COREIA FOI MAIS FORTE (3-1) NA DESPEDIDA DE MANEL SILVA
06-07-2014

Com as posições na classificação final já devidamente definidas, a Coreia do Sul venceu (3-1: 25-23, 25-23, 18-25 e 25-21) hoje, na Póvoa de Varzim, a Selecção Nacional de Seniores Masculinos na sexta e última jornada da Poule E.
A Coreia procurava deixar uma imagem mais aproximada do seu real valor, o que conseguiu, enquanto Portugal perseguia a sua sétima vitória, que seria o melhor registo de sempre na Liga Mundial, ultrapassando as seis vitórias da edição de 2005, quando Portugal foi 5.º classificado,
depois de bater o campeoníssimo Brasil.
Um jogo que marcou, também, a última vez que Manuel Silva vestiu a camisola das quinas, após 228 internacionalizações.

Já conhecedora do resultado do Holanda x República Checa (3-0), a equipa portuguesa entrou em campo concentrada mas sem o fulgor da véspera. Pelo contrário, os coreanos procuraram pressionar, desde logo, os locais (8-6).
Contudo, um serviço directo de João José colocou os portugueses a vencerem por dois pontos 12-10. E seria o capitão lusitano, com um bloco, a fazer o resultado com que se atingiu o segundo tempo técnico (16-13). Uma série de erros no ataque cometidos pelos portugueses possibilitaram a passagem para a frente dos coreanos (18-17), que se mostraram mais esclarecidos no final do set, selando o resultado com um bloco: 25-23.

Entrada determinada de Portugal no segundo set, com dois blocos (Alex e João José) e um serviço directo de Tiago Violas a fazerem a diferença (5-0). Kwang-In Jeon e Seung-Suk Kwak tentavam remar contra a maré, mas até este último ofereceu, com um ataque para fora, um ponto a Portugal (14-7).
Porém, e quando nada o fazia prever, aconteceu o «golpe de teatro». Com Min-Gyu Lee a servir, a Coreia reagiu, somou seis pontos consecutivos, e Portugal acusou o golpe (17-19)... e nunca mais se recompôs: 25-23.

Portugal voltou a entrar melhor no terceiro set, mas, a vencer por 15-11, viu um dos seus melhores recebedores (Idner Martins) sofrer uma lesão que o afastou do jogo. Uma contrariedade sentida pela equipa e... pelo público, mas que Portugal soube superar: 18-13, com um bloco de Marco Ferreira. E foi o oposto luso a fechar o set e o seu 10.º ponto individual, com um ataque ao primeiro toque: 25-18.

No quarto set, a liderança no marcador oscilou bastante, embora tenha sido a equipa de Hugo Silva a chegar em vantagem ao segundo tempo técnico (16-15), com um ponto de Marco Ferreira. Porém, foi este o momento que marcou a reacção dos coreanos, que transformaram esta desvantagem no resultado favorável de 20-16, sentenciando o desfecho do jogo: 25-21.

João José, com uma exibição e eficácia notáveis, foi o melhor pontuador do jogo, com 17 pontos, seguido de Chui-Woo Park, com 16.

Manuel Silva, de 40 anos e com 228 internacionalizações:
"Desde 1991 que representava a Selecção Nacional de Seniores. Chegou a hora de dizer adeus, meramente por motivos pessoais e familiares, pois, fisicamente, ainda me sinto capaz de ajudar a equipa do meu país.
É uma sensação de tristeza, mas, simultaneamente, de muita alegria por tudo o que esta Selecção me deu e por tudo aquilo que ajudei a conquistar para ela. Fico feliz por ter estado em todos os momentos altos da Selecção e esta última Liga Mundial também é um desses momentos. Está a ser construído um grupo de jogadores mais jovens, que têm sido incansáveis na dedicação e no trabalho do dia-a-dia, e espero que eles aproveitem aquilo que eu e outros jogadores da minha geração ajudámos a construir".

Visivelmente emocionado, Hugo Silva, Seleccionador Nacional, referiu: "Não gosto de perder nenhum atleta e ainda por cima um do calibre do Manel, que é um exemplo de dedicação e disponibilidade para todos os atletas. Desejo-lhe as maiores felicidades e agradeço todo o apoio que me deu e tudo o que fez ao serviço da Selecção
Quanto ao balanço desta Liga Mundial, posso dizer que é muito positivo, pois nós, que aparecíamos como um outsider, lutámos até ao último jogo pela qualificação para a Final Four. Estou orgulhoso desta equipa e deste grupo de trabalho, a quem quero agradeço pelo empenho, dedicação e lealdade para comigo. É uma honra treinar um grupo destes".

Kiwon Park, Treinador da Coreia: "Jogámos muito melhor do que ontem. O grande ponto de viragem foi o segundo set, quando conseguimos dar a volta a um resultado muito desfavorável. Foi uma boa vitória e a melhor forma de terminar a Liga Mundial, uma competição que serviu de preparação para a nossa participação nos Jogos Asiáticos, a realizar em Setembro".

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PORTUGAL NÃO DESISTE!
05-07-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos venceu hoje, por 3-0 (25-21, 25-22 e 25-19), a Coreia do Sul na Póvoa de Varzim, na sexta e última jornada da Poule E. Nada afectada pela vitória da Holanda (3-1) frente à República Checa, a equipa de Hugo Silva desempenhou o seu papel, táctica e tecnicamente na perfeição e continua a poder sonhar com Sydney. Contudo, para isso precisa de somar mais três pontos amanhã e esperar por um deslize dos holandeses... Um facto curioso: no final, e como que celebrando a vitória portuguesa, o público cantou os parabéns a Valdir André, o filho do oposto Valdir Sequeira, que fez festeja hoje 7 anos.

No primeiro set, e mostrando-se mais forte nas acções ofensivas, Portugal chegou com facilidade aos 7-2, com um bloco de João Oliveira, mas os coreanos fizeram soar o alarme e recuperaram: 7-5, num ataque de Chul-Woo Park.
Três falhas consecutivas dos coreanos no serviço possibilitaram que os portugueses se distanciassem novamente (10-7). Um serviço directo de Alex Ferreira aumentou a diferença (14-10). Um serviço directo de Marcel Gil reforçou a vantagem (20-15) e um ataque falhado por Sun-Soo Han deu o triunfo a Portugal: 25-21.

O segundo set foi mais equilibrado, tendo Portugal conseguido chegar em vantagem ao primeiro tempo técnico através de um bloco de Alex (9.º ponto individual) a Min-Ho Choi (8-6). Novo bloco do zona 4 português deixou os coreanos a uma distância considerável (11-7), mas dois ataques de Seung-Suk Kwak (13-12) reaproximaram a equipa de Kiwon Park, que igualou aos 16 pontos. Os erros no serviço dos coreanos e a eficácia do ataque e bloco dos portugueses deram a estes últimos novo triunfo: 25-22.

O terceiro set começou equilibrado (4-4), mas dois pontos consecutivos de Marco Ferreira e um bloco de Marcel Gil deram vantagem a Portugal (7-4).
Os coreanos aproximaram-se, mas Marco voltou a facturar (8-6).
Confiante, a equipa da casa resolveu cedo o destino do parcial (18-12 e 20-14), pese embora a reacção adversária (20-17), rubricando o triunfo no set e no jogo com o resultado de 25-19.

Alexandre Ferreira, com 18 pontos foi o melhor pontuador do jogo, enquanto Kwang-In Jeon, com 9 foi o mais concretizador dos coreanos.

Hugo Silva: "A pressão está do lado da... Holanda"

Hugo Silva, Treinador de Portugal: "Foi um bom jogo nosso. Difícil por sabermos da vitória da Holanda, mas o que interessa é que cumprimos a nossa missão: assegurámos o 2.º lugar e respondemos da melhor forma à vitória da Holanda e criámos a maior pressão possível.
Quanto a nós, o sonho comanda a vida. A partir do meio da competição, começámos a sonhar com o primeiro lugar e continuamos a acreditar que é possível".

Alexandre Ferreira, zona 4, e melhor pontuador do jogo:
"Correu-nos muito bem, conseguimos controlar o jogo quase do princípio ao fim. Ultrapassámos o bloco coreano e o nosso sideout esteve muito bem. Actuámos como uma verdadeira equipa, como um colectivo, e vencemos com justiça. O sonho continua vivo. Não desistimos!".

Kiwon Park, treinador da Coreia: "Cometemos muitos erros. Creio que nunca servimos tão mal. Falhámos muito e, amanhã, teremos de rectificar a nossa atitude.".

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PORTUGAL x COREIA DECIDE TUDO NA LIGA MUNDIAL
04-07-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos defronta amanhã (19h00), no Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa de Varzim, a sua congénere coreana, na sexta e última jornada da Poule E da Liga Mundial 2014.
As duas selecções voltam a encontrar-se no domingo, às 17h00, no mesmo local.

O ingresso para os jogos tem o preço unitário de 3 euros e os jogos serão transmitidos em directo na Sport TV.
O peruano Walter Vera e o sérvio Ivan Lazarevic formam a equipa de arbitragem, enquanto o austríaco Harald Rotter desempenha as funções de Supervisor da FIVB.

À entrada para a última jornada, a Holanda lidera, com 18 pontos, seguida por Portugal (16), a República Checa (15) e a Coreia do Sul (11).

O Seleccionador Nacional, Hugo Silva, escolheu já os 12 portugueses que enfrentarão os coreanos. São os mesmos atletas que defrontaram, em Opava, a República Checa.

 

Selecção Nacional

Nome

DN

Posição

Clube*

Ivo Rodrigues 25.05.87 Central Castelo da Maia GC
Ivo Casas 21.09.92 Libero Castelo da Maia GC
Marcel Gil 08.05.90 Central SL Benfica
João Oliveira 31.07.95 Zona 4 SL Benfica
Miguel Rodrigues 02.03.93 Distribuidor SL Benfica
Marco Ferreira 04.10.87 Oposto SC Espinho
João José (C) 07.06.78 Central AJ Fonte do Bastardo
Tiago Violas 27.03.89 Distribuidor Vitória SC
Valdir Sequeira 22.11.81 Oposto Posojilnica Aich/Dob (AUT)
Idner Martins 19.12.78 Zona 4 Tyumen (RUS)
Manuel Silva 08.12.73 Zona 4 SC Espinho
Alexandre Ferreira 13.11.91 Zona 4 Diatec Trentino (ITA)
Team Manager: Nuno Nunes
Treinador Principal: Hugo Silva
Treinador Adjunto: Carlos Prata
Scouter: Ricardo Teixeira
Médico: Carlos Magalhães
Fisioterapeuta: Nélson Leitão

* À data da primeira convocatória

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O VOLEIBOL VISTO PELA OBJECTIVA DE SOPHIE
03-07-2014

Desconhecida para a maioria, mas já com amizades firmadas entre as hostes portuguesas, Sophie Labusch nasceu na localidade de Gelsenkirchen, na Alemanha, há 20 anos.
Nada e criada no meio voleibolístico, começou praticar a modalidade aos 6 anos por influência do pai e do irmão, mas a verdadeira paixão desta germânica de gema é a fotografia, que utiliza com mestria para captar os melhores momentos dos jogadores… portugueses.

– Como nasce esta paixão pelo Voleibol e em especial pela Selecção Nacional?
“O Voleibol faz parte da minha vida desde o dia em que nasci, pois toda a minha família está ligada à modalidade. No entanto, os maiores influenciadores foram o meu pai e o meu irmão. Eu cresci com o Voleibol à minha volta, passei imensos fins-de-semana nos pavilhões, por isso, é natural que eu tenha este gosto pela modalidade.
Quanto à Selecção Nacional Portuguesa, o carinho nasceu há alguns anos. Lembro-me que, na altura, o João José, que jogava no VfB Friedrichshafen, era um grande ídolo na Alemanha, pois, de facto, é um jogador fantástico e ainda hoje se fala dele lá. Depois, o Valdir Sequeira também jogou no meu país (Generali Unterhachingen) e, mais recentemente, o Marcel Keller Gil (RWE Volleys Bottrop). Penso que Portugal tem um estilo de jogo diferente do que eu estava habituada a ver, o que se tornou interessante de seguir. Depois com o tempo, conheci alguns dos jogadores que sempre foram muito simpáticos para mim e hoje mantenho com alguns deles uma relação de amizade”.

– Geralmente, fotografas três jogadores em especial, o Marcel, o Alex e o Valdir. Para ti, qual é o jogador mais impressionante? E o mais fotogénico?
“É muito difícil dizer, pois, para mim, são todos muito bons jogadores (risos) e também porque jogam em posições diferentes… mas talvez me identifique mais com o estilo do Valdir Sequeira. É um jogador fantástico, com um porte atlético fenomenal, muito forte e rápido. Quanto à fotografia, não tenho preferência, apesar de conseguir melhores fotos com o Alex e o Valdir, pois jogam em posições que conheço bem e assim posso antecipar os seus movimentos e tirar melhores fotos do que a centrais e liberos”.
 


 

– Tens ideia de quantas fotografias já tiraste à Selecção Nacional?
“Não (risos), mas sei que já foram muitas. Geralmente, e dependendo do jogo, tiro entre 900 a 2000 fotos. Depois, selecciono apenas as melhores e, em média, são 70 a 200 as fotografias com que fico”.

– Qual é o teu tipo preferido de fotografia?
“A minha fotografia preferida sem dúvida é o Voleibol. Mas também gosto de fotografar outros desportos, como o básquete, como tive oportunidade de fazer no ano passado em Trento, Itália. Para além destes, gosto de fotografar desportos radicais. Para mim, o importante é captar a dinâmica e emoção do desporto. Aliás, eu adoro desporto, pois, para além de praticar Voleibol, sempre em ligas menores, gosto de esqui, longboard, escalada e, como boa alemã, gosto de ver futebol também”.

– O que significa para ti a Liga Mundial? Quem achas que ganhará a edição deste ano?
“É uma excelente competição, que integra as melhores selecções do mundo, e é uma grande oportunidade para os adeptos poder vê-las no seu país, assim como aos grandes nomes da modalidade, o que é muito emocionante. Quanto ao vencedor, é muito difícil prever, já que as equipas são bastante equilibradas. Eu gostaria que a Alemanha, Portugal e Cuba estivessem na final. Cuba porque gosto muito do Leonel Marshall (risos), mas, atendendo ao histórico e aos recentes resultados, penso que a Itália terá hipóteses de atingir pelo menos o pódio, uma vez que a final se disputa em Florença”.

– Já foste vista em jogos da Liga Mundial nos quais Portugal participava, o último dos quais na Holanda, mas também já o fizeste em solo português. O que pensas sobre o nosso país e os portugueses?
“Gosto muito de Portugal. É um país muito agradável, tem sol, praias e, nesse aspecto, muito diferente da Alemanha, pois é mais quente. As pessoas também são mais acolhedoras, bastante cordiais e simpáticas, fazem-me sentir bem-vinda e por isso este ano voltarei para o jogo com a Coreia do Sul [5 e 6 de Julho]”.

– Já conheces algumas palavras em Português?
“Sim, conheço algumas mas não as pronuncio muito bem. Palavras como “bem, obrigada, sim, olá, bom dia, tudo bem”, que são básicas para quem viaja”.

– A fotografia é um hobby ou algo que desejas perseguir profissionalmente? Quais são os teus planos para o futuro?
“Não considero a fotografia como hobby, mas sim como uma possibilidade de carreira. Tento sempre fazer boas fotos para poder colaborar com revistas online, jornais ou websites. Num futuro próximo, deverei regressar a Itália, onde irei estudar Ciências da Comunicação e Cultura, em Bolzano. Já estive nesse país no ano passado e tentei aperfeiçoar a minha fotografia e ganhar novas experiências. Fazia reportagem fotográfica nos jogos do Trentino Diatec, onde joga o Alex Ferreira, enquanto trabalhava como “au pair” [prestadora de cuidados infantis]. Por isso, espero continuar a evoluir e, de preferência, a colaborar com organizações que estejam interessadas nas minhas fotos”..

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MARCO DESTACA IMPORTÂNCIA DO APOIO DO PÚBLICO
02-07-2014

Na recta final da Fase Intercontinental da Liga Mundial 2014, a Selecção Nacional de Seniores Masculinos mantém-se na corrida ao primeiro lugar da Poule E.
Com a Holanda a liderar, com 18 pontos, seguida por Portugal (16), a República Checa (15) e a Coreia do Sul (11), a última jornada será decisiva para definir a classificação e apurar o vencedor para a Final Four, a realizar nos dias 11 a 13 de Julho em Sydney, na Austrália.

Os jogos Portugal x Coreia estão agendados para sábado (19h00) e domingo (17h00), no Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa de Varzim, e serão transmitidos em directo pela Sport TV.
O peruano Walter Vera e o sérvio Ivan Lazarevic formam a equipa de arbitragem, enquanto o austríaco Harald Rotter desempenha as funções de Supervisor da FIVB.

Marco Ferreira reconhece a importância que os derradeiros jogos com os coreanos têm para a equipa lusa:
"A nossa Poule tem sido muito equilibrada. Todos os jogos têm sido bastante disputados, não há jogos fáceis, como se pôde ver.
Liderámos durante vários jogos, depois foi a vez da Holanda e, agora, estão três equipas a disputar o primeiro lugar, embora, como é lógico, seja mais difícil para a República Checa.
Acima de tudo, temos de nos concentrar nos dois jogos que temos em casa, com a Coreia.
Já provámos aquilo que somos capazes de fazer e acredito que, com o apoio do nosso público, podemos vencer os dois jogos... e teremos de continuar a alimentar algumas esperanças que a Holanda não faça mais do que três pontos".

Uma casa cheia compensaria as adversidades e recompensaria a qualidade do trabalho realizado até agora.
Assim sendo, o oposto lusitano passa ao ataque:
"Seria muito bom para a equipa que o público comparecesse em número e entusiasmo.
Ficámos muito satisfeitos com a casa que tivemos em Matosinhos [frente à Holanda]... Muito sinceramente, ficámos surpreendidos com aquele ambiente espectacular. Já não via um ambiente daqueles em Portugal há já vários anos.
Isso incentivou-nos, deu-nos ainda mais força e gostávamos muito que esse apoio se voltasse a repetir, ainda para mais agora que disputamos em casa dois jogos tão importantes".

Liga Mundial 2014. Os dois primeiros classificados da Poule A (Brasil, Itália, Polónia e Irão) e da Poule B (Rússia, campeã em título, Estados Unidos, Bulgária e Sérvia), juntam-se ao organizador (Itália) na Fase Final, que será disputada em Florença por seis selecções (a sexta será o vencedor da Final Four de Sydney).

Os primeiros classificados das Poules C (Bélgica, Canadá, Austrália e Finlândia), D (Argentina, Alemanha, França e Japão) e E (Holanda, Coreia do Sul, Portugal e República Checa), juntamente com a Austrália (organizador), apuram-se para uma Final Four, a disputar em Sydney, que qualifica o vencedor para a Fase Final de Florença [Ver Qualificação].

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CHECOS ENTRAM NA CORRIDA...
01-07-2014

A sexta e última jornada da Poule E da Liga Mundial não podia concentrar mais expectativas. Quando faltam apenas dois jogos para se conhecer quem irá carimbar o passaporte para Sydney, Austrália, três equipas almejam ainda ser as contempladas com essa sorte. Com os três primeiros classificados, Holanda, Portugal e República Checa, separados por apenas três pontos, as atenções estarão divididas por terras holandesas e portuguesas, já que qualquer deslize da Holanda frente à República Checa pode ser aproveitado pelos seus adversários mais directos.

Como a esperança é a última a morrer, Portugal, que recebe a Coreia do Sul – a única selecção que já não pode chegar ao topo da classificação –, acredita que ainda tem uma palavra a dizer nesta última oportunidade de recuperar a liderança que perdeu na localidade checa de Opava.

"O mais importante é chegarmos à última jornada e sabermos que estamos a disputar um lugar cimeiro de uma poule, pois, à partida, muito poucos ou, se calhar, ninguém mesmo acreditava que Portugal fizesse o percurso que fez. E chegar à última jornada e lutarmos pela liderança com duas equipas fortes como a Holanda e a República Checa é de facto de louvar, principalmente por tudo aquilo que foi feito”, salienta Hugo Silva, reconhecendo:
”Também é verdade que tivemos muita coisa na mão. A equipa fez três quartos de prova de nível muito bom, mas depois, quando era importante assumir e jogar para decidir coisas importantes, a equipa não foi capaz de dar a resposta adequada.
Lancei essa questão à equipa: até que ponto éramos capazes de lidar com a liderança e por duas vezes não o conseguimos”.

Contudo, ainda nada está perdido, como refere o Seleccionador Nacional:
“Acredito que ainda estamos em condições de respondermos positivamente a esta questão e acho que todos temos de fazer um último esforço para de alguma forma irmos atrás daquilo que por duas vezes não conseguimos provar: que somos capazes de estar a jogar ao mais alto nível e com metas ambiciosas”.

Em relação ao que será possível fazer nesta última semana de trabalho, Hugo Silva diz que “é mais uma semana como as outras. Teremos de trabalhar sempre em função do nosso adversário, neste caso a Coreia, e ir melhorando aquilo que temos de melhorar da nossa equipa”, mas lembra:
“Vamos acabar esta Liga Mundial a jogar em casa e eu espero que o público apareça mais uma vez porque é o prémio mais justo que estes atletas podem ter”.

Os jogos Portugal x Coreia estão agendados para sábado (19h00 locais) e domingo (17h00 locais), no Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa de Varzim, e serão transmitidos em directo pela Sport TV.

Liga Mundial 2014. Os dois primeiros classificados da Poule A (Brasil, Itália, Polónia e Irão) e da Poule B (Rússia, campeã em título, Estados Unidos, Bulgária e Sérvia), juntam-se ao organizador (Itália) na Fase Final, que será disputada em Florença por seis selecções (a sexta será o vencedor da Final Four de Sydney).

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CHECOS ENTRAM NA CORRIDA...
28-06-2014

A República Checa venceu hoje, em Opava, a Selecção Nacional de Seniores Masculinos por 3-1 (26-24, 25-14, 17-25 e 25-17), no segundo jogo da 5.ª jornada da Poule E da Liga Mundial 2014, cuja classificação é agora liderada pela Holanda, com o mesmo número de pontos de Portugal, mas com menos um jogo disputado. A República Checa é terceira, com menos um ponto, pelo que continua na corrida a Sydney.
Uma exibição menos conseguida por parte dos portugueses, muito irregulares e incapazes de segurarem vantagens no marcador, aliada a uma equipa checa que cresce quando está na mó de cima, fizeram com que a formação lusitana regresse a Portugal com apenas um ponto na bagagem.
Contudo, ainda faltam dois jogos, que serão disputados no próximo fim-de-semana na Póvoa de Varzim, onde o público poderá ter uma uma acção determinante na obtenção de mais duas vitórias.

Hoje, Portugal até teve um excelente começo, com os serviços certeiros a serem complementados pelos blocos de João José e os ataques de Alexandre Ferreira (8-1).
Incapazes de susterem os ataques de João Oliveira e Alex, os checos viram Portugal distanciar-se no marcador (12-6). Reagiram (13-9), mas Portugal voltou a distanciar-se (16-11).
Porém, num ápice, tudo mudou...
Com Michal Finger a servir e... a atacar, os checos aproximaram-se perigosamente (17-15) e um serviço directo de Adam Bartos destruiu todo o trabalho dos portugueses (18-18).
Pior: a equipa de Smejkal Zdenek passou para a frente pela primeira vez (21-20), com um ataque de Tomas Siroky. Marco Ferreira respondeu à altura (22-21) e João José blocou momentaneamente as pretensões checas (23-21).
Contudo, os portugueses começaram a cometer erros, enquanto os checos cresciam a olhos vistos...
Os homens de Leste igualaram, Alex ainda deu novamente vantagem a Portugal, mas um serviço e um ataque falhados pelos portugueses, seguido de um serviço directo dos checos, levaram ao rubro os adeptos locais: 26-24.

O sinal mais dos checos continuou no segundo set (4-1). Portugal igualou (4-4) com um bloco de Marcel Gil, mas a equipa da casa logrou atingir o primeiro tempo técnico em vantagem (8-6), com um ataque do central Jakub Vesely.
Dois pontos consecutivos no ataque conseguidos por Petr Michalek deram vantagem aos checos(11-7), contrastando com a dificuldade sentida pelos portugueses em fazerem a bola contactar com o solo... Um serviço directo de Vesely, logo seguido de um bloco triplo, revelou ainda mais as fragilidades da equipa portuguesa (16-7).
Sem conseguir atacar e, ainda por cima, sem conseguir suster os ataques adversários, a equipa lusa tornou-se uma presa fácil para os checos: 25-14, com um serviço directo de Adam Bartos.

O terceiro set parecia quer mostrar uma Selecção Nacional renascida e com garra. Portugal esteve sempre na frente (3-1, 10-6), parecendo que queria vingar-se do resultado do set anterior...
Desta feita, era o bloco checo que não chegava para suster o ímpeto lusitano (16-9).
Alex Ferreira contabilizou o seu 16.º ponto individual e os checos começaram a ver as hipóteses de chegarem ao triunfo máximo esfumarem-se (21-10).
Reagiram, como se impunha (21-13), mas Valdir travou a recuperação, com dois pontos consecutivos no ataque (23-14). E Alex fechou a contagem com o resultado de 25-17.

No quarto set, e apesar de Alex continuar a somar pontos no ataque, os checos lograram chegar em vantagem à primeira paragem obrigatória (8-5), aumentá-la pouco depois (12-6) e segurá-la até ao segundo tempo técnico (16-10).
Portugal não baixou os braços, mas a garra que tentava colocar nas jogadas não tinha a devida correspondência na eficácia das suas acções. A perder por 14-22, a equipa lusa ainda tentou surpreender os checos (16-22), mas a equipa de Smejkal Zdenek jogava já com o triunfo bem visível no seu horizonte e o resultado de 15-17 confirmou a sua supremacia neste jogo.

Autor de 20 pontos, Alexandre Ferreira foi o melhor pontuador do jogo, enquanto Michal Finger, com 16, foi o melhor dos checos nesse capítulo.

Hugo Silva, Seleccionador Nacional:
"Foi um jogo semelhante ao de ontem, só que no primeiro jogo falhámos no terceiro set e hoje foi logo no primeiro. Não podemos perder sets daquela forma. Não há desculpa para perder sets desta maneira e a este nível.
Depois, tentámos ir atrás do prejuízo, mas creio que acusámos demasiado o set que tínhamos cedido.
Precisamos de trabalhar a parte emocional, porque não somos estáveis e necessitamos de evoluir com os erros, senão não conseguiremos ultrapassar as dificuldades.
De qualquer forma, penso que devemos enaltecer tudo o que foi feito até aqui por este grupo de trabalho.
Ainda há mais dois jogos e esta equipa precisa do apoio de toda a gente. Esperamos que na Póvoa o público apareça pois acho que, pelo trajecto que fez até aqui, esta Selecção merecia terminar a Liga Mundial com duas casas cheias"-

Idner Martins, Zona 4:
"Esta equipa tem de continuar a trabalhar. Hoje, teve muitos altos e baixos. Os checos entraram da forma como tinham acabado a partida de ontem e o nosso jogo não encaixou com o deles. Tentámos fazer algumas mudanças, que não surtiram efeito.
O primeiro set poderia ter sido o começo de outro resultado, mas perdemos essa oportunidade.
Agora, frente à Coreia serão jogos diferentes. Temos uma semana para trabalhar de forma a podermos chegar à Póvoa de Varzim e conseguir boas exibições e bons resultados"-

O regresso da comitiva portuguesa está agendado para amanhã (29 de Junho):
Voo LH 1363 – Katowice / Frankfurt - 06h00 / 07h35
Voo LH 1176 – Frankfurt / Porto - 09h00 / 10h40

Contacto na República Checa
Hotel Cvilin, em Krnov, Opava – Tel: (+420) 554 625 255 / Fax: (+420) 554 625 240

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PORTUGAL TEVE A VITÓRIA NA MÃO...
27-06-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos teve hoje uma excelente oportunidade de reforçar a liderança na Poule E da Liga Mundial, mas deixou-a escapar e está agora dependente dos resultados que a Holanda conseguir obter na Coreia do Sul.
Após estar a vencer a República Checa por dois sets a zero, a equipa das quinas «deixou» que o seu adversário crescesse e acabou por perder, ingloriamente, o jogo por 2-3 (25-18, 25-23, 23-25, 23-25 e 11-15).
Portugal continua a liderar a Poule E, com 16 pontos, mais dois do que a Holanda, que, contudo, tem menos um jogo disputado, e quatro do que a República Checa.
Amanhã, portugueses e checos voltam a defrontar-se (14h50), em jogo que poderá ser seguido em directo na Sport TV.

Início do jogo equilibrado: Portugal liderou o marcador até aos 6-6, altura em que os checos ganharam vantagem pela primeira vez, tendo atingido o primeiro tempo técnico com a diferença mínima (8-7).
Essa situação prolongou-se (12-12), com as equipas a arriscarem e a falharem vários serviços, sobretudo a checa. Disso se aproveitou a formação liderada por Hugo Silva: Valdir fez o 15-12 no ataque e obrigou Smejkal Zdenek a pedir um desconto de tempo.
João José, com a autoridade de um capitão, antecipou-se a um bloco triplo e deu uma vantagem de três pontos às cores lusitanas (16-13). Um ataque para fora de Michal Krisko obrigou o treinador checo a gastar novo pedido de tempo.
Foi preciso um ataque ao segundo toque dos distribuidor checo para cortar o ritmo ganhador de Portugal. A reacção checa provocou mossas na defesa alta e baixa dos portugueses, que viram o adversário aproximar-se (19-17).
Alex Ferreira fez, no ataque, o seu 5.º ponto individual e João José, com um bloco, dilatou a vantagem (22-19). A vitória apareceu pelas mãos de Alex Ferreira: 25-18.

Disposta a não atirar com a toalha ao chão, a equipa do Leste europeu entrou a pressionar no segundo set (3-0). Portugal equilibrou (4-4), mas foram os checos que, apoiados pelo seu ruidoso público (2.250 espectadores), chegaram em vantagem à primeira paragem obrigatória (8-6).
Um bloco do capitão checo, Ales Holubec, distanciou ainda mais a Rep. Checa (14-11), mas a reacção dos portugueses desorientou, momentaneamente, os checos (15-14).
A ganhar por 21-20, Portugal viu-se em dificuldades para suster nova investida checa (21-22), mas João José voltou a equilibrar o marcador.
Um serviço directo de Alex fez o 24-22 e um serviço falhado pelos checos deu a Portugal o triunfo por 25-23.

No set do tudo ou nada para a equipa da casa, os checos começaram a pressionar (serviço e ataque) logo desde o início, embora só a meio do parcial tenham conseguido usufruir desse pressing (14-10). O central Jakub Vesely, o jogador mais alto em campo (2,07 metros) fez o 16-12, complicando a vida a Portugal.
Um serviço directo de Tiago Violas (re)aproximou Portugal (16-15), obrigando Zdenek a reuniu os seus jogadores.
Depois, tudo mudou. Acusando um pouco a responsabilidade de fechar o set e o jogo, Portugal passou de uma situação de igualdade para outra de alto risco (21-23). E os checos venceram por 25-23.

No quarto parcial, e a perder por 0-2, Portugal chegou-se à frente com dois pontos (ataque e serviço) de Valdir (3-2). Novamente em desvantagem, Portugal igualou (6-6) com um serviço directo de Marcel Gil.
Os checos voltaram a acelerar (10-6), mas os portugueses, com Violas a servir, responderam à altura (10-10). E Marco Ferreira rubricou, no ataque, o ponto da vantagem (11-10).
À passagem do segundo tempo técnico, Portugal vencia por 16-14, com um ponto de Marcel Gil no ataque.
No entanto, os checos passaram para a frente com dois blocos (18-17).
Petr Michalek fez o 21-19 e o 23-21 no ataque. E Filip Habr fechou com 25-23.

Portugal perdia o controlo do jogo e via o seu adversário crescer cada vez mais...
Na «negra», e apesar da sua expressão denunciar as dores que sentia na perna, João José procurou levantar o ânimo da equipa (2-1).
E a verdade é que Portugal se bateu bem até à recta final do set (10-10), mas, depois, o bloco checo continuou a fazer a diferença, com Jakub Vesely a assinar, no bloco e no ataque, os pontos da vitória: 15-11.

Alexandre Ferreira e Valdir Sequeira, ambos com 19 pontos, foram os melhores pontuadores do jogo, enquanto Michal Krisko, com 14, foi o artilheiro dos checos.

No final, Hugo Silva salientou:
"O jogo teve duas partes totalmente distintas. Nos dois primeiros sets, estivemos bem e mostrámos o porquê de estarmos na liderança. Rubricámos uma performance boa, pese embora alguns erros infantis que fizeram com que os sets acabassem por ser um bocadinho equilibrados. Depois, o terceiro set matou o jogo... Perdemos a cabeça, fomos demasiado infantis e muito inocentes diante de uma equipa como a República Checa e acho que perdemos o jogo por nossa culpa.
Temos de deixar de falar e pensar em Sydney [Final Four] e concentrarmo-nos totalmente no jogo de amanhã".

O central Marcel Gil reconheceu:
"Estávamos a fazer um bom jogo, mas, depois, acusámos o stress e não tivemos a calma suficiente para resolver o jogo.
Os checos nem jogaram nada de especial, mas aproveitaram bem a situação e acabaram também por ter alguma sorte.
Agora, resta-nos olhar para a frente, descansar e reflectir sobre os erros que cometemos hoje. Amanhã, temos de entrar bem no jogo e lutar pela vitória".

Contacto na República Checa
Hotel Cvilin, em Krnov, Opava – Tel: (+420) 554 625 255 / Fax: (+420) 554 625 240

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BRAÇO-DE-FERRO NO REP. CHECA x PORTUGAL
26-06-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos treinou hoje por duas vezes no pavilhão de Opava, onde amanhã (16h50) e sábado (14h50) defronta a República Checa.

Se de manhã o apuro de forma não foi muito intenso, dado o cansaço acumulado nas viagens efectuadas no dia anterior, o treino da tarde puxou mais pelos jogadores portugueses, que se esmeraram nas acções ofensivas, sobretudo em combinações defesa /ataque.

O facto de Portugal ser o líder da Poule E criou naturais e legítimas expectativas entre o grupo de trabalho, embora todos procurem ter a cabeça fria no momento de enfrentar os quatro jogos que separam Portugal de uma possível viagem até Sydney.

Hugo Silva, que foi hoje entrevistado pela televisão checa, salienta a importância dos embates com os checos, com quem os portugueses dividiram as vitórias nos jogos disputados na Póvoa de Varzim, na 1.ª jornada da Poule E da Liga Mundial:
"É mais uma etapa, mais um jogo difícil como têm sido todos; este talvez seja mais difícil, uma vez que tem o peso de decidir muita coisa, para nós e para a República Checa".

E o Seleccionador Nacional reforça:
"É um jogo extremamente importante e, como tal, estamos a contar ter de enfrentar grandes dificuldades. No entanto, a equipa continua a trabalhar bem e está confiante, pelo que o único resultado que espero é uma vitória".

Do lado contrário, também reina a confiança:
"Agora que recuperámos do jet lag da viagem à Coreia do Sul e efectuámos bons treinos aqui, em Opava, estamos preparados para os próximos dois compromissos. Creio que a equipa portuguesa é acessível e estou confiante na obtenção da vitória nos dois jogos", avisa Ales Holubec, o capitão dos checos.

Os jogos serão transmitidos em directo na Sport TV e a equipa de arbitragem será formada por Borislav Pobornikov (Bulgária) e Aliaksandr Piasetski (Bielorrússia).

Após 8 jogos disputados, a classificação da Poule E está assim definida:
1.º Portugal, 5 vitórias / 3 derrotas, 15 pontos
2.º Holanda, 5 vit / 3 der, 14 pts
3.º República Checa, 4 vit / 4 der, 10 pts
4.º Coreia do Sul, 2 vit / 6 der, 9 pts

Contacto na República Checa
Hotel Cvilin, em Krnov, Opava – Tel: (+420) 554 625 255 / Fax: (+420) 554 625 240

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SELECÇÃO NACIONAL DEFENDE LIDERANÇA NA REPÚBLICA CHECA
25-06-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos defronta na sexta-feira (16h50), no Mestska Hala, em Opava, a sua congénere checa, na 5.ª e penúltima jornada da Poule E da Liga Mundial 2014.
As duas selecções voltam a encontrar-se no sábado, no mesmo local e às 14h50.
Os jogos serão transmitidos em directo na Sport TV.

A equipa de arbitragem será formada por Borislav Pobornikov (Bulgária) e Aliaksandr Piasetski (Bielorrússia). O canadiano Hugh Wong é o Supervisor FIVB.

Após 8 jogos disputados, a classificação da Poule E está assim definida:
1.º Portugal, 5 vitórias / 3 derrotas, 15 pontos
2.º Holanda, 5 vit / 3 der, 14 pts
3.º República Checa, 4 vit / 4 der, 10 pts
4.º Coreia do Sul, 2 vit / 6 der, 9 pts

A comitiva portuguesa viaja hoje para a República Checa, cumprindo o seguinte itinerário (horas locais):
Voo LH 1179 – Porto / Frankfurt (Alemanha) - 16h15 / 19h55
Voo LH 1362 – Frankfurt / Katowice (Polónia) - 22h05 / 23h25
A viagem para Opava (Rep. Checa) será feita de autocarro (~120 km)

O regresso está previsto para o dia 29 de Junho (domingo):
Voo LH 1363 – Katowice / Frankfurt - 06h00 / 07h35
Voo LH 1176 – Frankfurt / Porto - 09h00 / 10h40

Contacto na República Checa
Hotel Cvilin, em Krnov – Tel: (+420) 554 625 255 / Fax: (+420) 554 625 240

Para defrontar os checos, o Seleccionador Nacional, Hugo Silva, escolheu os mesmos 12 jogadores que enfrentaram os holandeses em Matosinhos.

 

Comitiva Portuguesa

Nome

DN

Posição

Clube*

Ivo Rodrigues 25.05.87 Central Castelo da Maia GC
Ivo Casas 21.09.92 Libero Castelo da Maia GC
Marcel Gil 08.05.90 Central SL Benfica
João Oliveira 31.07.95 Zona 4 SL Benfica
Miguel Rodrigues 02.03.93 Distribuidor SL Benfica
Marco Ferreira 04.10.87 Oposto SC Espinho
João José (C) 07.06.78 Central AJ Fonte do Bastardo
Tiago Violas 27.03.89 Distribuidor Vitória SC
Valdir Sequeira 22.11.81 Oposto Posojilnica Aich/Dob (AUT)
Idner Martins 19.12.78 Zona 4 Tyumen (RUS)
Manuel Silva 08.12.73 Zona 4 SC Espinho
Alexandre Ferreira 13.11.91 Zona 4 Diatec Trentino (ITA)
Team Manager: Nuno Nunes
Treinador Principal: Hugo Silva
Treinador Adjunto: Carlos Prata
Scouter: Ricardo Teixeira
Médico: Ricardo Aido
Fisioterapeuta: Nélson Leitão

* À data da primeira convocatória

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PORTUGAL RECUPERA CONFIANÇA E LIDERANÇA NA LIGA MUNDIAL
22-06-2014

O segundo jogo frente à Holanda não poderia ter corrido melhor para as cores portuguesas. Apoiada no Centro de Congressos e Desportos de Matosinhos por um público incansável na sua dedicação, a equipa de Hugo Silva venceu por 3-1 (25-20, 28-26, 21-25 e 25-18), recuperou a liderança da Poule E e viaja, na quarta-feira, para a República Checa com uma almofada pontual confortável relativamente ao seu próximo adversário. Hoje, Dick Kooy ainda tentou remar contra a maré, mas não podia fazer tudo sozinho...

Início de set interessante, com Portugal, muito apoiado pelo numeroso público, a recuperar de uma desvantagem inicial (0-3), a equilibrar as forças (5-5, 8-8) e a passar para a frente (11-10). Um amorti de Valdir e um ataque de Alex aumentaram a vantagem (14-12) dos portugueses, que conseguiram manter ao longo do tempo (19-17). Um ataque falhado por Dick Kooy denotou alguma desorientação por parte dos holandeses (21-19). E um bloco individual de Miguel Rodrigues ao capitão holandês ainda colocou mais a nu as dificuldades da equipa de Edwin Benne. Alex fez o 24.º ponto, Ivo Casas salvou uma bola impossível e Diefenbach deslumbrou-se e atacou... para fora: 25-20.

Portugal entrou bem no segundo set (4-1), mas teve de enfrentar a reacção holandesa (4-3). Novamente em vantagem por três pontos (11-8) e nova recuperação por parte dos visitantes (11-10). O set prometia... mas o bloco dos lusitanos começou a fazer a diferença: Marcel segurou Overbeek e Miguel Rodrigues voltou a blocar Kooy (15-11).
Nova resposta por parte dos holandeses (16-13), que, contudo, não atemorizou a equipa de Hugo Silva. Valdir Sequeira furou o bloco contrário (19-13)...
Então, quando tinham a vitória na mão, os portugueses tremeram: com Diefenbach a servir, a
Holanda transformou uma desvantagem em vantagem (16-21 para 22-21), sobretudo pela acção de Koelewijn no bloco.
A perder por 22-24, Portugal, impulsionado pelo numeroso e entusiástico público, deu a volta ao resultado e fechou o triunfo com dois pontos de Alex: 28-26.

Início do terceiro set muito equilibrado, com o ataque a mostrar-se mais forte do que os blocos das duas equipas. Ligeira vantagem de Portugal (8-7), anulada no segundo tempo técnico, com 16-15 para a Holanda. Três pontos consecutivos de Kooy no ataque distanciaram os holandeses (21-17). Mais dois pontos do capitão holandês, um ataque e um serviço colocaram a Holanda em boa posição para fechar o parcial (23-19), o que aconteceria pelas mãos de Kooy, com o seu 18.º ponto individual: 25-21.

O quarto foi outro set muito equilibrado, com João Oliveira a dar vantagem aos lusitanos (9-7), mas Ter Horst a igualar, com dois pontos consecutivos no ataque, e Koelewijn, com um bloco, a passar a Holanda para a frente (10-9). Contudo, Portugal comandava à passagem do segundo tempo técnico (16-14), com um bloco individual de Marcel a Diefenbach.
Algo desorientados, os holandeses viram os portugueses começarem a crescer e a anularem, no bloco, as investidas do ataque contrário (21-16).
João José fez o 24-18 e... Alex levou o público ao rubro ao selar o triunfo com o resultado de 25-18.

Dick Kooy, com 21 pontos, e Valdir Sequeira, com 18, foram os melhores pontuadores das suas equipas.



Ambição e público na vitória portuguesa

Hugo Silva, treinador de Portugal: "Queria ressalvar uma coisa que foi importantíssima para a vitória: o apoio do público, que já ontem esteve incansável, mas não teve a devida recompensa da nossa parte. Tinha dito anteriormente que Portugal é um país do futebol, mas com este público, vejo que há espaço para todos os desportos. Mostrámos hoje muito mais ambição e agora a questão que se coloca é esta: Será que conseguimos lidar com a liderança? Os próximos jogos darão a resposta".

Alexandre Ferreira: "Gostaria de agradecer aos milhares de espectadores que estiveram ontem e hoje neste pavilhão, que acreditaram sempre e nos apoiaram. Posso dizer que já há alguns anos que não se via um público como este em jogos da Selecção Nacional. Tenho pena que ontem não tenhamos conseguido jogar bem, mas o público não deixou de acreditar em nós e foi hoje um factor de peso para a conquista desta vitória.
Estamos na liderança e, agora, temos de procurar vencer os próximos jogos para podermos passar à segunda fase da Liga Mundial".

Dick Kooy, capitão da Holanda: "Portugal jogou muito bem e nós não estivemos tão bem como ontem. Fizemos algumas substituições, que, no entanto, não surtiram efeito".

Edwin Benne, treinador da holanda: "Jogámos tal e qual como ontem, mas Portugal esteve muito melhor do que no primeiro jogo. os meus parabéns pela vitória. Acho que o set crucial deste jogo foi o segundo, em que nós estávamos a perder, recuperámos, mas não conseguimos vencer. O terceiro foi nosso, mas no quarto não conseguimos aguentar a pressão dos portugueses".

Ivo Casas: "Acho que jogámos muito bem, o nosso sideout esteve impecável e a vitória é inteiramente justa"..

Do lado contrário estará uma Holanda supermotivada com o comando da Poule E.
"Amanhã é um novo jogo. Tudo está em aberto novamente", reconhece o treinador Edwin Benne, que, no entanto, avisa:
"A nossa equipa procurará jogar ao nível a que se exibiu hoje, pois este fim-de-semana é muito importante para a definição do primeiro lugar do grupo".
O capitão Dick Kooy concorda:
"Amanhã, partimos outra vez do zero. Estarão em campo as duas melhores selecções da poule e
teremos de jogar bem para voltarmos a conquistar a vitória".

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HOLANDA COM A DETERMINAÇÃO DE UM LÍDER
21-06-2014

A Holanda saltou hoje para a liderança, isolada, da Poule E ao rubricar uma excelente vitória (3-0: 25-16, 25-23 e 25-22) no recinto do seu concorrente mais directo, Portugal, que hoje esteve muito longe de apresentar a consistência de jogo que lhe permitiu amealhar vitórias na Holanda e Coreia do Sul.

Atacando bem e servindo melhor, a Holanda adiantou-se no marcador (5-2 e 9-6). Apoiado pelo público, Portugal recompôs-se, acertou a sua recepção e defesa e começou a pressionar, sobretudo com o seu serviço. Tiago Violas, com um serviço directo, igualou e Alexandre Ferreira pôs Portugal pela primeira e única vez na frente (11-10).
Novo acelerar de ritmo do jogo por parte da equipa de Edwin Benne e os holandeses outra vez em vantagem (19-11), com quatro serviços directos de Nimir a desnortearem a defesa lusitana.
Robin Overbeeke manteve os portugueses à distância (22-15, 24-16) e Diefenbach selou o resultado com um bloco: 25-16.

No segundo set, os serviços continuaram a fazer a diferença. Foi com um serviço directo que Valdir Sequeira igualou (9-9), depois de Portugal ter estado a perder por 7-9, e foi com mais um serviço eficaz que Overbeeke distanciou novamente a Holanda: 14-11, vantagem que a equipa forasteira manteve até ao 2.º tempo técnico (16-13).
Portugal igualou já à entrada para a recta final do parcial (20-20), mas a Holanda voltou a descolar, por Diefenbach (22-20), e fechou a vitória com o resultado de 25-23...

O terceiro set manteve a tendência dos anteriores. Portugal continuou a apresentar dificuldades para suster quer os fortes serviços adversários quer os ataques de Overbeeke (3-1, 11-7, 13-9), mas procurou reagir aos apelos do público (14-14).
Todavia, um bloco de Nimir (20-17) permitiu à Holanda colocar-se na pole position para fechar o set, mas Valdir, com três serviços directos voltou colocar Portugal na luta (22-20).
Então, deu-se o golpe de teatro: apoiada, novamente, nos serviços fortes do seu distribuidor, Nimir, a Holanda chegou ao comando do marcador (24-22) e fechou o surpreendente triunfo com um erro de ataque dos portugueses: 25-22.

Robin Overbeeke e Valdir Sequeira, com 15 pontos, foram ambos os melhores pontuadores do jogo.



Hugo Silva: "Não atirámos a toalha ao chão"

Edwin Benne, Treinador da Holanda, não escondeu a sua satisfação pela vitória que deu a liderança à Holanda.
"É uma vitória muito importante. Começámos de uma forma muito forte e agressiva, sobretudo no serviço e conseguimos jogar a um nível muito alto. Estou muito contente pois estamos a crescer, à semelhança do que aconteceu na última semana".

Dick Kooy, capitão da Holanda: "O nosso serviço esteve muito bem. Jogámos como uma equipa. Portugal e a Holanda são as melhores equipas da poule. Hoje vencemos com justiça, mas amanhã é um novo jogo e ambas as selecções partem do zero".

João José, capitão de Portugal: "Não foi um jogo fácil. A Holanda serviu muito bem e nós não estivemos no nosso melhor. Mesmo quando conseguimos passar para a frente no marcador, não tivemos soluções para fechar o set a nosso favor".

Hugo Silva, Treinador de Portugal:
"Esta equipa ainda não está madura suficiente para saber lidar com a situação de liderança. Tínhamos um objectivo inicial de lançar novos atletas, mas, com os resultados que alcançámos, criaram-se expectativas muito altas. Não soubemos lidar com isso e a Holanda aproveitou-se bem desse facto. Serviu muito bem e o seu distribuidor desequilibrou como só os grandes jogadores conseguem fazer. Conseguimos discutir dois sets, mas também tivemos alguma infelicidade. A Holanda empolgou-se e nós não lhe soubemos criar dificuldades.
Mas não atiramos a toalha ao chão. Queremos vencer o grupo e ir mais além".

Portugueses derrotados mas não convencidos

Portugal e Holanda disputam amanhã, pelas 15h00, o 2.º «round» pela liderança da poule E, que poderá voltar a mudar de mãos. Pelo menos assim acreditam os milhares de adeptos portugueses que estiveram hoje presentes no Centro de Congressos e Desporto de Matosinhos e, igualmente, a equipa portuguesa.
Portugal, promete João José, vai "aprender com as coisas boas que fizemos hoje e tentar rectificar os erros cometidos".
O treinador Hugo Silva salienta: "Estes jogadores ensinaram-me que a ambição é algo que não se esgota e isso faz-me acreditar que amanhã vai ser um jogo diferente. Queremos ganhar o grupo e ir mais além".

Do lado contrário estará uma Holanda supermotivada com o comando da Poule E.
"Amanhã é um novo jogo. Tudo está em aberto novamente", reconhece o treinador Edwin Benne, que, no entanto, avisa:
"A nossa equipa procurará jogar ao nível a que se exibiu hoje, pois este fim-de-semana é muito importante para a definição do primeiro lugar do grupo".
O capitão Dick Kooy concorda:
"Amanhã, partimos outra vez do zero. Estarão em campo as duas melhores selecções da poule e
teremos de jogar bem para voltarmos a conquistar a vitória".

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HUGO SILVA ESCOLHEU OS 12 QUE VÃO DEFRONTAR A HOLANDA
20-06-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos defronta amanhã (15h00) no Centro de Congressos e Desportos de Matosinhos, a sua congénere holandesa, na 4.ª jornada da Poule E da Liga Mundial 2014.
As duas selecções voltam a encontrar-se no domingo, no mesmo local e à mesma hora.
O ingresso para os jogos tem o preço unitário de 3 euros. Os jogos serão transmitidos em directo na Sport TV.
A equipa de arbitragem será formada por Josmer Perez (Porto Rico) e Elbis Zamora (Venezuela). O eslovaco Lubor Halanda é o Supervisor FIVB.

O Seleccionador Nacional, Hugo Silva, escolheu já os 12 portugueses que enfrentarão os holandeses.
A única alteração em relação à equipa que disputou, nas duas últimas semanas, os jogos na Holanda e na Coreia do Sul é a saída de José Vieira (Calaça) e a entrada de Idner Martins.

Do lado de lá da rede estará uma velha conhecida: a Holanda, que tem como meta assumida o apuramento para a Final Four de Sydney, na Austrália.
Para conseguir tal desiderato, os homens do país das tulipas terão de vencer em Matosinhos...
"É verdade que os últimos jogos foram muito equilibrados", admite o treinador Edwin Benne, rematando:
"São dois jogos muito importantes para nós, embora ainda não decidam nada na poule. Espero que a nossa equipa mantenha a tendência de crescimento que mostrou na República Checa, pois creio que podemos melhorar ainda mais".

Os 12 convocados da Holanda:
Distribuidores – Nimir Abdelaziz e Yannick van Harskamp
Zonas 4 – Thijs ter Horst, Dick Kooy, Maarten van Garderen e Robbert Andringa
Centrais – Thomas Koelewijn, Michael Parkinson e Jasper Diefenbach
Libero – Gijs Jorna
Opostos – Ewoud Gommans e Robin Overbeeke

"O oposto Robin Overbeeke é um jogador-chave na manobra da equipa. Quanto aos zonas 4 [falta o Rauwerdink], tanto o Kooy, que nos defrontou na Holanda, como o Ter Horst e o Van Garderen, que jogaram na República Checa, já mostraram o seu potencial. Estes dois últimos são jogadores frescos e motivados.
Conhecemos bem os centrais Koelewijn e Diefenbach, que são jogadores a ter em atenção.
Em relação ao distribuidor, Van Harskamp joga muito mais rápido e tem características diferentes das do Nimir. Esperamos uma equipa mais forte do que aquela que enfrentámos na Holanda", salienta Hugo Silva.

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PORTUGAL x HOLANDA COM CARÁCTER DECISIVO
19-06-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos vai defrontar, pelas 15h00 de sábado e de domingo, a Holanda, no Centro de Congressos e Desportos de Matosinhos.

Não obstante Portugal ocupar o primeiro lugar na classificação da Poule E, o Seleccionador Nacional continua a manter-se fiel aos seus princípios. Os objectivos delineados são para cumprir e, sem olhar a adversários, os portugueses devem procurar a vitória em todos os jogos.
Conhecido por estudar muito bem os seus oponentes, Hugo Silva prefere concentrar-se na sua própria equipa.

– Como é que a Selecção Nacional encara a Holanda, uma equipa que joga o tudo por tudo em Matosinhos?
"Acima de tudo, vamos manter aquilo que sempre defendemos desde o início, que é lutar pela vitória em todos os jogos, dignificar o país e deixar, onde jogarmos, uma boa imagem da modalidade.
Esse é o nosso principal objectivo e temos de estar com os pés bem assentes na terra. Não somos muito melhores do que éramos antes de começar esta edição da Liga Mundial. Houve melhorias, como é óbvio, e é de louvar toda esta evolução e a posição que ocupámos na classificação neste momento, mas não temos de mudar rigorosamente nada.
Os nossos objectivos mantêm-se inalteráveis e, por isso, vão ser mais dois jogos em que iremos lutar pela vitória, com a motivação extra de que se conseguirmos resultados positivos, podemos afastar uma equipa que é candidata, mas não passa disso.
Não é muito bom pensar no que pode ser uma classificação final. Isso é dar um tiro nos pés e fazer com que as coisas não corram naturalmente. E nós temos de deixar que tudo corra naturalmente e chegar ao fim, fazer as contas e ver o que pode dar".

– Em termos de resultados, a Holanda tem sido o adversário mais difícil, aquele que tem conseguido sempre disputar o quinto set, mas agora, em casa...
"... Jogar em casa não tem sido benéfico para nós. Tem sido um factor de maior pressão para todos os jogadores e para a equipa.
Estes serão dois jogos bons para reverter essa tendência e mostrarmos o contrário: que o factor casa, se os jogos tiverem muito público a puxar pela equipa, pode ser muito bom para nós e, assim, darmos uma alegria aos apaixonados da modalidade.
Acredito que serão jogos pautados pelo equilíbrio e espero que a discussão até ao último ponto, a acontecer, nos seja favorável”.

– Quais são os pontos mais fortes dos holandeses?
"Estamos a falar de uma das selecções mais altas do mundo. Praticamente todos os atletas têm mais de dois metros de altura e é, efectivamente, uma equipa com um potencial muito grande a esse nível.
O oposto fez a diferença nos dois jogos contra nós, jogou muito bem na República Checa e é um jogador que desequilibra e que teremos de marcar muito bem no ataque e de segurar no serviço, que também é muito forte. Do meu ponto de vista, Robin Overbeeke é um jogador-chave na manobra da equipa.
Depois, temos os zonas 4, o Jeroen Rauwerdink e o Dick Kooy, que por algum motivo não jogaram o segundo jogo com a República Checa, mas os jogadores [Ter Horst e Van Garderen] que foram chamados a substitui-los mostraram ter o mesmo potencial. São jogadores frescos e motivados para mostrar que o treinador pode contar com eles.
Em relação aos centrais, que já conhecemos e que, não sendo os que mais desequilibram, são jogadores que temos de ter em atenção.
A mudança de distribuidor também vem mexer um bocadinho com aquilo que é o estilo de jogo da Holanda. Van Harskamp é um passador que joga muito mais rápido, com características um bocado diferentes do Nimir, talvez mais imprevisível, mas estamos a estudar qual a melhor estratégia para este jogo e para esta equipa que talvez seja diferente daquela que enfrentámos na Holanda. Uma equipa muito mais forte e que dá a ideia que não tem nada a perder e que quer mostrar o seu valor ao treinador."



Os jogadores portugueses partilham da opinião do seu treinador.

Marcel Gil: "Nos próximos jogos, vamos procurar manter a cabeça no sítio e continuar a ser humildes, como o treinador nos pede. Não somos melhores do que ninguém, por termos ganho mais dois jogos, mas isso não impede que ambicionemos ganhar mais jogos, a começar pelos próximos, em Matosinhos".

Ivo Casas: "O nosso principal objectivo continua a ser jogar bem, mas outros objectivos vão aparecendo à medida que vamos jogando e creio que é legítimo aspirarmos sempre a metas mais altas, como a de passar esta poule.
Para isso, teremos de vencer os jogos que faltam e isso só será possível se dermos sempre o nosso melhor".

Ivo Rodrigues: “Vamos aproveitar este bom momento para manter o nosso ritmo e nível de jogo.
O trabalho que temos vindo a realizar tem sido bastante produtivo e espero que os adeptos portugueses também reconheçam esse trabalho e nos premeiem com uma casa cheia em Matosinhos”.

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EM'FORÇA COM A SELECÇÃO NACIONAL EM MATOSINHOS
19-06-2014

No seguimento da parceria estabelecida com a EM'Força - Corremos com a Esclerose Múltipla, a Federação Portuguesa de Voleibol (FPV) anuncia que os jogos da Liga Mundial entre Portugal e Holanda, organizados pela FPV em Matosinhos servirão para sensibilizar a população portuguesa para os perigos desta implacável doença.

A iniciativa EM’Força surgiu em 2012 da vontade de algumas pessoas de juntar o desporto à divulgação de uma causa solidária, materializando-a no projecto I Will Try to Fix You, ao qual se juntou, posteriormente, a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), culminando no clube de corrida EM’Força.

Segundo a organização do EM'Força, este projecto não é exclusivamente destinado a quem corre: "A iniciativa está aberta a todos os que queiram ajudar, havendo sempre espaço para quem queira apoiar e torcer por quem corre ou dar o seu contributo em termos logísticos".

A acção de divulgação terá os seus pontos altos no decorrer da 4.ª jornada da Poule E da Liga Mundial, mais concretamente os dois jogos entre Portugal e a Holanda, a disputar pelas 15h00 dos dias 21 e 22 de Junho, no Centro de Congressos e Desportos de Matosinhos.

A EM’Força irá estar presente com um stand onde os participantes e adeptos poderão procurar esclarecimentos, numa sensibilização que incluirá pequenas surpresas.

Mais informações: www.spem.pt / www.EMForca.pt / www.fb.com/SPEM.Portugal / www.fb.com/correcomaem.

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SELECÇÃO REGRESSA A PORTUGAL PARA DEFRONTAR A HOLANDA
17-06-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos cumpriu a odisseia de 15 horas de regresso a Portugal após o duplo confronto com a Coreia do Sul em Ulsan.

Após o fim-de-semana 100% vitorioso, os comandados de Hugo Silva antevêem o difícil confronto com a selecção holandesa já no próximo fim-de-semana (21 e 22 de Junho), no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, e que poderá revelar-se decisivo para as contas finais da poule E da Liga Mundial 2014.

Enquanto esperava pelo embarque no aeroporto de Seul, Ivo Rodrigues, central da Selecção Nacional, avaliou a “aventura asiática” e lançou o mote:
“O balanço desta jornada é extremamente positivo. Tornamos o nosso jogo mais constante e regular e conseguimos contrariar o jogo veloz e algo diferente da Coreia do Sul. Para além disso, ainda tivemos de nos adaptar ao fuso-horário, o que é realmente complicado, mas o facto de termos lidado com as dificuldades fez com que conquistássemos 6 pontos e a liderança isolada da poule. Esta dupla vitória deu-nos motivação e ambição de fazer de tudo para mantermos esta posição privilegiada, já este fim-de-semana contra a Holanda, uma selecção muito difícil com a qual repartimos vitórias por 3-2 há cerca de 15 dias”.

Para Ivo Rodrigues não restam grandes dúvidas:
“Vamos aproveitar este bom momento para manter o nosso ritmo e nível de jogo e assim alcançar o objectivo de chegar a Sidney [fase final das poules C,D,E] o que seria o corolário do trabalho que temos vindo a realizar, que no meu ponto de vista, tem sido bastante produtivo”.
“Espero que os adeptos portugueses também reconheçam esse trabalho e nos premeiem com uma casa cheia em Matosinhos, todos a “puxar” pela nossa selecção, para que juntos, possamos bater a Holanda e assim também “brindar” o nosso público com boas exibições e mais 6 pontos, o que iria aumentar o fosso para os nossos adversários”, concluiu.

Liga Mundial 2014. Os dois primeiros classificados da Poule A (Brasil, Itália, Polónia e Irão) e da Poule B (Rússia, campeã em título, Estados Unidos, Bulgária e Sérvia) apuram-se para a Fase Final (Final Six), que será disputada por seis selecções, em Florença (Itália).

Os primeiros classificados das Poules C (Bélgica, Canadá, Austrália e Finlândia), D (Argentina, Alemanha, França e Japão) e E (Holanda, Coreia do Sul, Portugal e República Checa), juntamente com a Austrália (organizador), apuram-se para uma Final Four intermédia, a disputar em Sydney, que qualifica o vencedor para a Fase Final de Florença.

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SELECÇÃO NACIONAL PASSA COM DISTINÇÃO NO EXAME DA COREIA
15-06-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos (as)segurou hoje a liderança da Poule E, com mais um ponto do que a Holanda, ao vencer novamente a Coreia do Sul, em Ulsa.
Um triunfo pela margem máxima (3-0: 25-20, 25-23 e 25-18) e mais seis pontos na bagagem, o que poucos esperariam, dadas as dificuldades sentidas tanto pelos checos como pelos holandeses, em casa, frente à selecção asiática.

Agora, a Selecção Nacional regressa a Portugal, para defrontar, nos dias 21 e 22 do mês corrente, a Holanda, no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.
A comitiva portuguesa cumprirá o seguinte itinerário (horas locais):
Amanhã – Voo KE1614, Ulsan / Seul (18h00 / 18h55)
Amanhã – Voo KE913, Seul / Madrid (23h45 / 05h50 de 17 de Junho)
17 de Junho – Voo TP1003, Madrid / Porto (09h35 /09h45)

Hoje, no Dongcheon Gymnasium, perante mais de 4000 espectadores, entre os quais três portugueses, e sob arbitragem de Pare Daouda (Camarões) e Mario Bernaola (Espanha), Portugal e Coreia do Sul alinharam com apenas uma alteração relativamente ao jogo de ontem: o distribuidor Tiago Violas na vez de Miguel Rodrigues.

O primeiro set teve um começo pouco habitual: ao atingir-se o primeiro tempo técnico e com Portugal a vencer por 8-6, mais de metade dos pontos eram fruto de serviços ou de ataques falhados, o que revelava algum nervosismo por parte das duas equipas. Muito mais por parte dos coreanos (7-12 e 11-16), que travavam a sua própria recuperação com erros não forçados.
Não admira, por isso, que logo após o segundo tempo técnico, Kiwon Park se visse obrigado a voltar a reunir os seus jogadores, quando Valdir Sequeira somou os 17.º e 18.º pontos da equipa portuguesa (18-13).
O puxão de orelhas não terá sido em vão, já que os coreanos recuperaram (15-18)... antes de voltarem a desperdiçar mais um serviço e verem João José somar mais um ponto no bloco (20-15).
João Oliveira, com um ataque da 2.ª linha, colocou as cores portuguesas a vencer por 21-16 e Valdir Sequeira, com um amorti, pôs a sua equipa à porta do triunfo (24-17)...
A Coreia ainda reagiu, somando três pontos consecutivos, mas era tarde de mais e Portugal venceu por 25-20.

O segundo set foi diferente e muito mais equilibrado, logo desde o seu início (5-5), mas com Portugal a conseguir uma pequena vantagem (8-6, 10-8). Chul-Woo Park, por quem o técnico coreano optou em vez de Jae-Duck Seo, revelou-se uma aposta acertada, já que foi este jogador a igualar a contenda (10-10), com a obtenção do seu 7.º ponto individual.
À paragem para o segundo tempo técnico, a Coreia vencia pela margem mínima (16-15) e, poucos minutos volvidos, Kwang-In Jeon levava mesmo a assistência ao rubro ao fazer o 18-16. Mas seria a este mesmo jogador que Valdir e Marcel Gil travariam com um bloco, restabelecendo a igualdade a 18 pontos.
O equilíbrio prolongou-se (23-23). Portugal fez o 24-23 com um bloco a Chul-Woo Park... que protestou a validade do ponto.
Portugal não se deixou perturbar com o episódio, ao contrário do seu antagonista, que confirmou o triunfo lusitano ao desperdiçar um ataque por Sang-Ha Park: 25-23.

A Selecção Nacional entrou bem no terceiro set (4-1). Mantinha-se o duelo bem apimentado entre Valdir e Kwang-In Jeon, os dois melhores pontuadores até então, com vantagem para o oposto português, que somou dois serviços directos (8-4) e, seguidamente, o seu 16.º ponto individual, desta vez no ataque (9-6).
Um bloco de João Oliveira... ao primeiro toque, após serviço difícil de João José, fez Portugal alargar o passo (14-11), mas uma «bomba» no serviço de Chui-Woo Park, reaproximou os coreanos (14-13). O segundo tempo técnico chegou com um ataque de João Oliveira a dar vantagem a Portugal (16-14).
Um bloco triplo a Kwang-In Jeon motivou ainda mais os portugueses (17-14), que viram Tiago Violas, com um bloco, aumentar a distância (19-15).
João José fez o 21.º e Marcel Gil (serviço) o 22.º ponto, condenando os coreanos à derrota pela margem máxima: 25-18, resultado selado com um serviço directo de Alex Ferreira.

Valdir Sequeira, com 18 pontos (13 ataques, 3 blocos e 2 serviços), foi o melhor pontuador do jogo, seguido de Chul-Woo Park, com 15 pontos.



Hugo Silva: "São seis pontos muito importantes. Vínhamos a Ulsan com a ideia de conseguir uma vitória, dadas as dificuldades provocadas pela viagem e pela força do adversário. Contudo, esperava aquilo algo como o que aconteceu, pois estes jogadores têm trabalhado muito e bem. É um grupo ambicioso, apesar de jovem na sua maioria, mas acreditava muito na obtenção de uma vitória e, depois do jogo de ontem, que era o mais difícil, ainda mais.
Uma vez mais, fizemos bem o trabalho de casa e fomos recompensados com esta vitória, que não é de ninguém em particular, mas sim de todo o grupo e não só daqueles que estão lá dentro.
Só espero é que, agora que olham mais para nós, as pessoas comecem a dar mais valor a esta juventude que trabalha diariamente de uma forma bastante dura e que não tem tido, de facto, a atenção que merece.
os próximos jogos serão em Portugal e serão, porventura, mais difíceis para nós, já que acusámos mais a pressão de jogar em casa. Os objectivos mantêm-se: não temos grandes ambições em termos de resultados finais e de classificação; trabalhamos diariamente e jogo a jogo para ter a melhor performance possível em todos os jogos, proporcionar bons espectáculos e deixar em todos uma boa imagem do nosso Voleibol. Felizmente, isso tem acontecido, mas é tudo fruto do trabalho, exclusivamente do trabalho".

João José: "Com a mudança do distribuidor, o nosso jogo teria de ser diferente, mas tudo correu bem: o Tiago fez um trabalho muito bom, à semelhança dos outros jogadores. O nosso trabalho de equipa foi muito bom e estamos satisfeitos por termos vindo à Coreia somar seis pontos importantes".

Valdir Sequeira: "Foi uma boa vitória. Hoje, entrámos mais unidos e concentrados. Ainda há muito para jogar e para trabalhar, mas acho que é um passo em direcção a Sydney.
A equipa está bem, está a crescer e cada vez mais unida. Estivemos mais aguerridos, batalhámos mais, apesar de termos falhado muitos serviços no segundo set, o que quase nos custou a vitória nesse parcial, mas demos a volta por cima.
Daqui para a frente, teremos de nos focar nos aspectos mais importantes das equipas adversários e, como o Professor Hugo Silva diz sempre, «trabalhar na qualidade».
Espero que nos próximos jogos consigamos continuar a dar alegrias aos portugueses, sobretudo nos jogos que vamos fazer em casa".

Marcel Gil: "Apesar dos números, penso que estas foram as nossas duas vitórias mais difíceis, apesar do 3-2 na Holanda, por causa do pavilhão, do fuso horário, etc..
Nos próximos jogos, vamos procurar manter a cabeça no sítio e continuar a ser humildes, como o treinador nos pede. Não somos melhores do que ninguém, por termos ganho mais dois jogos, mas isso não impede que ambicionemos ganhar mais jogos, a começar pelos próximos, em Matosinhos".

Ivo Casas: "Levamos da Coreia dois resultados muito importantes, na medida em que nos mantêm na corrida... O nosso principal objectivo continua a ser jogar bem, mas outros objectivos vão aparecendo à medida que vamos jogando e creio que é legítimo aspirarmos sempre a metas mais altas, como a de passar esta poule.
Para isso, teremos de vencer os jogos que faltam e isso só será possível se dermos sempre o nosso melhor".

Tiago Violas: "É muito bom vir à Coreia e levar daqui seis pontos. Penso que ninguém esperava uma performance destas, mas creio que faz os portugueses sonhar que é possível ir à Austrália. Teremos de continuar a trabalhar intensamente como temos feito, mas estamos na luta.
O regresso a Portugal é bom, apesar de também nos obrigar a fazer uma adaptação à mudança de fuso horário. Contudo, creio que não haverá problemas e que continuaremos a proporcionar bons jogos e bons espectáculos, como o de hoje, diante das mais de quatro mil pessoas que estiveram neste pavilhão".



Liga Mundial 2014. Os dois primeiros classificados da Poule A (Brasil, Itália, Polónia e Irão) e da Poule B (Rússia, campeã em título, Estados Unidos, Bulgária e Sérvia) apuram-se para a Fase Final (Final Six), que será disputada por seis selecções, em Florença (Itália).
Os primeiros classificados das Poules C (Bélgica, Canadá, Austrália e Finlândia), D (Argentina, Alemanha, França e Japão) e E (Holanda, Coreia do Sul, Portugal e República Checa), juntamente com a Austrália (organizador), apuram-se para uma Final Four intermédia, a disputar em Sydney, que qualifica o vencedor para a Fase Final de Florença.

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PORTUGAL VENCE NA COREIA E ASSUME LIDERANÇA
14-06-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos assumiu hoje a liderança da Poule E, com mais um ponto do que a Holanda, após conquistar uma vitória sensacional (3-1: 25-21, 25-18, 15-25 e 25-20), em Ulsan, frente à Coreia do Sul. As duas equipas voltam a defrontar-se amanhã, pelas 14h00 locais (06h00 em Portugal), no Dongcheon Gymnasium.

A Coreia entrou melhor no jogo, tendo liderado o marcador até aos 8 pontos, altura em que Portugal igualou e passou a comandar as operações (12-9), com dois serviços directos de Alexandre Ferreira.
Mais dois pontos, de Marcel, ao primeiro toque, e de João Oliveira, num ataque de segunda linha, permitiram aumentar a distância (16-13).
Do lado dos coreanos, o temível Kwang-In Jeon, sobretudo, e Myung-Geun Song facturavam no ataque, o que, aliado à série de serviços que os portugueses falhavam, permitiu a aproximação (22-21) e obrigou Hugo Silva a pedir tempo para reunir com os seus jogadores.
A conversa surtiu efeito, já que dois pontos consecutivos no ataque, da autoria dos irmãos Alex e Marco Ferreira, deram novo fôlego a Portugal, que selou a vitória logo de seguida: 25-21.

Entrada de rompante dos portugueses no segundo parcial. Com Miguel Rodrigues a servir e Alex e Valdir em destaque no bloco, Portugal chegou aos 6-0, vantagem que se mantinha no primeiro tempo técnico (8-2).
Apoiados pelo seu entusiástico público, os coreanos procuraram reagir, canalizando o seu jogo pelo centro da rede, onde o Min-Ho Choi somava pontos, e reduziram a desvantagem (12-8). Um ponto de Myung-Geun, uma das estrelas locais, levou ao rubro o público e colocou a Coreia a apenas dois pontos (13-11).
Um serviço directo... a Kwang-In desferido por Alex, distanciou outra vez a equipa das quinas (15-11), que chegou à segunda paragem obrigatória novamente com uma vantagem substancial (16-11).
Um ace de João Oliveira (21-14) fez soar o toque a reunir entre as hostes coreanas. Portugal mostrava ter a lição bem estudada e os seus adversários sentiam-se manietados, especialmente nas acções ofensivas.
Nova reacção dos coreanos (22-17)... travada por um ataque de Alex directamente para a linha dos três metros, com a assinatura do seu 11.º ponto individual. Coube ao capitão João José a honra de fechar o triunfo: 25-18.

O terceiro set foi equilibrado apenas no início. Depois, os coreanos conseguiram chegar em vantagem ao primeiro tempo técnico, ao utilizarem, com êxito, acções ofensivas oriundas da segunda linha, onde brilhava Kwang-In: 8-6.
Dois ataques considerados para fora pelo árbitro e um sólido bloco coreano galvanizaram a assistência, já que os locais passaram a estar em vantagem por 12-6. Jae-Duck aproveitou a desorientação os portugueses para somar outro ponto (13-6).
Alex ainda reduziu (13-8) com um serviço directo, mas a equipa de Kiwon Park logrou chegar com uma vantagem robusta ao segundo tempo técnico (16-10). Um amorti de Jae-Duck fortaleceu a diferença no marcador (19-12).
Dois serviços directos de Myung-Geun anunciaram o triunfo (24-14) e Kwang-In confirmou-o com ataque: 25-14.

No quarto set, a Coreia voltou a fazer valer a velocidade do seu ataque, dado que o bloco dos portugueses, ao contrário dos dois primeiros sets, não se mostrava eficaz: 8-5.
Contudo, tudo mudou. A perder por 7-11, Portugal empertigou-se e começou a debitar um série de blocos que lhe permitiu dar a reviravolta. Alex, com um bloco individual a Jae-Duck, aproximou a sua equipa, para, logo de seguida, novo bloco colocar os lusitanos a apenas um ponto (11-10).
Tiago Violas, com outro bloco, manteve a distância (13-12) e novo bloco, desta vez triplo, igualou as forças (14-14).
Portugal passou para a frente no marcador, com novo bloco de Violas (17-16).
Estava feito o mais difícil e recuperada a confiança na defesa alta...
João Oliveira afastou Portugal (19-16). Um amorti para a linha de fundo direccionado por Valdir sentou o seu adversário e João Oliveira, com um serviço directo (22-17), voltou a mostrar à equipa portuguesa o caminho do triunfo: 25-23.

Alexandre Ferreira, autor de 16 pontos (10 ataques, 4 serviços e dois blocos), foi o melhor pontuador do jogo, seguido Kwang-In Jeon, com menos um.


Hugo Silva: "É uma vitória importante e inteiramente merecida por estes jogadores, que fizeram três sets fantásticos. O serviço e a recepção são muito importante num jogo de Voleibol e, felizmente, estivemos bem nesses dois fundamentos.
Não é fácil jogar com a Coreia, porque tem uma equipa forte e com bons jogadores, pelo que esperamos mais dificuldades no jogo de amanhã".

Alexandre Ferreira contabilizou 16 pontos, 4 deles no serviço:
"Estudámos bem o adversário e também tivemos sorte, pois entrámos um bocado moles, aliás, à semelhança dos coreanos, mas depois conseguimos reagir e manter o nosso ritmo de jogo sempre regular.
Eles erraram muito; nós tirámos proveito dessas falhas e foi isso que nos levou à vitória.
A relação serviço/bloco teve um papel decisivo, sobretudo contra uma equipa que defende muito bem, já que conseguimos criar-lhes dificuldades na recepção e isso ajudou-nos a estar bem no bloco.
Amanhã, eles virão com tudo, como é óbvio, e será um jogo completamente diferente, penso que mais difícil, pois os coreanos quererão redimir-se dos erros".

João Oliveira facturou 12 pontos, dois dos quais no serviço:
"Apesar de termos ganho os primeiros sets, a nossa equipa não esteve a cem por cento e mostrou-se um bocado relaxada. A Coreia também esteve igual, mas demos a volta por cima ao conseguirmos superar as adversidades do terceiro set e darmos tudo no quarto parcial.
Conquistámos os três pontos e conseguimos reagir bem frente a uma equipa muito chata a nível defensivo e que nos obrigou a ter muita paciência para fazer os pontos.
De certeza que a Coreia vai apresentar, amanhã, um tipo de jogo mais forte na procura da vitória, mas nós estaremos aqui para contrariar isso".

João José: "Não podemos dizer que foi um jogo fácil, mas conseguimos fazer valer as nossas armas nos dois primeiros sets, nos quais estivemos muito concentrados.
No decorrer do terceiro set, porém, perdemos uma pouco a concentração, desacelerámos o nosso jogo e eles aproveitaram bem isso. Depois, reagimos bem no quarto set, conseguimos recuperar o nosso ritmo e consolidámos a vitória, que era muito importante para nós".



Antes do prélio, João José foi entrevistado em inglês por uma jovem «repórter» coreana e apresentado, legitimamente, pelo Supervisor da FIVB, o sérvio Slobodan Milosevic, como um dos melhores centrais do mundo.

Contacto em Ulsan
Hotel Hyundai – Tel: (052) 251-2233

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SELECÇÃO NACIONAL PREPARADA PARA ENFRENTAR A COREIA
13-06-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos defronta amanhã a sua congénere coreana, pelas 14h00 locais (06h00 em Portugal), no Dongcheon Gymnasium, em Ulsan, no primeiro dos dois jogos da terceira jornada da Poule E da Liga Mundial.
Este jogo será antecedido de um minuto de silêncio em memória das vítimas do naufrágio ocorrido na Coreia do Sul.

Manuel Silva, o jogador com mais internacionalizações dos portugueses, respeita, sem temer, a força da equipa coreana:
"Temos estudado este adversário e treinado várias situações de defesa para contrariar o jogo rápido da Coreia. Nos vídeos dos jogos da Coreia com a Holanda e a República Checa, pudemos assistir a combinações de ataque extremamente rápidas, mas se nós conseguirmos transportar para o jogo aquilo que temos treinado eles bem podem andar ali a saltar de um lado para o outro que a bola não passa".

E o zona 4 do SC Espinho dá a táctica para ultrapassar com êxito estes dois importantes compromissos aprazados para amanhã e domingo, no Dongcheon Gymnasium:
"Temos de estar sempre muito concentrados, manter o nosso bloco eficaz e, sobretudo, precisamos de ter muita paciência, porque, para além de atacarem rápido, os coreanos defendem muito e nós teremos de ser pacientes e lutar para conquistar cada ponto.
A diferença horária pesa bastante, mas estamos a recuperar e a fazer tudo para nos apresentarmos no jogo o melhor possível e, assim, podermos alcançar a vitória, que é o que desejamos".

Valdir Sequeira: "Pressionar com o serviço"

O oposto Valdir Sequeira partilha das ambições do seu colega de equipa e igualmente dos cuidados a ter no jogo de amanhã.
"Sabemos o que vamos enfrentar e teremos de estar muito concentrados, focados a cem por cento, pois os coreanos apresentam um esquema de jogo bastante diferente do habitual.
Para jogarem rápido, têm combinações de ataque às quais as equipas europeias não estão muito habituadas, mas se mantivermos sempre os olhos na bola, creio que conseguiremos blocar ou, pelos menos, tocar na bola e possibilitar uma melhor defesa, o que nos permitiria jogar num nível mais tranquilo e acessível", salienta, acrescentando:
"À parte isso, temos de pressionar com o serviço para lhes criar algumas dificuldades e, assim, impossibilitarmos o ataque por parte de alguns jogadores.
De resto, acho que estamos a treinar bem. Estabilizámos e agora vamos a ver se os próximos treinos são mais produtivos".

E, bem ao seu estilo, promete:
"Estamos prontos para a batalha e vamos cair em cima deles.
Temos de estar unidos e concentrados, mas brincar também é necessário, para motivar, acalmar o nervosismo e manter as energias a bombar".


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BLOCO E DEFESA PODERÃO SER O ANTÍDOTO CONTRA A COREIA
12-06-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos efectuou hoje os seus primeiros treinos no Dongcheon Gymnasium, o pavilhão com uma capacidade para 5500 espectadores onde se irão disputar os jogos entre Portugal e Coreia, no sábado e no domingo, ambos às 14h00 locais, mais oito horas do que em Portugal continental.

Treinos de adaptação às luzes e ao piso do pavilhão, mas, sobretudo, de adaptação à diferença horária, o que está a ser conseguido gradualmente, como refere Hugo Silva:
"Como se esperava, tivemos um primeiro treino muito complicado, tendo em conta a diferença horária e a hora a que estaríamos a treinar se estivéssemos em Portugal [01h00]. Foi muito difícil.
A adaptação vai demorar e não será completa, mas estamos a fazer um esforço para ultrapassar essa situação. Estou convencido que com o esforço e a dedicação que todos têm demonstrado até agora isso será conseguido da melhor forma possível".

A Selecção Nacional terá ainda de proceder a outro tipo de adaptação: ao tipo de jogo do seu adversário, que, apesar de ainda não ter jogado em casa nesta edição da Liga Mundial, soma um vitória (3-1 na Holanda) e duas derrotas por 3-2 (República Checa) nos quatro jogos já disputados.

"A Coreia apresenta um estilo de jogo pouco habitual em relação ao que é o Voleibol moderno. Para além da grande velocidade de execução das combinações de ataque, realiza muitas pipes, mexidas constantes nas suas combinações, bem como usam muito o ataque de zona 5 e os nossos jogadores terão de estar muito concentrados naquilo que é a disciplina do bloco e as consequências da defesa". [Ver vídeo]

Contacto em Ulsan
Hotel Hyundai – Tel: (052) 251-2233
 

Comitiva para a Coreia do Sul

Nome

DN

Posição

Clube*

Ivo Rodrigues 25.05.87 Central Castelo da Maia GC
Ivo Casas 21.09.92 Libero Castelo da Maia GC
Marcel Gil 08.05.90 Central SL Benfica
João Oliveira 31.07.95 Zona 4 SL Benfica
Miguel Rodrigues 02.03.93 Distribuidor SL Benfica
Marco Ferreira 04.10.87 Oposto SC Espinho
João José (C) 07.06.78 Central AJ Fonte do Bastardo
Tiago Violas 27.03.89 Distribuidor Vitória SC
Valdir Sequeira 22.11.81 Oposto Posojilnica Aich/Dob (AUT)
José Vieira 06.06.83 Oposto CS Marítimo
Manuel Silva 08.12.73 Zona 4 SC Espinho
Alexandre Ferreira 13.11.91 Zona 4 Diatec Trentino (ITA)
Team Manager: António Sá (Coreia do Sul)
Treinador Principal: Hugo Silva
Treinador Adjunto: Carlos Prata
Scouter: Ricardo Teixeira
Médico: Carlos Magalhães (Holanda)
Fisioterapeuta: Nélson Leitão

* À data da primeira convocatória

 

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SELECÇÃO JÁ TREINA NA COREIA
11-06-2014

A Selecção Nacional está finalmente na Coreia do Sul, após um «périplo» de cerca de 15 horas de viagem, dividida por aviões e autocarros, rumo a Seul e, seguidamente, a Ulsan, o quartel-general das equipas de seniores masculinos de Portugal e da Coreia, nesta terceira jornada da Poule E da Liga Mundial.

Mal chegou ao Hotel Hyundai, a Selecção Nacional treinou: desenvolveu uma série de alongamentos, num dos corredores, para desentorpecimento dos músculos e para amenizar os efeitos nocivos do jet-lag provocados pela grande diferença horária (mais 8 horas), como explicou Carlos Prata. [Ver vídeo]

"Fizemos uma viagem extremamente cansativa, de 15 horas, cerca de 12 de avião, desde Amesterdão, depois ainda fizemos o transfer de aeroporto e ainda tivemos mais uma hora para chegarmos a Ulsan, que é a localidade onde estamos alojados.
Nesse sentido, era importante recuperar os atletas fisicamente. Como não tínhamos marcada nenhuma sessão de treino, acabámos por realizar esse trabalho no corredor do hotel", afirmou o Treinador-Adjunto, acrescentando:
"Fizemos um stretching global activo, com duas posições, durante cerca de 15 minutos e, depois, realizámos um trabalho físico ligeiro, de alongamentos, um bocadinho de caminhada e de marcha.
Penso que isso ajudou, de certa maneira, a recuperar de toda a fadiga acumulada na viagem, sobretudo as más posturas, da posição sentada, horas e horas, e esse foi hoje o trabalho mais importante.
Uma vez que na Holanda tínhamos efectuado um trabalho físico mais intensivo e de potência, vamos ver como é que os jogadores reagem, pois a ideia é recuperá-los o melhor possível".

Amanhã, o primeiro treino no Dongcheon Gymnasium, local dos jogos entre Portugal e Coreia, realiza-se amanhã às 9h30 locais (1h30 portuguesas).

Contacto em Ulsan
Hotel Hyundai – Tel: (052) 251-2233
 

Comitiva para a Holanda

Nome

DN

Posição

Clube*

Ivo Rodrigues 25.05.87 Central Castelo da Maia GC
Ivo Casas 21.09.92 Libero Castelo da Maia GC
Marcel Gil 08.05.90 Central SL Benfica
João Oliveira 31.07.95 Zona 4 SL Benfica
Miguel Rodrigues 02.03.93 Distribuidor SL Benfica
Marco Ferreira 04.10.87 Oposto SC Espinho
João José (C) 07.06.78 Central AJ Fonte do Bastardo
Tiago Violas 27.03.89 Distribuidor Vitória SC
Valdir Sequeira 22.11.81 Oposto Posojilnica Aich/Dob (AUT)
José Vieira 06.06.83 Oposto CS Marítimo
Manuel Silva 08.12.73 Zona 4 SC Espinho
Alexandre Ferreira 13.11.91 Zona 4 Diatec Trentino (ITA)
Team Manager: António Sá (Coreia do Sul)
Treinador Principal: Hugo Silva
Treinador Adjunto: Carlos Prata
Scouter: Ricardo Teixeira
Médico: Carlos Magalhães (Holanda)
Fisioterapeuta: Nélson Leitão

* À data da primeira convocatória

 

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COREIA: UMA VIAGEM DURA E UM ADVERSÁRIO DIFÍCIL
09-06-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos aproveitou a folga de hoje para... trabalhar.

A manhã foi passada num ginásio situado na localidade de Bussum, uma pequena cidade de cerca de 30 mil habitantes que dista apenas um par de quilómetros do Hotel Jan Tabak, onde a comitiva portuguesa está alojada.
Os jogadores seguiram um plano de treino físico elaborado pela equipa técnica, perante o olhar curioso dos utilizadores do ginásio.

Hugo Silva explicou:
"Este trabalho faz parte da programação de treinos. O trabalho físico realiza-se todos os dias e alterna-se com o treino com bola, mais técnico.
Dedicámos este dia exclusivamente à parte física. Os atletas deixaram de ter o seu dia de folga e fizeram um esforço para melhorarem esta componente muito importante".

Sobre a Coreia do Sul, selecção com a qual Portugal perdeu dois jogos na anterior edição da Liga Mundial, o Seleccionador Nacional destacou:
"Vamos ter uma viagem muito complicada por causa do fuso horário.
Não tivemos possibilidade de ir mais cedo para a Coreia, porque o ideal seria viajar uma semana antes dos jogos. Isso seria o mínimo para que pudéssemos jogar de igul para igual.
Vai ser um handicap muito grande, mas vamos lá para disputar a vitória e procurar alcançar o melhor resultado possível, sabendo de antemão que será muito complicado pois a Coreia é, quanto a mim, uma das grandes favoritas a ocupar os lugares cimeiros nesta poule". [Ver vídeo]

A Selecção Nacional viaja amanhã para a Coreia do Sul.

A comitiva portuguesa cumprirá o seguinte itinerário (horas locais):
Amanhã – Voo KE926, Amesterdão / Seul (20h10 / 13h45 de 11 de Junho)
11 de Junho – Voo KE1613, Seul / Ulsan (16h30 / 17h25)
16 de Junho – Voo KE1614, Ulsan / Seul (18h00 / 18h55)
16 de Junho – Voo KE913, Seul / Madrid (23h45 / 05h50 de 17 de Junho)
17 de Junho – Voo TP1003, Madrid / Porto (09h35 /09h45)

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PORTUGAL ACTUOU COMO UM BLOCO
08-06-2014

Deve estar escrito nas estrelas que os jogos entre portugueses e holandeses sejam marcados pelo equilíbrio: nos últimos seis jogos entre as duas selecções, cinco terminaram com o resultado de 3-2, o de hoje, feliz e justamente, favorável a Portugal.
O triunfo pelos parciais de 25-22, 21-25, 25-23, 21-25 e 15-10 com que terminou a 2.ª jornada da Poule E, de passagem pelo Topsportcentrum de Almere, poderia ter sido bem mais rápido do que as mais de duas horas que durou, mas a Selecção Nacional continua a alternar momentos de grande virtuosismo com outros de lances infelizes.
Um aspecto é notório e constituiu uma mais-valia para o futuro: apesar de alguns destaques individuais, a equipa começa a valer pelo seu todo...

Portugal entrou no primeiro set quase como tinha feito na véspera. bem melhor na recepção, mas pouco eficaz no ataque e no bloco. Disso se aproveitaram os holandeses para construir uma vantagem substancial (11-5).
Contudo, desta vez a equipa de Hugo Silva reagiu a tempo e, com um bloco de Marcel Gil e um serviço directo de João José, aproximou-se (11-8), para, pouco depois, igualar, com novo bloco de Marcel (13-13).
A equipa de Edwin Benne tentou responder com os ataques de Robin Overbeeke, mas Portugal logrou chegar em vantagem ao segundo tempo técnico (16-15), através de uma acção ofensiva de João José.
Alexandre Ferreira, com um ataque de segunda linha, fez o 18-16 e Valdir Sequeira intranquilizou ainda mais os jogadores holandeses, que se vingaram nas placas de publicidade...
Apesar de dominar as operações (22-18, Portugal ainda tremeu um pouco quando cedeu dois pontos consecutivos (23-22), mas Marcel Gil, com um bloco, trouxe calma à sua equipa e Marco Ferreira, com um ataque ao primeiro toque, fechou o set: 25-22.

No segundo set, os serviços fortíssimos de Kooy, bem secundados por um bloco eficaz e pelo poder ofensivo de Overbeeke, fizeram mossas na equipa portuguesa (8-1).
José Vieira (Calaça), com um ataque ao primeiro toque estancou a hemorragia de pontos...
A perder por 7-12, Portugal julgou ter-se aproximado um pouco mais, mas o árbitro deu o ponto à Holanda. O lance enervou os portugueses, que ainda por cima viram o distribuidor Nimir Abdelaziz contabilizar um ponto no ataque (16-10).
Mais serenos, os portugueses começaram a galgar terreno (17-14), com um bloco de Marcel e dois ataques consecutivos de Marco Ferreira (18-16).
Contudo, uma série de desatenções fizeram com que os holandeses ganhassem um balão de oxigénio (22-18). Depois, Rauwerdink deu mais um golpe nas pretensões lusitanas (23-18).
Calaça e Marco amenizaram a distância (23-20), mas Rauwerdink colocou a sua equipa a um ponto do triunfo, concretizado num bloco de Overbeeke: 25-21.
No final deste parcial, Overbeeke, com 10 pontos, e Marcel, com oito, eram os artilheiros de serviço das respectivas equipas.

O início do terceiro set foi marcado pelo equilíbrio pontual (5-5), mas alguns erros no ataque dos portugueses deram vantagem aos holandeses (8-6).
João José capitaneou a recuperação (10-9), mas Nimir fez o seu terceiro ponto individual no ataque (12-9).
Dois pontos de João Oliveira e outro de Marcel colaram Portugal ao seu adversário (14-13). No entanto, Kooy conseguiu somar mais um ponto à vantagem dos holandeses (16-14).
Depois, outra decisão controversa da equipa de arbitragem deu o 17-14 aos holandeses. Este episódio teve o condão de «enervar» os portugueses (17-15) e foi com três remates de raiva que João José deu a vantagem à sua equipa (19-18).
Dois serviços de Tiago Violas distanciaram Portugal (22-19). Os locais aproximaram-se perigosamente (22-21), mas Marcel Gil (ataque) e Miguel Rodrigues (bloco) forneceram a almofada pontual que deu outra tranquilidade às hostes lusitanas (24-21), malgrado a reacção holandesa (24-23). Coube ao jovem João Oliveira a honra de fechar o set: 25-23.

O início do quarto parcial começou sob o signo do equilíbrio (5-5), mas a pressão holandesa deu os seus frutos, consubstanciados num bloco de Koelewijn (9-5).
A perder por 9-14, Portugal valeu-se dos blocos de Marcel / João Oliveira e de Miguel Rodrigues para encetar uma aproximação (12-14), mas um serviço directo de Kooy fez respirar de alívio o público afecto aos homens da casa.
Com os níveis de confiança a subirem, os pupilos de Edwin Benne aceleraram e variaram o ritmo do seu jogo (18-13). Contudo, e quando Portugal tentava a recuperação... o árbitro assinalou «ponto nulo», beneficiando o infractor...
Com os nervos à flor da pele, os portugueses viram ainda o seu capitão lesionar-se quando tentava fazer bloco a Rauwerdink (20-15).
Chamado a substituir João José, Ivo Rodrigues facturou imediatamente (20-16).
Mas foi novamente o distribuidor Nimir a somar pontos no ataque (!) e a colocar a sua equipa às portas do triunfo (24-20). Rauwerdink selou o resultado: 25-21.

No quinto e último set, dois blocos consecutivos de Marcel Gil (a contabilizar o seu 7.º bloco) desfizeram o equilíbrio inicial (6-4) e desnortearam os holandeses, que atacaram duas vezes para fora (8-4).
A reacção dos locais não tardou (9-8), e pela mão do seu capitão Rauwerdink, mas Portugal tinha o jogo na mão e não o deixou fugir ao seu controlo. Com um ponto no ataque assinado por João Oliveira, o 8.º bloco de Marcel e mais uma acção ofensiva, desta vez de Marco, Portugal afastou-se (11-8), tendo selado o triunfo com o resultado de 15-10, dois blocos de João José.
Com 19 pontos, o capitão português cotou-se, a par de Robin Overbeeke, como o melhor pontuador do jogo, tendo Marcel Gil contabilizado 16 pontos.

No final, Hugo Silva salientou:
"Foi um espectáculo fantástico. Jogámos bem e o resultado foi justo. É um triunfo do colectivo e todos estão de parabéns pela vitória, que só foi possível com muito trabalho e a dedicação de todo o grupo".

José João destacou:
"Jogámos melhor do que ontem, mas o jogo foi muito disputado. Aliás, é sempre um prazer disputar jogos com a Holanda, pois são sempre batalhas renhidas e interessantes. Fizemos excelentes coisas, mas também cometemos erros infantis".

Marco Ferreira reconheceu: "Creio que tanto ontem como hoje fomos bastante injustiçados pela equipa de arbitragem. Os jogadores sentiram isso e transformaram essa «revolta» nesta vitória, que foi merecida. Já ontem merecíamos outro desfecho, mas hoje com todo o mérito conseguimos a vitória e todo o grupo está de parabéns. Isto é fruto de um grande trabalho, de uma grande união e de muito querer.
Continuamos na luta e ainda temos muito para dar. Cometemos alguns erros que não devíamos cometer, mas estamos a crescer. Espero que as pessoas nos apoiem e, acima de tudo, acreditem em nós".

O libero Ivo Casas deu o corpo aos ataques holandeses neste jogo:
"Hoje, sem dúvida, jogámos o jogo todo, ao contrário de ontem. Houve alguns pontos de viragem no jogo, algumas bolas duvidosas que caíam normalmente para o mesmo lado, mas conseguimos ultrapassar isso. Se calhar, nós também complicámos um pouco as coisas, pois poderíamos ter entrado de outra forma no quarto set e fechado o jogo 3-1, mas, no fundo, o que se pretendia era a vitória e não a deixámos fugir".

Treinador da Holanda, Edwin Benne:
"Foi um jogo muito disputado e mais equilibrado do que o de ontem. Jogámos dois bons sets e nos outros três não conseguimos apresentar a mesma regularidade. O nosso nível ainda não é consistente".

O capitão da Holanda, Jeroen Rauwerdink, sintetizou:
"Parabéns a Portugal pela vitória. Foi novamente um jogo com duas fases distintas. Continuamos a alternar altos e baixos nas nossas exibições".

A Selecção Nacional segue agora para a Coreia do Sul.
A viagem está marcada para depois de amanhã e a comitiva portuguesa cumprirá o seguinte itinerário (horas locais):
Terça-feira – Voo KE926, Amesterdão / Seul (20h10 / 13h45 de 11 de Junho)
11 de Junho – Voo KE1613, Seul / Ulsan (16h30 / 17h25)
16 de Junho – Voo KE1614, Ulsan / Seul (18h00 / 18h55)
16 de Junho – Voo KE913, Seul / Madrid (23h45 / 05h50 de 17 de Junho)
17 de Junho – Voo TP1003, Madrid / Porto (09h35 /09h45)

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PORTUGAL COMEÇOU TARDE A JOGAR
07-06-2014

A Holanda venceu hoje Portugal por 3-2 (25-21, 25-13, 19-25, 18-25 e 16-14), na 2.ª jornada da Poule E da Liga Mundial, num jogo em que a Selecção Nacional de Seniores Masculinos, pela notável recuperação que protagonizou, após ter sido castigada nos dois primeiros sets, nos quais esteve irreconhecível, merecia um desfecho mais feliz...
Amanhã, as duas selecções voltam a encontrar-se no Topsportcentrum, na cidade holandesa de Almere.

Conhecedor da forma de actuar da equipa portuguesa, que enfrentou já em ocasiões anteriores e recentes, o técnico holandês Edwin Benne deu ordens para a sua equipa pressionar desde o início, com serviços pesados e ataques fortes e rápidos, e a Holanda cumpriu bem esse objectivo, sobretudo por intermédio de Rauwerdink, de Kooy e de Robin Overbeeke, este último autor de sete pontos só no primeiro set (8-4, 10-6).
Um serviço directo de Miguel Rodrigues reduziu a diferença (11-8). Marco Ferreira seguiu-lhe o exemplo (14-12), mas a Holanda respondeu à altura, atingindo o segundo tempo técnico com uma vantagem de quatro pontos, com um serviço directo de Overbeeke.
A Holanda continuou com sinal mais até entrar na recta final do set (22-28). Um bloco de Marcel / Miguel fez Portugal regressar ao jogo (22-20), mas dois erros, um defensivo e outro ofensivo, deitaram tudo a perder e Overbeeke selou o triunfo com o sétimo ponto da sua conta pessoal: 25-21.

A equipa de Hugo Silva entrou bem no segundo parcial (5-3), mas foi o imparável Overbeeke a levantar o ânimo à equipa laranja com um serviço directo (8-7).
Tal como no primeiro set, Portugal voltou a sentir dificuldades na recepção e para ultrapassar, com êxito, o bloco dos jogadores do país com a média de altura mais alta da Europa, e a distância alargou-se (13-8).
A confiança dos locais crescia a olhos vistos e, à passagem da segunda paragem obrigatória, a diferença era já de seis pontos (16-10), selada com um ataque de... Overbeeke.
Um erro dos portugueses aumentou ainda mais a distância (19-10). Overbeeke fez o seu 11.º ponto (20-11). Seguiu-se um serviço directo de Koelewijn e de mais dois pontos de Overbeeke (23-12).
Dois pontos dos distribuidor Nimir trancaram a vitória: 25-13.

No terceiro set, a Holanda aumentou ainda mais a toada de pressão, na tentativa de resolver cedo o jogo: 7-3, com um ataque de segunda linha de Rauerdink.
Um bloco de Valdir a Kooy aproximou os portugueses (8-6), mas Rauwerdink voltou a aparecer em jogo (12-9).
Seria precisamente um bloco de Alex Ferreira ao capitão holandês que levantaria o moral dos portugueses, que passavam para a frente no marcador pela primeira vez (14-13).
Com Valdir e João José a facturarem no ataque, Portugal chegou rapidamente aos 18-15.
Os holandeses procuraram contrariar esta tendência canalizando o seu ataque pelo centro (Koelewijn), mas os portugueses não se mostraram minimamente impressionados e foi com um bloco individual de Alex que venceram por 25-19.

A toada ofensiva dos portugueses manteve-se e Marcel Gil, com um serviço directo, construiu uma pequena vantagem (5-2).
Um ataque de Valdir ainda manteve a distância (8-5), mas um serviço directo Overbeeke – a passar a barreira dos 20 pontos pessoais – equilibrou a contenda (8-7) e um bloco de Nimir – um distribuidor com mais de 2 metros – igualou-a. Novo serviço directo, desta vez de Kooy, deu a vantagem aos locais (10-9)...
Sol de pouca dura, já que os portugueses acertaram com as acções defensivas e passaram a comandar as operações, chegando ao segundo tempo técnico em vantagem (16-12), com um bloco de Marcel Gil. O central lusitano aumentaria a contagem com o seu quinto bloco e 14.º ponto individual (18-12).
A vitória não podia escapar e apareceu aos 25-21, num ataque de Valdir, a concretizar o 13.º ponto da sua conta pessoal.

Na «negra», começaram melhor os holandeses (6-4, 9-7), mas dois serviços directos de Alex e um bloco ao primeiro toque de João Oliveira conquistaram uma vantagem de dois preciosos pontos (11-9).
A Holanda reestabeleceu a igualdade (12-12) e o equilíbrio manteve-se. A vencer por 14-13, Portugal festejou a vitória, mas o árbitro considerou ponto para os holandeses um ataque aparentemente desferido para fora... Incrédulos, os portugueses viram, em vez do tão desejado 15-13, o marcador assinalar a igualdade (14-14) e, seguidamente, a vitória dos holandeses por 16-14, com um ataque de Robin Overbeeke, que, com 28 pontos, se cotou como o melhor pontuador do jogo, logo seguido de Valdir Sequeira (18) e Marcel Gil (17).

No final, Hugo Silva reconheceu:
"Nos dois primeiros sets, jogámos muito mal, mas, depois, tudo se modificou. Melhorámos a nossa eficácia na recepção, igualámos (2-2) e creio que o resultado certo seria a vitória da nossa equipa, pois, na minha opinião, a arbitragem teve influência no resultado, ao decidir contra nós duas jogadas duvidosas.
Esperamos vencer amanhã o segundo jogo".

Valdir Sequeira, o melhor pontuador português, salientou:
"Merecíamos outro desfecho mais feliz, mas pesou a experiência dos jogadores holandeses e alguma imaturidade da nossa equipa, que cometeu muitos erros. Se tivéssemos começado logo desde o início mais soltos, como jogámos a partir do terceiro set, o resultado poderia ter sido outro.
Amanhã, temos de entrar com calma e entrar no jogo como terminámos hoje, com confiança e ambição".

José João, que festejou hoje 36 anos, salientou:
"Foi um jogo com duas partes bem diferentes. Nos dois primeiros sets, cometemos muitos erros não forçados e fomos penalizados. Depois, acertámos o nosso jogo e lutámos pela vitória".

Treinador da Holanda, Edwin Benne:
"Não estou satisfeito. Mostrámos que somos fortes e que podemos bater uma selecção complicada como a de Portugal, mas, depois de fazermos dois sets muito bons, não podemos correr o risco de perdermos o jogo. Este não é o nível que pretendemos desta equipa.
Amanhã, espero que o resultado seja bem melhor".

O capitão da Holanda, Jeroen Rauwerdink, afinou pelo mesmo diapasão:
"Estou feliz pela vitória, mas não com a exibição, pois fizemos dois sets bons e depois tudo se complicou".

A Selecção Nacional contou hoje com adeptos muitos especiais. Uma foi Sophie Labusch, alemã, amiga de Marcel Gil, que veio apoiar Portugal em Almere.
Os outros constituem um casal. Ela é holandesa e chama-se Emy Lanters. Ele é português, chama-se Nuno Ferreira e, quando questionado sobre as emoções sentidas ao ver a Selecção do seu país, emocionou-se, deixou as lágrimas correrem pelo rosto e confessou: "Não há palavras para descrever este momento"...

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JOÃO JOSÉ: "MANTER NÍVEL DE JOGO EQUILIBRADO E ESTÁVEL"
06-06-2014

A Selecção Nacional treinou hoje, pela primeira vez, no Topsportcentrum Almere, um pavilhão com capacidade para cerca de três mil espectadores e que será, amanhã e domingo, o palco dos confrontos com a Holanda, na 2.ª jornada da Poule E da 25.ª Liga Mundial.

Os jogos entre as equipas de seniores masculinos da Holanda e de Portugal disputam-se ambos pelas 14h00 e têm transmissão directa na Sport TV.
A equipa de arbitragem será formada pelo alemão Ralph Barnstorf e pelo suíço Stephan Grieder.

O treino, realizado sob uma temperatura ambiente de 23.º graus centígrados, privilegiou as questões defensivas e decorreu a bom ritmo.

No final, João José, capitão da equipa portuguesa, salientou:
"Nos jogos deste fim-de-semana, esperamos conseguir desenvolver o trabalho que temos feito até agora.
Temos apresentado alguma consistência naquilo que temos vindo a realizar e temos conseguido cumprir alguns dos objectivos a que nos propusemos para estes jogos".

E que objectivos são esses?
"Acima de tudo, conseguir que a equipa mantenha um nível de jogo equilibrado e estável.
Conhecemos bem a equipa da Holanda e sabemos que tem bons jogadores, que já actuam juntos há algum tempo.
Tem também alguns elementos novos e relativamente desconhecidos, mas que são atletas habituados a jogar a um nível bom, pelo que estamos conscientes de que, jogue quem jogar, iremos certamente enfrentar uma equipa forte".

Como curiosidade, refira-se que José Vieira, mais conhecido como Calaça, festeja hoje o seu 31.º aniversário.

Contacto em Almere
NH Hotel Jan Tabak (tel: 0031 35 6959911)

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PORTUGAL COM CONFIANÇA E CAUTELA NA BAGAGEM
05-06-2014

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos partiu esta tarde, com algum atraso, do Aeroporto Dr. Francisco Sá Carneiro, no Porto, com destino a Amesterdão, na Holanda, para um duplo confronto com a selecção do país das tulipas, ambos marcados para o Topsportcentrum, localizado na cidade de Almere que dista cerca de 30km da capital holandesa.

Os jogos terão início às 14 horas de sábado e domingo, e poderão ser acompanhados em directo na Sport TV.

À partida para a Holanda, o Seleccionador Nacional traçou o perfil do adversário:
"Creio que os pontos mais fortes da selecção holandesa residem em Jeroen Rauwerdink e Dick Kooy (ambos zona 4), que são jogadores bastante experientes e tecnicamente evoluídos, como se pôde observar nos jogos contra a Coreia do Sul, em que foram parte fulcral da manobra ofensiva da equipa. Daremos uma atenção especial a estes dois pilares (2,00m e 2,02m respectivamente) na construção do nosso jogo e tentaremos contrariar a sua mecânica de jogo. O distribuidor, Nimir Abdel-Aziz, também ele, dono de uma estatura superior a 2 metros, é um excelente jogador, que já conhecemos bem de encontros anteriores e a facilidade com que distribui o jogo para os seus companheiros pode-nos criar problemas.
Tentaremos, no entanto, tirar proveito de alguma inexperiência dos dois centrais e do oposto, que não figuraram nas convocatórias anteriores, explorando ao máximo essas supostas debilidades do nosso adversário para alcançar um resultado positivo,” rematou Hugo Silva.

“Continuo a insistir na ideia que esta equipa está em renovação e não podemos criar grande pressão nos jogadores mais jovens, mas sim, dar-lhes a liberdade para explanar o seu jogo. No entanto a ambição de vencer está fortemente incutida no seio do grupo e é com essa ideia que partimos para esta jornada. Se me perguntam qual seria um resultado positivo, eu respondo que seria a vitória independentemente dos números envolvidos, pois traria uma motivação extra para o crescimento e formação deste grupo de trabalho”, concluiu.

Manuel Silva, um dos jogadores mais experientes da Selecção Nacional revela-se confiante:
“O grupo está com a confiança elevada na conquista de um bom resultado. Nós conhecemos bem o adversário e o seu valor, treinamos bem esta semana e assim esperamos fazer um bom jogo e conquistar a vitória”, referiu o zona 4 luso, para quem a selecção holandesa não é desconhecida.
“Habitualmente, a Holanda apresenta equipas fortes e coesas no seu jogo e, apesar da renovação que está em marcha em algumas posições, a equipa não deixará de ser favorita, pois também terá o importante apoio do público. Estamos à espera de um jogo bastante renhido, à semelhança dos últimos confrontos, mas que se for pautado pelo nosso ritmo poderá tornar o rumo que pretendemos. No entanto, teremos de estar sempre atentos ao valor do nosso adversário e para isso teremos também as nossas “armas” preparadas para dar uma resposta eficaz”.

A equipa de arbitragem será formada pelo alemão Ralph Barnstorf e pelo suíço Stephan Grieder.

 

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PORTUGAL VIAJA AMANHÃ PARA A HOLANDA
04-06-2014

O Seleccionador Nacional divulgou já a lista dos 12 jogadores que defrontarão, no sábado e no domingo, a Holanda no Topsportcentrum Almere, na 2.ª jornada da Poule E da Fase Intercontinental da 25.ª Liga Mundial.

Os jogos entre as equipas de seniores masculinos da Holanda e de Portugal disputam-se ambos pelas 14h00 e têm transmissão directa na Sport TV.
A equipa de arbitragem será formada pelo alemão Ralph Barnstorf e pelo suíço Stephan Grieder.

Em relação à convocatória para os jogos com a República Checa, no fim-de-semana passado, Hugo Silva chamou os mesmos 12 jogadores:
"Os jogos deste fim-de-semana são a continuidade do nosso objectivo para esta edição da Liga Mundial, que é renovar a equipa, possibilitando a oportunidade dos mais jovens poderem evoluir e mostrar o porquê de estarem na Selecção de todos nós.
Isto não significa que deixemos de ter a vitória como meta, pois quem está nesta Selecção terá de ter sempre uma mentalidade ganhadora.
Em relação à Holanda, esta tem a obrigação de ganhar os jogos como favorita que é, mas nós vamos certamente surpreender e lutar para conquistar mais uma vitória, o que a acontecer traria a motivação essencial para tornar o nosso grupo cada vez mais forte".

A comitiva portuguesa cumprirá o seguinte itinerário (horas locais):
Amanhã – Voo TP652, Porto / Amesterdão (14h50 / 18h35)
10 de Junho – Voo KE926, Amesterdão / Seul (20h10 / 13h45 de 11 de Junho)
11 de Junho – Voo KE1613, Seul / Ulsan (16h30 / 17h25)
16 de Junho – Voo KE1614, Ulsan / Seul (18h00 / 18h55)
16 de Junho – Voo KE913, Seul / Madrid (23h45 / 05h50 de 17 de Junho)
17 de Junho – Voo TP1003, Madrid / Porto (09h35 /09h45)

Contacto em Almere
NH Hotel Jan Tabak (tel: 0031 35 6959911)

 

Comitiva para a Holanda

Nome

DN

Posição

Clube*

Ivo Rodrigues 25.05.87 Central Castelo da Maia GC
Ivo Casas 21.09.92 Libero Castelo da Maia GC
Marcel Gil 08.05.90 Central SL Benfica
João Oliveira 31.07.95 Zona 4 SL Benfica
Miguel Rodrigues 02.03.93 Distribuidor SL Benfica
Marco Ferreira 04.10.87 Oposto SC Espinho
João José (C) 07.06.78 Central AJ Fonte do Bastardo
Tiago Violas 27.03.89 Distribuidor Vitória SC
Valdir Sequeira 22.11.81 Oposto Posojilnica Aich/Dob (AUT)
José Vieira 06.06.83 Oposto CS Marítimo
Manuel Silva 08.12.73 Zona 4 SC Espinho
Alexandre Ferreira 13.11.91 Zona 4 Diatec Trentino (ITA)
Team Manager: António Sá (Coreia do Sul)
Team Manager: Nuno Nunes (Holanda)
Treinador Principal: Hugo Silva
Treinador Adjunto: Carlos Prata
Scouter: Ricardo Teixeira
Médico: Ricardo Aido (Coreia do Sul)
Médico: Carlos Magalhães (Holanda)
Fisioterapeuta: Nélson Leitão

* À data da primeira convocatória

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Foto: cortesia de Bazar Musical - Loja e Escola de Música na Póvoa de Varzim

SELECÇÃO NACIONAL AO RITMO DE MARCEL GIL
O VOLEIBOL É OUTRA MÚSICA
02-06-2014

Marcel Keller Gil tem 24 anos e está ainda a despontar na Selecção Nacional de Seniores Masculinos, mas representa já os jovens com potencial que constituíram uma das apostas da Federação Portuguesa de Voleibol e que começam agora a reforçar a equipa orientada por Hugo Silva.

Com mais de seis dezenas de internacionalizações, Marcel é, a par de Alexandre Ferreira e Ivo Casas, um produto dos centros de treino das selecções, tendo passado pelos estágios permanentes nos Carvalhos (2006), Resende (2007).

Nasceu em Lisboa e, apesar de ter ascendência alemã, por parte da mãe, a capital portuguesa, onde deu os primeiros passos para a vida, continua a ser a sua cidade de eleição.

E o que é que em criança este jogador de 2,06 metros queria ser quando fosse grande?
“Em pequenino sonhava ser baterista”, recorda Marcel, que, como qualquer petiz que se preze, gostava de fazer rufar o seu tambor...
Com o passar dos anos, os sonhos de infância tendem a ficar esquecidos no baú das memórias ou, como muitas vezes acontece, vão ficando para trás, nas páginas do tempo e muitas vezes desaparecem quase sem se dar por isso.
Não é o caso deste! Marcel continua a manter bem vivo o gosto pela música e, quando pode, que o tempo livre é um bem precioso, o jogador português mais alto da Selecção Nacional de voleibol volta a ser menino e dá largas à sua outra grande paixão: a música.

“Pensava sempre que queria ser músico. Queria ser baterista. Gosto muito de música. Estava a começar a aprender, mas apareceu na minha vida o Voleibol e acabou por mudar todos os meus planos”.
O sonho foi apenas adiado. “Ainda tenho tempo para retomar e a música dá para ouvir todos os dias e isso é uma forma de estudo. Por vezes, quando há oportunidade, ainda consigo tocar em bares lisboetas, embora nunca tenha integrado uma banda”.


Durante o estágio em Resende jogava na Selecção de Juniores

E como nasceu a outra grande paixão?
“Comecei por jogar Voleibol na escola. Era dos melhorzitos e, na altura, o meu treinador acabou por me levar para o SL Benfica, para as captações de atletas que o clube estava a realizar, em 2005.
Fiquei e joguei mais uma época. Depois, chamaram-me para a Selecção de Cadetes e acabei por integrar o estágio permanente no Colégio dos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia.
Seguiu-se o estágio em Resende, onde os jogadores viviam, treinavam e estudavam durante praticamente todo o ano e que era uma realidade completamente diferente.
Jogava na Selecção Nacional de Juniores e no SC Espinho, mas ainda não de forma profissional. Depois fui para a AA S. Mamede e seguidamente para o SC Caldas. Foi o meu primeiro ano como sénior. Foi uma época muito boa, com um grande treinador”.

Seguiu-se a aventura em Espanha, no Club Voleibol Pòrtol, em 2010/2011.
“A minha primeira experiência internacional, em Espanha, foi muito boa e muito importante para mim. Era muito novo, mas conheci jogadores que me ajudaram muito, à semelhança do treinador. Foi uma experiência muito útil para o meu futuro”.

“Título de campeão pelo SC Espinho
foi um dos momentos
mais marcantes para mim”

Novo regresso a Portugal, ao SC Espinho, onde, com o actual seleccionador nacional, Hugo Silva, se sagrou campeão nacional de seniores masculinos, em 2011/2012.
“O título de campeão nacional pelo SC Espinho, há dois anos, foi, sem dúvida, um dos momentos mais marcantes para mim, a nível desportivo.
Cada campeonato, cada vitória, deixam a sua marca, mas este foi um dos mais marcantes, porque foi uma época muito especial. Começámos com um grupo de quem ninguém esperava nada e acabámos por mostrar que afinal poderíamos fazer alguma coisa a mais do que o que esperavam. Uma equipa bastante jovem, com apenas um ou outro mais velho. E também porque tínhamos um grupo muito especial e tinha acabado de voltar para Portugal, vindo de Espanha. Não sabia muito bem o que fazer e afinal a época acabou muito bem”.

Seguiu-se novo salto para o estrangeiro, desta vez a Bundesliga 2, na Alemanha, ao serviço do RWE Volleys Bottrop, que se sagraria campeão nacional, ascendendo ao escalão principal, mas que, posteriormente, passaria por momentos difíceis em termos financeiros.
“Uma época atribulada”, recorda. “Na Alemanha, as coisas acabaram por não correr muito bem para o clube e também para mim e fiquei um bocado de mãos a abanar, com a época já a decorrer e eu sem clube.
Felizmente, apareceram-me propostas de Portugal e acabei por vir para o SL Benfica, pois não é todos os dias que surge uma oportunidade de jogar num clube tão grande como o Benfica e ainda mais sagrar-me campeão nacional.
Foi sem dúvida uma grande experiência, que nunca irei esquecer”.

“Tenho a ambição de jogar
nas melhores equipas do mundo”

E, alargando os horizontes:
“Não sei se o meu futuro passa por Portugal ou pelo estrangeiro. Neste momento, estou aqui, mas acho que neste momento há mais hipóteses lá fora. Os campeonatos, em geral, estão mais equilibrados e compensam mais financeiramente.
Claro que tenho a ambição de jogar nas melhores equipas do mundo, mas não estou obcecado com isso. Faço o meu trabalho dia a dia e um dia, quem sabe, pode ser que a Itália ou a Rússia me chamem”.

Tirando uma selfie, como central:
“Sou um jogador que não dou muito nas vistas, mas que consigo fazer o meu trabalho, de ataque e bloco. Gosto de estar atento e concentrado no bloco e acho que tenho cumprido nas minhas funções.
Na Selecção Nacional, ambiciono sempre a qualificação para as fases finais das competições que disputamos. Tenho sempre em mente conseguir ir a Europeus, Mundiais e Jogos Olímpicos. E ganhar o máximo de jogos possível.
Creio que mais tarde ou mais cedo vamos voltar a dar nas vistas e, quem sabe, ganhar alguma competição, como ganhámos a Liga Europeia em 2010.
Agora, vejo de maneira diferente o que é estar na Selecção Nacional.
Quando era mais novo, via o voleibol de outra maneira. Não era tão utilizado. Agora também já sou um bocadinho mais importante na Selecção.
Dedicação, profissionalismo e seriedade são imprescindíveis, bem como o máximo de concentração possível.
Às vezes, não é fácil estar aqui, todos os dias e treinar duas vezes por dia, mas isso ajuda-nos a melhorar a cada dia que passa.
O mais importante é gostar de estar aqui, de ter orgulho em representar o país”.

11.ª presença na Liga Mundial

Na Liga Mundial, Portugal vai defrontar a República e a Coreia no Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa de Varzim e a Holanda no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.
Portugal jogará ainda em Eindhoven (Holanda), Ulsan (Coreia) e Opava (República Checa).

“Felizmente, a nossa Selecção disputou já várias Ligas Mundiais. Creio que estamos mais experientes, mais coesos como grupo e também mais à vontade na forma de encarar uma competição destas, que reúne as melhores equipas mundiais e que implica algumas viagens longas e desgastantes”, salienta Marcel, desejando:
“Creio que poderemos esperar sempre mais um pouco, cada ano que passa. Vamos tentar ganhar jogo a jogo e se os resultados aparecerem, tudo é possível.
O facto de jogarmos os primeiros dois jogos em casa [frente à República Checa, na Póvoa de Varzim], poderá ser muito benéfico para nós, pois podemos somar uma ou mesmo duas vitórias, o que nos dará uma dose de confiança extra para os jogos que iremos disputar fora”.


Momentos de boa disposição, com Idnei Martins e Alexandre Ferreira

“O descanso e o relaxamento
são imprescindíveis para o atleta”

Nos tempos livres, o que é que um atleta de alta competição, submetido a duros treinos diários, gosta de fazer nos poucos tempos livres?
A resposta é lógica. “Gosto de descansar, sobretudo. E de estar com a família e com a minha namorada. Mas o descanso e o relaxamento são imprescindíveis”.

Algum momento mais marcante a nível pessoal?
“Cada momento bom é um momento marcante. Não faço muitas distinções, prefiro viver o presente e olhar o futuro.
Também tenho ideia de ser massagista depois de jogar voleibol, pois estudei massagem. Ter o meu próprio consultório de massagens e terapia. Mas sempre conciliando com a música, porque esta sempre fez parte da minha vida”.

Na ponta da língua

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Filmes / Séries Preferidos:
São vários Filmes e várias séries ;)
Música:
Gosto de tudo um pouco mas mais 80´s, Rock e Latino
Leitura: Revistas e Entrevistas
Pratos preferidos: Pasta e Pizza
Bebida: Água
Cidade de eleição: Lisboa
Local preferido para passar férias: Palma de Maiorca
O mais importante no mundo é/são: Família e AMIGOS
O Voleibol é: Uma das minhas paixões. Tenho o privilégio de poder praticar Voleibol todos os dias e não imagino a minha vida sem ele. Tive oportunidade de conhecer muitas pessoas que me deram muito como companheiros de equipa e principalmente como Amigos, graças ao voleibol.
O voleibol é um Vício e uma grande Paixão!

Quem é quem?

Início de actividade: Como praticante, 2005. Como atleta sénior (embora com idade de júnior), em 2008.
Internacional: desde 2006 (cadetes) e 2009 (seniores), contando com mais de seis dezenas de internacionalizações pela Selecção Nacional.
Atletas de referência
Nacionais: João José, Flávio Cruz, Hugo Gaspar e outros mais.
Estrangeiros: O sérvio Marko Podrascanin, o russo Alexander Volkov, o brasileiro Gustavo Endres.

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«CAMALEÕES« CHECOS SURPREENDEM PORTUGUESES
01-06-2014

Tal como tinha acontecido no outro jogo do grupo, entre a Coreia e a Holanda, a República Checa entrou neste segundo jogo completamente diferente do jogo da véspera. Confiante, anulou uma desvantagem de cinco pontos no primeiro parcial e, a partir daí, sempre mais agressiva e bem mais eficaz no bloco e, sobretudo no serviço, a equipa de Zdenek Smejkal conquistou um precioso triunfo (3-0: 25-23, 25-18 e 25-22) em terras portuguesas, mais precisamente na Póvoa de Varzim.
A Poule E da Liga Mundial prossegue nos dias 7 e 8 de junho, com a Selecção Nacional de Seniores Masculinos a defrontar a Holanda em Almere. [Ver resultados e classificações]

Portugal até entrou muito bem no jogo. Confiantes, os pupilos de Hugo Silva criaram uma vantagem de cinco pontos, selando-a com um serviço directo de Valdir Sequeira e um bloco de Marcel Gil (8-3).
João José procurou manter a distância (13-8), mas Kamil Baranek aproximou os checos (14-11).
A equipa de Zdenek Smejkal pressionou ainda mais e equilibrou o jogo (17-17). Um bloco triplo deu a liderança aos checos (23-22), que, com um serviço do Baranek e um erro no ataque dos portugueses, selaram a vitória por 25-23.

Os checos marcaram o ritmo dos primeiros minutos do segundo set, com destaque para o distribuidor Filip Habr, autor de dois pontos, um ataque ao segundo toque e um serviço directo (10-6).
O inevitável Baranek aumentou a vantagem (13-7). O serviço dos checos fazia grandes mossas na recepção lusa (18-9), que também não conseguia ultrapassar o alto bloco adversário.
Entretanto, Petr Michalek facturava no ataque (23-14)... A vitória, natural, aconteceu aos 25-18, com novo erro dos homens da casa.

No terceiro set, Portugal chegou-se à frente (5-4), mas bem depressa a eficácia dos temíveis serviços checos abriram brechas na recepção lusa, impedindo o sucesso do sideout dos portugueses.
Transformando uma situação de perigo (18-17), num desafogado 21-17, os checos deram um passo importante a caminho do triunfo, que aconteceu aos 25-22, num serviço falhado pelos portugueses.

Valdir Sequeira rubricou 16 pontos, tendo-se cotado como o melhor pontuador do jogo, enquanto Kamil Baranek, com 13 pontos, foi o melhor pontuador dos checos.

Hugo Silva, treinador de Portugal:
"O jogo não nos correu mal. O serviço da República Checa é que esteve muito mais forte e eficaz no jogo de hoje. Pelo contrário, nós falhámos muitos serviços.
No próximo fim-de-semana jogamos na Holanda e, até lá, precisamos de amadurecer, e muito, esta equipa, de forma a que jogue com mais consistência e outra eficácia".

Zdenek Smejkal, treinador da República Checa:
"O nosso jogo não foi muito diferente do de ontem, o que mudou tudo foi a eficácia no serviço. O nosso serviço esteve impecável e abriu-nos novas soluções e isso ditou o resultado final".

Na Poule E, a Selecção Nacional de Seniores Masculinos defrontou a República Checa e vai defrontar a Coreia no Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa de Varzim e a Holanda no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.
Portugal jogará ainda em Almere (Holanda), Ulsan (Coreia) e Opava (República Checa).

As cidades de Florença (Itália), Sydney (Austrália) e Bursa (Turquia) vão acolher as fases finais das Poules A e B, das Poules C, D e E e das Poules F e G, respectivamente, na Liga Mundial 2014.
Florença será a quarta cidade italiana a receber uma fase final da Liga Mundial, depois de Roma (2004), Milão (1998, 1994 e 1991) e Génova (1992).

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BOA ESTREIA DE PORTUGAL NA LIGA MUNDIAL
31-05-2014

Portugal iniciou da melhor forma a 11.ª presença na Liga Mundial ao vencer hoje, por 3-1 (25-23, 19-25, 25-18 e 25-20), a República Checa no jogo inaugural da Poule E, disputado no Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa de Varzim.
A equipa de Hugo Silva ficou a dever a vitória à experiência de alguns dos seus jogadores, mas igualmente à irreverência dos mais jovens, como Miguel Rodrigues e João Oliveira, este de apenas 18 anos a fazer a sua (boa) estreia na Selecção Nacional.

No primeiro set, Portugal começou melhor (3-1), mas viu a República Checa assumir a liderança do marcador (10-8).
Assentando o seu jogo, a equipa de Hugo Silva voltou a assumir o comando, com um serviço directo de Miguel Rodrigues (12-10). Os checos voltariam a pressionar, através do artilheiro Michal Krisko, mas seria novamente o distribuidor luso a dar vantagem à equipa da casa, com um serviço directo (21-20), abrindo caminho para o triunfo por 25-23, com o 5.º ponto da conta pessoal de João José.

Entrada implacável dos checos no segundo set, sobretudo com a eficácia do seu ataque e bloco (4-0), diferença que prolongaram no tempo (15-11, 21-17, 23-19). A reacção portuguesa chegou a surgiu por várias vezes, especialmente através dos ataques espectaculares do capitão João José, mas nunca chegou a importunar a Rep. Checa, que venceu por 25-19.

Portugal arriscou tudo no serviço/bloco, impedindo um bom sideout dos checos, e no começo do terceiro set vencia já por 11-4. e foi com um bloco do jovem Miguel Rodrigues que Portugal chegou ao 2.º tempo técnico com o dobro dos pontos do seu adversário. Um serviço directo de Alex Ferreira (21-13), indicou o caminho da vitória por 25-18.

Nova boa exibição da equipa local, de que os dois ases consecutivos de Alex Ferreira são apenas um exemplo (14-9). A pressão dos checos, com o poder atacante de Michal Krisko e Kamil Baranek, possibilitou-lhes recuperar cinco pontos (18-18), mas Portugal, muito apoiado pelo público, reagiu a tempo de triunfar por 25-20, com um serviço directo de Alex.

Alexandre Ferreira, com 19 pontos, foi o melhor pontuador do jogo, enquanto Kamil Baranek, com 14 pontos, foi o melhor entre os checos.

Amanhã será um jogo muito diferente

João Oliveira: "Conseguimos colocar em campo o que temos treinador nas últimas semanas. Agradeço a confiança que depositaram em mim. Os jogadores mais experientes, alguns com nome a nível internacional, como o João José, o Alex e o Valdir, mostraram o caminho aos mais novos e o público também ajudou muito a pôr a equipa lá no alto".

Hugo Silva, Treinador de Portugal:
"Foi uma vitória justa e fruto do trabalho e da dedicação de uma equipa. O colectivo esteve acima de tudo, embora haja jogadores que se destacaram em alguns momentos. Jovens que não jogam no seu clube, casos do Miguel, do João Oliveira e do Marcel, deram uma boa imagem do seu valor com as boas exibições que fizeram.
Amanhã contamos com uma República Checa diferente, pois vai tentar limpar a imagem do jogo de hoje".

João José, capitão: "Conseguimos cumprir o trabalho que fizemos nos treinos. A República Checa tem as suas armas e nós
temos as nossas. O jogo de amanhã será muito diferente".

Zdenek Smejkal, treinador checo:
"Um dos pontos principais foi o serviço de Portugal, que nos criou muitas dificuldades no sideout. No quarto set, tivemos possibilidades de dar a volta ao jogo (fazer o 19-18), mas o árbitro impediu-nos.
Parabéns a Portugal, que jogou melhor. Amanhã vamos tentar rectificar este resultado".

Ales Holubec, capitão:
"É o primeiro jogo na Liga Mundial e temos jogadores novos. Sentimos grandes dificuldades em sair para o sideout. O primeiro set foi equilibrado, ganhámos o segundo, mas, no quarto, quando tínhamos hipóteses de regressar à luta, o árbitro impediu-nos".

Na Poule E, a Selecção Nacional de Seniores Masculinos defronta a República Checa e a Coreia no Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa de Varzim e a Holanda no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.
Portugal jogará ainda em Almere (Holanda), Ulsan (Coreia) e Opava (República Checa).

As cidades de Florença (Itália), Sydney (Austrália) e Bursa (Turquia) vão acolher as fases finais das Poules A e B, das Poules C, D e E e das Poules F e G, respectivamente, na Liga Mundial 2014.
Florença será a quarta cidade italiana a receber uma fase final da Liga Mundial, depois de Roma (2004), Milão (1998, 1994 e 1991) e Génova (1992).

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EPICENTRO NA PÓVOA DE VARZIM
30-05-2014

O Seleccionador Nacional divulgou já a lista dos 12 jogadores que defrontarão, amanhã e no domingo, a República Checa no Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa de Varzim, na jornada inaugural da Poule E da Fase Intercontinental da 25.ª edição da Liga Mundial.

Os jogos entre as equipas de seniores masculinos de Portugal e da República Checa disputam-se ambos pelas 17h00 e têm transmissão directa na Sport TV.
A equipa de arbitragem será formada pelo belga Arturo Di Giacomo e pelo inglês Nicholas Heckford.

Em relação à convocatória para a fase de qualificação para o Europeu 2015, Hugo Silva chamou Marco Ferreira e Manuel Silva para substituírem, respectivamente, Hugo Gaspar e André Lopes.
 

Portugal

Nome

DN

Posição

Clube*

Ivo Rodrigues 25.05.87 Central Castelo da Maia GC
Ivo Casas 21.09.92 Libero Castelo da Maia GC
Marcel Gil 08.05.90 Central SL Benfica
João Oliveira 31.07.95 Zona 4 SL Benfica
Miguel Rodrigues 02.03.93 Distribuidor SL Benfica
Marco Ferreira 04.10.87 Oposto SC Espinho
João José (C) 07.06.78 Central AJ Fonte do Bastardo
Tiago Violas 27.03.89 Distribuidor Vitória SC
Valdir Sequeira 22.11.81 Oposto Posojilnica Aich/Dob (AUT)
José Vieira 06.06.83 Oposto CS Marítimo
Manuel Silva 08.12.73 Zona 4 SC Espinho
Alexandre Ferreira 13.11.91 Zona 4 Diatec Trentino (ITA)
Team Manager: Nuno Nunes
Treinador Principal: Hugo Silva
Treinador Adjunto: Carlos Prata
Scouter: Ricardo Teixeira
Médico: Ricardo Aido
Fisioterapeuta: Nélson Leitão

* À data da primeira convocatória

 

República Checa

Nome

DN

Posição

Clube

Filip Habr 27.04.88 Distribuidor VK Jihostroj C. Budejovice
Zdenek Hanik 11.07.86 Distribuidor Ostrava
Ales Holubec 13-03.84 Central Nantes
Jakub Vesely 02.09.86 Central Częstochowa
Jiri Kral 08.07.81 Central Beauvais
Kamil Baranek 02.05.83 Zona 4 Tours
Petr Michalek 19.08.89 Zona 4 VK Jihostroj C. Budejovice
Jan Kuliha 24.05.90 Zona 4 VK Jihostroj C. Budejovice
Adam Bartos 27.04.92 Zona 4 Tours
Michal Krisko 23.11.88 Oposto VK Jihostroj C. Budejovice
Michal Finger 02.09.93 Oposto VFB Friedrichshafen
Martin Krystof 11.10.82 Libero Berlin
Team Manager: Martina Vernerova
Treinador Principal: Zdnek Smejkal
Treinador Adjunto: Jindrich Licek
Scouter: Zdenek Sklenar
Médico: Ondrej Hamberger
Fisioterapeuta: Martin Sedlak
Jornalista: Ondrej Tomek

25.ª Liga Mundial

Na Poule E, a Selecção Nacional de Seniores Masculinos vai defrontar a República Checa e a Coreia no Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa de Varzim e a Holanda no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.
Portugal jogará ainda em Almere (Holanda), Ulsan (Coreia) e Opava (República Checa).

As cidades de Florença (Itália), Sydney (Austrália) e Bursa (Turquia) vão acolher as fases finais das Poules A e B, das Poules C, D e E e das Poules F e G, respectivamente, na Liga Mundial 2014.
Florença será a quarta cidade italiana a receber uma fase final da Liga Mundial, depois de Roma (2004), Milão (1998, 1994 e 1991) e Génova (1992).

Poules

GRUPO 1
A: Brasil, Itália, Polónia e Irão
B: Rússia, Estados Unidos, Bulgária e Sérvia
GRUPO 2
C: Bélgica, Canadá, Austrália e Finlândia
D: Argentina, Alemanha, França e Japão
E: Holanda, Coreia do Sul, Portugal e República Checa
GRUPO 3
F: Tunísia, Turquia, Cuba e México
G: Porto Rico, China, Eslováquia e Espanha

Jogos da Poule E

31 de Maio e 1 de Junho
Portugal x Rep. Checa: amanhã (17h00) e domingo (17h00), Póvoa de Varzim
Holanda x Coreia, Eindhoven

6 a 8 de Junho
Holanda x Portugal, dias 7 e 8 de Junho, Almere
Rep. Checa x Coreia, Ceske Budejovice

13 a 15 de Junho
Coreia x Portugal, dias 14 e 15 de Junho, Ulsan
Rep. Checa x Holanda, Chomutov

21 e 22 de Junho
Coreia x Rep. Checa, Suwon
Portugal x Holanda: dias 21 (15h00) e 22 de Junho (15h00), Matosinhos

27 a 29 de Junho
Coreia x Holanda, Gwangiu
Rep. Checa x Portugal, dias 27 e 28 de Junho, Opava

5 e 6 de Julho
Holanda x Rep. Checa, Roterdão
Portugal x Coreia: dias 5 (19h00) e 6 de Julho (17h00), Póvoa de Varzim

11 a 13 Julho
Final Four/Six (Grupos C, D e E), em Sydney (Austrália)

16 a 20 Julho
Final Six (Final da Liga Mundial), em Florença (Itália)

O alargamento de 18 para 28 países participantes, distribuídos por sete grupos, é a grande novidade desta edição da Liga Mundial.
Os dois primeiros classificados do Grupo A (Brasil, Itália, Polónia e Irão) e do Grupo B (Rússia, campeã em título, Estados Unidos, Bulgária e Sérvia) apuram-se para a Fase Final (Final Six), que será disputada por seis selecções, em Florença (Itália).
Os primeiros classificados dos grupos C (Bélgica, Canadá, Austrália e Finlândia), D (Argentina, Alemanha, França e Japão) e E (Holanda, Coreia do Sul, Portugal e República Checa), juntamente com a Austrália (organizador), apuram-se para uma Final Four intermédia, a disputar em Sydney, que qualifica o vencedor para a Fase Final. [Ver Qualificação]

Árbitros portugueses

Avelino Azevedo arbitrará os jogos da Liga Mundial, entre a França e o Japão, em Montpellier, amanhã e no domingo, e ainda os jogos da Poule H do Grand Prix, de 15 a 17 de Agosto, em Kaliningrado, na Rússia, entre a Turquia, a Alemanha, a Rússia e a Itália.

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LIGA MUNDIAL É UMA OPORTUNIDADE PARA OS NOVOS TALENTOS
29-05-2014

Os jogos entre Portugal e a República Checa disputam-se no sábado e no domingo, ambos pelas 17h00, e têm transmissão directa na Sport TV, na jornada inaugural da Poule E da 25.ª edição da Liga Mundial.
O Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa de Varzim será o palco destes embates, que serão arbitrados pelo belga Arturo Di Giacomo e pelo inglês Nicholas Heckford.

Para a Selecção Nacional de Seniores Masculinos, esta será a 11.ª presença na Liga Mundial, mas para João Oliveira, zona 4 de apenas 18 anos, que se sagrou este ano campeão nacional de seniores pelo SL Benfica, a Liga Mundial constituirá uma verdadeira prova-de-fogo.

“O meu grande objectivo foi sempre representar a Selecção Nacional de seniores, joguei em Maio pela Selecção de Juniores, mas a Liga Mundial será uma oportunidade de poder mostrar o meu valor.
O meu objectivo é trabalhar para ser cada vez melhor, evoluir e ganhar a confiança do seleccionador e dos meus colegas.
Nunca tinha estado tanto tempo na Selecção, devido a algumas lesões que sofri nestes últimos anos, e sempre sonhei com isto e estou a gostar imenso da experiência”, reconhece, prosseguindo:
“Temos algumas alterações, mas quem for chamado a substituir jogadores tão experientes de certeza que irá dar o seu melhor. O nosso objectivo só pode ser a vitória, sem esquecer que a República Checa é uma selecção com historial, muito forte e com jogadores altos”.

Para superar a República Checa, será necessário...
“Aproveitar bem os seus pontos fracos, que estão a ser analisados pela equipa técnica. Este grupo de jogadores é muito trabalhador, muito sério e tem objectivos comuns, que é vencer jogos e dar alegrias ao nosso público. É para isso que temos trabalhado e vamos entrar em campo com o intuito de dar o nosso melhor e de lutar pela vitória.
Para isso, também será importante termos um pavilhão cheio de público a puxar por nós”.

Levantando um pouco o véu relativamente ao futuro...
“A nível pessoal sempre ambicionei ser profissional e vou lutar com todos as minhas forças para isso acontecer. Neste momento, estou a trabalhar para poder jogar na Liga Mundial.
O nosso capitão, João José, é a minha referência como jogador. Tem um historial notável no Voleibol, é um óptimo jogador e está sempre pronto a ajudar, com a sua experiência, os outros jogadores, sobretudo os mais novos, a serem melhores de dia para dia”.

25.ª Liga Mundial

Na Poule E, a selecção orientada por Hugo Silva vai defrontar a República Checa (às 17h00 dos dias 31 de Maio e 1 de Junho) e a Coreia (às 19h00 e às 17h00, respectivamente, dos dias 5 e 6 de Julho) no Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa de Varzim e a Holanda (às 15h00 dos dias 21 e 22 de Junho) no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.
Portugal jogará ainda em Almere (Holanda), nos dias 7 e 8 de Junho, Ulsan (Coreia), nos dias 14 e 15 de Junho, e Opava (República Checa), nos dias 27 e 28 de Junho.

As cidades de Florença (Itália), Sydney (Austrália) e Bursa (Turquia) vão acolher as fases finais das Poules A e B, das Poules C, D e E e das Poules F e G, respectivamente, na Liga Mundial 2014.
Florença será a quarta cidade italiana a receber uma fase final da Liga Mundial, depois de Roma (2004), Milão (1998, 1994 e 1991) e Génova (1992).

Poules

GRUPO 1
A: Brasil, Itália, Polónia e Irão
B: Rússia, Estados Unidos, Bulgária e Sérvia
GRUPO 2
C: Bélgica, Canadá, Austrália e Finlândia
D: Argentina, Alemanha, França e Japão
E: Holanda, Coreia do Sul, Portugal e República Checa
GRUPO 3
F: Tunísia, Turquia, Cuba e México
G: Porto Rico, China, Eslováquia e Espanha

Jogos da Poule E [Ver Calendário]

31 de Maio e 1 de Junho
Portugal x Rep. Checa: dias 31 de Maio (17h00) e 1 de Junho (17h00), Póvoa de Varzim
Holanda x Coreia, Eindhoven

6 a 8 de Junho
Holanda x Portugal, dias 7 e 8 de Junho, Almere
Rep. Checa x Coreia, Ceske Budejovice

13 a 15 de Junho
Coreia x Portugal, dias 14 e 15 de Junho, Ulsan
Rep. Checa x Holanda, Chomutov

21 e 22 de Junho
Coreia x Rep. Checa, Suwon
Portugal x Holanda: dias 21 (15h00) e 22 de Junho (15h00), Matosinhos

27 a 29 de Junho
Coreia x Holanda, Gwangiu
Rep. Checa x Portugal, dias 27 e 28 de Junho, Opava

5 e 6 de Julho
Holanda x Rep. Checa, Roterdão
Portugal x Coreia: dias 5 (19h00) e 6 de Julho (17h00), Póvoa de Varzim

11 a 13 Julho
Final Four/Six (Grupos C, D e E), em Sydney (Austrália)

16 a 20 Julho
Final Six (Final da Liga Mundial), em Florença (Itália)

O alargamento de 18 para 28 países participantes, distribuídos por sete grupos, é a grande novidade desta edição da Liga Mundial.
Os dois primeiros classificados do Grupo A (Brasil, Itália, Polónia e Irão) e do Grupo B (Rússia, campeã em título, Estados Unidos, Bulgária e Sérvia) apuram-se para a Fase Final (Final Six), que será disputada por seis selecções, em Florença (Itália).
Os primeiros classificados dos grupos C (Bélgica, Canadá, Austrália e Finlândia), D (Argentina, Alemanha, França e Japão) e E (Holanda, Coreia do Sul, Portugal e República Checa), juntamente com a Austrália (organizador), apuram-se para uma Final Four intermédia, a disputar em Sydney, que qualifica o vencedor para a Fase Final. [Ver Qualificação]

Árbitros portugueses

Avelino Azevedo arbitrará os jogos da Liga Mundial, entre a França e o Japão, em Montpellier, nos dias 31 de Maio e 1 de Junho, e ainda os jogos da Poule H do Grand Prix, de 15 a 17 de Agosto, em Kaliningrado, na Rússia, entre a Turquia, a Alemanha, a Rússia e a Itália.
 

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PORTUGAL DEFRONTA A REPÚBLICA CHECA
28-05-2014

Tudo a postos para mais uma edição, a 25.ª, da Liga Mundial, aquela que é uma das provas predilectas dos adeptos do Voleibol.

Portugal treina já desde terça-feira no Pavilhão Municipal, palco dos embates de sábado e domingo entre duas selecções que vêm de disputar a 2.ª Ronda de Qualificação para o Campeonato da Europa de 2015, com resultados ligeiramente diferentes.
A equipa de Leste, orientada por Zdenek Smejkal, venceu a Poule D e qualificou-se directamente para a final (Bulgária / Itália), enquanto os portugueses, orientados por Hugo Silva, segundos classificados na Poule B, terão de disputar o play-off da 3.ª Ronda com a Eslovénia, em Maio de 2015.

Nesta 11.ª presença na Liga Mundial, a Selecção Nacional mantém intactas as suas ambições, pese embora algumas alterações operadas na equipa relativamente à poule de qualificação europeia. [Ver Vídeo]

“As mudanças estavam predefinidas tendo em conta algumas questões que alguns jogadores levantaram relativamente aos trabalhos da Selecção.
O Hugo Gaspar, por motivos profissionais e porque, infelizmente, o nosso Governo não nos ajuda, facilitando que os atletas possam sair do seu emprego para representar o país.
As razões do Gaspar são mais do que válidas e justificáveis.
O André Lopes alegou problemas pessoais e familiares, também perfeitamente compreensíveis.
Já no primeiro contacto que tive com eles, ficou tudo esclarecido relativamente à sua presença na Poule de Apuramento para o Europeu 2015 e a sua ausência na Liga Mundial, que seria a competição em que faríamos tudo aquilo que temos a fazer em termos de renovação”, recorda Hugo Silva, acrescentando:
“É isso o que vai acontecer. Vamos ter mais um ou outro jovem, para além do Miguel Rodrigues, que provou ser uma solução muito válida e que foi uma mais-valia para nós na fase de qualificação para o Europeu.
O João Oliveira terá uma grande oportunidade para agarrar e estou convencido que a Liga Mundial constituirá um momento muito importante para ele, pois vai certamente crescer e dar o salto que precisa”.

No entanto, estas alterações não influenciarão os objectivos, como refere o Seleccionador Nacional:
“A mentalidade tem de ser sempre ganhar e tem de estar sempre presente nas ideias e na forma de trabalhar da equipa técnica e dos jogadores. Estamos a falar de Portugal, uma selecção que tem um prestígio e um nome a defender, e nós vamos fazer tudo para honrar o nosso país.
Agora, temos de ser realistas. Vamos disputar a competição com jogadores que nem sequer jogam nos seus clubes. Uma situação que eu não percebo. Não percebo como é que há três ou quatro jogadores que temos a jogar na equipa-base e que não jogam no nosso campeonato... O certo é que são jogadores que têm valor e nós vamos querer aproveitá-los, mas também estamos conscientes de que isso é um processo que demora o seu tempo.
As dificuldades irão aparecer, mas acredito que no decorrer da Liga Mundial iremos afinar a máquina e o nosso jogo aparecerá com o trabalho e a qualidade que desejamos”.

A República Checa vai apresentar-se na Póvoa de Varzim altamente motivada com o apuramento directo para o Campeonato da Europa de 2015. O que é que se pode esperar de um adversário destes?
“Dificuldades, como é óbvio, pois é uma selecção que se apurou em primeiro na sua poule, só com uma derrota. Pelos jogos que tivemos oportunidade de ver, é uma equipa de excelente nível e que certamente vai querer ir o mais longe possível na Liga Mundial.
Juntamente com a Holanda, penso que será a equipa mais difícil do nosso grupo.
É muito forte no serviço. Tem quatro jogadores na equipa-base a servirem em suspensão muito forte, muito pesado, e foi nesse aspecto precisamente que tivemos dificuldades nos jogos com a Finlândia, sobretudo no jogo que disputámos em Vila do Conde, em que cometemos alguns erros, mas onde a maior parte do mérito se ficou a dever à equipa finlandesa, que tem um serviço fortíssimo.
Os checos apresentam um serviço semelhante, mas acredito que com o trabalho que temos desenvolvido poderemos superar essas dificuldades e atenuar um pouco aquele que consideramos ser um dos pontos mais fortes da República Checa.
Obviamente, tem outras armas, pois sendo uma equipa alta, tem um alcance muito alto no ataque, mas teremos de travá-los logo no bloco”.

Também entre os organizadores as expectativas são altas:
"Jogando na Póvoa, os atletas que envergam a camisola da Selecção Nacional, sentem-se verdadeiramente em casa, jogam com aquele suplemento de ânimo que, às vezes, ajuda à superação e conduz à vitória", deseja Aires Pereira, Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

"Continuamos a encarar a World League com o mesmo espírito combativo que caracterizou a nossa primeira participação, em 1999, mas, agora, na nossa 11.ª presença, com uma maior experiência e responsabilidades acrescidas", salienta Vicente Araújo, Presidente da Federação Portuguesa de Voleibol.

Os jogos entre Portugal e a República Checa disputam-se no sábado e no domingo, ambos pelas 17h00, e têm transmissão directa na Sport TV.

A equipa de arbitragem será formada pelo belga Arturo Di Giacomo e pelo inglês Nicholas Heckford.

Árbitros portugueses

Avelino Azevedo arbitrará os jogos da Liga Mundial, entre a França e o Japão, em Montpellier, nos dias 31 de Maio e 1 de Junho, e ainda os jogos da Poule H do Grand Prix, de 15 a 17 de Agosto, em Kaliningrado, na Rússia, entre a Turquia, a Alemanha, a Rússia e a Itália.
 

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