti de Alex (22-18), um ataque de Gaspar (23-19) e um bloco de Alex colocaram Portugal a um ponto do triunfo, que aconteceu através de um serviço falhado (o 9.º neste parcial...) pelos cubanos: 25-20.

5.º Set – Dois pontos no ataque de Gaspar deram uma vantagem inicial a Portugal (4-3), mas um ataque para fora que o árbitro considerou ter tocado no bloco colocaram Cuba na liderança (6-4) e desorientaram os portugueses, que serviram para fora (8-5).
Um ataque de Jimenez manteve a ascendência dos cubanos (10-6) rumo ao triunfo no set e no jogo: 15-9, com maiis um ponto de Albo.

Como seria de prever, Dariel Albo foi o melhor ponuador do jogo, com 32 pontos, seguido de Alexandre Ferreira (17) e Hugo Gaspar e Javier Jimenez,ambos com 14.




02-07-2016


CANADÁ MANTÉM-SE LÍDER E INVICTO

O Canadá venceu hoje Portugal por 3-0 (25-18, 25-22 e 25-21) e mantém-se na liderança da classificação geral como a única equipa ainda invicta após 8 jogos disputados nesta Fase Preliminar da Liga Mundial, tendo garantido já um dos três lugares de acesso à Final Four.
A Selecção Nacional de Seniores Masculinos voltou a mostrar hoje bons apontamentos, embora o serviço, e em alturas cruciais, continue a funcionar como um obstáculo para o fecho dos sets. Aconteceu no segundo set, quando Portugal recuperou de uma desvantagem comprometedora e, no fim, no lugar da recompensa acabou por deixar escapar a vitória, mas a atitude que a equipa demonstrou – tal como no jogo de ontem – legitima as expectativas dos portugueses quanto à obtenção de um bom resultado na Final Four, a disputar nos dias 9 e 10 de Julho em Matosinhos.

Amanhã, a Selecção Nacional defronta Cuba, num jogo que poderá ser seguido em directo na Sport TV às 13h10 (Portugal continental).

Sob a arbitragem Paulo Luís Beal (Brasil) e Martin Hudik (República Checa), as equipas alinharam:
Portugal – Marcel Gil, João Oliveira, Fabrício Silva (Kibinho), Miguel Tavares Rodrigues, Hugo Gaspar e André Lopes; Ivo Casas (Libero).
Canadá – Tyler Sanders, John Perrin, Rudy Verhoeff, Toontje Van Lankwelt, Daniel Vandoom e Graham Vigrass; Daniel Lewis (Libero).
Treinador Principal: Glenn Hoag, que vai apresentar o tema “Programa de desenvolvimento e deteção de talentos no Canadá” no XVIII Encontro Nacional de Treinadores de Voleibol, agendado para os dias 9 e 10 de Julho.

1.º Set – Início marcado por uma ligeira ascendência (3-1, 5-2) do Canadá, que atingiu em vantagem o primeiro tempo técnico mercê, sobretudo, da superioridade evidenciada nas acções ofensivas: 8-6, com um ataque do central Daniel Vandoorn.
Dois pontos no ataque facturados por Hugo Gaspar deram a Portugal vantagem pela primeira vez (13-12).
Contudo, duas desatenções dos portugueses obrigaram Francisco dos Santos a parar o jogo (13-15); um bloco de Daniel Vandoorn (207 cm de altura) piorou ainda mais a situação e o treinador português voltou a conferenciar com os seus jogadores.
A tendência do jogo não sofreu alterações visíveis e, embora Portugal tenha recuperado terreno com três pontos de João Oliveira no ataque (17-20), o Canadá acabou por vencer o parcial com naturalidade: 25-18.

2.º Set – Portugal conseguiu equilibrar nos momentos iniciais (5-5), mas o ataque dos norte-americanos continuava a fazer mossas na defesa portuguesa e cedo a equipa orientada por Glenn Hoag se demarcou (8-6, 8-12), obrigando Chico dos Santos a chamar os seus pupilos, que, à entrada para o segundo terço do set, perdiam por 9-15.
Um serviço directo de João Oliveira e um bloco de Marcel Gil fizeram Portugal recuperar algum terreno e Hoag, vendo o perigo, pediu tempo para parar o jogo (13-17).
Novo bloco de Marcel deu ainda mais alento às hostes lusitanas. Com um excelente passe de costas, Tiago Violas serviu Marco para este facturar mais um ponto (15-17). E foi no seguimento de um passe em manchete que Marco colou Portugal ao Canadá (17-18), consolidando uma recuperação que já não parecia possível tendo em conta o poderio dos canadianos.
Um bloco de Kibinho fez voltar tudo à estaca zero (18-18). Foi Perrin, o melhor pontuador até ao momento (9 pontos), quem parou Portugal (19-18).
Um presumível erro da arbitragem colocou o resultado favorável ao Canadá (20-21).
De raiva, os portugueses igualaram por Gaspar, mas um serviço e um ataque falhados colocaram o Canadá a um ponto do fecho (21-24). O triunfo teria a chancela de Graham Vigrass: 25-22.

3.º Set – Com o seu 9.º ponto pessoal, João Oliveira colocou Portugal na liderança do marcador (3-2), mas três serviços consecutivos falhados impediram a equipa das quinas de se distanciar e o Canadá tomou de assalto a liderança (6-5).
Dois pontos do jovem Filip Cveticanin, no ataque e no serviço, permitiram que Portugal chegasse em vantagem ao primeiro tempo técnico (8-7).
Um ponto perdido por falta de atenção desorientou os portugueses e o adversário não perdoou e pressionou (11-8, 16-12). Um erro no ataque ainda complicou mais as coisas, mas Portugal não baixou os braços e, aproveitando um bloco de Kibinho e um ataque falhado por Perrin, serviu forte por André Lopes para João Oliveira finalizar com um penalty (18-20), obrigando Hoag a parar o jogo e a mexer na equipa, fazendo entrar o possante Winters, que fez logo o 22-19.
Um bloco de Cvet manteria Portugal na luta (21-23)... se tivesse sido considerado válido, mas o árbitro rectificou a decisão e deu ponto ao Canadá, que assim ficou a um mero passo do fecho (24-20), acabando por vencer com um serviço falhado pelos portugueses: 25-21.

João Oliveira e John Perrin, ambos com 14 pontos, foram os melhores pontuadores do jogo, logo seguidos por Marco Ferreira e Rudy Verhoeff, com 12.




01-07-2016


SELECÇÃO CRESCEU... E VENCEU A FINLÂNDIA

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos somou hoje a segunda vitória na Liga Mundial de 2016 ao vencer, por 3-2 (22-25, 25-21, 19-25, 26-24 e 15-12), a Finlândia, selecção anfitriã, em Tampere, da Poule I2 da Fase Preliminar.
Um triunfo arrancado a ferros e só possível pelo espírito de equipa demonstrado pelos jogadores lusitanos, como referiu, no final, o libero Ivo Casas, que esteve incansável na motivação dos seus companheiros de equipa, quer dentro quer fora do campo ao logo de mais de duas horas de jogo.
Amanhã, a Selecção Nacional defronta o Canadá, num jogo que poderá ser seguido em directo na Sport TV às 13h40 (Portugal continental).

Hoje, no Arena Ice de Tampere, a Selecção Nacional mostrou-se igual ao que os seus adversários normalmente esperam dela. Combativa, lutando sempre por todos os pontos, mesmo em situações de clara desvantagem, a equipa capitaneada por Alexandre Ferreira nunca baixou os braços, mostrando crescimento e maturidade, características que lhe possibilitarão almejar ao pódio na Final Four, nos dias 9 e 10 de Julho, em Matosinhos.

Sob a arbitragem de Martin Hudik (República Checa) e Paulo Luís Beal (Brasil), as equipas alinharam:
Portugal – Marcel Gil, Alexandre Ferreira, Fabrício Silva (Kibinho), Miguel Tavares Rodrigues, Hugo Gaspar e André Lopes; João Fidalgo (Libero).
Finlândia – Eemi Tervaportti, Niklas Seppanen, Elviss Krastins, Tommi Siirila, Markus Kaurto e Olli-Pekka Ojansivu; Lauri Kerminen (Libero).

1.º Set – Com uma série de blocos e um serviço directo (Tommi Siirila), a Finlândia atingiu o primeiro técnico já com o dobro dos pontos de Portugal (8-4).
Um ataque de Marcel Gil e um bloco de Alexandre Ferreira suavizaram um pouco a diferença (9-6), mas três serviços desperdiçados voltaram a repô-la (12-8).
Um bom serviço de Miguel Rodrigues, logo seguido de um penalty de Marcel Gil, aproximaram Portugal, embora um ataque de Niklas Seppanen desse aos nórdicos uma vantagem de dois pontos na segunda paragem obrigatória (16-14).
O zona 4 Alex e o central Marcel eram os artilheiros de serviço da equipa de Francisco dos Santos (16-17).
Um ponto duvidoso e um bloco contabilizados pelos homens da casa permitiram nova fuga da Finlândia (20-16).
Um ataque de Marco Ferreira animou Portugal e desorientou a Finlândia, que atacou para fora (22-21), mas um serviço falhado motivou novamente os finlandeses (23-21) e o amorti de Marco não conseguiu impedir que Olli-Pekka Ojansivu, o oposto da Finlândia, selasse o set a favor da sua equipa com o resultado de 25-22.

2.º Set – Hugo Gaspar e André Lopes deram vantagem a Portugal (5-2), mas a reacção dos finlandeses foi rápida e letal (5-5, bloco de Sirilla).
Novo bloco, desta vez de Markus Kaurto, fez a Finlândia passar para a frente pela primeira vez no set (7-6), mas um bloco de Marcel possibilitou que a Selecção Nacional atingisse o primeiro tempo técnico em vantagem (8-7).
Um ataque de Kibinho manteve a diferença mínima (13-12), que Alex conseguiu levar até ao segundo tempo técnico (16-15).
Uma defesa de Ivo Casas, bem secundada por um ataque de André Lopes, impulsionou os portugueses (21-18), que fecharam o set da melhor forma (25-21): com um ataque de Alex e um ataque... para fora do temível Ojansivu, autor de 12 pontos só no somatório dos dois primeiros parciais.

3.º Set – A equipa de Tuomas Sammelvuo entrou no terceiro set bem determinada (4-1, serviço directo de Ojansivu). Hugo Gaspar remava contra a maré (5-7), mas os finlandeses pareciam ter a onda do jogo a seu favor e lograram atingir o primeiro tempo técnico ainda em vantagem (8-6).
Curiosamente, seriam os nórdicos a oferecerem a igualdade e, de seguida, a vantagem aos portugueses, com três erros consecutivos (serviço, ataque e defesa): 9-8.
Nova decisão duvidosa da arbitragem a colocar a Finlândia na frente, mas Gaspar e Alex a rectificarem o resultado (11-10).
Dois blocos, um erro no ataque por parte dos portugueses e um ataque eficaz do pequeno (183 cm), jovem e rápido Jan Helenius, empolgaram o público: 16-12.
Só um serviço falhado por Ojansivu conseguiu estancar, ainda que temporariamente, a hemorragia pontual (17-13).
Um pedido de tempo aos 19-13 deu aos portugueses um momento para reorganizar o seu jogo e voltar à luta: 20-17, com um bloco de Kibinho e um amorti de Alex.
Um bloco de Ojansivu, festejado exuberantemente pelo oposto finlandês, escancarou as portas ao triunfo (23-18) da Finlândia, selado com um ataque falhado por Portugal: 25-19.

4.º Set – Uma reacção plena de garra e dois serviços directos de Miguel Rodrigues possibilitaram a reviravolta no resultado inicial (1-3 para 6-4), mas Ojansivu continuava a facturar no ataque (7-6). André Lopes deu vantagem a Portugal no primeiro momento de reflexão oficial (8-6).
Um ataque de segunda linha de Alex ainda conseguiu manter a diferença (11-9), mas dois blocos nórdicos e um serviço, directo e feliz, de Ojansivu deu vantagem aos nórdicos (13-12).
Os problemas sentidos em ultrapassar o alto bloco contrário avolumavam-se porque os portugueses continuavam a falhar serviços consecutivos, perdendo-se aí a possibilidade de recuperação da liderança (14-16).
Seria o experiente André Lopes que, com dois pontos consecutivos (ataque e bloco) faria renascer as esperanças (16-16).
Um ataque de Marco colocou Portugal em vantagem à entrada para a recta final (21-20). E dois pontos de Marcel mantiveram a situação (23-22).
Num final de set marcado por altos níveis de adrenalina, Alex blocou Ojansivu, fez o 18.º ponto da sua conta pessoal e fixou o resultado em 26-24.

5.º Set – Entrada intempestiva da Finlândia (7-4), com a experiência de André a jogar com o bloco a amenizar a distância, pese embora os finlandeses lograrem atingir o primeiro tempo técnico em vantagem (8-6).
Um serviço falhado piorou as coisas (7-10)... Dois pontos dos irmãos Ferreira, logo seguidos da conquista da liderança no marcador (12-11) recolocaram Portugal na luta.
Um ataque de Marco e um bloco de Marcel a Ojansivu obrigaram Sammelvuo a chamar os seus jogadores demasiados incrédulos com a reacção dos portugueses (14-12).
E seria com um bloco que Portugal conquistaria a sua segunda vitória na Liga Mundial, atrasando a Finlândia na luta pela qualificação para a Final Four: 15-12.

Olli-Pekka Ojansivu, com 28 pontos, foi o melhor pontuador do jogo, seguido de Alex Ferreira (21) e Marcel Gil (17).

No final, a Selecção Nacional festejou com os adeptos portugueses.




26-06-2016


SELECÇÃO NACIONAL VIAJA PARA A FINLÂNDIA

O Canadá venceu hoje, em Saskatoon, sede da Poule F2, a Selecção Nacional de Seniores Masculinos por 3-1 (24-26, 25-15, 25-23 e 25-21), sendo agora a única equipa ainda invicta na classificação geral das poules da Fase Preliminar da Liga Mundial 2016.
Apesar do evidente poderio dos canadianos – que mesmo não utilizando a sua estrela (Gavin Schmitt) estão visivelmente mais adiantados na sua preparação e entrosamento, mercê, sobretudo, da qualificação olimpica que disputaram, com êxito, em Maio – Portugal até poderia ter conseguido somar pontos, se a recuperação no terceiro set (21-22), quando estava a perder por 18-22 tivesse tido outro corolário e... se não falhasse tantos serviços ao longo de todo o jogo, tendo sido este fundamento o calcanhar de Aquiles de um conjunto que, embora ainda a espaços, consegue mostrar potencial para se bater com qualquer equipa merecedora de atingir a Final Four, 9 e 10 de Julho, em Matosinhos.

No próximo fim-de-semana, cumpre-se a terceira etapa da Fase Preliminar, com Portugal e Canadá a voltarem a encontrar-se em Tampere, onde enfrentarão também a equipa da casa, Finlândia, e Cuba.
A Selecção Nacional viaja amanhã para a Finlândia, onde vai disputar a Poule I2,com o seguinte itinerário (horas locais dos três países):
Saskatoon / Toronto (AC 1124) – 12h10 / 17h19
Toronto / Reiquiavique, Islândia (FI 602) – 21h05 / 06h20
Reiquiavique / Helsínquia (FI 342) – 07h30 / 13h50

Hoje, e sob a arbitragem de Ricardo Celso Cabrero (Argentina) e Ricardo Iglesias (Cuba), as equipas alinharam:
Portugal - Marcel Gil, Marco Ferreira, Alexandre Ferreira, Tiago Violas, André Lopes e Fabrício Silva (Kibinho); Ivo Casas (Libero).
Canadá – Tyler Sanders, Nicholas Hoag, Justin Duff, Toontje Van Lankvelt, Daniel Vandoorn e Steven Marshall; Blair Cameron Bann (Libero).

1.º Set – Início algo incaracterístico, com Portugal a oferecer ao Canadá quatro pontos no serviço e mesmo assim a conseguir manter-se colado ao seu adversário no marcador (6-8).
Um bloco de Tiago Violas/Kibinho deu a liderança a Portugal (10-9). Novo bloco obrigou Glenn Hoag a pedir tempo para instruir os seus jogadores, mas Portugal não se ressentiu da paragem (13-10), tendo chegado ao segundo tempo técnico ainda em vantagem (16-14)..
Um bloco de Alex Ferreira/Kibinho manteve Portugal na frente (20-17) e Glenn Hoag voltou a chamar os seus pupilos.
O Canadá pagou na mesma moeda e um serviço directo de Frederic Winters obrigou Francisco dos Santos a cortar o ímpeto dos jogadores locais (20-19).
Debalde, já que um ataque de Justin Duff (SL Benfica), logo seguido de um bloco, equilibrou a contenda (21-21).
O capitão Alex Ferreira recuperou a liderança e, num ponto muito contestado pelos canadianos, fez o 24-22. Novo serviço falhado pelos lusitanos manteve o braço-de-ferro (24-23).
O 1,97 metros de Lankvelt e a sua boa impulsão valeram a igualdade aos canadianos, mas um ataque falhado por Nicholas Hoag voltou a dar a liderança a Portugal, que fechou com o set com chave de ouro, ou seja, com um serviço directo de Filipe Cveticanin: 26-24.

2.º Set – Novamente muito equilíbrio nos momentos iniciais, com um ataque de Steven Marshall a dar a vantagem mínima ao Canadá (8-7).
Porém, um período de desconcentração dos portugueses, que Chico dos Santos tentou alterar pedindo tempo, permitiu a fuga dos canadianos (10-7).
Um serviço falhado e um erro no ataque aumentaram a clivagem pontual (14-8). E foi com mais um serviço falhado que os portugueses viram os canadianos reforçarem a sua confiança (16-10).
Portugal construia no ataque, mas desperdiçava no serviço. A juntar a isso, algumas decisões da arbitragem desestabilizaram os portugueses, que viram ser-lhes mostrados três cartões vermelhos, que transformaram um resultado de 18-12 noutro muito mais robusto (21-12), que praticamente sentenciava o set. Alex ainda tentou remar contra as adversidades, mas eram tarde demais e a equipa da casa fechou com o resultado de 25-15, através de um bloco.

3.º Set – Uma decisão errada do árbitro argentino, seguida de um cartão vermelho a Alex deu os primeiros dois pontos ao Canadá...
Dois pontos consecutivos de Filip Cveticanin (ataque e serviço) igualaram e Marco Ferreira tratou de atacar a liderança (4-3), mas dois serviços desperdiçados pela equipa das quinas originaram novo emparelhamento (5-5).
Um ataque indefensável de Alex Ferreira deu novamente vantagem aos portugueses (8-7).
Um lance espectacular com a bola a ser jogada in extremis com recurso a um toque do pé e um bloco de Marco Ferreira animaram as hostes lusitanas (11-9), mas por pouco tempo, já que três pontos consecutivos de Nicholas Hoag no ataque equilibraram novamente o marcador (12-12).
E um ataque falhado e um bloco de Duff catapultaram os canadianos (16-14), que ainda mais confiantes ficaram com os dois pontos consecutivos conseguidos por John Gordon Perrin no ataque (22-18).
Alex facturou mais um ponto no ataque e Glenn Hoag parou o jogo (22-20).
Um bloco de Kibinho/Alex fez o treinador canadiano repetir o gesto (22-21).
Sempre numa toada de equilibrio, o Canadá conseguiu vencer o parcial com o resultado de 25-23, com um ponto de Van Lankvelt.

4.º Set – Duas excelentes defesas de João Fidalgo não impediram a vantagem inicial (2-1) do Canadá, que logo tratou de expandi-la (6-3, 8-5).
Dois ataques falhados por Portugal avolumaram a diferença à passagem da segunda paragem obrigatória (16-11).
A perder por 18-22, Portugal ainda tentou reagir, mas o Canadá não facilitou e acabou por selar o set, tal como tinha feito no parcial anterio, com um ponto de Van Lankvelt no ataque: 25-21.

Alexandre Ferreira, com 21 pontos, cotou-se como o melhor pontuador, enquanto Van Lankvelt foi o melhor artilheiro dos canadianos, com 16 pontos.




25-06-2016


SELECÇÃO NACIONAL (CON)VENCE A COREIA: 3-0

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos conseguiu hoje a sua primeira vitória na Liga Mundial ao derrotar a Coreia do Sul pela margem máxima (3-0: 25-23, 28-26 e 25-23), na cidade canadiana de Saskatoon, sede da Poule F2.
Um triunfo sofrido mas inteiramente merecido e convincente pela atitude da equipa como colectivo e que poderá vir a revelar-se o «click» para outros triunfos na competição.
Amanhã, o adversário é o Canadá, equipa que é muito acarinhada pelo seu público e que ainda não cedeu qualquer derrota, liderando a classificação, com 5 vitórias e 15 pontos, rumo à Final Four.
No outro jogo de hoje, o Canadá venceu a China pela margem máxima.

Sob a arbitragem de Brian Charles (Trindade e Tobago) e Ricardo Iglesias (Cuba), as equipas alinharam:
Portugal - Filip Cveticanin, Marco Ferreira, Alexandre Ferreira, Tiago Violas, João Oliveira e Fabrício Silva (Kibinho); João Fidalgo (Libero).
Coreia do Sul – Han Sun-Soo, Park Jin-Woo, Kim Hak-Min,Choi Min-Ho, Seo Jae-Duck e Jung Jiseok; Bu Yong-Chan (Libero).

1.º Set – Começou melhor a Coreia (5-3), mostrando-se superior no jogo junto à rede, mas cedo Portugal reagiu e Tiago Violas (bloco), Kibinho e Marco Ferreira (ataque) trataram de colocar Portugal na liderança do marcador (7-5).
Alexandre Ferreira fixou, com um ataque, o resultado em 8-6 no primeiro tempo técnico.
Na segunda paragem obrigatória, a vantagem de Portugal já se cifrava em quatro pontos (16-12) e permanecia quase intacta à entrada para a recta final do set (20-16), com dois pontos consecutivos de João Oliveira no ataque.
Dois blocos lusos que reflectiram a bola para fora e um bloco de Park Jin-Woo/Kim Hak-Min deram novo fôlego aos coreanos (21-20), mas foi sol de pouca dura, já que um bloco de Filip Cveticanin e um ataque de Marco Ferreira selaram o triunfo por 25-23.

2.º Set – Um bloco de Cveticanin – o melhor blocador do jogo (5) – colocou Portugal em vantagem (3-1) e um ataque de segunda linha desferido pelo capitão Alex arrancou uma exclamação ao público, que apreciava a exibição dos portugueses.
Um bloco de João Oliveira e mais um ataque de Marco Ferreira fizeram com que a equipa de Francisco dos Santos chegasse ao primeiro tempo técnico com o dobro dos pontos do seu adversário (8-4).
Um serviço (quase) directo de Alex Ferreira (14-11) e um ataque do capitão lusitano mantiveram Portugal na crista da onda (16-13).
Um ponto no ataque de Choi Hong-Suk e um ataque falhado por Portugal fizeram voltar tudo à estaca zero (17-17)...
Um amorti de Marco e um ataque falhado pelos coreanos, obrigaram o técnico Kim Namsung a lançar o alerta (21-19). A conversa funcionou, já que a Coreia transformou um resultado de (24-20) numa igualdade...
Aprendida a lição de não facilitar, a Selecção Nacional selou a vitória com um ponto no bloco, da autoria de João Oliveira: 28-26.

3.º Set – Portugal entrou bem no set, com mais um bloco de Cveticanin a fazer o 3-1, mas a Coreia não desistiu e acelerou o seu jogo ofensivo, conseguindo dois pontos de vantagem, através de um ataque de Kim Hak-Min e um serviço directo de Jung Jiseok. Um ataque falhado por Portugal aumentou a distância (8-5).
Novo bloco de Cvet e um ataque de Marco colocaram Portugal novamente na liderança das operações (13-11).
Numa jogada pouco ortodoxa, Song Hui-Chae igualou e Choi Min-Ho recuperou a liderança para a Coreia (15-14), mas seriam os asiáticos, com um ataque desperdiçado, a entregarem a vantagem aos portugueses à chegada ao segundo tempo técnico (16-15).
Um bloco triplo da Coreia equilibrou (18-18), mas neste jogo de nervos (21-21, 23-23), Portugal mostrou-se mais esclarecido e confirmou a vitória (25-23) da melhor maneira, com um serviço directo de Marco Ferreira, o melhor pontuador do jogo, com 17 pontos, mais um do que o seu irmão Alex e mais cinco que Seo Jae-Duck, o melhor pontuador da Coreia.




24-06-2016


SELECÇÃO NACIONAL DEFRONTA AMANHÃ A COREIA

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos defronta amanhã (23h10 em Portugal continental) a Coreia do Sul, no segundo dia de competição da Poule F2 da Liga Mundial 2016, organizada pelo Canadá na cidade de Saskatoon.
Hoje, a China somou os seus primeiros (três) pontos nesta edição da Liga Mundial ao vencer, por 3-1 (25-18, 22-25, 25-16 e 25-20) a Selecção Nacional de Seniores Masculinos, no SaskTel Centre.
No outro jogo do dia de hoje, o Canadá venceu a Coreia pela margem máxima.

Sob a arbitragem de Ricardo Iglesias (Cuba) e Brian Charles (Trindade e Tobago), as equipas alinharam:
Portugal - Marcel Gil, Filip Cveticanin, Marco Ferreira, Tiago Violas, João Oliveira e André Lopes; Ivo Casas (Libero).
China – Chen Longhai, Li Runming, Ji Daoshuai, Rao Shuhan, Dai Qingyao e Song Jianwei; Tong Jiahua (Libero).

1.º Set – Início muito equilibrado, com o marcador, no primeiro tempo técnico, a pender para o lado da China (8-7), que aproveitou para se distanciar logo de seguida (10-7) mercê dos seus centrais, os principais artilheiros de serviço até então.
A excepção era o oposto Dai Qingyao, que assinou os dois pontos consecutivos que aumentaram a diferença (12-8), mas Portugal reagiu e um serviço directo (Filip Cverticanin) e um bloco obrigaram Guochen Xie, treinador chinês, a reunir com os seus pupilos (12-11).
Marco Ferreira conseguiu manter Portugal na peugada do seu adversário, mas Ji Daoshuai colocou o resultado em 16-14 na segunda paragem obrigatória.
A equipa asiática mostrava-se veloz nas jogadas ofensivas e os portugueses não encontravam antídoto para impeddir a pirâmide de pontos construída pelo seu adversário (23-17).
Um serviço feliz de Dai Qingya colocou a China a um ponto do fecho do set (24-17) e foi ao mesmo jogador que coube a honra de selar o triunfo: 25-18.

2.º Set – Um ataque cirúrgico de Marco Ferreira à linha mostrou que Portugal não estava disposto a correr atrás do prejuízo como no primeiro parcial (4-2).
Contudo, um serviço directo Chen Longhai pôs a nu algumas deficiências na concentração dos portugueses (6-6), com os chineses a lograrem passar para a frente no marcador pouco depois (8-7).
Portugal recuperou a liderança (9-8) e reforçou-a com pontos de Marco e de André Lopes (14-12), obrigando Guochen Xie a pedir tempo. Debalde, já que foi com um ataque falhado pelos asiáticos que se chegou ao segundo tempo técnico (16-13), mostrando que a muralha estava a abalar...
E Marco e João Oliveira trataram de acrescentavam mais umas brechas (18-14).
Pressionados, os chineses cometiam erros na defesa e mesmo no ataque (22-18).
Surpreendentemente, Portugal começou a abrir mão da preciosa vantagem (22-20)... mas Marco não queria largar a vitória e somava mais um ponto no ataque (23-20).
Porém, seria com um serviço falhado pela nervoso opositor que Portugal conquistaria um merecido triunfo no set: 25-22.
3.º Set – A China reentrou no jogo com muita velocidade (e eficácia) na execução dos ataques e depressa recuperou o ânimo perdido no parcial anterior (8-5).
Dois pontos desperdiçados pelos portugueses no ataque pioraram ainda mais o marcador (10-5)... e mais dois erros (15-9) motivaram mesmo o toque a reunir por parte de Francisco dos Santos.
Zhang Chen dava, no ataque, mais uma machadada na recuperação portuguesa, para, logo a seguir, somar mais um ponto... no serviço (20-11).
E a vitória esperada da China neste set acabou por acontecer através de um serviço falhado por Portugal: 25-16.

4.º Set – Os asiáticos voltaram a entrar melhor no set (8-7). Um bloco individual de Chen Longhai animou ainda mais as hostes chinesas (11-8), que pouco depois já tinham nas mãos as rédeas do marcador (15-9).
Alexandre Ferreira e Hugo Gaspar tentaram reaproximar Portugal (15-12), mas os chineses somavam mais quatro pontos no segundo tempo técnico.
E a diferença ainda se matinha à entrada para a recta final (20-16). Sem surpresas, a China rubricou a primeira vitória na Liga Mundial ao vencer o quarto set frente a Portugal por 25-20, com um ponto de Zhang Chen.

O melhor pontuador do jogo foi Dai Qingyao, com 21 pontos, enquanto Marco Ferreira foi o português que mais facturou (12 pts).




19-06-2016


EXIBIÇÃO DE PORTUGAL MERECIA OUTRO RESULTADO

A Eslováquia venceu, em Izmir, a Selecção Nacional de Seniores Masculinos por 3-2 (18-25, 21-25, 25-21, 25-23 e 19-17), ao fim de 2h19 de muita luta.
No final, as palavras do libero João Fidalgo disseram praticamente tudo: "Era necessário dar outra imagem", mais consentânea com o valor e tradição da Selecção Portuguesa, depois do jogo com a Holanda, de má memória porque "tudo nos correu mal e nós também não estivemos bem". Isso foi conseguido, pois Portugal mostrou, hoje, uma enorme vontade de vencer numa exibição como da água para o vinho em relação ao jogo da véspera... A conquista do primeiro triunfo na Liga Mundial 2016 só não aconteceu porque faltou algum discernimento em momentos-chave e, também, alguma "pontinha de sorte".

A comitiva portuguesa viaja amanhã para o Canadá, onde vai disputar a Poule F2 da Liga Mundial juntamente com o Canadá, a China e a Coreia do Sul:
Izmir - Istambul (11h00 - 12h05), voo TK 2317
Istambul - Toronto (14h10 - 17h50(, voo TK 17
Toronto - Saskatoon (21h00 - 22h36), voo AC 1129
(Horas locais dos dois países)

Num jogo arbitrado pela alemã Heike Kraftpel e pelo chinês Wensheng Luo, o Seleccionador Nacional Francisco dos Santos fez alinhar de início Marcel Gil, Alexandre Ferreira, Fabrício Silva (Kibinho), Miguel Rodrigues, Hugo Gaspar e André Lopes; João Fidalgo (L).
Pelo lado da Eslováquia, Miroslav Palgut fez alinhar Emanuel Kohut, Peter Ondrovicns, Peter Mlynarcik, Matej Patak, Stefan Chrtiansky e Jan Halaj; Matej Kubs (L). Ver ficha do jogo aqui

1.º Set – Início de jogo extremamente equilibrado, com Portugal a liderar o marcador (3-2, 6-5, 8-7), mas sempre por apenas um ponto de diferença até aos 10-8, altura em que um forte serviço de Alexandre Ferreira teve o melhor seguimento na rede por parte de Marcel Gil.
A equipa lusitana conseguiu manter-se a essa distância pontual até à passagem do primeiro tempo técnico (16-14) e chegou mesmo a aumentá-la logo de seguida com um ataque de Hugo Gaspar, após uma grande defesa de João Fidalgo.
Um bloco de André Lopes a Peter Mlynarcik (19-15) obrigou Miroslav Palgut a chamar os seus jogadores para os repreender, mas Marcel Gil repetiu a gracinha (20-15).
Um ataque de segunda linha de Alex fez Portugal entrar de rompante na recta final do set (23-17) e coube ao seu irmão Marco selar a vitória no set com um ataque: 25-18.

2.º Set – Dois pontos de Alex e um de Gaspar, acrescidos de um ataque falhado por Stefan Chrtiansky, impulsionaram Portugal no início do segundo parcial (4-0).
Mais um bloco de Marcel (6-2) e novo ataque de segunda linha de Alex mantiveram a distância pontual. Portugal tinha a estratégia de defesa/ataque bem montada e executava-a quase na perfeição, quase, pois um serviço directo de Filip Palgut e um bloco de Stefan Chrtiansky fizeram tremer as hostes lusitanas (9-8).
Dois pontos consecutivos de Matej Patak (ataque e bloco) igualaram a contenda (13-13), mas foi uma tentativa do mesmo jogador em fugir ao bloco luso que fez Portugal descolar novamente (15-13). Fabrício Silva (Kibinho) fixou o resultado na segunda paragem obrigatória: 16-14.
Contudo, dois ataques desperdiçados pela Selecção Nacional deram novo alento aos eslovacos, que passaram para a liderança do marcador (17-16).
Dois ataques de Alex repuseram a verdade do jogo (18-17) e um serviço directo do capitão português prolongou-a no tempo, obrigando Palgut a tocar a reunir (20-19). Gaspar não se sensibilizou com esta acção e fez o 21-19.
André Lopes e Kibinho mostraram o caminho da vitória (23-20), que acabaria por acontecer aos 25-21, através de um bloco do mesmo Ffabrício.

3.º Set – Boa entrada no terceiro set (2-0, 5-2), com um ataque de Hugo Gaspar a permitir uma vantagem de dois pontos na paragem para o primeiro tempo técnico (8-6).
A Eslováquia não baixou os braços e foi recompensada com a liderança no marcador (10-9). E distanciou-se com um serviço directo de Tomas Krisko (13-10).
Uma série de cinco serviços falhados colocou o resultado em 16-14 favorável à equipa do Leste na segunda paragem obrigatória.
Um bloco muito festejado pelos eslovacos deu-lhes o 20-15, uma vantagem perigosa no último quarto do set...
A reacção dos portugueses foi rápida (19-21) e obrigou Palgut a parar o jogo. na tentativa de travar o ímpeto lusitano. E esse objectivo foi conseguido, com a Eslováquia a dar a volta ao jogo e a fechar o set com o resultado de 25-21.

4.º Set – Início do set equilibrado, mas a pender para o lado eslovaco à passagem no primeiro tempo técnico (8-6). Chico dos Santos teve de pedir desconto de tempo quando viu a Eslováquia crescer desmesuradamente (12-8).
A conversa surtiu efeito (10-12), mas a Eslováquia logrou chegar ao segundo tempo técnico com uma vantagem de três pontos (16-13), com um ponto de Matej Patak, que logo aumentou a contagem com um serviço directo.
Um bloco de Marcel e um amorti de Gaspar colaram Portugal ao seu adversário (17-18), assustando o treinador eslovaco, que chamou os seus jogadores.
Gaspar manteve a distância (21-22), e Marcel fez o mesmo quando a Eslováquia dispôs da oportunidade de fechar o jogo (23-24). Contudo, a Eslováquia selou o triundo no parcial da pior forma: com o (quarto) serviço falhado por Portugal: 25-23.

5.º Set – Os eslovacos entraram no set decisivo muito moralizados com os triunfos alcançados nos parciais anteriores (6-4). Alex ainda reduziu, mas um serviço falhado deu nova vantagem de dois pontos aos eslovacos (8-6).
Alex voltou à carga e Portugal passou para a frente no marcador pela primeira vez na «negra» (9-8).
A Eslováquia acusou o golpe e desperdiçou um ataque (10-8). Alex fez os 11.º e 12.º pontos no ataque e Palgut pediu desconto de tempo para reorganizar a sua equipa.
Um serviço desperdiçado pelos portugueses fez Chico dos Santos parar o jogo.
Tomas Krisko falhou o serviço (13-10), mas Stefan Chrtiansky mostrou-se eficaz nessa acção do jogo, colocando a Eslováquia a apenas em ponto (13-12). Um bloco de Kibinho deu novo fôlego a Portugal, que, porém, desperdiçou a hipótese de fechar ao falhar um ataque (14-14).
Gaspar fez o 15-14, Alex o 16-15, mas, ao safar uma bola junto ao banco de Portugal, Gaspar lesionou-se. Com o resultado em 16-16, a Eslováquia blocou, por duas vezes, as pretensões dos portugueses, acabando por vencer este braço-de-ferro por 19-17.
Alexandre Ferreira, autor de 24 pontos, foi o melhor pontuador do jogo, com o eslovaco Tomas Krisko a facturar por 21 vezes e Hugo Gaspar e Matej Patak a contabilizarem ambos 18 pontos.

No final, o Seleccionador Nacional salientou:
"Esta exibição foi muito importante, tendo em consideração o jogo de ontem, no qual os jogadores estavam muito cansados. Hoje, o Alex ainda se queixou do cansaço mas disse que ia tentar jogar e, apesar de não ter estado ao seu nível habitual, deu o seu máximo, como a toda a equipa.
Assim, posso afirmar que estou satisfeito, pois a equipa cresceu bastante de ontem para hoje. Esse vai ser o nosso objectivo no próximo torneio, no Canadá: jogar como jogámos aqui no primeiro e no terceiro jogos desta primeira poule".




18-06-2016


HOLANDA ASSUME LIDERANÇA

A Holanda venceu hoje, por 3-0 (25-14, 25-18 e 25-17) uma Selecção Nacional de Seniores Masculinos praticamente irreconhecível na sua forma de estar e de jogar; invisíveis as suas características principais, como a combatividade e alegria, a equipa portuguesa apresentou-se em campo algo apática e aparentando algum cansaço físico.
Pelo contrário, a Holanda, que ontem tinha vencido sem convencer, mostrou-se hoje claramente a um nível superior e, pelo rigor e eficácia do seu jogo, especialmente no bloco, foi recompensada com a segunda vitória (6 pontos) na Poule A2.
Amanhã (12h30 em Portugal), a equipa lusitana mede forças com a Eslováquia, que defronta hoje a Turquia.

Num jogo arbitrado pelo chinês Wensheng Luo e pela alemã Heike Kraft e disputado em Izmir, onde está a ser realizada a Poule A2 da Liga Mundial 2016, o Seleccionador Nacional Franccisco dos Santos fez alinhar de início Marcel Gil, Marco Ferreira, Alexandre Ferreira, Fabrício Silva (Kibinho), Miguel Rodrigues e André Lopes; Ivo Casas (L).
Pelo lado da Holanda, Gido Vermeulen fez alinhar Daan Van Haarlem, Maarten Van Garderen, Jasper Diefenbach, Thomas Koelewijn, Wouter Ter Maat e Wouter Ter Maat; Dirk Sparidans (L).

1.º Set – A Holanda entrou no jogo bem melhor do que Portugal, sobretudo com mais eficácia e proveito nos serviços e mais usufruto nas acções defensivas, tendo chegado ao primeiro tempo técnico com uma vantagem de três pontos, que tratou de aumentar logo de seguida (10-5), obrigado Chico dos Santos a reunir com os seus pupilos.
E o Seleccionador Nacional foi obrigado a chamá-los novamente pouco depois, quando viu as dificuldades sentidas pela equipa das quinas na recepção e, por consequência, em atacar com eficácia (12-5).
Um bloco de Miguel Tavares Rodrigues estancou a hemorragia pontual (13-6), mas não a conseguiu debelar (16-8).
A perder por 10-20, Portugal procurou reagir (13-20), mas o alto e sólido bloco holandês voltou a mostrar-se intransponível e a laranja mecânica rubricou o triunfo por um desequilibrado 25-14, selado com um ataque de Robbert Andringa, melhor pontuador, com quatro pontos, no primeiro parcial.

2.º Set – O segundo set foi uma fotocópia do primeiro: completamente descaracterizada - apática e intranquila, características completamente opostas ao que é habitual no seis lusitano –, a equipa das quinas foi presa fácil para os serviços dos holandeses (0-4).
Hugo Gaspar fez o primeiro ponto para a equipa portuguesa, que, contudo, continuou a mostrar-se pouco agressiva, não conseguindo recuperar terreno (4-8).
Tal como o oposto, o central Marcel Gil somava pontos, mas Portugal continuava a não conseguir conquistar terreno no marcador (6-12).
Assim, a equipa de Gido Vermeulen atingiu a segunda paragem obrigatória completamente lançada para a vitória no set (16-9), consolidada com um ponto de Wouter Ter Maat: 25-18.

3.º Set – Novamente a Holanda a chegar com facilidade, mercê da diferença da defesa alta das duas selecções, a uma vantagem inicial confortável e motivadora (4-0, 8-4).
Hugo Gaspar assumia-se como o artilheiro de serviço, mas os jogadores capitaneados por Jasper Diefenbach não se mostravam impressionáveis, tendo atingido o segundo tempo técnico com mais um bloco (16-10).
E foram mais dois blocos consecutivos que distanciaram ainda mais os homens dos Países Baixos (19-12).
O resultado de 25-17 e a vitória no jogo, a segunda na Poule A2, recompensou a maior clarividência e eficácia (ataque e, sobretudo, bloco) da Holanda.

Wouter Ter Maat, autor de 17 pontos, foi o melhor pontuador do jogo, com Hugo Gaspar a facturar por 14 vezes no ataque. Ver estatística aqui

No final, o Seleccionador Nacional reconheceu:
"Ontem, disputámos o segundo jogo da poule, que terminou 3-1 mas foi bastante disputado [2h05 de duração] e terminou tarde, com menos de 24 horas a separar do jogo de hoje. Acho que o motivo principal foi esse: os jogadores estavam muito cansados e não conseguiam reagir. Mas isso faz parte da forma de disputa deste torneio.
Amanhã, a equipa vai estar mais descansada e vamos tentar ganhar o jogo com a Eslováquia. O nosso objectivo era vencer esta poule, mas agora temos de lutar para conseguir uma vitória.
A equipa está a crescer, excepção feita a este jogo com a Holanda, em que não demos qualquer passo em frente no nosso desenvolvimento como equipa, ao contrário de ontem, sobretudo no terceiro set, em que recuperámos de 20-24 para uma vitória por 30-28. Isso é importante para conseguirmos estar no máximo das nossas capacidades na Final Four, em Matosinhos".




17-06-2016


TURQUIA MAIS FORTE EM CASA

A Turquia venceu hoje a Selecção Nacional de Seniores Masculinos por 3-1 (25-22, 25-20, 28-30 e 25-19) em jogo arbitrado pela alemã Heike Kraft e o saudita Khaled Al-Zughaibi e disputado em Izmir, onde está a ser realizada a Poule A2 da Liga Mundial 2016.
Amanhã (12h30 em Portugal), a equipa portuguesa mede forças com a Holanda, que hoje venceu (3-1) a Eslováquia.

Francisco dos Santos fez alinhar de início Marcel Gil, Marco Ferreira, Alexandre Ferreira, Fabrício Silva (Kibinho), Miguel Rodrigues e André Lopes e Portugal entrou muito bem no jogo e cedo se distanciou do seu opositor: 4-1, com um bloco duplo de Marcel Gil/André Lopes.
Dois pontos consecutivos no ataque rubricados por Gungor Burak aproximaram os turcos (7-6), mas um serviço desperdiçado deu dois pontos de vantagem a Portugal (8-6).
Um serviço directo do capitão Kiyak Ulas permitiu a igualdade, para logo de seguida Burak colocar a Turquia na liderança do marcador pela primeira vez no set (11-10).
Marco Ferreira equilibrou (12-12), mas Hayirli Ozkan recuperou a vantagem para a Turquia, atingindo-se o segundo tempo técnico com o resultado de 16-13 favorável à equipa orientada pelo italiano Emanuelle Zanini.
Os portugueses acusavam dificuldades na recepção dos fortes serviços e, depois, não conseguiam ultrapassar o bloco adversário e os turcos faziam pressão nos pontos mais sensíveis dos portugueses, somando pontos (17-13).
A somar a isso, os portugueses, procurando fazer pontos no serviço, acabavam por falhar nessa acção ofensiva.
Contudo, foi com um serviço directo que Alex Ferreira recuperou terreno e animou as hostes lusitanas (20-18), obrigando Zanini a reunir-se com os seus jogadores. Um bloco do seu irmão Marco e novo serviço directo de Alex igualaram a contenda num momento-chave (20-20).
Uma decisão duvidosa da equipa de arbitragem deu vantagem aos turcos, mas Marco Ferreira recuperou o equilíbrio pontual (21-21).
Com Gunes Faik Samet a servir e Hayirli Ozkan a facturar no ataque, a Turquia chegou-se à frente (24-21) e fechou o set com o resultado de 25-22 através de um bloco do mesmo Ozkan.

No segundo set, Coskun Serhat, que tinha sido o melhor pontuador no parcial anterior, com cinco pontos, continuou a facturar e a empolgar os espectadores (4-2).
Marco Ferreira tentava lutar contra a maré e somava o seu quinto ponto no ataque, mas os turcos conseguiram levar o barco a bom porto e chegaram ao primeiro tempo técnico com uma vantagem de três pontos (8-5).
A perder por 7-11, Portugal empertigou-se e Kibinho fez o 11-12, colocando a equipa lusa novamente na luta.
Todavia, foi com um ponto de Cin Kadir que se chegou à segunda paragem obrigatória (16-12).
Chico dos Santos fez entrar Tiago Violas e Hugo Gaspar e a estratégia surpreendeu os turcos (16-14, 17-16, 18-17).
Vendo-se em perigo, os turcos aceleraram o seu jogo ofensivo, onde mandavam Coskun Serhat e Gunes Faik Samet (21-17).
Mais uma decisão polémica – os turcos fizeram falta na rede que não foi considerada pelos árbitros – desconcentrou os portugueses e deu ainda mais vantagem aos turcos (23-18), que não tardaram a fechar o set: 25-20.

No terceiro set, continuaram evidentes as dificuldades dos portugueses em ultrapassar o bloco dos turcos, com estes a fazerem três pontos consecutivos com esta acção e a distanciarem-se no marcador (6-3). Pior: um serviço directo de Coskun Serhat - bateu na rede e caiu logo em território luso - avolumou a diferença: 8-4.
Dois pontos consecutivos de Alex amenizaram a desvantagem (7-10), mas o bloco otomano voltou a funcionar em pleno e Portugal começou a ver fugir o seu adversário ((12-7).
Os portugueses reuniram forças e Alex voltou a facturar no ataque (12-10), mas o artilheiro Coskun respondeu à altura (16-13).
Novamente Alex a (im)pressionar e a colocar Portugal a um ponto (16-15).
Portugal aproximava-se com os ataques de Alex mas depois desperdiçava essa conquista no serviço (19-17) e os turcos tinham aí o seu balão de oxigénio a ser constantemente insuflado.
Gungor, com um serviço directo, pôs ao rubro a animada assistência (21-18).
Cin fez o 23-19 e o 24-20... Com André Lopes no serviço, dois blocos, de Alex e Kibinho aproximaram perigosamente Portugal (24-23). Um ataque falhado pelo distribuidor turco e um ataque eficaz de Alex viraram o resultado (25-24). Um serviço directo de Cin deu novamemte vantagem à Turquia (26-25). Coskun segurou a vantagem (27-26), mas Marco Ferreira voltou a igualar e Cveticanin passou Portugal para a frente (28-27). Um serviço falhado fez tudo voltar à estaca zero, mas Hugo Gaspar não desistiu (29-28) e um serviço explosivo de Alex fez o resto: 30-28, com o artilheiro lusitano a facturar o seu 12.º ponto neste set.

A Turquia entrou melhor no quarto set (3-1, 4-2). Um bloco de Cveticanin reduziu para a diferença mínima, mas Gungor distanciou novamente e Turquia (8-6).
Kadir Cin mostrava-se extremamente eficaz no ataque e Portugal, que continuava a falhar no serviço, não conseguia aproximar-se (16-13).
Um ataque e um bloco de Marco Ferreira relançaram Portugal (19-20), mas os turcos voltaram a fugir (22-19) e ainda mais quando um serviço muito feliz lhes deu o 24.º ponto, pelo que não sentiram problemas em fechar com o resultado de 25-19.

Alexandre Ferreira, com 22 pontos (17 ataques, 3 serviços e 2 blocos) foi o melhor pontuador do jogo, com o turco Serhat Coskun a rubricar 18 pontos. Ver estatística aqui

O zona 4 português salientou:
"Em relação ao jogo de hoje, não se podia pedir muito, pois foi o nosso primeiro jogo oficial. Creio que tivemos grandes momentos, mas também muitas quebras e muitos erros básicos.
Acho que o nosso sideout tem de melhorar muito. Conseguimos ganhar o terceiro set, mas depois não fomos capazes de fazer o mesmo no quarto porque ainda falta acertar alguns pormenores no nosso jogo. Estamos a disputar esta poule para aprendermos e amanhã, frente à Holanda, uma selecção que entrou a vencer [3-1 à Eslováquia] teremos de rectificar os erros que cometemos hoje".

 


15-06-2016


SELECÇÃO NACIONAL AMBICIOSA NA TURQUIA

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos encontra-se já na cidade turca de Izmir, onde vai disputar, sexta-feira, sábado e domingo, a poule inaugural da Liga Mundial 2016.

A verdadeira odisseia protagonizada ontem pela comitiva portuguesa – alguns atletas saíram de Lisboa às seis da manhã e chegaram, com a comitiva, ao hotel em Izmir já perto da meia-noite, com mais de duas horas de atraso – já é passado e os jogadores da Selecção Portuguesa começaram hoje já a dar o litro, com um treino de musculação, a que se seguiu um período de preparação com bola.

Antes, Francisco dos Santos e Alexandre Ferreira, respectivamente Seleccionador Nacional e Capitão de Portugal, estiveram numa conferência de Imprensa promovida pela Federação Turca de Voleibol, organizadora desta Poule A2, que reúne Portugal, Turquia, Holanda e Eslováquia.

Francisco dos Santos desfiou os objectivos da equipa lusitana:
"Como estamos já na Final Four, a realizar em Portugal, vamos aproveitar estas três competições preliminares para crescer como equipa em cada uma delas, ao mesmo tempo que vamos defrontando e conhecendo melhor os nossos adversários nestas três poules".

Alex, perfeito conhecedor da realidade do Voleibol turco – actua há duas épocas pelo Ziraat Bankasi, uma das três melhores equipas do campeonato otomano – afina pelo mesmo diapasão, salientando:
"O nosso objectivo principal é a Final Four. Estamos aqui, na Turquia, para tentar vencer todos os jogos, como é óbvio, mas a nossa principal missão é prepararmo-nos para a final de Matosinhos".

Objectivos igualmente ambiciosos tem a equipa-anfitriã.
O italiano Emanuelle Zanini, que defrontou já Portugal quando estava no comando técnico de outra selecção, a Eslováquia, não tem dúvidas sobre o grau de responsabilidade da Turquia:
"Somos ambiciosos e queremos estar na Final Four de Portugal.
A Liga Mundial estreia uma fórmula de competição muito interessante e estamos ansiosos por disputar esta poule, pois somos a equipa menos cotada do ranking internacional neste torneio e queremos ver qual é o nosso nível de jogo.
Esta poule é muito importante para a Turquia, como país, e isso aumenta a nossa responsabilidade como equipa. Estamos preparados e ansiosos por ver a resposta dos jogadores em campo".

O capitão Ulas Kiyak partilha dos desígnios turcos:
"O nosso objectivo é a Final Four. Estamos conscientes de que ainda temos um longo percurso a percorrer, mas acreditamos que se atingirmos a Final Four, podemos sagrar-nos campeões da Liga Mundial".

Holandeses e eslovacos mostram-se mais comedidos do que os turcos, escudando-se na juventude de alguns dos seus jogadores:
"Temos alguns jogadores jovens, que querem demonstrar o que valem e estão muito ansiosos por disputar este torneio", salienta o Treinador da Holanda, Gido Vermeulen, enquanto o capitão Jasper Diefenbach revela:
"Preparámo-nos muiro bem desde Maio e estou muito curioso para ver em que nível estamos. Vamos defrontar três equipas da Europa e isso vai ser muito bom para aquilatarmos a nossa força. Estou confiante nesta equipa e acredito que vamos fazer bons resultados".

O treinador da Eslováquia, Miroslav Palgut, lembra que "temos uma equipa que mistura experiência com juventude e preparámo-nos bem em jogos com a Finlândia e a Eslováquia", enquanto o capitão Emanuel Kohut acrescenta:
"Queremos ganhar experiência e crescer como equipa, mas vamos dar o nosso máximo para obter os melhores resultados".



13-06-2016

SELECÇÃO NACIONAL A CAMINHO DA TURQUIA

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos parte amanhã – Porto/Istambul (12h15/18h45 locais, voo TK 1452) e Istambul/Izmir (21h00/22h05 locais) para a cidade turca de Izmir, onde vai disputar a Poule A2 da Liga Mundial 2016, no arranque desta prestigiada competição que reúne a elite do Voleibol mundial.

Os jogos de Portugal podem ser seguidos em directo na Sport TV ou via live streaming/FIVB:
17 de Junho – Turquia x Portugal (15h30): Directo na Sport TV2 ou aqui
18 de Junho – Portugal x Holanda (12h30): Directo na Sport TV2 ou aqui
19 de Junho – Portugal x Eslováquia (12h30): Directo na Sport TV2 ou aqui



A equipa técnica da Selecção Nacional, liderada pelo brasileiro Francisco dos Santos, escolheu 12 dos 17 jogadores que se encontravam, desde o início de Maio, a efectuar um estágio de preparação para a Liga Mundial em Vila Flor, vila do distrito de Bragança.

Jogadores convocados

Nome

Pos.

Clube

Ivo Casas Libero SL Benfica
Marcel Gil Central Monteros VC (ARG)
João Oliveira Zona 4 SL Benfica
Miguel Rodrigues Distribuidor LPR Piacenza (ITA)
Hugo Gaspar Oposto SL Benfica
Tiago Violas Distribuidor AJ Fonte do Bastardo
Marco Ferreira Oposto Toulouse (FRA)
André Lopes Zona 4 SL Benfica
Alexandre Ferreira Zona 4 Ziraat Bankasi (TUR)
Fabrício Silva Central SC Espinho
Filip Cveticanin Central Castêlo da Maia GC
João Fidalgo Libero AJ Fonte do Bastardo
 Comitiva
Team Manager – Carlos Prata
Treinador Principal – Francisco dos Santos
Treinador Adjunto – Hugo Silva
Médico – Carlos Magalhães
Fisioterapeuta – Gustavo Figueiredo
Estatístico – Ricardo Rocha

Jogos em directo da Poule A2

17 de Junho – Turquia x Portugal (15h30): Directo na Sport TV2 ou aqui

18 de Junho – Portugal x Holanda (12h30): Directo na Sport TV2 ou aqui

19 de Junho – Portugal x Eslováquia (12h30): Directo na Sport TV2 ou aqui

Contactos

Alojamento: Double Tree by Hilton Hotel (Izmir)
Tel: +90 232 402 02 02

Pavilhão: Izmir Ataturk Volleyball Hall
Capacidade: 6.000 espectadores

Como organizador, Portugal está já apurado para a Final Four da Liga Mundial 2016, que acolhe nos dias 9 e 10 de Julho, no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.

Até lá, a Selecção Nacional vai disputar a Fase Intercontinental, participando nas seguintes poules:
A2 – Holanda, Portugal, Turquia e Eslováquia. Na Turquia (Izmir), de 17 a 19 de Junho de 2016.
F2 – Canadá, China, Coreia do Sul e Portugal. No Canadá (Saskatoon), de 24 a 26 de Junho de 2016.
I2 – Canadá, Portugal, Finlândia e Cuba. Na Finlândia (Tampere), de 1 a 3 de Julho de 2016.

A Final Four será disputada por quatro equipas: o organizador (Portugal) e os três melhores classificados na Fase Intercontinental.

Jogos em directo da Poule A2 (Izmir/Turquia)

17 de Junho – Turquia x Portugal (15h30): Directo na Sport TV2 ou aqui
18 de Junho – Portugal x Holanda (12h30): Directo na Sport TV2 ou aqui
19 de Junho – Portugal x Eslováquia (12h30): Directo na Sport TV2 ou aqui

Jogos em directo da Poule F2 (Saskatoon/Canadá)

25 de Junho – Portugal x China (00h30): Directo na Sport TV
26 de Junho – Portugal x Coreia (23h10*): Directo na Sport TV
27 de Junho – Portugal x Canadá (01h00): Directo na Sport TV

Jogos em directo da Poule I2 (Tampere/Finlândia)

1 de Julho – Portugal x Finlândia (16h40): Directo na Sport TV
2 de Junho – Portugal x Canadá (13h40): Directo na Sport TV
3 de Junho – Portugal x Cuba (13h10): Directo na Sport TV

 








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