DUPLAS BRASILEIRAS DE OURO NO MUNDIAL DE SUB-19
03-08-2014

As duplas brasileiras Eduarda Lisboa / Andressa Ramalho e George Wanderley / Arthur sagraram-se hoje campeãs mundiais de Voleibol de Praia, na categoria de Sub-19, ao vencerem, respectivamente, as finais de femininos e de masculinos disputadas nas praias do Edifício Transparente.

Em femininos, nada fazia prever uma final tão equilibrada, tal o domínio exercido pelas brasileiras durante a prova.
O certo é que Duda Lisboa cumpriu o seu objectivo inicial e venceu, pelo segundo ano consecutivo, o Mundial de Sub-19, mas só depois de, juntamente com Andressa Ramalho, vencer uma batalha competitiva e emocionante, frente às alemãs Lisa Arnholdt e Sarah Schneider: 2-0 (21-14, 13-21 e 19-17), num jogo em que as germânicas estiveram a vencer na negra por 11-7...
"Dedico esta vitória à Andressa. Eu fiz uma promessa e consegui cumpri-la: tornei-me bicampeã de Sub-19, com a ajuda da minha parceira, do treinador e de todos os elementos da comitiva brasileira, que sempre nos apoiaram, e de Deus. Estou muito feliz com isso, porque eu gosto muito do Porto.
No segundo set, não havia maneira de recuperarmos, pois a diferença era enorme, mas tivemos muita força de vontade e assim que começámos a disputar o terceiro nunca mais pensei que a vitória nos poderia fugir. Eu disse: «Nem pensar que vou perder esse título».
E o apoio do público e dos outros jogadores foi incrível. É inexplicável o que senti. Fiquei tão contente"...



No terceiro lugar ficou a equipa-sensação desta edição do Mundial Sub-19, formada pelas gémeas Megan e Nicole McNamara, que derrotou (2-0: 21-16 e 21-12) a dupla checa Adamcikova / Valkova.

A dupla McNamara é treinada por uma ex-jogadora brasileira que se celebrizou no Voleibol de Praia e que agora é a treinadora da Selecção Nacional do Canadá há já quatro anos.
Adriana Bento explicou as duas medalhas conquistadas no espaço de 15 dias por atletas canadianos:
"São fruto do trabalho que está a ser desenvolvido em diversos locais do Canadá. a medalha de ouro [Bukovec-Miric no Mundial de Sub-21] foi obtida por atletas que treinam em Ontário e as gémeas são provenientes de um outro grupo que treina em British Columbia, porque o país é gigantesco e temos atletas de várias localidades. É uma medalha muito esperada porque os resultados vão mudar muito a vida dos atletas canadianos. Resulta de um trabalho desenvolvido por muitos atletas e também por muitos treinadores e em diversos lugares do país".

Como é que a experiente Adriana vê a jovem dupla McNamara?
"É uma dupla com enorme qualidade. Tecnicamente, são perfeitas e, por isso, quando definimos a táctica para o jogo elas aplicam-na na perfeição. Elas treinam há já quatro anos com um treinador [Micha], ou seja, desde os seus 13 anos.
Estou no Canadá há quatro anos, como Seleccionadora, mas esta é a primeira vez que viajo com elas.
Joguei pelo Brasil durante sete anos e disputei muitos campeonatos mundiais e trabalhar no Canadá é muito diferente, mas a ideia é mesmo essa, é mostrar as diferenças entre o trabalho desenvolvido nos dois países e aproveitar os pontos fortes desses dois trabalhos.
A qualidade técnica das duplas que aqui estão, em representação dos vários países, é muito boa".

George e Arthur: "Os nossos êxitos são
partilhados por todos"

Em masculinos, os brasileiros confirmaram o seu favoritismo... e a sua invencibilidade. Venceram (2-1: 21-18, 21-23 e 15-11) os ucranianos Kovalov e Plotnytskiy, que tinham passado in extremis à fase eliminatória (4.ºs classificados na Poule E).

Wallace Ramos, treinador de George e Arthur justificou o duplo êxito:
"Este é mais um dos resultados do trabalho que temos vindo a realizar há três anos, trabalhando duro em Saquarema, dentro de um projecto comandado por Jorge Barros. Temos alguns valores individuais, mas estas medalhas são o resultado desse trabalho.
Todos estes jogadores têm muito valor e são capazes de atingir as medalhas, mas nestas finais foram obrigados a superar o dom com que nasceram, pois foram postos à prova durante a competição e mostraram-se muito fortes psicologicamente.
Como é que um treinador se sente ao ver as suas duplas ganharem a medalha de ouro? Eu sinto-me um pouco bobão, pois senti uma enorme alegria. O nosso relacionamento foi crescendo ao longo do tempo e a amizade vai para além da relação treinador/atleta".

Arthur Mariano salientou:
"Este Mundial de Sub-19 era muito importante para nós. Foi a primeira vez que disputei esta competição.
A força que nos fez superar alguns momentos mais complicados nesta competição é algo que vem de dentro de nós, mas foi muito importante ter o público a apoiar-nos.
Nós treinamos e disputamos os campeonatos para sermos cada vez melhores e, assim, podermos assegurar o futuro do Voleibol de Praia brasileiro.
Agora, nos Jogos Olímpicos da Juventude, tudo vai começar do zero, mas vamos lutar pela medalha de ouro".

George Wanderley destacou:
"A vitória da Duda e da Andressa foi um incentivo para nós. Elas são nossas amigas, treinam ao nosso lado. Os seus e os nossos êxitos são partilhados por todos. O triunfo delas na final, sobretudo da forma como foi concretizado, foi muito motivador para nós.
Quando conseguimos o último ponto no jogo com a Ucrânia... fiquei paralisado. Não tenho palavras para definir o que senti. Somos a melhor dupla do mundo".



A medalha de bronze de Tigrito e Peter foi muito festejada pelo público.
Jose Gomez (Tigrito) e Rolando Hernandez (Peter) acabaram por vencer, por 2-0 (21-18 e 21-19), a dupla holandesa Bouter / Van Steenis.
"Esta medalha de bronze é como a medalha de ouro para nós. Recompensa o trabalho que nós, atletas, os treinadores e o nosso país tem desenvolvido.
Estamos muito contentes, muito orgulhosos desta medalha que conseguimos para a Venezuela e queremos agradecer a este público, que foi fantástico e nos apoiou do princípio ao fim.
Este resultado significa que o trabalho que estamos a realizar dá os seus frutos e representa algo que poderemos apresentar para o Ministério dos Desportos continuar a apoiar o Voleibol de Praia".



As medalhas e os troféus foram entregues por Luís Alves (Câmara Municipal do Porto), Ivo Santos (CM Matosinhos), Dirk Decher, Supervisor Técnico da FIVB, Vicente Araújo, Presidente da FPV e Vice-Presidente da FIVB, Henrique Gomes (Director do Torneio e Director da FPV) e Álvaro Lopes (Director, em representação da FPV).

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SENSAÇÃO VINDA DA VENEZUELA NO CAMINHO DOS BRASILEIROS
02-08-2014

O quinto dia de competição do Campeonato do Mundo de Sub-19, em Voleibol de Praia, já seleccionou os mais fortes... dos menos fortes. Algumas duplas consideradas por (quase) todos favoritas foram surpreendidas e eliminadas por equipas-sensação, como a da Venezuela, em masculinos, e a do Canadá, em femininos.
E como não podia deixar de ser, tal como manda a tradição nas provas de Voleibol de Praia realizadas, há já cerca de duas décadas, em Portugal, o mau tempo fez a sua aparição, com a chuva a fustigar todos os jogos dos oitavos-de-final, que, embora tenham perdido público, nem por isso deixaram de ser extremamente bem disputados e emocionantes.

Em masculinos, os venezuelanos Tigrito e Peter [na foto superior] afastaram os superfavoritos Yarzutkin e Stoyanovskiy, da Rússia, dando a volta a um jogo que parecia irremediavelmente perdido (2-1: 13-21, 24-22 e 15-13) e, com isso, conquistando o público português.

Na hora de festejar o triunfo, Tigrito e Peter foram peremptórios:
"Mostrámos muita atitude neste jogo, nunca o dando por perdido. Acreditámos sempre na vitória, mesmo depois de termos perdido o primeiro set. Nunca baixámos a cabeça e o apoio do público também nos ajudou a vencer.
Amanhã, vamos jogar a meia-final com os brasileiros e, com a mão de Deus, com a confiança que tenho no meu parceiro e no meu treinador, acredito que nos vamos apurar para a final".



Na meia-final, agendada para as (11h00), os venezuelanos vão enfrentar outra das grandes favoritas: a dupla brasileira Arthur /George Wanderley, que teve hoje um osso duro de roer no par francês Loiseau-Gauthier / Rat: 2-1 (24-26, 21-12 e 15-13).
No final, Arthur Mariano reconheceu:
"Este foi o nosso jogo mais difícil. Tivemos de mostrar muita garra para conseguir dar a volta ao resultado. Os dois últimos jogos [franceses e norte-americanos] foram complicados, mas conseguimos superá-los, pelo que a confiança de chegar a uma das medalhas é cada vez maior. Estamos a evoluir de jogo para jogo e o nosso objectivo é, sem dúvida, a medalha de ouro.
Depois de participarmos neste Mundial, vamos para a China, para jogar as Jogos Olímpicos da Juventude e, se tudo correr bem, conquistar outra medalha de ouro."

Os brasileiros também sentiram algumas dificuldades (2-1: 21-14, 19-21 e 15-8) em superar os norte-americanos Richard e DeFalco no caminho para os quartos-de-final.
DeFalco não pôde assim, repetir a medalha de bronze conquistada no ano passado.
Jonh Aharoni, treinador da dupla norte-americana e coordenador da formação do Voleibol de Praia norte-americano, salientou ao facebook da FPV (www.facebook.com/fpvoleibol):
"Não estou nada desiludido. Aliás, estou bastante orgulhoso do trabalho que temos vindo a realizar. Trouxemos jogadores novos que se portaram muito bem, sendo esta a sua primeira oportunidade num Mundial.
Adoro o Porto, tem sido um talismã para mim, pois da primeira vez que cá estive ganhámos uma medalha de ouro, no ano passado levámos duas de bronze, por isso, nada correu mal, é apenas um processo de aprendizagem pelo qual os jogadores passam, de modo a no futuro poderem participar no World Tour e nos Jogos Olímpicos.
Foi um grande torneio, começámos num ponto e acabámos noutro mais alto, penso que poderão levar esta experiência para os Jogos Olímpicos da Juventude".

Na outra meia-final, também agendada para as 11h00, a dupla holandesa Bouter / Van Steenis, que eliminou (2-1: 22-20, 18-22 e 15-12) os austríacos Kratz e Pristauz-Telsnigg, vai defrontar os ucranianos Kovalov e Plotnytskiy. [Ver Calendário - masculinos]



Em femininos, as gémeas Megan e Nicole McNamara são já a grande sensação da competição. não só pelos resultados desportivos já conseguidos, resultantes da sua combatividade, mas também pela alegria que colocam em jogo e pela sua simpatia.
Após o triunfo (2-1: 21-17, 16-21 e 15-12) sobre as holandesas Stubbe e Woutters, as canadianas concordaram:
"É verdade que este foi mais um passo rumo ao pódio e a uma medalha, algo que queremos muito alcançar. Se essa medalha será de ouro, só o tempo o dirá, mas será muito difícil pois todas as duplas que chegaram às meias-finais são fortíssimas. Será muito complicada, mas nunca deixaremos de tentar". [Ver Calendário - femininos]

As meias-finais, que estão agendadas para as 10 horas, nos campos 1 e 2, apresentam os seguintes confrontos:
Adamcikova / Valkova (Rep. Checa) x Eduarda / Andressa (Brasil)
M. McNamara / N. McNamara (Canadá) x Schneider / Arnholdt (Alemanha)

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MUNDIAL SUB-19: FAVORITOS DÃO UM PASSO EM FRENTE
01-08-2014

Os oitavos-de-final do Campeonato do Mundo de Sub-19 em Voleibol de Praia, a decorrer nas areias adjacentes ao Edifício Transparente, estão já definidos e, infelizmente, sem duplas portuguesas. [Ver Calendário - masculinos]

Em femininos, estarão amanhã a lutar pela passagem aos quartos-de-final alguns nomes sonantes: a brasileira Eduarda Lisboa [fez hoje 16 anos], que venceu a prova no ano passado e que forma dupla com outra parceira, Andressa Cavalcanti - na última edição do Mundial foi 5.ª classificada, com Paula Hoffmann, também presente nos oitavos.
Directamente do Mundial de Sub-21, as irmãs Megan e Nicole McNamara [festejaram hoje 17 anos]estão a criar sensação nesta prova, enquanto a alemã Sarah Schneider, 4.ª classificada na última edição dos Sub-19, se mantém na luta pelos lugares cimeiros do torneio de femininos.

Oitavos-de-final

Femininos
Mastikova / Novikova RUS x Eduarda / Andressa BRA
Rohrer / Gerson SUI x Cajigas / Bernier PUR
J. X. Wang / Yuan Lvwen CHI x Geßlbauer / Radl AUT
Adamcikova / Valkova CHE x Michelle / Erika PAR
Welsch / Bieneck ALE x Rudykh / Makroguzova RUS
Schneider / Arnholdt ALE x Paula Hoffmann / Ana Patrícia BRA
Muno / Jones EUA x Vaiciukynaite / Andriukaityte LTU
M. McNamara / N. McNamara CAN x Stubbe / Wouters HOL

Em masculinos, o alemão Niklas Rudolf (9.º em Lanarca e 9.º nos Sub-19, Porto 2013) e o polaco Mateusz Lysikowski (9.º em Lanarca e 5.º nos Sub-19, Porto 2013) encabeçam o lote de favoritos ao título mundial.
Presentes igualmente no Mundial de Sub-21, continuam em prova o australiano Maximilian Guehrer (33.º), o brasileiro Wanderley (17,º) e a dupla russa Yarzutkin-Stoyanovskiy (9.º).

Masculinos
Winner of match #98 x Arthur /George Wanderley BRA
Rudolf / Stadie ALE x Loiseau-Gauthier / Rat FRA
Drapchynski / Vauchkevich BLR x Yarzutkin / Stoyanovskiy RUS
Tigrito / Peter VEN x Huerta / Rojas ESP
Kratz / Pristauz-Telsnigg AUT x Aveiro / Aulisi ARG
Lysikowski / Jetke POL x Bouter / Van Steenis HOL
Pavels / Kliemans LET x Guehrer / Hunt AUS
Thole / Göbert ALE x Kovalov / Plotnytskiy UCR



Sobreviventes da fase de grupos, Artur Resende e Dinis Alves não conseguiram a almejada qualificação para os oitavos-de-final, tendo perdido por 0-2 (17-21 e 14-21) com os ucranianos Illia Kovalov e Oleh Plotnytskyi.

No final, Francisco Fidalgo, treinador da dupla, fez o balanço da participação lusitana:
"Infelizmente, não conseguimos ter consistência para repetir aquilo que nos deu sucesso. Entrámos bem no primeiro set, criámos uma vantagem razoável de quatro pontos e a partir daí não conseguirmos repetir aquilo que nos tinha possibilitado essa vantagem. É isso que nos tem faltado: a resistência, a capacidade de ter um plano alternativo quando as coisas não correm bem. Para isso, precisamos de muito mais rotina, de um trabalho muito mais continuado.
Ao contrário do que esperávamos, não conseguimos encurtar a distância que nos separa dos que têm apostado mais no Voleibol de Praia. Ao invés, distanciámo-nos um pouco nesta prova, pelo menos é essa a nossa percepção e a nossa desilusão".

E o Seleccionador Nacional de Voleibol de Praia salienta:
"Estarmos a dar alguns passos, na Federação, no sentido de proporcionar aos atletas mais trabalho e durante mais tempo, mas mesmo assim não foi suficiente.
Contamos já com alguns atletas que fazem coisas boas e jogam a um nível interessante, mas dificilmente o o conseguem repetir regularmente. Aliás, nós disputámos oito negras, oito terceiros sets perdidos nesta fase de grupos que nos poderiam ter posto todas as equipas na fase eliminatória seguinte, mas o facto é que as perdemos todas.
Não temos ainda a consistência que se espera destes jovens, que têm já alguma maturidade como atletas.
A solução é repetir, é tentar de novo e trabalhar mais com os atletas, é ir buscar atletas com determinadas características físicas e trabalhar muito com eles.
Nós fizemos uma excelente qualificação europeia nos Sub-17, embora no Mundial não tenhamos conseguido grandes resultados, mas temos de ter muita paciência pois alguns são atletas, nomeadamente no sector feminino, com uma estatura interessante para os lançarmos para o Voleibol de Praia, mas precisam de maturação.
Mas não podemos desistir. Lembro-me que no ano passado deixámos para trás, aqui nesta mesma prova, as duplas brasileiras que são uma das maiores, senão a maior potência no Voleibol de Praia e que este ano estão aqui a tentar de novo e, no seu caso, com mais sucesso. Tem de ser um trabalho continuado e de mais persistência.
É necessário fazer um balanço desta participação. Obviamente, decepcionou-me, tenho de o reconhecer, já que nós pretendíamos repetir uma ou duas posições que ocupámos no Mundial do ano passado, o que seria importante a diversos níveis, desportivo e mesmo estrutural relativamente ao nosso projecto, e não o conseguimos.
Agora, vamos ter de reflectir e ver qual o caminho a seguir e os passos a dar para o percorrer, para assim conseguirmos atingir os nossos objectivos".

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MUNDIAL SUB-19: ARTUR E DINIS SOBREVIVEM À FASE DE GRUPOS
01-08-2014

O terceiro dia de competição do Quadro Principal do Campeonato do Mundo de Sub-19 em Voleibol de Praia foi madrasto para as duplas portuguesas. Apenas Artur Resende e Dinis Alves conseguiram sobreviver à ultima ronda da fase de grupos.

Já apurados para a fase de eliminatórias simples, Artur Resende e Dinis Alves tentaram chegar ao 2.ª lugar da Poule F, o que lhes daria para saltar directamente para os oitavos-de-final. Não o conseguiram, já que acabariam por sair derrotados, por duplo 17-21, do jogo com os russos Yarzutkin e Stoyanovskiy.

Artur e Dinis, que asseguraram já o 17.º lugar, vão defrontar [hoje, 17h15] os ucranianos Illia Kovalov e Oleh Plotnytskyi. Quem vencer, vai defrontar nos oitavos-de-final os alemães Julius Thole e Felix Göbert. [Ver Calendário - masculinos].



Na Poule D, Bernardo Silva e Bernardo Leite voltaram a defrontar os brasileiros Gabriel e Jonas, tendo perdido novamente (0-2: 16-21 e 13-21), mas sem virarem a cara à luta. O 5.º lugar na fase de grupos valeu-lhes o 25.º lugar final.

Uma atitude que o seu treinador, Marco Garcias, destacou:
"A nossa dupla é a terceira de Portugal. Vem do Qualifying, no qual disputámos dois jogos logo no primeiro dia. Depois, realizámos mais dois no segundo e mais dois no terceiro e este foi o sétimo jogo desta dupla.
Alguns desses jogos foram disputados na negra e acusámos algum cansaço.
Entrámos muito bem frente aos brasileiros, estivemos à frente até ao primeiro tempo técnico e depois deixámos fugir o controlo do jogo com alguns erros e alguma falta de consistência. É uma dupla que está a jogar há pouco tempo e não tem muito tempo de preparação, mas penso que a atitude deles e a forma como estiveram durante toda a competição foi muito positiva.
São muito aguerridos, lutaram com unhas e dentes. Tivemos algum azar em dois jogos, nos quais uma maior experiência também nos podia ter ajudado, perdemos dois jogos no terceiro set, um deles [frente à Letónia] em que estivemos a ganhar 1-0 e com um parcial de 15-12 no segundo set, perdemos 19-21, na negra não conseguimos agarrar o jogo e perdermos 1-2. Contra os Estados Unidos, não entrámos da melhor forma, mas depois conseguimos ganhar o segundo set com alguma tranquilidade e... voltámos a perder na negra.
Eles cresceram muito durante a competição e defenderam sempre muito bem, mas depois não conseguiram concretizar no ataque. As outras duplas têm mais tempo de jogo juntas e alguma consistência que nós não conseguimos ter, pois mesmo depois de algumas defesas fantásticas, não pontuámos e, como tal, não conseguimos fechar os jogos".



Já sem hipóteses de qualificação, nem por isso Francisco Pombeiro e José Jardim deixaram de mostrar em campo a tenacidade que caracteriza esta dupla, tendo terminado a sua participação com um triunfo categórico (2-0: 21-16 e 21-8) sobre os checos.

O treinador Ricardo Rocha referiu:
"Tinha falado com eles antes deste jogo e passado a mensagem que, para além da estratégia de jogo era manterem a atitude que tiveram durante os outros jogos, que foram sempre equilibrados. Mesmo o 0-2 com a Espanha foi equilibrado. e nos quais mostraram uma atitude de verdadeiros atletas, com um carácter enorme.
Esta vitória demonstra isso. Eles já sabiam que não tinham hipótese nenhuma de passar à fase seguinte e mesmo assim entraram em campo com a mesma atitude e com a imagem que os tornou conhecidos do público.
Eles tiveram um pouco de azar, logo desde o sorteio dos grupos. É uma Poule muito equilibrada, pois podiam vencer todos os jogos e também os podiam perder os cinco. O primeiro jogo com a Holanda foi um bocadinho demérito nosso, assim como o de ontem, com a Itália, mas depois temos os jogos com a Espanha e a Alemanha em que quisemos arriscar um pouco mais e não correu bem apenas por alguns contra-ataques e algumas situações pontuais que não conseguimos controlar. Se invertêssemos a ordem dos jogos e tivéssemos começado com uma vitória, a confiança era diferente e se calhar alguns dos sets equilibrados poderiam ter caído para nós.
O que nos resta é analisar aquilo que falhámos e continuar a trabalhar para que os erros não se repita. Estas competições internacionais são muito importantes pois dão aos atletas uma bagagem a saber o que têm de fazer para ganharem estes jogos".

Em femininos, Gabriela Coelho e Mariana Maia apostavam o tudo por tudo no último jogo da Poule A, frente à dupla francesa Placette / Richard.
Num jogo em que o triunfo poderia ter sorriso a qualquer dos contendores, as gaulesas foram mais consistentes e felizes, tendo vencido por 2-1 (21-14, 14-21 e 15-12). [Ver Calendário - femininos]



No final, o treinador da dupla, João Pedro Vieira, analisou o percurso da suas pupilas, que terminaram o Mundial na 25.ª posição:
"É complicado sair da prova num jogo em que se vencêssemos, continuávamos em prova. É pena não termos tido a consistência suficiente no terceiro set para conseguir dar sequência ao bom segundo set que fizemos. Elas reagiram muito bem à derrota no primeiro set, foram crescendo ao longo do jogo, corrigiram alguns pormenores do primeiro para o segundo set e foi pena depois na negra não termos conseguido atacá-las nos seus pontos mais débeis, como tínhamos conseguido no segundo set.
Isto é mesmo assim. Quando analisamos as coisa, vemos que poderíamos ter tido sucesso mantendo aquela estratégia, baixámos um bocadinho, as francesas também aproveitaram uma ou outra circunstância que nós lhes oferecemos e tiveram capacidade de reagir do segundo para o terceiro set.
É a primeira vez que a Gabriela e a Mariana estão a jogar juntas e creio que têm muito potencial. É uma dupla que é muito equilibrada e que de certeza que nos vai trazer muitas alegrias no futuro. Não é fácil juntar duas atletas que estavam habituadas a jogar no bloco – a Gabriela agora está a jogar mais na defesa – elas conseguiram fazer uma prova a crescer. Vieram ao longo da competição, tal como nós tínhamos pedido, a ganhar mais capacidade de jogo e a apresentar mais qualidade no jogo de construção, quer a partir do sideout quer na transição.
Foi pena não continuarmos em prova, mas haverá mais oportunidades, pois elas estão a trabalhar bem e estão no bom caminho e vamos tentar que esta dupla tenha mais sucesso no futuro".



Ana Martins e Margarida Vasques também foram 25.ª classificadas no Mundial ao posicionarem-se no 5.º lugar da Poule F, após perderem hoje com as austríacas Geßlbauer e Radl por 0-2 (10-21 e 9-21).

O treinador Pedro Carvalho fez o balanço da prova:
"Ontem, fizeram um bom jogo, mas não tiveram a felicidade do seu lado e perderam na negra o jogo que lhes dava o acesso à fase seguinte. Hoje, já foi um jogo mais difícil, com o primeiro do grupo e não tínhamos tantas facilidades e também não entrámos muito bem no jogo.
O erro foi mesmo ontem, pois tivemos possibilidades de nos apurarmos e foi uma pena porque foi mais uma «negra» perdida, o que significa também falta de sorte.
Elas não entraram bem no primeiro dia, ainda estavam a conhecer o próprio ambiente, mas, no segundo, já registaram uma vitória convincente e, depois, com a Noruega, entrámos fortes e foi mesmo por azar que o jogo não nos foi favorável.
Mas elas foram, claramente, evoluindo de jogo para jogo e creio que temos aqui jogadoras promissoras.
Estas competições internacionais têm muita importância para o seu crescimento como atletas. Elas têm de participar e começar a definir objectivos. A Margarida já tinha estado no Mundial de Sub-17, no México, e tem apenas 16 anos, e veio para aqui ganhar um pouco mais de experiência para poder começar a vencer as melhores duplas internacionais. Se não é neste ano, poderá ser para o próximo."

Sérgio Soares: "CPLP servem para
lançar os jogadores mais novos"

Sérgio Soares, treinador das duplas portuguesas de Sub-17 – Beatriz Pinheiro / Inês Castro e Ricardo Cardoso / Tomás Sousa – que conquistaram a medalha de prata em terras angolanas nos torneios de de Voleibol de Praia dos Jogos da CPLP, esteve hoje no Mundial de Sub-19.

Recém-chegado de Angola, Sérgio Soares recordou:
"Os Jogos da CPLP têm, para além da vertente competitiva, uma vertente social, além da parte política, muito importante e nesse aspecto, foi novamente fantástico, no sentido dos miúdos conviverem com jovens de outros países e com diferentes culturas.
Em termos competitivos, é um saldo positivo, principalmente pela postura competitiva dos nossos atletas.. As nossas representantes eram mais novas, tinham 16 anos, a competição era destinada a atletas com 17 anos, e a maturidade acaba por ser diferente. Sentimos um pouco mais de dificuldades com as duplas angolanas, muito fortes fisicamente, diferentes das nossas duplas e já muito bem trabalhadas. Acabámos por perder com os brasileiros, que tinham um nível de jogo acima do nosso.
Fica sempre aquela sensação de amargura, principalmente no feminino, onde poderíamos ter feito mais qualquer coisa, mas a diferença de experiência de jogo pesou a favor das sul-americanas.
Os Jogos da CPLP servem para lançarmos os jogadores mais novos. Os rapazes não tinham participado em nenhuma competição internacional e foram melhorando jogo após jogo. O ritmo competitivo não se compara a um Mundial de Sub-19, mas deu pelo menos para eles saberem o funcionamento e o que temos de trabalhar para atingir determinado nível.
Nos femininos, a evolução foi constante, desde o primeiro ao último jogo. Foi muito positivo para duas miúdas que começaram a treinar Voleibol de Praia este ano".

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PORTUGUESES VITORIOSOS NO MUNDIAL DE SUB-19
31-07-2014

O segundo dia de competição do Quadro Principal do Campeonato do Mundo de Sub-19 em Voleibol de Praia continuou a dar alegrias ao público português que tem afluído, com assiduidade, aos estádios montados nas praias do Porto e de Matosinhos adjacentes ao Edifício Transparente.
Portugal conta com uma dupla qualificada para a fase eliminatória e outras três ainda com hipóteses matemáticas de se qualificarem, se vencerem amanhã os respectivos compromissos do último dia de competição da fase de grupos.

Os heróis do dia foram Artur Resende e Dinis Alves. Esta dupla soma já três vitórias, sendo a primeira a garantir a qualificação para a segunda fase (eliminatória) do Mundial.
Mais: apesar de estarem já qualificados, Artur e Dinis não perderam a ambição e prometem lutar, amanhã, frente aos russos Yarzutkin / Stoyanovskiy, pelo segundo lugar na Poule F.

Hoje, Artur Resende e Dinis Alves superiorizaram-se facilmente (2-0: 21-5 e 21-8) à dupla da Serra Leoa Sachin / Andre e, depois, à dupla Dmitriyev / Polichshuk (Casaquistão): 2-0 (21-9 e 21-11), naquele que terá sido a sua melhor exibição, indiciando uma nítida subida de rendimento consoante o desenrolar da competição. [Ver Calendário - masculinos]

Dinis Alves confessou:
"Este foi o nosso melhor jogo até agora. Tornámos o jogo mais simples do que seria de esperar. Estamos a jogar bem, mas não chega; temos de melhorar jogo após jogo, pois ainda queremos mais...
Sabemos que cada vitória nos irá fazer defrontar adversários cada vez mais fortes, mas estamos neste Mundial para isso mesmo, para vencer os melhores".

Artur Resende fez o rescaldo, positivo, do dia:
"O jogo de hoje de manhã, com a dupla de Santa Lúcia, foi muito mais acessível e garantiu-nos, desde logo, o apuramento. Agora, com o Casaquistão, estava em causa o terceiro lugar na Poule, que garantimos ao vencer, mas se voltarmos a ganhar amanhã, poderemos chegar ao segundo lugar e sermos mesmo os segundo melhores das poules, garantindo assim a passagem directa aos oitavos-de-final [2.ª Ronda].
Tivemos alguma sorte no sorteio do Quadro Principal, algo que alegrou todos os representantes de Portugal neste Mundial, mas, infelizmente, houve outras duplas que não foram tão felizes, como o Pombeiro e o Jardim, que apanharam um grupo mais competitivo e duplas bem mais fortes. Infelizmente, e a jogar muito bem, talvez até melhor do que nós em muitos momentos, foram sempre à negra e não conseguiram conquistar a vitória. Essa foi a parte negativa do dia.
As outras duplas têm amanhã mais um jogo e espero que saiam todas com a cabeça levantada, pois para alguns de nós será o último Mundial de Sub-19, mas haverá outros de Sub-21 e de Sub-23, bem como Europeus".



Na Poule D, Bernardo Silva e Bernardo Leite defrontaram as duplas DeFalco / Richard (Estados Unidos) e Bramont / Arias Heredia (Peru). No primeiro, a vitória sorriu aos norte-americanos por 2-1: 21-15, 12-21 e 15-12), mas depois os portugueses rectificaram a mão no segundo jogo, frente aos peruanos: 2-0 (21-17 e 21-9).

Os Bernardos, como são carinhosamente apelidados, estão a criar sensação, já que são provenientes da Fase de Qualificação, onde perderam com os brasileiros Gabriel e Jonas, e voltam a encontrar, amanhã, esta dupla, num jogo decisivo que poderá significar a «vingança» da equipa das quinas.
Bernardo Silva justifica:
"Os brasileiros venceram-nos num jogo muito equilibrado. Têm uma dupla com mais qualidade do que a nossa, mais rodada, mas vamos enfrentá-los com a nossa determinação e garra e acreditamos que poderemos chegar à vitória e à qualificação.
Uma das duplas de Portugal no Quadro Principal ficou já pelo caminho [Pombeiro / Jardim], apesar das boas exibições que realizou, devido, sobretudo, ao facto de ter disputado uma Poule muito complicada.
A outra dupla está já qualificada para a fase seguinte [Artur / Dinis] e nós vamos fazer tudo por tudo para a acompanharmos".



Na Poule A, Francisco Pombeiro e José Jardim perderam (1-2: 21, 18-21 e 9-15) com os alemães Thole e Gobert.
Depois, defrontaram a dupla italiana Felice / Mazzon e perderam novamente na «negra» (1-2: 21-15, 12-21 e 17-19), depois de terem vencido o primeiro set, o que aconteceu em três dos quatro jogos disputados neste Mundial, perdendo qualquer hipótese de se qualificarem para a fase eliminatória.

Francisco Pombeiro confessou:
"Custa sempre perder um jogo, mas este é muito difícil de esquecer, porque significa que vamos ficar fora da prova, já que não adianta nada vencermos os checos amanhã e principalmente porque o jogo com os italianos não teve nada a ver com os outros jogos.
Não nos comportámos da mesma maneira, não mostrámos a alegria que caracteriza a forma como fazemos aquilo que mais gostámos, que é jogar Voleibol. Entrámos bem no primeiro set e conseguimos ganhar a uma equipa que considero mais fraca do que nós, mas depois, estivemos quase irreconhecíveis e perdemos os dois sets seguintes, na negra com alguma falta de sorte, mas mais por demérito nosso do que por mérito dos italianos".

José Jardim: "Cada jogo que disputámos, estamos a aprender. Entrámos bem no primeiro set, comunicámos bem um com o outro. Depois, no segundo, estivemos mal. No terceiro voltámos a jogar bem, mas não conseguimos fechar o último set a nosso favor mais uma vez.
É verdade que o nosso grupo era difícil, mas houve jogos que perdemos única e exclusivamente por nossa culpa e isso custou-nos a qualificação".

Amanhã, a dupla lusa defronta os checos Gala e Bercik no último jogo da Poule F e, se vencer, mantém intactas as hipóteses de passar a fase de grupos.
 

Duplas de femininos não desistem

Em femininos, Gabriela Coelho / Mariana Maia e Ana Martins / Margarida Vasques mantêm-se na luta, cada vez mais acérrima, pela qualificação. [Ver Calendário - femininos]

Na Poule A, Gabriela Coelho e Mariana Maia começaram por jogar com as brasileiras Paula Hoffmann e Ana Patrícia (0-2: 15-21 e 8-21), tendo enfrentado, seguidamente, as manas canadianas Megan e Nicole McNamara (0-2: 11-21 e 18-21).
No final, Gabriela Coelho reconheceu:
"Hoje, o primeiro set não nos correu bem e isso condicionou o jogo, já que no segundo set demos luta até ao fim.
Contudo, como no primeiro dia conseguimos uma vitória frente às representantes do Ruanda, continuamos com hipóteses de nos qualificarmos para a próxima fase, tudo dependendo de um triunfo sobre as francesas Placette e Richard, amanhã, um objectivo pelo qual iremos lutar até ao fim, dando o nosso máximo".



Na Poule F, Ana Martins e Margarida Vasques defrontaram Lassyuta / Pimenova, do Casaquistão, tendo vencido por 2-0 (22-20 e 21-17) e, seguidamente, as norueguesas Helland-Hansen e Perren, tendo perdido por 1-2 (18-21, 22-20 e 12-15).
A jovem dupla portuguesa fecha a sua participação neste Mundial, amanhã, diante do par austríaco Geßlbauer / Radl, ainda com algumas «chances» de se apurar para a fase seguinte.

Ana Martins resumiu:
"A luta ainda não acabou, embora tudo esteja mais difícil. Se tivéssemos vencido as norueguesas, tudo seria mais simples, pois um triunfo amanhã dar-nos-ia a qualificação.
Faltou-nos alguma experiência, mas creio que perdemos nos pormenores. Elas tiveram mérito, mas igualmente alguma dose de sorte. Entrámos bem na negra e podíamos ter vencido... ainda não sei bem o que se passou.
Ao longo do tempo temos vindo a melhorar muito e este foi, sem dúvida, o nosso melhor jogo. Estou muito desiludida.
No cômputo geral, acho que todas as duplas poderiam e quereriam fazer melhor, mas há duplas de femininos e de masculinos ainda na luta pela qualificação e isso é de assinalar".

Diogo Maia e Tomás Silva
com «saudades» do Mundial

Diogo Maia e Tomás Silva formaram dupla na última edição do Mundial de Sub-19. A tenacidade e garra que colocavam em campo conquistaram em 2013 os espectadores e recompensaram-nos com um excelente 9.º lugar na classificação final.

Diogo Maia revela:
"Dá sempre aquela saudade, sente-se aquele bichinho ao chegar a este estádio e ver os nossos colegas, pois também queríamos estar outra vez na pele deles e viver os momentos que vivemos, mas também estamos aqui para apoiá-los e fazê-los sentir que estamos ao seu lado.
O nível de um Mundial é sempre alto, pois apresenta sempre jovens com muito potencial. Considero que Portugal está a fazer um trabalho muito bom e os nossos atletas levam estas participações muito a sénior, pelo que acredito que conseguiremos atingir o nível das três ou quatro potências que aqui estão e, se Deus quiser, mantermo-nos nesse patamar".

Tomás Silva analisa:
"Têm sido muitas «negras» perdidas, com muito azar à mistura. Não temos tido a sorte do nosso lado, mas ainda há mais jogos pela frente e acredito que as duplas portuguesas vão conseguir mostrar o seu valor e superiorizar-se aos adversários.
Encarar uma derrota é sempre complicado, mas é preciso continuar a lutar e só com muito treino e outras oportunidades de participarmos em competições internacionais deste nível é que conseguiremos atingir o nível do Voleibol praticado pela melhores duplas mundiais. Mas acredito que, com o trabalho que está a ser desenvolvido e com o potencial destes jovens, isso é possível".

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TUDO EM ABERTO PARA OS PORTUGUESES NO CAMPEONATO DO MUNDO DE SUB-19
30-07-2014

O primeiro dia de competição do Quadro Principal do Campeonato do Mundo de Sub-19 em Voleibol de Praia, que decorre desde ontem e até domingo nas praias do Porto e de Matosinhos adjacentes ao Edifício Transparente, saldou-se por dois triunfos conquistados por duas duplas portuguesas, bem como por muita emoção e luta noutros jogos que envolveram os jovens jogadores lusitanos.

Na Poule F, Artur Resende e Dinis Alves disputaram dois jogos. [Ver Calendário - masculinos]
Primeiro, enfrentaram Guehrer-Hunt, da Austrália, perdendo por 0-2 (18-21 e 16-21). Não contentes da forma como se exibiram, os portugueses vingaram-se, depois, na dupla egípcia Ahmed-Fayed: 2-0 (21-11 e 21-13).
"Esta vitória dá-nos mais confiança. De manhã, não nos correu bem. Era a nossa estreia neste Mundial e nós cometemos muitos erros. De tarde, defrontámos o Egipto, que é um bocado mais acessível, pois esta dupla vem do Indoor e tem menos experiência do que os australianos na areia. Deu para nos soltarmos um bocadinho mais e para ganhar alguma experiência como dupla.
Continua tudo está em aberto e acredito que todas as duplas portuguesas vão conseguir ultrapassar a fase de grupos.
A dupla da Gabriela e da Mariana também venceu um jogo e as duplas de masculinos estão a jogar muito bem. Fez bem aos aos Bernardos [Silva e Leite] terem passado pela Fase de Qualificação, pois estão a jogar bem e muito soltos, à semelhança do que se passa com o Pombeiro e o Jardim, que perderam sempre nas vantagens. Hoje ganhámos nós, mas de certeza que amanhã será a vez deles triunfarem.
Agradeço à minha família e à do Dinis, que nos têm apoiado desde que formámos uma dupla, a todos os amigos que aqui estão e a todos aqueles que têm estado neste Mundial a apoiar as duplas portuguesas", salientou Artur Resende.
"Este jogo deu para mostrar como realmente somos, já que nos soltámos mais. O primeiro jogo provocou algum nervosismo, mas, agora, espero que seja sempre a melhorar.
Dedico esta vitória a todo o trabalho que temos feito, a todas as pessoas que nos têm apoiado, à família... isto não é apenas o resultado de um jogo, mas sim de muito trabalho e algum sacrifícios que são recompensados pelo apoio de toda a gente que está à nossa volta", acrescentou Dinis Alves.



Na Poule A, Francisco Pombeiro e José Jardim perderam (1-2: 21-16, 16-21 e 12-15) com os holandeses Bouter e Van Steenis.
No segundo jogo, frente a uma dupla mais forte, a espanhola Huerta-Rojas, os portugueses só cederam ao fim de muita luta: 0-2 (19-21 e 18-21).
No final, e analisando as suas exibições a frio, Francisco Pombeiro reconheceu:
"No jogo com os holandeses, começámos da melhor maneira, mas depois deixámo-nos ir abaixo. Houve uma altura em que equilibrámos, mas depois deixámo-los fugir. Não fomos capazes de entrar bem na negra e acabámos por perder frente a um adversário acessível.
No segundo jogo, defrontámos os espanhóis, que formam uma dupla mais difícil. Dois a zero é sempre um resultado negativo, mas conseguimos bons parciais frente a uma boa dupla. Podia ter caído para um lado ou para o outro; caiu para o deles.
Sentimos uma melhoria de um jogo para o outro".
José Jardim afinou pelo mesmo diapasão:
"Do primeiro para o segundo jogo já sentimos uma melhoria significativa. A partir de agora, espero que seja sempre a subir e que consigamos alcançar bons resultados. A nossa atitude tem de ser sempre a melhor e teremos de lutar até ao fim.
É a minha estreia internacional e a experiência está a ser muito positiva, pois a cada dia que passa aprendo coisas novas e só espero poder usufruir de mais momentos como este".

Na Poule D, Bernardo Silva e Bernardo Leite também perderam o primeiro jogo (1-2: 21-13, 19-21 e 12-15) com Pavels-Kliemans, da Letónia.
No segundo, e frente aos venezuelanos Tigrito e Peter, pouco mais podiam fazer do que vender cara a derrota: 0-2 (10-21 e 20-22), como explicou Bernardo Silva:
"A Letónia era um adversário que estava ao nosso alcance. Conseguimos ganhar o primeiro set e estivemos em vantagem no segundo, mas, depois, começámos a falhar e perdemos o esse set e o terceiro.
No segundo jogo, a dupla que enfrentámos era claramente melhor do que a nossa. no primeiro set não reagimos à sua qualidade e só fizemos 10 pontos. No segundo foi totalmente diferente e acabámos por perder nas vantagens.
E o que é que esperam para os jogos de amanhã?
"Agradecíamos melhores condições climatéricas, ou seja, nós estamos habituados a estas condições, com vento e sol, mas creio que se fizesse um pouco menos de vento isso iria beneficiar o nosso tipo de jogo, já que ele gosta de uma bola mais rápida e eu de uma bola mais alta para atacar.
A Venezuela era muito forte e conhecia bem os nossos pontos fortes e fracos e sabemos que as próximas equipas são mais agressivas. Temos de encontrar soluções para contrariar o seu jogo e vencermos. Vamos encontrar outra vez o Brasil. Na Fase de Qualificação, venceram-nos claramente, mas agora estamos preparados para eles", destacou Bernardo Leite.

Gabriela e Mariana
entram a vencer

Na Poule A do torneio de femininos, Gabriela Coelho e Mariana Maia começaram por vencer, por claros 2-0 (21-13 e 21-10), Mukantambara-Uwimbabazi (Ruanda). [Ver Calendário - femininos]
No segundo, e diante das alemãs Welsch e Bieneck, as portuguesas não conseguiram rubricar uma exibição semelhante e perderam por duplo 10-21.
Mariana Maia, que este ano se sagrou campeã nacional de juniores e de... seniores, analisou os dois jogos:
"Foi bom termos ganho o primeiro jogo. No segundo, frente às alemãs, jogámos pior, frente a uma equipa bem mais forte. Estivemos um bocado mal na recepção, mas acredito que amanhã vamos ultrapassar isso e jogar bem melhor.
Agora, é tempo de olhar para a frente e continuar a dar o nosso máximo, para voltarmos a vencer. Uma competição deste nível obriga a uma grande concentração e é importante jogarmos sempre com alegria, pois, no fundo, estamos a fazer aquilo que mais gostamos de fazer, que é jogar Voleibol".



Na Poule F, Ana Martins e Margarida Vasques defrontaram duas duplas da Europa de Leste e perderam com as ucranianas Udovenko-Lysenko (0-2: 13-21 e 17-21) e as lituanas Vaiciukynaite-Andriukaityte (0-2: 12-21 e 12-21).
"No primeiro jogo entrámos bem, mas depois deixámos fugir as nossas adversárias. Espero que amanhã consigamos manter consistência no nosso jogo.
Estamos num Mundial e, como é óbvio, todas as duplas que aqui estão têm de ser fortes", referiu Ana Martins.
"Precisamos de mais concentração e, principalmente, mais eficácia nos pontos decisivos.
No México [Mundial de Sub-17], para mim foi mais fácil, pois defrontei jogadoras da minha idade e dava para me identificar melhor com elas. A mentalidade delas era semelhante à minha e era fácil encontrar as lacunas no jogos delas. Aqui, as jogadoras são mais experientes e maduras", confessou Margarida Vasques.

Duda Lisboa quer ser
bicampeã mundial

Eduarda Lisboa tem nome bem português, mas é tipicamente brasileira.
Duda, que venceu o Mundial 2013 no ano passado, está de regresso ao Porto e novamente com a ideia de ganhar.
"Estou concentrada no objectivo de ser bicampeã. Gosto muito de jogar aqui e eu e a minha parceira queremos prosseguir para o nosso objectivo passo a passo, ponto a ponto.
Este Mundial é muito forte e equilibrado, mas esta cidade foi muito boa para mim e deu-me sorte. Se Deus quiser, chegaremos ao lugar mais alto do pódio".

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FASE DE QUALIFICAÇÃO AQUECEU MUNDIAL DE SUB-19
29-07-2014

As duplas portuguesas que disputaram hoje a Fase de Qualificação do Campeonato do Mundo de Sub-19 de Voleibol de Praia, que está a decorrer nas praias adjacentes ao Edifício Transparente, no Porto, deram o melhor de si mesmas mas isso não bastou... e agora só um «milagre» poderá fazer com que Portugal consiga um passaporte para o Quadro Principal, que se inicia amanhã, por volta das 9 horas.
Os portugueses têm hipóteses, ainda que remotas – face às vitórias alcançadas hoje na Fase de Qualificação por uma dupla de femininos e outra de masculinos –, de reforçar o contingente lusitano que disputará, a partir de amanhã, o Quadro Principal. Explicando melhor, poderá haver repescagem de alguma dupla [o chamado Lucky Looser], em caso de se verificar a ausência de duplas com entrada directa na fase de grupos.

Bernardo Silva e Bernardo Leite [na foto superior], que cometeram a proeza de eliminar, por 2-0 (21-19 e 21-19), uma dupla russa, Myskiv / Fialkovskiy, na 2.ª ronda, estão nessa situação.
Na 3.ª ronda, e frente aos brasileiros Gabriel Fichter e Jonas Fidélis, os portugueses perderam por 0-2 (13-21 e 18-21), mas mantêm acesa a chama da esperança [só será conhecida a sua sorte mais para o final princípio da noite de hoje, após a Reunião Técnica do Quadro Principal]

"Não cremos que esta dupla fosse superior, simplesmente jogou melhor do que nós. Agora, resta-nos esperar por uma eventual desistência relativamente às duplas do Quadro Principal para podemos continuar em prova", salientam Bernardo Silva e Bernardo Leite.

Tomás Rocha e Bruno Santiago perderam 1-2 (21-23, 21-16 e 10-15) com os australianos Maxmillian Guehrer e Jonathan Hunt na 1.ª ronda da Fase de Qualificação.
"Tivemos pouco tempo de preparação e como dupla, mas, mesmo assim, conseguimos fazer um bom jogo.
Pensamos que os australianos estavam ao nosso alcance, mas a maior experiência de jogo dos nossos adversários foi decisiva. Contudo, disputar este Mundial foi uma boa experiência e esperamos poder repeti-la no futuro. Creio que com mais tempo de preparação poderemos fazer bem melhor. De resto, temos ainda em competição duplas portuguesas mais experientes e que de certeza que irão representar bem o nosso país, pois estão bastante motivados".

Em masculinos, apuraram-se, só com vitórias, para o Quadro Principal as duplas Guehrer / Hunt (Austrália), Gabriel / Jonas (Brasil), Thole / Gobert (Alemanha) e Lysikowski / Jetke (Polónia).

Francisca Silva e Bárbara Freitas não tiveram sorte. Obrigadas pelo sorteio a defrontar as suas compatriotas Matilde Saraiva e Catarina Anjos, as portuguesas acabaram por ser eliminadas (1-2: 20-22, 21-16 e 10-15) na primeira ronda da Fase de Qualificação, tendo obtido o 45.º posto classificativo.
"É verdade que é uma situação algo ingrata para nós, mas também é bom porque uma dupla portuguesa continua em prova e com oportunidade de passar ao Quadro Principal.
Tenho a certeza de que as duplas portuguesas vão dar tudo o que podem para representar da melhor maneira o nosso país e acredito que os resultados vão aparecer", salientou Bárbara.

"Faltou-nos, sobretudo, experiência como dupla, já que a Matilde e a Catarina já jogam juntas há algum tempo. Isso pesou um bocado, pois estivemos dos dois primeiros sets sempre à frente no marcador e não conseguimos aproveitar essas vantagens.
Às outras duplas portuguesas, desejamos os melhores sucessos e, já que nós não podemos, que consigam ir o mais longe possível", acrescentou Francisca.

As cabeças já começaram a rolar. Tiadora Miric, recém-vencedora do Mundial de Sub-21, também foi infeliz na sua estreia no Mundial de Sub-19. A canadiana, que foi 9.º classificada em 2013, acabou por só fazer um jogo, tendo perdido por 0-2 (12-21 e 16-21) frente à dupla norte-americana Sponcil / Eager.
"É o meu terceiro Mundial e, apesar de disputar no Qualifiyng, estava confiante", confessou a atleta, enquanto a sua treinadora, a brasileira Adriana Bento, reconheceu:
"Não estava à espera. É difícil explicar. A Tia estava muito cansada. Foi o cansaço que a derrotou. Não é desculpa, mas simplesmente não conseguiu jogar. Mesmo assim, esperava que esta dupla conseguisse passar, pois são ambas boas jogadoras.
Temos ainda a dupla das irmãs McNamara, que venceram no Canadá a Tia e a Poletto, e que são agora a nossa grande esperança. E os rapazes também poderão dar-nos alegrias".

Após vencerem Bárbara e Francisca, na primeira ronda, Matilde Saraiva e Catarina Anjos defrontaram as norueguesas Hansen / Perrens. Venceram o primeiro set categoricamente (21-12), mas, depois, não foram capazes de suster a reacção das nórdicas, que triunfaram por 2-1 (12-21, 21-13 e 15-11).
No rescaldo desta participação, que lhes deu o 37.º lugar final, Matilde e Catarina
"Faltou-nos experiência a este nível. Já jogamos juntas há algum tempo, mas esta foi a nossa estreia internacional.
Foi pena, porque, visto de fora, o Mundial parecia-nos algo muito diferente e acabámos por ficar com a sensação de que não era assim tão difícil vencermos algumas duplas estrangeiras. Começámos bem, mas depois elas pressionaram e o nosso jogo não saiu como queríamos. Contudo, acreditamos que as outras duplas portuguesas poderão obter bons resultados, pois todas estão apostadas em dar o máximo neste Mundial".

Em femininos, apuraram-se, só com vitórias, para o Quadro Principal as duplas Shalayeuskaya / Siakretava (Bielorrússia), Paula Hoffmann / Ana Patrícia (Brasil), Welsch / Bieneck (Alemanha) e Mastikova / Novikova (Rússia).

Quadro Principal começa amanhã

Gabriela Coelho, 17.º classificada em 2013, faz dupla com Mariana Maia, enquanto Margarida Vasques, 17.ª classificada no Campeonato do Mundo de Sub-17, realizado recentemente no México, junta-se a Ana Martins, 33.ª classificada no ano transacto em Sub-19.
Em masculinos, Francisco Pombeiro, 9.º classificado em 2013, faz dupla com José Jardim, enquanto Artur Resende, que, no ano passado, foi 17.º classificado no Mundial de Sub-19 e 3.º classificado na CEV Youth Continental Cup – Poule D, forma dupla com Dinis Alves, 33.º classificado no Porto em 2013.

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PORTUGUESES EM ACÇÃO AMANHÃ NO MUNDIAL DE SUB-19
28-07-2014

É já amanhã que mais de uma centena de atletas, oriundos de mais de 40 países, começam a disputar a 12.ª edição do Campeonato do Mundo de Sub-19 em Voleibol de Praia, que se prolonga até domingo, nas praias adjacentes ao Edifício Transparente.
Será a terceira vez que Portugal acolherá esta competição – 2010, 2013 e, agora, 2014 –, considerada crucial na definição de futuros atletas de Voleibol de Praia e reis e rainhas do Circuito Mundial desta variante do Voleibol.

Favoritos... são mais do que muitos. A brasileira Eduarda Lisboa, que venceu no ano passado, no Porto, formará dupla com outra parceira, Andressa Cavalcanti, que na última edição do Mundial foi 5.ª classificada, com Paula Hoffmann, também presente este ano mas na fase de Qualificação, que arranca amanhã de manhã.
Do Canadá vem Tiadora Miric, outra campeã, mas esta bem mais recente, pois venceu o Mundial de Sub-21 no fim-de-semana, em Lanarca, Chipre, mas desta feita com outra dupla. Miric também é uma repetente, tendo sido 9.ª classificada no Mundial de 2013.
Directamente do Mundial de Sub-21 vem outras duplas completas: a bielorrussa Babenka / Mileuskaya, a canadiana M. McNamara / N. McNamara e a grega Parisaki / Manavi, todas classificadas em 17.º lugar.
A este lote junta-se a alemã Sarah Schneider, 4.ª classificada na última edição dos Sub-19.

Da parte das portuguesas, Gabriela Coelho, 17.º classificada em 2013, fará dupla com Mariana Maia, uma habituée nas selecções de Indoor, enquanto Margarida Vasques, 17.ª classificada no Campeonato do Mundo de Sub-17, realizado recentemente no México, junta-se a Ana Martins, 33.ª classificada no ano transacto em Sub-19.
Igualmente a espreitar uma oportunidade de mostrar o seu valor e o trabalho desenvolvido nos Centros de Treino de Alto Rendimento de Voleibol de Praia (CTARVP), orientados por Francisco Fidalgo, as duplas Matilde Saraiva / Catarina Anjos e Bárbara Freitas / Francisca Silva começam a disputar amanhã a fase de qualificação.

Em masculinos, o norte-americano Torey DeFalco, 3.º classificado em 2013, volta à carga para tentar levar ainda melhores recordações do Porto. Desta vez, o seu parceiro será Louis Richard, 33.º em 2013.
Do ainda fresco Mundial de Sub-21, vêm jogadores e/ou duplas ambiciosos: os noruegueses Aleksander Sorum (4.º classificado no Chipre, 5.º no Europeu de Sub-20, em Vilnius, e 2.º classificado em Sub-19, Porto 2013) e Mathias Berntsen (5.º), o alemão Niklas Rudolf (9.º em Lanarca e 9.º nos Sub-19, Porto 2013) ou o polaco Mateusz Lysikowski (9.º em Lanarca e 5.º nos Sub-19, Porto 2013).

Nos portugueses, aparecem vários jogadores experientes, pese embora a sua juventude.
Este ano, Francisco Pombeiro, 9.º classificado em 2013, faz dupla com José Jardim (filho do treinador do SL Benfica, vencedor do Campeonato Nacional da I Divisão), enquanto Artur Resende, que, no ano passado, foi 17.º classificado no Mundial de Sub-19 e 3.º classificado na CEV Youth Continental Cup – Poule D, tendo feito dupla nesta última com Dinis Alves, 33.º classificado no Porto em 2013.
Tomás Rocha faz dupla com Bruno Santigado, de apenas 16 anos, enquanto Bernardo Silva (33.º em 2013) forma uma parceria com Bernardo Leite. Todos fazem a sua estreia internacional.

Artur Resende salienta:
“Tendo em conta o nível deste Mundial, não podemos prometer resultados, mas os portugueses poderão contar que nos esforçaremos ao máximo e que colocaremos em campo todo o nosso empenho, à semelhança do que temos feito nos treinos, facto que as pessoas que assistem à nossa preparação na praia têm destacado.
Os nossos objectivos não são apenas a qualificação para o Quadro Principal, ou, relativamente às duplas que já estão nesta fase, conseguir passar a fase de grupos, mas sim tentar ir o mais longe que nos for possível. Se forem alcançadas medalhas, como no passado (Europeu de Sub-18, em 2010), tanto melhor para nós como para o país, mas, para já, essa não é a nossa meta, pois tudo dependerá dos adversários que iremos enfrentar.
Temos atletas que já foram internacionais várias vezes, bem como outros que vão fazer a sua estreia em provas internacionais, mas que estão já bastante aptos para representar o país.
Em relação aos possíveis adversários, vamos defrontar adversários com muita experiência, mas igualmente alguns que estão agora a começar. O que sabemos é que serão praticamente todos muito mais altos e fortes do que nós, com uma estrutura física superior à nossa, o que tentaremos combater com a nossa técnica, que possui já nível para disputar uma competição tão exigente, e com através de uma postura táctica que os surpreenda.
Já no ano passado tivemos a sorte do Mundial ser aqui e contámos com as bancadas cheias, tanto nos jogos de masculinos como de femininos. Houve jogos em que as nossas vitórias ficaram a dever-se, em muito, ao apoio do público.
Tal como nós prometemos deixar tudo em campo, esperamos que o público nos apoie e não deixe a sua voz em casa”.

Francisco Pombeiro concorda:
“No ano passado, participámos no Mundial de Sub-19. Éramos mais novos e isso deu-nos uma bagagem diferente para esta edição, pois já sabemos com o que poderemos contar.
Passado um ano, também é normal que tenha havido alguma evolução da nossa parte. Sabemos que os resultados obtidos no ano passado [9.º lugar] foram bastante positivos e que será muito difícil repeti-los, mas as nossas metas continuam a ser ambiciosas, pelo que continuaremos a perseguir o objectivo de fazer mais e melhor e dignificar o nome de Portugal e do Voleibol nacional.
O que faz a diferença entre os portugueses e os atletas dos outros países, é a nossa raça: o nunca desistir de lutar por qualquer ponto e festejar sempre os pontos conquistados, puxar pelo público e esse apoio ter um impacto positivo e estimulador em nós. Isso é uma grande vantagem que nós temos”.

Francisco Fidalgo, Seleccionador Nacional e Responsável pelos Centros de Treino de Alto Rendimento de Voleibol de Praia da FPV, faz o ponto da situação, algumas horas da entrada em acção dos participantes no Mundial de Sub-19:
“Começamos já a acumular alguma experiência e, com ela, um bocado de responsabilidade, como é óbvio. Continuamos a ser fisicamente menos imponentes do que a maior parte dos adversários, mas essa experiência, aliada ao facto de jogarmos em casa, poderá pesar a nosso favor.
É sempre complicado fazer previsões em provas de Voleibol de Praia, principalmente nestas idades, mas acreditamos que será possível pôr a fasquia nos resultados alcançados no ano passado.
Este ano temos feito um trabalho mais contínuo. Começámos mais cedo a trabalhar, no Inverno, embora com alguns constrangimentos, e há aqui atletas que fizeram esse percurso e que se apresentam já numa posição bem mais confortável do que quando os chamávamos apenas no período do Verão, ou seja, pouco tempo antes do começo das provas.
Nunca tivemos tantas competições no fim de Julho e isso dá-nos, embora não no imediato, alguma bagagem. Já participámos nalgumas competições internacionais. As classificações não foram exuberantes, mas temos a noção que isto está a evoluir, passo a passo, e que este é o caminho certo: trabalhar mais tempo durante o ano e aproveitar os miúdos que demonstrem, quer em termos físicos quer anímicos, condições para poderem trabalhar connosco.
Alguns países estão à espera dos seus atletas que disputaram o Campeonato do Mundo de Sub-21. Alguns, curiosamente, venceram a prova. São atletas que vão acompanhando os mais velhos em provas de outros escalões e ganhando uma experiência muito importante na sua evolução como jogadores de Voleibol de Praia e, eventualmente, conquistando alguns bons resultados. Esse terá de ser, também, o nosso caminho”. [Ver vídeo]

Margarida Vasques, de 15 anos, do Leixões SC, integra os trabalhos do CTARVP desde 2013:
“Nas últimas competições, e eu acompanhei de perto pois treinei durante o Verão todo, registaram-se bons resultados no Mundial, sobretudo nos masculinos, mesmo para o nível de trabalho que se realizou no ano passado, que não foi tão grande como este ano. Apesar de os femininos não terem tido tão bons resultados, tiveram uma boa prestação.
A competição também não é fácil. É preciso alguma consciência de que os resultados aparecem fruto de um trabalho feito com tempo.
A prestação das duplas portuguesas vai depender de muitos factores, mas da forma como temos treinado, com qualidade, e o empenho de todos os que aqui estão vai haver bons resultados este ano. Nem sempre se pode alcançar medalhas, como o segundo lugar da Joana Neto e da Mariana Filipe no Europeu Sub-18, em 2010, mas estou confiante que os portugueses terão uma boa prestação em termos classificativos”.

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Em 2013, Eduarda Santos Lisboa / Tainá Silva Bigi (Brasil) e Moritz Reichert / Clemens Wickle (Alemanha) foram os grandes vencedores do Campeonato do Mundo de Sub-19 e a praia do Edifício Transparente registou «casa cheia» em cada um dos quatro jogos disputados na parte da tarde, com natural incidência nos jogos das finais.

Na final de femininos, arbitrada pela portuguesa Sandra Deveza, Dudu Lisboa, de 14 anos, e Tainá Bigi derrotaram (21-12 e 21-16) as russas Anna Gorbunova e Nadezda Makroguzova.
A medalha de bronze foi para as norte-americanas Sara Hughes e Kelly Claes, que venceram (2-1: 21-18, 19-21 e 15-12) as alemãs Sarah Schneider / Lara Schreiber.

Na final de masculinos, arbitrada pelos portugueses Rui Carvalho e Cesário Rama, Moritz Reichert e Clemens Wickler derrotaram (21-16 e 21-17) a equipa-sensação do Mundial, formada pelos noruegueses Bjarne Nikolai Huus e Christian Sorum.
Como curiosidade, saliente-se que a dupla germânica só sofreu um set (20-22) ao longo de todo o Campeonato do Mundo... frente à dupla portuguesa Diogo Maia / Tomás Silva, no início da fase eliminatória.
No jogo de atribuição dos 3.º e 4. lugares, os norte-americanos Torey DeFalco e Lucas Yoder triunfaram (2-1: 22-24, 21-18 e 15-8) sobre os lituanos Lukas Kazdailis e Arnas Rumsevicius.

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PORTUGUESES EM ACÇÃO AMANHÃ NO MUNDIAL DE SUB-19
28-07-2014

São já conhecidas as Selecções Nacionais de Sub-19 de Masculinos e de Femininos que irão participar no Campeonato do Mundo da categoria em Voleibol de Praia, organizado pela FPV, sob a égide da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), de 29 de Julho a 3 de Agosto de 2014, no Porto / Matosinhos.

Os atletas convocados vão participar num estágio, a realizar no Porto, de 25 a 28 de Julho:

Femininos
Gabriela Coelho (Colégio do Rosário*)**
Ana Afonso Martins (SC Braga)
Mariana Maia (Colégio do Rosário*)
Catarina Anjos (Lusófona VC)
Matilde Saraiva (Lusófona VC)
Margarida Vasques (Leixões SC)
*à data da primeira convocatória

Masculinos
Francisco Pombeiro (SL Benfica)**
José Jardim (SL Benfica)
Dinis Alves Leão (AA S. Mamede)**
Artur Resende (CA Madalena)**
Bernardo Leite (Leixões SC)
Bernardo Cabral e Silva (CV Oeiras)**
**disputou o Mundial Sub-19 em 2013

O Campeonato do Mundo de Sub-19 em Voleibol de Praia está agendado para os dias 29 de Julho a 3 de Agosto e o palco escolhido será novamente a praia adjacente ao Edifício Transparente, que acolheu, com enorme êxito, os Mundiais de Sub-19 realizados em 2010 e 2013.

Em 2013, Eduarda Santos Lisboa / Tainá Silva Bigi (Brasil) e Moritz Reichert / Clemens Wickle (Alemanha) foram os grandes vencedores do Campeonato do Mundo de Sub-19 e a praia do Edifício Transparente registou «casa cheia» em cada um dos quatro jogos disputados na parte da tarde, com natural incidência nos jogos das finais.

Na final de femininos, arbitrada pela portuguesa Sandra Deveza, Dudu Lisboa, de 14 anos, e Tainá Bigi derrotaram (21-12 e 21-16) as russas Anna Gorbunova e Nadezda Makroguzova.
A medalha de bronze foi para as norte-americanas Sara Hughes e Kelly Claes, que venceram (2-1: 21-18, 19-21 e 15-12) as alemãs Sarah Schneider / Lara Schreiber.

Na final de masculinos, arbitrada pelos portugueses Rui Carvalho e Cesário Rama, Moritz Reichert e Clemens Wickler derrotaram (21-16 e 21-17) a equipa-sensação do Mundial, formada pelos noruegueses Bjarne Nikolai Huus e Christian Sorum.
Como curiosidade, saliente-se que a dupla germânica só sofreu um set (20-22) ao longo de todo o Campeonato do Mundo... frente à dupla portuguesa Diogo Maia / Tomás Silva, no início da fase eliminatória.
No jogo de atribuição dos 3.º e 4. lugares, os norte-americanos Torey DeFalco e Lucas Yoder triunfaram (2-1: 22-24, 21-18 e 15-8) sobre os lituanos Lukas Kazdailis e Arnas Rumsevicius.

Portugueses num honroso 9.º lugar

As duplas portuguesas Tomás Silva / Diogo Maia e Bernardo Martins / Francisco Pombeiro classificaram-se no 9.º lugar no Mundial de 2013.
Tomás Silva e Diogo Maia lutaram ombro a ombro pela vitória com a dupla Reichert / Wickler que haveria de se sagrar campeã mundial. Os alemães venceram (2-1: 21-15, 20-22 e 15-10), mas não ganharam para o susto...
Bernardo Martins e Francisco Pombeiro defrontaram a forte dupla polaca Lysikowski / Wierzbicki. Perderam o primeiro set por claros 9-21, mas, depois, voltaram ao seu normal e lutaram pela vitória até final (19-21).

Foram três as duplas (duas de femininos e uma de masculinos) que se classificaram no 17.º lugar.

O jogo entre Vanessa Paquete / Gabriela Coelho e Brinke / Alise, da Letónia, foi o mais dramático e aquele que mais tristeza provocou entre as hostes lusitanas, já que as portuguesas acabaram por perder nos pormenores (0-2: 19-21 e 23-25).
A dupla Inês Pereira / Maria Tinoco perdeu (0-2: 16-21 e 11-21) com a dupla germânica Eckelmann / Glenzke.
Jorge Graça e Artur Resende mediram forças com a dupla austríaca Moser / Aberger... e não ficaram convencidos, apesar da derrota (0-2: 19-21 e 19-21).

Os jogos realizados no campo principal puderam ser seguidos em directo em http://indoor.pt/indoorpt-tv

Em 2010 foi assim

O Campeonato do Mundo de Sub-19 de 2010 foi o primeiro evento internacional de Voleibol de Praia organizado em conjunto pela FPV e a Câmara Municipal do Porto, através da Porto Lazer, e o resultado desta fusão de interesses desportivos e sociais não poderia ter sido mais feliz, pois o Mundial deslumbrou todos quantos estiveram envolvidos, directa ou indirectamente, na competição realizada na praia situada junto ao Edifício Transparente, na Cidade Invicta.

Em termos de resultados desportivos, a dupla polaca Piotr Kantor/Bartosz Losiak acrescentou o título de campeã mundial de Sub-19 aos troféus de campeã europeia de Sub-18 (Espinho, 2009) e Sub-20 (Catânia, 2010) ao derrotar, por 2-1 (17/21, 21/19 e 15/11), os russos Maxim Anufriev e Artem Kucherenko.
No jogo de atribuição dos 3.º e 4.º lugares, os alemães Lorenz Schumann e Dominik Stork derrotaram os canadianos Nick Del Bianco e Garret May por 2-0 (21/10 e 21/19).
Em femininos, a dupla norte-americana Jane Croson / Summer Ross (Estados Unidos) conquistou a medalha de ouro ao superar (2-1: 21/10, 18/21 e 15-7) as russas Ekaterina Karapischenko e Maria Ushkova.
No jogo de atribuição dos 3.º e 4.º lugares, as australianas Taliqua Clancy e Eliza Hynes venceram, facilmente (21/13 e 21/11), as brasileiras Rebecca Cavalcanti e Juliana Simões.

Quanto aos portugueses, Fernando Silva/Sebastião Alves, a última dupla lusa a cair no Campeonato do Mundo de Sub-19, caiu de pé (0-2: 15/21 e 18/21), frente aos norte-americanos Parker Kaimbach e Brandon Fuimaono.
À semelhança dos seus compatriotas, João Lemos e Simão Teixeira classificaram-se no 17.º lugar, ao fecharem a participação no Mundial com um merecido triunfo (2-1: 11/21, 22/20 e 15/13) sobre os franceses Hugo Alimi e Tom Riblet.
Mariana Filipe Alexandre e Joana Neto, medalha de prata nos Europeus de Sub-18, estiveram perto de conseguir atingir os oitavos-de-final do Quadro Principal. Acabaram por perder essa hipótese ao saírem derrotadas do jogo com a dupla chinesa Changning Zhang/Fan Wang, por 1-2 (24/22, 22/24 e 11/15).
Judite Marques e Ana Rita Magalhães (Poule E) foram afastadas da prova ao perderem com as espanholas Angela Lobato e Paula Soria.
No terceiro e último jogo da Poule F, Marta Hurst e Ana Maria Caseira perderam com as russas Maria Ushkova e Ekaterina Karapischenko.
As três duplas portuguesas de femininos classificaram-se no 19.º lugar final.

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